Espectáculo de Aberrações – Alguém quer aparecer na televisão?

Pois é, estreou ontem o novo programa da RTP1, Aqui há pouco Talento. (perdão, parece que se chama Aqui há Talento).

Ora, trata-se de uma versão reformulada do Ídolos (não fosse também apresentado pela Sílvia Alberto) abrangendo não só cantores e cantores wannabe, mas sim, qualquer tipo de talento (com particular relevo, para o talento de cair no ridículo).

Pelo que observei ontem, é… um programa humorístico, vamos embalados no riso com o Gato Fedorento, e não resistimos em continuar a rir no programa que se segue. E perguntam vocês: Mas deveria ser um espectáculo de talentos? Penso que sim, mas se já no Ídolos, surgiam imensas “figurinhas”, aqui há mais espécimes desses.

A dificuldade encontra-se na definição de talento. Que talentos podemos ir lá mostrar? A coisa centrou-se entre canto, dança, contadores de anedotas, artistas de circo, culminando em coisas que ninguém sabia muito bem o que eram.

Pensemos em exemplos concretos:

  1. A velhota que imita o Michael Jackson. Que melhor desejo poderia ter qualquer pessoa quando atinge assim uma idadezinha mais avançada, do que imitar o Michael Jackson! É muito engraçado ver a “coragem” da senhora, e ver que nem só os novos estão prontos para estas coisas, mas…IMITAR O MICHAEL JACKSON? E não, não era a cantar, simplesmente a imitar aquela sua típica dança… Numa palavra: ridículo.
  2. O puto basofe a….adivinhem? IMITAR O MICHAEL JACKSON! Mais uma vez, somente a sua dança… Surpreendentemente este até passou de fase, onde se chega a uma conclusão: basta ainda ser puto, para “cair em graça”. Se imaginarem um puto basofe, completamente destituído de cérebro (eish, que redundância), a dançar michael jackson….Numa palavra: ridículo.
  3. E porque já chega de michael jackson, vamos passar à libelinha tonta! Sim, porque quem é que consegue imitar uma libelinha tonta? É preciso um grande talento, para correr o palco com umas asinhas, gritando “nhaaa,nhaaaa,nhaaaa,nhaaa”. Numa palavra: ridículo.
  4. A brasileira que quer ser actriz, e chega ao palco gritando que foi traída pelo marido. Entretanto, começa a dançar um sambinha, e no fim deita-se para o chão. Uh? Não, não me estou a referir a uma prova de dança, só mesmo a abanar o rabinho (dançar Samba a sério, seria algo totalmente diferente, ou talvez não). Não, não me estou a referir a teatro, só mesmo a uns gritos esbaforidos. Numa palavra: Ridículo.
  5. “Eu chamo-mo Rosa Maria, e tudo o que aqui tenho, é da minha autoria” – Esta foi realmente uma bela frase de início de prova, para alguém que vem vestida com a bandeira nacional (literalmente). Depois tentou cantar… Numa Palavra: Ridículo. (pelo menos era patriota…)

Podia continuar, mas acho que me fico por aqui… lá se safaram alguns, como uma rapariga com swings de fogo; a chinesinha contorcionista, mais um ou outro adepto do circo e o casalinho das danças de salão.

Ps – Dá mesmo vontade que carreguem nos botõezinhos que ligam os “X” vermelhos, para os mandar parar.

 

Psicologicamente a imitar uma libelinha tonta! (ou o Michael Jackson, é parecido).

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E porque também há gajas que jogam – Pré-Release de Planar Chaos – Magic: The Gathering (21-01-2007)

Este será um post um pouco diferente do habitual. Mas, se em tempos falei de Wolfgame, hoje o jogo é outro: Magic, The Gathering.

Muitos devem ser os que já ouviram falar de Magic, ou que conhecem ou conheceram alguém que já jogou, que já jogaram em tempos, ou que ainda jogam. Pessoalmente, já há uns belos 10 ou 11 anos que “tomei contacto” com o jogo, chegando a experimentar jogar, mas só actualmente me apeteceu, de facto, tentar jogar mais a sério. (isto é, aprender mesmo). E depois de um mesito e tal a jogar, apeteceu-me experimentar ir à Pré-Release do passado domingo.

É sempre engraçado verificar o escasso número de raparigas neste tipo de eventos: não sei se por falta de interesse, de contacto, se pelo estereótipo associado aos homens… well, o que interessa é que há sempre algumas excepções, e chega a ter uma certa graça a forma como alguns jogadores reagem à presença de raparigas. (obviamente que são extremamente bem recebidas).

