O desespero do quarentão – caridade natalícia!

E após alguns dias de ausência, eis que a força motriz para este post, veio directamente deste outro post
E passando a citar o comentário desencadeador de sentido critico:

“sou um homem de Peniche á procura de uma mulher romantica para amar e ser amada.
se tem alguma mulher com vontade ser amada por um homem mt ativo de 49 anos, só telefonar 918808590 ou através do email policeman1957@hotmail.com
bjssssssssss”

O DRAMA, O HORROR, a falta de sexo!!!
Este senhor já tinha idade de perceber que não é para isto que serve um blog. Do mal o menos, que use o hi5, que sempre é feito para tal. Aliás, na verdade, este senhor já tem idade para saber para que serve a pornografia. Aliás, verdade das verdades, este senhor já tem idade para ter juízo.

E o que é este post? É um acto de caridade natalícia! Senhoras de meia idade desesperadas, liguem ao homem! Raparigas com doenças sexualmente transmissíveis, mandem um mailzinho a marcar um encontro! Gays deste mundo, ajudem o homem! (com uma saiazinha ele até pensa que é uma mulher romântica).

Ou pelo menos mandem-lhe todos muito spam para o mail, e muitos toques para o telemóvel, até mesmo não identificados. Talvez aprenda que espalhando o número e mail por ai, está sujeito a muita coisa.

Ps – Repare-se que eu costumo apagar os comentários duplicados. Basta lá estarem uma vez. Mas desta vez nem apaguei, para vos passar a profundidade do desespero em questão.

Ps do Ps – Só faltava ser mesmo polícia, e estar à procura de criancinhas para desflorar. (e claro, ser casado).

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Saw III e o Noddy, com banda sonora de Moonspell!

Bem, a partir desde momento, todos sabemos que o Noddy é o grande senhor da escuridão, certo? E faz falta death metal para os putos, é uma grande verdade. (Para quem não percebeu nada eu digo três palavras e depois pesquisem: Gato fedorento + Moonspell).

Mas eu hoje era para fazer um post acerca do Saw III, filme que vi ontem no cinema. Só que depois do que foi há uns minutos o Diz que é uma Espécie de Magazine, ainda não consegui propriamente parar de rir, o que me faz estar a escrever este post sobre o filme, enquanto a minha cabeça pensa na letra “Abram alas para o Noddy!! (inserir aqui um grunhido)”. Como tal, não se admirem da deturpação deste post!

Ora (estou a tentar concentrar-me para escrever sem rir, por isso tenham calma) que tipo de filme é este? Um filme de horror, diria. Para quem não viu os dois primeiros (pah, vejam pelo menos um, para perceberem o que estou a dizer), estes centravam-se numa espécie (não, não era de magazine) era de sequência de torturas.

Geralmente, e já há bastante tempo, eu, que sou uma espécie de aficionada (não é pelo Noddy!), por filmes de terror, me queixava de não haverem muitos filmes com a capacidade de me assustar. O Saw mostrou não ser um filme para assustar, mas especialmente, um filme para repugnar (também gostei da ideia). Desde pessoas a serrar o próprio pé a sangue frio, para poderem escapar de uma casa de banho onde se encontravam presas, passando por pessoas a mergulhar em piscinas de seringas para encontrar a tão desejada forma de fuga, até chegar a pessoas que tiveram de “esgravatar” (e o termo é mesmo esgravatar) no próprio olho, para encontrar uma chave que levava à salvação da sua vida (ou não, mas pelo menos tentar), muitos foram os exemplos que esta série de filmes trouxe até nós.

Dificilmente ficamos indiferentes, ao que poderá ser chamado “sequência gratuita de violência”. Mas na verdade, o vilão do filme (na minha opinião, a personagem está bastante bem caracterizada em todos os três filmes), pretendia de alguma forma ensinar valores às suas vítimas. Como o próprio refere, “despreza assassinos”, no entanto dedica a sua vida a causar a morte a muitas pessoas. “Até que ponto, seria capaz de ir por vingança?”; “Até que ponto, merecemos sofrer pelos erros que cometemos?”; “Até que ponto sabemos o que é o verdadeiro sofrimento?”, “Até que ponto somos capazes de ir, para tentar sobreviver?” são algumas das questões que o filme pretende levantar.

