Prendas e Retribuições: Amor ou Obrigações?

E serve este post para falar sobre prendas. Exacto, aquelas coisas que habitualmente se oferecem quando as pessoas fazem anos, quando é Natal, quando as pessoas se casam, ou simplesmente, quando nos apetece mostrar um gesto de carinho a alguém.
Quantas vezes não se encontraram a uns dias do aniversário de um grande amigo, dos seus pais ou filhos, do namorado ou namorada, etc etc sem saber o que lhe oferecer? E quantas vezes acabaram por oferecer algo que não era bem o que a pessoa queria, mas simplesmente, a única coisa que se conseguiram lembrar? Quantas vezes, e pelo outro lado, não receberam coisas que não serviam para nada e fizeram um sorriso forçado de agradecimento?

E porquê? Porque o mundo inteiro nos cai em cima se não oferecermos nada a determinadas pessoas.

“Então o que te deram?”

“Então o que te deu a X pessoa?

“Então o que compraste para dar à pessoa Y?”

“O quê? Não lhe vais dar nada?”

“Não te deu nada?” (ar surpreso que nos diz: a pessoa não gosta de ti, só pode)

Entrando estas questões nas perguntas inconvenientes que falava no outro dia, a verdade é que sentimos esta obrigação de dar algo, em determinadas datas. Mas são as prendas que nos dizem que alguém gosta de nós? E o resto do ano, não conta? As atitudes dia após dia. Essas sim, nos dizem o que alguém sente ou não por nós.

Quantas vezes não vemos algo que achamos que era a prenda ideal, e não compramos por pensarmos “Guardo para os anos” (isto claro, porque nem todos têm a possibilidade monetária de comprar tudo o que apetecer). E pois é, chega aos anos e aquela prenda deixou de ser a ideal, ou, a pessoa entretanto já a tem… Porque não dar logo? Porque não comprar as coisas quando nos apetece, e não em datas especificas.

O importante em datas festivas deveria ser mostrar que se está presente ao lado da pessoa, mostrar que nos lembramos. Claro que adoramos ver o sorriso de alguém quando lhe oferecemos algo que a pessoa desejava, se for no Natal, óptimo, se for nos anos, óptimo, se for numa outra data qualquer, óptimo na mesma. Mas se vamos dar só porque …”temos de dar”. Será que vale a pena?

Ou ainda a célebre questão da retribuição: Fulano X deu-me prenda nos anos, agora ele faz anos, se calhar também tenho de lhe dar qualquer coisa… Mas pensando bem, a Retribuição tem pano para mangas por um próximo post, porque ela está presente em quase todas as coisinhas da vida, e não só nas prendas.

Pessoalmente, não gosto de coisas “por obrigação”. Penso que ou fazemos as coisas, porque as sentimos, ou mais vale estarmos quietos.

Psicologicamente em fuga das obrigações…

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Quem Quer, Ganha!

Quem quer ganha, é um concurso que há alguns largos anos passa nas tardes da TVI. Em que consiste? Basicamente, são vários jogos de palavras, que permitem ganhar alguns prémios. E porque venho eu falar sobre isto?

Confesso que até achava uma certa piada ao concurso. Sempre se tratou de um concurso bastante simples e acessível, onde participavam todo o tipo de pessoas, desde pessoas com a simples quarta classe, até licenciados. Este poderia até ser um ponto positivo, que o tornava mais abrangente, e não tão direccionado a um nicho mais fechado de concorrentes com maior cultura geral (como em concursos como “Um contra todos”; “A Herança”, ou o antigo “Quem quer ser milionário”).

Mas o que podia ser uma oportunidade de dar algum dinheiro aos menos conhecedores, transformou-se, quanto a mim, no ridículo.

Para vos dar um exemplo, e para quem nunca tenha visto, um dos jogos do concurso consiste em pirâmides de palavras, isto é, um conjunto de palavras sucessivamente maiores, que os concorrentes vão tendo de adivinhar. E adivinhar como? Cada palavra é composta pelas mesmas letras da palavra anterior, numa ordem diferente. Como cada palavra nova, tem mais uma letra que a anterior, esta nova letra, surge com a contagem do tempo, e a partir dai, é um jogo de anagramas. Trocar as letras para que formem, com a letra que surge, uma nova palavra.