E se esta introdução do post, não passa de uma achega às diferença entre os sexos neste tipo de coisas, a segunda parte do mesmo, só dará algum interesse a quem gostar do assunto, por isso os restantes escusam de continuar a ler =P

Ora, sendo a Pré-Release, no formato Sealed Deck, são-nos fornecidas 90 cartas + terrenos básicos, para construir um deck de 40 cartas (mínimo).

Vou deixar aqui a lista das minhas 90 cartas, para quem queira pensar em quais escolheria, e posteriormente colocarei a minha escolha. (ps – não é nenhuma escolha de “pró”, tendo em conta o 29º lugar, em 52 jogadores, e já pensei em algumas opções alternativas que poderiam ter resultado de forma diferente…)

Artefactos – Artifacts (3)
Prismatic Lens – Lente Prismática
Phyrexian Totem – Totem Phyrexiano
Triskelavus – Triscelavus

Terrenos – Lands (1)
Saltcrusted Steppe – Estepe Salina

Azul – Blue (16)
Timebender – Subjugador do Tempo
Screeching Sliver – Fractius Guinchante
Think Twice – Pensar duas Vezes
Fathom Seer – Vidente de Braças
Dreamscape Artist – Artista Paisagilusionista
Wistful Thinking – Pensamento Sombrio
Erratic Mutation – Mutação Errática
Bewilder – Desnortear
Spellshift – Magitransformação
Voidmage Husher – Silenciador Mago do Vácuo
Frozen Æther – Éter Congelado
Telekinetic Sliver – Fractius Telecinético
Auramancer’s Guise – Fachada do auromante
Synchronous Sliver – Fractius Sincrónico
Magus of the Jar – Mago do Jarro
Eternity Snare – Armadilha da Eternidade

Vermelho – Red (13)

Firefright Mage – Mago Ignintimidador
Brute Force – Força Bruta
Ground Rift – Fenda do Solo
Fury Charm – Medalhão da Fúria
Kobold Taskmaster – Capataz Kobold
Rift Bolt – Raio da Fenda
Prodigal Pyromancer – Piromante Pródigo
Needlepeak Spider – Aranha dos Picos (2)
Bonesplitter Sliver – Fractius Lasca-Ossos
Flamecore Elemental – Elemental Âmago de Fogo
Word of Seizing – Palavra de Controle
Battering Sliver – Fractius Demolidor

Preto – Black (16)
Call to the Netherworld – Chamado ao Mundo dos Mortos
Cradle to Grave – Do Berço ao Túmulo
Rathi Trapper – Armadilheiro de Rath
Circle of Affliction – Círculo da Aflição
Feebleness – Debilidade
Undertaker – Cangalheiro
Melancholy – Melancolia
Strangling Soot – Fuligem Estranguladora
Skulking Knight – Cavaleiro Tocaieiro
Sudden Death – Morte Repentina
Brain Gorgers – Devoradores de Cérebro (2)
Tendrils of Corruption – Gavinhas da Corrupção
Cyclopean Giant – Gigante Ciclópico
Dread Return – Retorno Aterrorizante
Bog Serpent – Serpente de Pântano

Branco – White (19)
Mana Tithe – Dízimo de Mana
Gaze of Justice – Olhar da Justiça
Sidewinder Sliver – Fractius Víbora-Cornuda
Errant Doomsayers – Augure do Infortúnio Errante
Revered Dead – Morto Reverenciado
Knight of the Holy Nimbus – Cavaleiro do Nimbo Sagrado
Aven Riftwatcher – Vigia das Fendas Aviano (2)
Saltfield Recluse – Eremita dos Campos Salinos
Serra’s Boon – Dádiva de Serra
Icatian Crier – Estafeta Icatiana
Poultice Sliver – Fractius Cataplásmico
D’Avenant Healer – Curandeiro D’Avenant
Shade of Trokair – Sombra de Trokair
Pallid Mycoderm –Micoderme Pálido
Calciderm – Calciderme
Castle Raptors – Raptores do Castelo
Gustcloak Cavalier – Cavaleiro do Manto Eólico
Crovax, Ascendant Hero – Crovax, Herói Ascendente

Verde – Green (18)
Healing Leaves – Folhas Restauradoras
Magus of the Candelabra – Mago do Candelabro
Keen Sense – Percepção Aguda
Thallid Shell-Dweller – Talídia Caracol
Pendelhaven Elder – Anciã de Pendelhaven
Seal of Primordium – Selo do Primórdio
Æther Web – Teia Etérea
Gemhide Sliver – Fractius Pele Preciosa
Mire Boa – Jibóia Lamacenta
Vitaspore Thallid – Talídia Vitasporo
Evolution Charm – Medalhão da Evolução
Citanul Woodreaders – Xilodecifradores de Citanul
Glass Asp – Áspide de Vidro
Reflex Sliver – Fractius com Reflexo
Penumbra Spider – Aranha da Penumbra
Savage Thallid – Talídia Selvagem
Giant Dustwasp – Vespa-Poeira Gigante
Wild Pair – Dupla Selvagem

Multi-Color (4)

Dementia Sliver – Fractius da Demência
Merieke Ri Berit – Merieke Ri Berit
Frenetic Sliver – Fractius Frenético
Darkheart Sliver – Fractius do Coração Sombrio

Se quiserem pensar um pouco no que fariam, à vontade.
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O Regresso de Salazar e vídeos de 10 gajas nuas na perigosíssima dança das cadeiras!