Sem conseguir fugir totalmente à previsibilidade e com o recurso a algumas cenas excessivas, Saw III leva-nos para um universo de medo e sofrimento, onde a tortura e a vingança são palavras-chave.

A semelhança entre Moonspell a cantar a musica do Noddy, e o Saw III, é que em ambos houve pessoas a rir e em ambos houve pessoas a tapar um dos seus sentidos …(é tapar os ouvidos a ouvir moonspell a cantar o noddy, e tapar os olhos a ver o filme, para quem não percebeu).

Psicologicamente a abrir alas para o noddy, na direcção da máquina de tortura.

Regresso ao mundo dos sonhos! – Pilhas salvadoras

Estava deitada na cama, naquele momentâneo estado antes do adormecer. Tinha uma pequena câmara, por coincidência ou não, igual à pequena câmara que se encontra ligada ao computador. Igualmente igual (com propositada redundância), exceptuando as luzes: uma pequena luzinha verde que me acompanhava os sonhos. E a luz mudara de cor, para um amarelo fluorescente, no preciso momento em que o meu coração acelerara. Ou acelerara ele, com a mudança de cor? O perigo aproximava-se, em forma de um feroz tigre que me invadia o quarto. Levantei-me de rompante, pegando ao colo a pequena câmara. A mudança de cor fora um sinal, e sabia que teria de a colocar novamente verde, para que tudo voltasse ao normal (não é normal, ter-se um tigre no quarto). Deslizando a pequena rodinha (por sinal, ausente, na câmara real), a luz tornara-se azul. Um azul intenso, que se reflectia como um laser, até à direcção do animal. Este desaparecera num ápice, tal como havia surgido. A luz voltara a verde.

Servia aquele pequeno objecto, com o seu pequeno leque de cores, para a abertura de um portal para um outro mundo. Um mundo de outros seres, desconhecido por comuns mortais. O que poderia dalí surgir? Qualquer ser, qualquer demónio…

Não era possível prever quando a cor mudaria, mas o amarelo era sinal de perigo. Perigo iminente que depressa se transformou em lobo, em urso…em…por sorte, somente apareceram animais ferozes, mas qualquer outro tipo de ser, mais atroz, poderia surgir. Era premente evitar a mudança de cores. Surpreendentemente, eram simples pilhas que alimentavam o objecto mágico. Se estas se extinguissem com o amarelo aceso (sinal de bicho presente), seria impossível a mudança de cores. O animal teria tempo de ataque, antes mesmo de se encontrarem novas pilhas. E não haviam pilhas, não tinha suplentes…

Procedeu-se assim, a uma “vaquinha” para a compra de pilhas. A vida da humanidade estava em perigo, e só poderia ser constantemente defendida caso houvesse um razoável armazém de pilhas!

Foram muitos os que contribuíram com uma pilha, até que uma ideia me surgiu! Porque não desligar a câmara, com a cor verde acesa? Durante eras, a pequena câmara se encontrara desligada, não tendo havido qualquer perigo. Não haveria perigo, em desligá-la. O amarelo não voltaria a surgir, e o portal não se conseguiria abrir jamais. Assim o fiz, desliguei-a. Voltei a dormir, descansada.

O mundo estava a salvo, e já não eram necessárias pilhas.

(Sonho de 03-12-2006)

(Em todo o caso, hoje comprei duas, das recarregáveis, precisava para o leitor de mp3…).

Psicologicamente fechando portais perigosos!

O Pai Natal é um Rogue!