Por exemplo, supondo que a primeira palavra é a palavra LAR, na palavra seguinte poderá surgir _ O _ _ tendo o concorrente que adivinhar ROLA, na seguinte _ _ _ G _, sendo a palavra LARGO, e assim sucessivamente.

Da mesma forma, existe um jogo igual a este, em forma de passatempo interactivo. Isto é, as pessoas ligam para lá, para adivinhar a palavra.

E aí está o cerne da questão. Antes, quando a pessoa telefonava para lá, surgia a letra nova, e a partir dai a pessoa tinha uns segundos para tentar adivinhar a palavra. Agora como é? Vão sendo dadas mil pistas ao longo do concurso, que deixam claro qual é a palavra. Resultado: a resposta é praticamente dada, antes do telefonema, não sendo minimamente necessário qualquer trabalho ou inteligência.

(Se a palavra é TROVOADA, e durante o concurso é dito mil vezes “é aquela coisa que acontece quando estão raios e trovões”, torna-se hmm…óbvio?)

Da mesma forma, os concorrentes presentes também são bastante ajudados. Podem por exemplo, ir dizendo as várias letras que compõe a palavra, que a apresentadora confirma ou não, com que letra a palavra começa.

Resultado: o que poderia ser um incentivo à inteligência, transformou-se num fomentar de ignorância. Não seria suposto este tipo de programas ter como objectivo colocar as pessoas a pensar? Ou o que interessa é que toda a gente telefone para lá, para ganhar com os telefonemas, o triplo do dinheiro que é dado?

Isto porque todas as chamadas são contabilizadas, e depois é então seleccionada uma delas, a quem eles devolvem a chamada. Traduzindo: se não for preciso pensar, para ganhar, mais pessoas ligam, isto é: mais dinheiro.

Tornarem o concurso acessível, é uma coisa, ridicularizarem a inteligência das pessoas, é outra…

E o mais incrível é o desfile de burrice que mesmo assim passa por lá.

Psicologicamente pensante…

Sexo com Esqueletos nem é assim tão bom, não é?

A organização do evento de moda Passarela Cibeles, em Madrid, impediu que cinco modelos desfilassem, por apresentarem uma «magreza excessiva». A proibição está de acordo com as medidas de combate à anorexia tomadas pelo governo regional. (…) Entretanto, o presidente do Conselho de Estilistas de Moda dos Estados Unidos, Stan Herman, já considerou o acto «discriminatório» e coloca-se contra as medidas espanholas.

Nada como ouvir ou ler as noticias para que rapidamente nos apeteça comentar algo. O fenómeno da anorexia nervosa nas modelos, bem como na influência que estes estereótipos de beleza têm nas jovens, é um assunto, sem dúvida, bastante explorado.

E como nem sempre, servem os posts para dizer mal, concordo absolutamente com esta medida, e não deixo de dar uma gargalhada ao “acto discriminatório”. Estamos num mundo, onde tudo o que se faça, pode de alguma forma ser considerado discriminação. Se proibir modelos esqueléticas é discriminatório, proibir modelos baixas também o deveria ser, não? Aliás, bastante mais, tendo em conta que emagrecer ou engordar, ainda é algo que poderá ser alterável com um esforço da pessoa, enquanto que crescer ou encolher é um bocadinho mais complicado…

Para esta função, é óbvio que se querem mulheres bonitas. Felizmente o conceito de beleza é relativo, e não é necessário parecer um esqueleto andante para se ser bela. Aliás, pelo contrário, tocar num corpo que parece que se vai despedaçar não me parece o mais sexy existente à face da terra. E é louvável que se comecem a tomar este tipo de medidas, para que se entenda que o importante é manter um corpo saudável, não um corpo esquelético. Se gordura a mais é prejudicial ao organismo, a magreza em demasia é-o igualmente prejudicial, podendo tornar-se fatal.

Não que a medida seja a solução mágica para se mudar mentalidades, mas há que começar por algum lado…

Psicologicamente concordante..

Saiba opinar, diga não à besta que há em si!