Quanto a Salazar, tem sido engraçado observar as polémicas que a sua nomeação como um dos 10 Grandes Portugueses, tem causado. Por um lado, os que consideram Salazar, como o melhor que Portugal teve, e que anseiam a sua vitória nesta votação. Por outro, os que se sentem ultrajados por ele estar na lista. António de Oliveira Salazar foi um nome marcante da nossa história, quanto a isso, acho que ninguém tem dúvidas. (E a presença de Álvaro Cunhal na lista torna-se deliciosa, por permitir estes tão famosos duelos políticos).

Para os que preferem fugir de politiquices, votemos em Fernando Pessoa ou em Luís Vaz de Camões.

Quanto às gajas nuas, são uma pequena mentirinha piedosa, para introduzir o tema do post de hoje: a Mentira. (Já sabem que eu acho piada em atrair gulosos para aqui, e depois não lhes dar o que procuram – Obviamente, para não se armarem em gulosos.)
E claro, que se o nome de Salazar volta a estar vivo entre nós, não poderíamos deixar de lado, a perigosidade inerente à dança das cadeiras…

O que queria eu falar sobre a mentira? Cada vez mais, tenho visto exemplos de pessoas que mentem, como respiram. Haverá necessidade das pessoas mentirem tanto?

E agora pensamos: quais são os objectivos da mentira?

Camuflar algo, que levaria certamente a que alguém, importante para nós, se chateasse connosco.

Ora, sabendo que a mentira tem perna curta, o mais provável, é que esse alguém, venha a descobrir a dita mentira, o que leva, inevitavelmente, a uma discussão maior do que a que surgiria na ausência da mentira. E toda a gente sabe isto, mas mesmo assim arriscam pela mentira. Claro que o fazem uma vez, duas vezes… e chega sempre a altura em que todas, ou quase todas, são descobertas…

– Mentir para nos vangloriarmos. A típica mentira do caçador que veio de mãos a abanar, mas diz que trouxe 20 coelhos para casa.

O que é nos interessa darmos uma imagem melhor que nós, do que a real, se as pessoas vão acabar por perceber que não somos assim? Aliás, vão acabar por perceber que não somos assim, e ainda por cima, que somos uns grandes mentirosos. Resultado: se o objectivo era passarmos a ser mais bem vistos, passamos é a ser ainda mais mal vistos do que verdadeiramente até podíamos ser.

– Mentir quando alguém nos pergunta algo que não queremos contar. O chamado “Estás a querer saber demais, levas com a mentira”.

Confesso que há quem mereça estas mentirinhas. Mas há sempre a opção de fugir do assunto, de dizer que não se quer falar nisso, que isso não têm importância, ou que a pessoa não tem nada a ver com isso. Não se fica com a fama de mentiroso, e talvez a pessoa perceba que é uma grande cusca.

– Mentir para prejudicar os outros.

Bem… se os fins são estes, os meios nunca podem ser bons. O que diz muito sobre o carácter da pessoa em questão.

– Mentir para não estragar uma surpresa
Esta talvez consiga ser das únicas formas positivas da mentira. Trata-se somente de esconder algo, para que passado uns dias, se provoque uma enorme felicidade numa pessoa. Claro que há surpresas e surpresas, e estava-me somente a referir às positivas. E mesmo assim há que ter cuidado com os mal-entendidos, para não transformar a surpresa num pesadelo…

– Mentir para não magoar alguém
Por vezes o objectivo é bom, mas o resultado consegue ser desastroso, se no futuro a pessoa não conseguir continuar a não dizer a verdade. Ponto que é bem visível, quando se trata de relações amorosas. Claro que há pequenas coisas, que talvez não faça mal “omitir”, e se evite assim que alguém fique momentaneamente triste. Mas há que pesar muito bem se a mentira vale a pena (será que alguma vez vale a pena? Por mais pequena que seja?), ou se não será somente um sinal de falha de honestidade perante alguém. Se uma relação conseguir aguentar todas as verdades, mesmo que algumas não sejam totalmente agradáveis, de certo que é uma relação mais forte, do que a que necessita de camuflar umas mentirinhas, para não magoar.

