“Doutor, sou feio como o caraças”

Pois é, citando os nossos amigos gato fedorento (toda a gente sabe que os animais são nossos amigos, independentemente de gostarem ou não deles, (1), também eu, não poderia de deixar de comentar, mais um programa da TVI. (é, a televisão tem um lugar especial neste blog, como já devem ter reparado (2)).

Falo-vos daquele programa, mais um apresentado pela Júlia Pinheiro, em que as pessoas vão pedir operações plásticas, à borlix. E não, nem é propriamente do programa que quero falar (desse, o que se pode dizer…temos o grande exemplo “as minhas irmãs e a minha mãe têm mamas grandes, e eu saí ao meu pai….quero meter silicone e ficar assim com as mamas de um tamanho que dê para agarrar e não caber nas minhas mãos” – citando uma rapariga que lá foi).

Até que ponto estão as pessoas dispostas a fazer uma operação plástica? E…há operações e operações?

Ora vejamos. Quando temos algum problema de saúde, e inevitavelmente necessitamos de uma intervenção cirúrgica, o que acontece? É mau. Ninguém gosta. É das tais coisas “tem de ser, tem de ser, e quanto a isso, nada a fazer”.

E depois entramos na esfera da beleza. Quando não nos sentimos bem como somos, temos um problema de auto-estima a resolver, e devemos aprender a gostar de nós? Ou devemos partir para “a faca” e depois logo se vê? Operações têm sempre alguma margem de risco. Obviamente que há intervenções relativamente simples, em que a percentagem de algo correr mal, é mínima: mas existe. Além do mais, podem haver factores incómodos, como: dores e cicatrizes, dias ou semanas muito dolorosos e mal-passados (como os bifes, a escorrer sangue (metaforicamente falando)).

Será que vale a pena? Podemos disfarçar a idade avançada, e ficar com uma cara de plástico (veja-se a Lili Caneças). Vale a pena? A idade não está lá na mesma? É por isso que há maior beleza? Não passará tudo de uma não-aceitação da naturalidade das coisas?

Uma lipoaspiração às gordurinhas, ou exercício físico? Isto é, a opção dispendiosa e dolorosa, ou a opção saudável e cansativa?

Talvez seja como qualquer outro aspecto da nossa evolução, que já que existe, devemos aproveitar. Ou talvez seja uma forma de dar dinheiro a ganhar aos especialistas.

Quanto a mim, a questão prende-se:

É algo que está a prejudicar a minha saúde? Não. Então deixa estar.

(1)- É que diz que isto é uma espécie de blog, onde talvez ainda apareçam gajas nuas!

(2) – O lugar especial que a televisão tem no meu blog

 

PS – (Há que salientar que coloco na esfera da saúde, e não na da mera beleza fútil, situações onde se encontrem deformações, por exemplo, secundárias a acidentes).

Psicologicamente retraçada…

2 Respostas to ““Doutor, sou feio como o caraças””

  1. Pessoa extremamente inteligente na Cadeira Says:

    Um dia vamos todos ser feitos de peças electrónicas não sabias? =P a carne vai sair de moda ^^

  2. Knight Rider Says:

    nada melhor do que casar com alguem e para os 25 anos de casados fazerem ambos uma revisao para voltarem aos tempos antigos =)


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