Ontem, ao ver uma pessoa que sempre me fez recordar um rogue (imaginemos alguém fisicamente parecido com o Bilbo Baggins), e ao comentar essa semelhança, disseram-me “Parece é o Pai Natal”. E fez-se luz, realmente o Pai Natal é um rogue!

Ora vejamos:

Tem uma grande destreza! Apesar da barriguinha, tem de percorrer o mundo inteiro numa só noite, querem maior destreza?

– É perito em esconder-se! A prova disso é que ninguém nunca o vê!

– Move-se silenciosamente, se não era apanhado!

– Entra nas casas todas sem problemas, logo, é óptimo a abrir fechaduras! O entrar pela chaminé é uma forma simpática de descrever estas suas entradas mistério.

– Vai ao bolso de toda a gente, sem que ninguém dê por isso. Onde acham que arranja dinheiro para tanta prenda?

– É cheio de truques, para que o achem um “ídolo da pequenada”. Repare-se no seu amigo Rodolfo…

– É genial a encontrar armadilhas e a desactivá-las. O que acham que ele pensa que está a fazer, quando vê por ai meias mal cheirosas penduradas?

Psicologicamente escondida…

“Doutor, sou feio como o caraças”

Pois é, citando os nossos amigos gato fedorento (toda a gente sabe que os animais são nossos amigos, independentemente de gostarem ou não deles, (1), também eu, não poderia de deixar de comentar, mais um programa da TVI. (é, a televisão tem um lugar especial neste blog, como já devem ter reparado (2)).

Falo-vos daquele programa, mais um apresentado pela Júlia Pinheiro, em que as pessoas vão pedir operações plásticas, à borlix. E não, nem é propriamente do programa que quero falar (desse, o que se pode dizer…temos o grande exemplo “as minhas irmãs e a minha mãe têm mamas grandes, e eu saí ao meu pai….quero meter silicone e ficar assim com as mamas de um tamanho que dê para agarrar e não caber nas minhas mãos” – citando uma rapariga que lá foi).

Até que ponto estão as pessoas dispostas a fazer uma operação plástica? E…há operações e operações?

Ora vejamos. Quando temos algum problema de saúde, e inevitavelmente necessitamos de uma intervenção cirúrgica, o que acontece? É mau. Ninguém gosta. É das tais coisas “tem de ser, tem de ser, e quanto a isso, nada a fazer”.

E depois entramos na esfera da beleza. Quando não nos sentimos bem como somos, temos um problema de auto-estima a resolver, e devemos aprender a gostar de nós? Ou devemos partir para “a faca” e depois logo se vê? Operações têm sempre alguma margem de risco. Obviamente que há intervenções relativamente simples, em que a percentagem de algo correr mal, é mínima: mas existe. Além do mais, podem haver factores incómodos, como: dores e cicatrizes, dias ou semanas muito dolorosos e mal-passados (como os bifes, a escorrer sangue (metaforicamente falando)).

Será que vale a pena? Podemos disfarçar a idade avançada, e ficar com uma cara de plástico (veja-se a Lili Caneças). Vale a pena? A idade não está lá na mesma? É por isso que há maior beleza? Não passará tudo de uma não-aceitação da naturalidade das coisas?

Uma lipoaspiração às gordurinhas, ou exercício físico? Isto é, a opção dispendiosa e dolorosa, ou a opção saudável e cansativa?

Talvez seja como qualquer outro aspecto da nossa evolução, que já que existe, devemos aproveitar. Ou talvez seja uma forma de dar dinheiro a ganhar aos especialistas.

Quanto a mim, a questão prende-se:

É algo que está a prejudicar a minha saúde? Não. Então deixa estar.

(1)- É que diz que isto é uma espécie de blog, onde talvez ainda apareçam gajas nuas!

(2) – O lugar especial que a televisão tem no meu blog

 

PS – (Há que salientar que coloco na esfera da saúde, e não na da mera beleza fútil, situações onde se encontrem deformações, por exemplo, secundárias a acidentes).

Psicologicamente retraçada…