– Mentir só por mentir.
E estas são as mais irritantes. Aquelas, sobre as quais, nem se consegue perceber um motivo. Um mentir compulsivo, sem objectivos claros. Uma forma de estar. No entanto, são também as pessoas que mais estragam a sua própria vida, porque mesmo que um dia estejam a dizer a verdade, serão sempre desacreditados.

Se as consequências negativas da mentira são tão visíveis, porque continuam a existir por aí em tanta quantidade? Podendo trazer alguma vantagem imediata, a mentira é somente o reflexo de relações humanas mal construídas. A presença da mentira, será sempre o primeiro passo para a ruptura…

Psicologicamente verdadeira.

(Aproveito para salientar a mudança d’ O Factor F, para o wordpress. Prometo que não é mentira, e aconselho a visita)
😉

Abortemos irmãos!

Chegou a altura de vos dar a minha opinião acerca da despenalização (ou não) da interrupção voluntária da gravidez. O referendo aproxima-se, e com ele, surgem posts e posts, notícias e notícias, movimentos e movimentos, a favor do não ou do sim, relativamente a esta questão.

Se há uns anos atrás, a minha opinião se encontrava indubitavelmente do lado do sim (porque não considero como um atentado à vida humana, mas sim um evitar da existência de um humano indesejado…), no presente não consigo encontrar justificações que pendam só para um dos lados. (Também serve este post, para tentar balancear os prós e contras de ambas as opções, de forma a tomar uma decisão em maior consciência).

Não acho que seja uma questão tão simples como pode à partida parecer, isto é: não se trata só de abortar ou não, existem inúmeras questões que se prendem com a questão principal, inúmeras consequências, se assim preferirem.

Como tal, confesso que olho com desagrado para movimentos publicitários. “VOTE SIM – TRATA-SE DA LIBERDADE DAS MULHERES”, ou “VOTE NÃO – NÃO VOTE PELA MORTE”, ou … mil e outros slogans, alguns deles até originais, que se têm encontrado por aí. Cada um é livre de ter a sua opinião, e deve votar pela sua cabeça, e não pelo que acham os outros… Achava muito mais positivo que se tentassem prever as consequências positivas e negativas para ambas as opções, do que simplesmente “fechar os olhos à opinião que não nos agrada”. Não se trata de haver vencedores ou vencidos, mas sim de se encontrar a melhor forma de gerir uma questão importante para o nosso país. Quanto a mim, é nisso, que cada um deveria pensar…

Pensemos no “NÃO”. Não devemos despenalizar. Porquê?

– Talvez o maior perigo, é que o aborto comece a ser usado como método contraceptivo. Muitos são os casos de gravidezes indesejadas, muitos são os casos, de uso da pílula do dia seguinte. Isto mostra-nos, à partida, que os portugueses ainda praticam muitas relações sexuais desprotegidas, mesmo quando não desejam uma gravidez. E que não se importam de usar métodos “de emergência”. Logo… o descuido, de certo, continuará a existir, mas “se correr mal, aborta-se…”. Penso que as pessoas deveriam ter o discernimento para não usar o aborto de ânimo assim tão leve, mas se muitos não têm o discernimento de tomar um comprimidinho como a pílula, ou usar o coisinho chamado preservativo, já nada me admira. Poderemos pensar “mas o aborto já se faz, clandestinamente ou no estrangeiro..”. É certo. Mas acredito que haja uma percentagem de pessoas, que opta por ter o filho, mesmo quando não o quer, devido ao aborto não estar liberalizado. Caso esteja: é uma opção a usar, como qualquer outra. (relativamente ao futuro das crianças, já falo no lado do sim…)

– Acho, no mínimo, engraçado, notícias, como esta:A Clínica dos Arcos, que nos últimos 12 meses recebeu nas suas instalações, em Espanha, quatro mil portuguesas que queriam interromper a sua gravidez, vai abrir instalações no centro de Lisboa durante o primeiro trimestre de 2007, antes do referendo. Mas já estará certa a vitória do SIM, e ainda não sabemos de nada? O objectivo do governo com a repetição do referendo é simplesmente um negócio para clínicas privadas? Confesso que este tipo de coisas, deixam-me de imediato com alguma vontade de votar NÃO… No entanto, acho que não deveremos confundir as questões, e não seria propriamente um não contra a despenalização do aborto, mas sim quanto aos critérios da realização do referendo, e nesse caso, preferiria optar por votar em branco, mostrando assim alguma indignação perante os nossos regimes políticos. (Aproveito por salientar a diferença: não votar = desinteresse, votar em branco = indignação).