É engraçado verificar a quantidade de comentários irritadiços que vão surgindo. E existem vários tipos destes comentários. Ora, vou passar a analisar. Há quem não suporte idiotices e pessoas que não sabem do que estão a falar. Estes levam 100% de apoio da minha parte. Claro que o busílis da questão aqui está na definição de idiotice (e esta não é igual para todos).

É também interessante perceber o quão fácil acaba por ser gerar ódios. Basta dizer algo menos bem, ou o mais giro: basta insinuar algo menos bem, acerca de uma coisa que algumas pessoas gostem, para virem ofensas e ameaças. Sim, chegam mesmo a ameaças.

Claro que na maioria destas vezes, estas ameaças e ofensas provocam grandes gargalhadas, e penso que não fosse bem esse o seu objectivo.

Todos falamos na liberdade de expressão. E sim, todos temos liberdade de dizer o que achamos ou não. Só que dependendo da forma como nos expressamos, podemos ou não, perder a razão.

Por vezes penso que é difícil para algumas mentes, aceitar o facto de haver pessoas que pensam de uma maneira completamente diferente, e que acham determinadas coisas mesmo degradantes. Mas nem sempre é fácil respeitar que alguém ache degradante uma coisa que adoramos. Então o que fazemos?

“vocês são umas bestas”!

Simples. E que reacção isto provoca?

Riso.

Como devemos estão fazer para ser assertivos na expressão das nossas opiniões?

1. Ler com atenção. Se vemos o título do post e partimos para o comentário, o resultado é desastroso com 99% de certeza.

2. Certificarmo-nos de que percebemos o que o post queria dizer. Coisas como dicionários são ferramentas bastante úteis neste ponto.

3. Passar então para o comentário. Ofensas não costumam resultar. Ameaças muito menos. Há que dizer o que se acha, e tentar justificar a opinião de forma pacífica e educada.

4. Não escrever com erros ortográficos ou com o caps lock ligado ou entremeado. É o mesmo que ser desacreditado de imediato.

5. Se conseguiu concluir os pontos anteriores com sucesso, tem uma forte probabilidade de ser minimamente respeitado.

Não quer dizer que passem a concordar consigo, mas pelo menos fez o que estava ao seu alcance para expressar a sua opinião.

Psicologicamente assertiva…

Perguntas Inconvenientes!

Quantos de vós, não ouviram já perguntas inconvenientes. E nem falo das perguntas embaraçosas, essas seriam outra questão. Refiro-me aquelas perguntas que nos fazem, geralmente com boas intenções, mas que odiamos grandemente.

Nos longos anos de escola, quantos de vós não ouviram a célebre pergunta: “Então como vai a escola?” E quanto de vós gostavam de a ouvir? Para alguns, porque não ia assim tão bem, portanto era escusado os lembrarem disso; para outros, porque ia bem, como sempre foi bem, portanto qual é a dúvida? Fica a sensação que um dia queriam que respondêssemos que vai mal, para depois poderem fazer aquele risinho interior sarcástico. Engraçado, que mesmo após ouvirem vezes sem conta, respostas como “A escola está lá no sítio”, continuam a perguntar a mesma coisa sempre que nos vêem.

E estas são perguntas inocentes, na maioria das vezes. A pessoa simplesmente não tem outro motivo de assunto, então julgam que esta é a forma de mostrar preocupação.

Claro que lhes sobre sempre o assunto “Então é namorado/a, já há?”. Esta já entra no campo das perguntas embaraçosas. E depois, continua, quando conhecem o namorado/a “Então o/a namorado/a está bom/boa?”. Esta última até consegue ser simpática, porque mostra que até levam a sério o que sentimos.

Mas deixando as embaraçosas e voltando às inconvenientes, à medida que vamos avançado na escola, chegamos ao último ano. Aí as questões proliferam: “Então já estás a receber?”. Não, óbvio que não. Mas pronto, poderiam estar a pensar em estágios remunerados, então lá se responde simpaticamente que não, que não se recebe nadinha. Até aqui tudo bem, não fossem repetir a pergunta na vez seguinte… Isso e o “Então já acabaste?” Até parece que o ano acaba assim a meio de repente, e mesmo depois de ouvirem vezes sem conta que o ano dura um ano, perguntam sempre o mesmo…

E depois, as piores “Então e agora, o que vais fazer?”; “Então e quando começas a trabalhar?” Então e isto…então e aquilo….