Mas este é também é um ponto importante: Onde vão ser realizados os abortos, nos hospitais públicos? E nesse caso, ainda irão entupir mais os nossos serviços de saúde? Este não deveria ser um motivo de peso, porque os nossos serviços de saúde é que têm problemas graves, e deveriam ter a capacidade de assegurar tudo, inclusive os abortos…mas infelizmente sabemos não ser essa a nossa realidade actual. E se forem realizados somente em clínicas privadas: Ficaram as mulheres sujeitas a ter de pagar balúrdios? Não deixa de ser um serviço de “saúde”, e não um luxo… e provavelmente um dos motivos que leva a mulher a não querer a criança, são dificuldades económicas… Não são questões “fáceis”, e sinceramente não sei dizer qual a melhor opção.

E mergulhemos no SIM, devemos despenalizar o aborto.

– Porque ter um filho deverá ser uma opção do próprio. Porque errar é humano, e pode haver um azar (um preservativo romper, um esquecimento de toma de pílula…). Parece um pouco idiota, despenalizar o aborto, simplesmente porque há azares e descuidos (Não rocem objectos extra-corporais pontiagudos no raio dos preservativos, e usem um alarmezinho diário no telemóvel para o raio da pílula. Se usarem ambos, mal será que tudo corra mal). Mas a Lei de Murphy existe, e pode haver um grande azar, e mesmo assim não se conseguir a pílula do dia seguinte. Se pensarmos assim, os abortos seriam raros… logo, não havia problemas.

– Um filho deve ser desejado e planeado. Vamos ter uma criança que não queremos? Vamos sofrer uma depressão pós-parto terrível, porque não queríamos aquela criança ao pé de nós? Uma criança que destruirá todos os planos que haviam sido previamente estabelecidos… É melhor deitar uma criança ao abandono, ou dá-la, porque não se conseguiu abortar? É preferir dar-lhe uma péssima educação, porque os pais não estavam mentalmente preparados para ser pais? É preferir criar um pequeno vândalo, revoltado? Poderão dizer que muitas crianças não desejadas, no futuro, são tão amadas e bem cuidadas pelos pais, com uma criança que foi desejada. Mas muitas nunca o são… e a mulher deverá ter o direito de escolher se está ou não preparada para seguir em frente com a gravidez. O corpo é da mulher, é ela, e o pai, que vão cuidar (ou não) daquele filho. Eles saberão se estarão capazes ou não para tê-lo, e se optarem pelo aborto (como o que acham melhor para eles, e até para os filhos que terão futuramente, quando o desejarem, ou para os filhos que já têm previamente) devem ser castigados socialmente por isso? Não serão os remorsos, castigo suficiente? É difícil separar a “não penalização”, pela “liberalização”, na prática, são conceitos semelhantes em demasia. Mas somos obrigados a cuidar de alguém que não queremos que exista, quando fomos nos que o concebemos? Devemos ser penalizados, por uma escolha que fizemos em relação ao nosso próprio corpo? Não devemos ter direito a fazê-lo num ambiente seguro, sem risco para a nossa própria vida?

É preferível um aborto, ou posteriores maltratos? Maltratar uma criança que já nasceu, é crime, evitar que isso aconteça, é uma escolha.

Não é uma escolha fácil, entre o SIM e o NÃO, mas pensem, reflictam, e mais importante: votem. Votem em branco se não chegarem a uma conclusão, é preferível, do que votar no sim, porque sim, ou no não, porque não (aí, vocês é que são os abortos…)

A palavra-chave, não deveria ser aborto, mas sim PREVENÇÃO. Não devíamos somente tentar informar os nossos jovens, mas exercer politicas de prevenção mais incisivas. Distribuam mais preservativos por aí, baixem-lhe os preços, tentem mudar a consciência dos pais, que preferem que os filhos tenham relações desprotegidas, do que aceitar que os filhos tenham relações sexuais… O dinheiro gasto com o referendo, não tinha sido nada mal gasto em politicas de prevenção, digo eu…

Psicologicamente a reflectir sobre o aborto… (não, não é o aborto da vizinha, nem aquela besta que é um aborto, é mesmo sobre o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro).

Pedofilia – A busca das crianças sem roupa!

Já há algum tempo que ando para dedicar um post ao problema da Pedofilia. Acho que todos sabemos de que se trata, não valendo a pena grandes explicações. Uma perturbação mental, de facto.

Uma perturbação, que como algumas outras, lança alguma polémica na forma como devemos tratar os pedófilos.

São simplesmente criminosos nojentos, dos quais não se deve ter dó nem piedade?

Ou são pessoas com um problema que as faz colocar em prática esses actos nojentos? E devemos por isso, dar-lhes alguma espécie de “desconto”? Devemos condená-los, mas simultaneamente tentar ajudá-los, ou é um problema sem ajuda possível?

Se um toxicodependente largar a droga, será para sempre alguém que já foi “toxicodependente”, e lutará dia após dia para vencer uma nova recaída. Orgulhamo-nos dos que conseguem fugir deste mundo, porque tiveram essa força de lutar. No entanto, um toxicodependente, além de prejudicar grandemente as pessoas que o rodeiam, prejudica-se essencialmente a si mesmo. Um Pedófilo, por seu lado, prejudica a vida de crianças indefesas, a seu bel-prazer. Se um pedófilo “largar os meninos”, tal como um toxicodependente larga a sua droga, a possibilidade de uma recaída, não o liberta do peso de ser considerado uma pessoa perigosa…

Durante muito tempo, que vimos a pedofilia, como uma “raridade”. Os casos recentes, da Casa-Pia, que colocaram na berlinda nomes sonantes como o de Carlos Cruz, chamaram-nos a atenção para a quantidade de casos, que existiam e existem camuflados pelo nosso país fora.

No entanto, já deixámos um pouco de pensar no assunto. Onde estão os Pedófilos? Não sabemos, mas sabemos que andam por ai. E é nesta altura, que eu olho para as pesquisas em motores de busca, que vêm parar aqui ao Psicologicamente…

menininhos nus 2

Meninas nua de 12 aninhos 1

E isto, só durante o dia de hoje. Diariamente, andam imensas pessoas pela Internet em busca de fotos, vídeos, enfim, material de exposição de crianças nuas. Se todos eles são Pedófilos? Provavelmente não, muitos deles devem sofrer de fetichismo, em observar corpos de crianças… se o salto entre ver fotos pela net, e procurar crianças na vida real, é muito grande, provavelmente também não. Imaginem, quando inocentemente algumas crianças passam por estas pessoas, estas as começam a imaginar nuas, e a sentir-se sexualmente excitados por esses pensamentos…

E a maioria não chegarão a ser crimes, mas somente pensamentos… Pensamentos assim, que imaginam como sendo corriqueiros por ai? Pelos vistos são…

Psicologicamente pedófila (eish não, que nojo. ewwww)

E sai um ser humano para a mesa do canto!

Pela primeira vez na história deste blog (6 meses, recentemente completos), recebi uma sugestão via mail. Aproveito para agradecer os mails que tenho recebido nestes últimos dias. (Não foram resmas, mas foram duas pessoas! Bem bom). Obviamente que nos faz sentir bastante bem, ouvir que alguém aprecia o que fazemos, mesmo que seja somente um blog…

E passando à sugestão do Paulo Fontes, vou-vos mostrar e comentar alguns excertos de um texto da autoria do mesmo.

“Ser(emos) Humano(s)?”, pergunta Paulo Fontes,

Todas as pessoas que vivem neste singelo e maravilhoso planeta são Seres Humanos. Um ser vivo com emoção, razão e alma, que nasce, cresce, amadurece, morre e consoante a grandeza da sua alma é julgado como tal! Bem, neste último aspecto cada qual tem a sua visão e opinião. Respeito e compreensão deveremos ter! É igualmente, de suma importância não descurar a linda história da mente e da emoção que todos nós temos. Actualmente, mais do nunca, o combate entre a religião e ciência ultrapassa as fronteiras do racional. Mais doente anda, obviamente, a religião, uma vez que o radicalismo tem triunfado muito através dela. Efectivamente, a ciência, também, tem provocado atrito, embora não tanto como a religião. Como é óbvio, a religião não tem culpa nenhuma… O Homem é que faz das suas…!

O duelo Religião/Ciência, sem dúvida que tem sido um dos duelos polémicos da nossa sociedade. Facilmente dizemos que a Religião não deveria querer influenciar determinadas áreas que pertencem ao domínio da Ciência. (Quem são os padres, para nos dizer que não devemos usar preservativo? Serão eles que cuidarão dos nossos filhos, ou que ficarão com as possíveis doenças?). Estas, e muitas outras, foram questões que ficaram na nossa história. Deve a Religião proibir o avanço da Ciência? Deve a Religião, usar o seu nome, para desencadear guerras? Na minha opinião não. E chamar-lhe ia hipocrisia barata, se continuasse nesta linha de pensamento. Mas a questão do texto leva-nos por outro caminho: Em nome da Ciência, ou em nome da Religião, ou em nome do que quer que seja, as acções, são acções humanas. É o homem que pensa, que decide, que age… usando como “desculpa” uma autoridade que lhe permita exercer algum poder.