Quando a própria pessoa não sabe o que vai fazer ou procurar, que pergunta mais irritante lhe poderiam fazer do que essa mesma?

E calculo que as perguntem se prolonguem pela restante vida “Então quando é o casamento?”; “Então quando vêm um filho?”, etc, etc…

Por vezes a curiosidade e a necessidade de mostrar que se preocupam de algum modo, tapa completamente qualquer discernimento. Se pelo menos se preocupassem em ouvir a resposta, de forma a não repetir a pergunta…

Psicologicamente inconveniente…

Baby Blogs ou Catálogos de Bebés?

Existem variados tipos de Blogs, e até variados Blogs sem tipo. Uns com mais interesse, mais com menos, outros com total interesse, e outros ainda sem interesse algum.

Claro que o conceito de interesse é extremamente subjectivo. À partida, se faço um blog, este tem algum interesse para mim. Pode no entanto, não o ter para mais ninguém. No fundo, se o nosso objectivo é nos sentirmos bem com aquilo que fazemos, não importa muito se tem interesse ou não para os outros.

E serve esta introdução, para que não levem a mal o que direi sobre Baby Blogs, pois não passa somente de uma opinião pessoal, sem qualquer perjúrio para os donos deste tipo de blogs.

O que são Baby Blogs? Um blog, onde uma recém-mãezinha, ou um recém-paizinho, faz o chamado, diário do seu bebé. A primeira comidinha, o primeiro passinho, a primeira palavrinha, o primeiro cocózinho… (quem sabe, com imagens destes belos (ou não) acontecimentos).

Isto leva-me a algumas questões. Existem muitos bebés por aí e obviamente que são a melhor coisa do mundo para os seus próprios pais. Para quem não conhece, nem bebé, nem os pais, o que é que interessa se o bebé já disse ou não, o seu primeiro palavrão? A única utilidade que verei, é ser possível observar as experiências dos outros, e assim aprender algo de como cuidar de um bebé (claro que para isto também existem livros).

Parecem quase catálogos de bebés, onde se escolhe qual é o mais desenvolvido e bonito… “o meu é mais bonito”; “o meu já fez isto”. Mostrar o bebé como sendo um troféu pessoal, esquecendo que está ali um ser humano, que provavelmente quando crescer, não vai achar piada alguma a ter fotos espalhadas pela net. (já nem menciono a maravilha que estes blogs devem ser para os pedófilos).

Imaginem-se na pele de um bebés destes? Gostavam de um dia, perceber que os vossos primeiros anos de vida foram mostrados ao mundo? Muitos de nós temos álbuns dessa fase em que éramos pequenos. É uma coisa extremamente pessoal e que só mostramos às pessoas de quem mais gostamos. Claro que quando crescer, poderá apagar o blog… mas ai já é tarde, já fora visto por imensas pessoas, sem ter direito à escolha…

Acho que há determinadas coisas que deveriam ficar ao critério do próprio. E sendo o próprio, ainda impróprio para a escolha, dever-se-iam evitar certas decisões…Bem basta não escolhermos o nosso próprio nome.

Psicologicamente desinteressantes…

Mais um sonho de zombies!

Desta vez, em pleno Alvaláxia. (ou o que seria supostamente o alvaláxia). Na verdade, saíra para ir ao cinema e chegara a uma espécie de sala no meio de um campo. (a única coisa que teria de semelhante com o alvaláxia, seria a cor verde). Seria uma sessão especial, não sei de que filme. A sala, de paredes de vidro, era rodeada por um pequeno riacho.

De repente, um grupo do que pareciam ser zombies, apetrechados, cada um com a sua katana, aproximou-se de nós.

Teríamos de fugir, e a única solução seria passar o riacho. Entravamos assim por debaixo da própria sala (como se a sala não tivesse fundo, mas em simultâneo não deixasse entrar água). Ficámos presos nas arestas do vidro.

Lembro-me de conseguirmos, passado um tempo, libertar-nos, entrar na sala e ver o filme. Era algo sobre dinossauros…

Saímos novamente da sala, também de katanas em punho. De onde vinham as katanas? Foram-nos dadas, não sei onde, nem por quem, quando morremos nas arestas do vidro…

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