Mas este Homem é Ser Humano e por algum motivo e/ou causa faz o que faz e com o interesse que tem. Veja-se o exemplo dos terroristas… Estes nascem respirando ódio, crescem num berço de ódio, brincam com ódio, adoram ódio… e querem morrer pelo ódio. Tal ambiente cria escuridão na nossa alma, mas lá no fundo mora uma emoção. Todos nascemos com emoção, mas nem a todos lhes é possibilitado semear o amor. (…). Parece-me errónea a divisão entre “homens maus” e “homens bons”…! Certamente, seria melhor dizer que somos todos, mas TODOS, Seres Humanos…uns com a emoção blindada e outros não! Quando alguém nos bate como reagimos?! Quando alguém viola um nosso parente/amigo como reagimos?! Se alguém nos rouba algo, o que fazemos?! Reagimos, seja quem for, com raiva, ódio…! Se não formos educados com amor, afecto, o que seremos quando formos adultos? Seremos inseguros, transpiraremos medo, ódio…! Se não recebermos exemplos dos nossos pais e professores, se não recebermos amor por parte dos mesmos, como poderemos ter paixão pela vida, pela nossa mente, pela natureza, pelo sucesso e, também, pelo insucesso?

Não deixa de ser engraçada, a visão romântica de que “amor cria amor”, e de que se formos tratados e educados com esse amor, saberemos ser honestos. E ao termos o amor liberto em nós, podemos ser chamados dos tradicionais “homens bons”. Quanto a mim, talvez não seja assim tão linear. A educação é fundamental, e se os terroristas existem, de facto, é por sempre terem vivido e conhecido somente um ambiente hostil de tradição de morte. Mas se não formos tão extremistas, como usando exemplos como o terrorismo, vemos que todos nós temos o nosso lado mau e o nosso lado bom, tal como nos exemplos dados nos excerto, de reagirmos mal quando alguém toma para connosco uma acção que nos prejudique de algum modo. Será essa a prova de que o “lado mau” existe em cada um de nós?
Existirão os “homens maus”, que são inerentemente maus, desonestos, sem princípios, mas que de vez em quando também sentem e amam…E os “homens bons”, que são inerentemente bons, preocupados com os outros e apaixonados, mas que também sabem ser “uns grandes filhos da p***, quando lhes pisam os calos”? E a diferença entre uns e outros estará somente na educação, ou terá algum dedo genético? (Outra das típicas dualidades).
Está o nosso lado mau, ligado à nossa necessidade de sobreviver em sociedade (isto é, de ser bem sucedido), à necessidade de ter algum poder perante o mundo? Se uns se usam das bengalas da religião para poderem impor a sua opinião, outros usarão actos ilícitos, e outros ainda lutarão em nome de qualquer outra coisa, mas na verdade todos querem chegar à mesma meta: o sucesso. O alcançar dessa meta, será sim, puramente humano, os meios, são os aprendidos, e os que parecem resultar melhor num dado tempo, e num dado contexto.

“(…)Para tal, ressalve-se que é imprescindível ensinar, dando exemplos verdadeiros e sensatos, o amor pela vida, o amor pela dúvida; incentivar os alunos/filhos a pensar, a amar, a dar e a receber, a ceder; estarmos preparados para o sucesso, assim como para o insucesso; sermos transparentes; amarmos o nosso “eu”; sermos os verdadeiros artistas do palco da emoção; sermos verdadeiros pensadores, … é o desafio que se coloca! (…).

Estes serão sem duvida pontos-chave na educação do mundo. No entanto, e correndo o risco de uma visão um pouco mais pessimista, os seres humanos, serão sempre humanos, e dificilmente largarão completamente o seu lado negativo e os seus actos e palavras mais tristes. Fazem parte dele. Mas com a melhoria na educação, seríamos todos homens “inerentemente bons”. Diminuindo as acções negativas, daqueles que antes, agiam por maldade, as respostas negativas “dos bons” diminuiriam com o tempo, até à sua extinção…ou até ao regresso dos “homens maus”. Bastaria uma única acção negativa para desencadear novamente um ciclo vicioso em torno da maldade…

E será por isso que não vale a pena lutar pela educação? Será por isso, que vemos cada vez mais uma desistência de lutar pelos valores?

Um dia estaremos tão consumidos por actos sem educação, que o caminho para o sucesso necessitará somente da honestidade. E aí a selecção natural fará com que a educação melhore, e a “bondade” prolifere.

A “diferença que faz a diferença” será ser diferente pela positiva.
Pelo menos por uns tempos…

Este foi um post também ele diferente, e não sei se foi ao encontro do pedido, mas anyway, foi a minha “primeira encomenda de post”, não iria deixar de fazê-la ^^

E porque o Psicologicamente também satisfaz os vossos pedidos (só os de posts, atençãozinha):
Psicologicamente procurando a diferença que faz a diferença…

Ontem, Hoje e Amanhã – Evolução Humana.

De tanto que por aqui se tem falado na juventude de hoje e no degredo sentido em algumas áreas da nossa sociedade, lembrei-me de um breve retrato das nossas gerações.

Tendo eu 23 anos, não será assim tão abrangente a minha ideia real (vivida) das várias gerações passadas. Centrar-me-ei assim, em três gerações.

Pensemos no tempo antigo. Para uns, descreverá melhor o tempo dos pais, para outros dos avós, ou, e tendo em conta estratos sociais diferentes, poderá somente corresponder a uma imagem de época, que sabemos ter existido.

– Crianças com poucos ou mais brinquedos, centram a sua vida em divertir-se o mais que podem, conciliando essa diversão com o respeito e auxilio aos país. São muitos os que começaram a trabalhar com os seus 14/15 anos, e que deste então levam uma vida dura de trabalho. Outros, mais abonados, estudaram um pouco mais, chegando uma pequena fatia destes a terminar um curso. Licenciados são tão poucos, que o emprego para esses é certo, no entanto, trabalho não falta para ninguém, o que varia, é a “leveza” do mesmo. A televisão, começa agora a existir, e como tal é o “fascínio” de muitos. Só existe um canal, de imagem a preto e branco, e todos se sentem felizes com a chegada da evolução. Nos tempos livres, trabalha-se no campo ou na costura, ou ajuda-se os pais com as suas tarefas. Recordam-se os tempos em que se brinca livremente nas ruas, sem que o perigo do trânsito seja significativo. Como depressa se fartam de trabalhar para si e para os pais, todos querem formar a sua vidinha e fugir aos “auxílios caseiros”. Os casamentos dão-se por volta dos 20-25 anos de idade, e filhos, surgem 1 ou 2 anos depois. E basta-nos recuar uns 50 anitos no tempo…

– As crianças começam a ter mais e mais brinquedos, e já não há ninguém que aos 10 anos não queira ter uma televisão no quarto. Brinca-se especialmente em casa, mas algumas ruas ainda são opção. Os jardins-de-infância começam a ser uma realidade, porque as mães deixam de estar em casa…no entanto ainda não é um facto totalmente generalizado. As crianças têm duas grandes preocupações: brincar e estudar. Em trabalho só têm de pensar dai a uns aninhos largos, quando acabarem um curso, ou pelo menos o 12º ano. Alguns preferem ficar pelo 9º, por opção própria e por não gostar dos livros, mas são raros os pais que não desejam que o seu filhinho querido vá mais além. Como em tudo, há crianças e crianças: há as que pedincham tudo e mais alguma coisa, mas que lá levam uns açoites de vez em quando, e há as mais quietinhas que ficam no seu canto sem grandes exigências. Há as mais faladoras e irrequietas que se portam menos bem nas aulas, e há as certinhas que só pensam nos estudos. Namoros e amores só começam a surgir nos pensamentos pelos 13-14 anos. Existe o verdadeiro conceito de inocência. Como todos querem tirar um curso, os jovens saem de casa cada vez mais tarde, cada vez mais é difícil encontrar empregos e comprar casas…Enfim, a realidade presente.

– E as crianças do presente vivem fascinadas com os seus próprios umbigos, dando um novo relevo ao chamado “egocentrismo da criança”. Exigem tudo dos pais, sem qualquer consciência da realidade. Não se pode dar muitas palmadas nos meninos, pois qualquer dia fazem queixa dos próprios país. (E estamos longe de falar em violência doméstica). As escolas são “máquinas de encher chouriços”. Que ajudem os meninos em casa, pois eles não são capazes de fazer nada por si próprios… A Floribella é a nova barbie, mas deixamos de pedir tecidos velhos para fazer vestidos para a boneca com as próprias mãos, para exigirmos tecidos das lojas, em forma de roupa de marca para nós próprios. E se não for mesmo de marca não presta… independentemente da carteira dos pais. Se for preciso empenhem-se todos, mas os meninos têm de ter tudo. Porque não há menino nenhum que não tenha um telemóvel, mesmo que ainda mal saiba escrever. (porque é preciso falar com a namorada!). Porque um leitor de mp3 é sempre uma boa prenda, mesmo que ainda se tenha 5 anos. Porque se todos têm, eu também tenho de ter. Se antes recebíamos o telemóvel aos 15 e o computador aos 18, o que daremos aos meninos de 18 de agora que até já carro têm?

Todos sabemos que a evolução tem os seus pontos positivos (e uns mesmo muito positivos. O que faríamos nós sem estes computadores, não é?) e os seus pontos negativos (onde estão certos valores?)…

No entanto… O que seremos daqui a 25 anos?

Psicologicamente especulativa…