Heroes – Já conhecem a série?

Hoje, e apesar de ser dia, não vos falo dos nomeados para os Óscares. Deixo esse retrato, para ser tirado aqui.

Hoje falo-vos de heróis. Desenganem-se, se pensaram que ia falar do homem-aranha, do super-homem, ou de outros que tais. Desenganem-se, se pensam que esta é somente “mais uma série de super heróis”. Heroes, é uma recente série da NBC, que conta, até ao presente, com 16 episódios (não percam o próximo episódio, porque nós, também não! E quem não viu ainda estes, vá a correr ver!). Pessoalmente nunca fui muito fã das ditas séries/filmes de super-heróis, talvez pelo excesso de “fatiotas” e surrealismo, que ficam perfeitos na Banda Desenhada, mas que no grande ecrã, nos lembram que estamos somente perante ficção, e nunca de realidade. Penso que é nesse ponto, que heroes se distingue: um maior realismo. Uma maior aproximação dos “heróis” com pessoas de carne e osso. Sim…ok, na realidade não andam por ai pessoas com super-poderes, mas é hipoteticamente mais provável surgirem pessoas, iguais às outras, que têm uma determinada capacidade mais desenvolvida que o normal, do que andar por ai alguém a voar com um fato de licra.

Fazendo um breve resumo, para quem ainda não viu nada, e sem spoilar, temos:
1. Um conjunto de pessoas que vão descobrindo que têm, cada uma, um determinado poder.
2. Um geneticista, que tem uma lista dessas pessoas. (sabemos que os poderes, têm origem genética).
3. Um assassino (também ele com poderes?) que vai perseguindo (e matando duh é assassino) essas pessoas.
4. Um pai de uma rapariga com poderes, que estranhamente também procura essas ditas pessoas… (para quê?)
5. Um homem importante, que se encontra de alguma forma interligado com várias das personagens. (Chantageia? Manda matar? Comanda? Quem é ele?)
6. O mundo está em perigo, e alguns dos nossos heróis, têm a missão de o salvar (Quais? Como o vão fazer?)

Um conjunto de tramas, e de poderes, que se vão interligando, e espicaçando a nossa curiosidade. Respostas? Ainda faltam muitas, ainda há muitos episódios a ver.

Vou passar à parte das personagens/super-poderes, logo, esta é a parte dos SPOILERS. Se não viram ainda, perde a piada se lerem isto tudo, ok? Por isso “xô”, vão ver a série e depois voltem.
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Psicologicamente à Vista do Mundo

Há 7 dias atrás, que resolvi colocar ali à direita um contadorzinho do ShinyStats (não sabem o que é, olhem ali para a direita, para o canto inferior da barra lateral). Tendo em conta que o WordPress já nos proporciona um serviço estatístico, não há grande necessidade de incluir outro counter, no entanto, serviu para apaziguar a minha curiosidade (Aquele sentimento de experimentar coisas que se vêem em algum lado, mesmo quando são coisas totalmente useless). Como obviamente não vamos gastar dinheiro com estas curiosidades, há que dizer que a versão Free, só contabiliza 1000 pageviews diárias, o que ultimamente, e felizmente, o Psicologicamente tem ultrapassado (viram o festival de “mente’s” aqui?). O que ainda aumenta a inutilidade da coisa, claro…

No entanto, há coisas com piada, que o wordpress por si só, não nos permite “ver”.

Sendo o Psicologicamente, um blog exclusivamente escrito em Português, tem alguma piada verificar os países pelos quais é visitado: psicologicamenteeomundo.JPG

Quanto a Portugal não há novidade, e a existência de uma fatia ainda significativa de visitas vindas do Brasil, também não é surpreendente. Depois, é engraçado ver a totalidade dos países: visitspercountry.JPG

Em 7 dias…. bastantes hein?

Calculo que grande parte destas visitas, se expliquem com o mero acaso de terem vindo aqui parar, concluindo que “eish, não percebo nada do que está escrito”, e consequentemente, se tratem de visitas únicas.

No entanto, algumas significarão pessoas que sabem português, ou que até são de nacionalidade portuguesa e que vivem noutros países. É sempre engraçado, saber que chegam até nós de vários cantos do Mundo=)

E para completar… Até já vou estando “à Vista”:

so.JPG

Já chegam aqui mais “Vistas“, que Mac’s e Linux, não deixa de ter alguma piada.

(No total, aproximo-me das 125.000 page views, o que me deixa bastante surpresa e agradada)

Psicologicamente analisando as estatísticas.

EDIT: e o Shiny serviu para o que serviu, e saiu de cena =P

Hannibal Rising – Saudades de uma carninha?

Hoje venho falar-vos de Hannibal Rising!

Pois é, quem não conhece Red Dragon, The Silence of the Lambs e Hannibal? Agora, chegou-nos, a prequela das prequelas, Hannibal Rising.

Objectivos? Mostrar-nos a história de Hannibal. O que o transformou na personagem que todos conhecemos? Como foi a infância/adolescência, do nosso querido Hannibal Lecter?

Arrisco a considerar Hannibal Lecter um dos melhores vilões cinematográficos, a par de outros, tais como Jack Torrance, por The Shining ou Darth Vader, por Star Wars. No entanto, e como é óbvio, é na pele de Anthony Hopkins que imaginamos este grande vilão. É o carisma do actor, a excelente capacidade de representação, o olhar penetrante e avassalador, que fazem dele o melhor dos melhores. E foi pela imagem de Hannibal Lecter estar tão fortemente intrincada com a de Anthony Hopkins, que olhei inicialmente para este novo filme, com bastante cepticismo. Como se sairia Gaspard Ulliel(Um jovem francês, desconhecido do grande público), na pele de Hannibal Lecter? Esperava, antes de ver o filme, um hannibal fraco; um hannibal “traumatizado”, calculando que colocariam a justificação dos seus traços “sociopatas”, num trauma de infância

Desconhecendo “Behind the Mask”, a obra de Thomas Harris na qual o filme se baseia, não poderei comentar a adaptação cinematográfica da mesma, limitando-me portanto a pensar no filme, em relação aos restantes.

Todos sabemos que não é somente um actor que faz um filme, e independentemente de Gaspard Ulliel, realizar uma prequela de uma história, não é tarefa fácil. O elemento surpresa, torna-se inviável (todos sabemos que Hannibal irá sobreviver até ao final do filme… no shit) e não é absolutamente nada fácil caracterizar a personalidade de Hannibal, muito menos arranjar “justificações” no seu passado para as suas características. Por um lado, Gaspard Ulliel superou em muito as minhas expectativas, conseguindo fazer jus ao nome da personagem. Não se quebrou a “mística” envolta em Hannibal Lecter, como receava que acontecesse. (Ainda bem que não escolheram Hayden Christensen ou Macaulay Culkin!).

Pena, numa ou noutra cena, ser suposto pensarmos que havia a hipótese dele morrer: não eram necessários minutos de filme que nos fizessem pensar “levanta-te lá, que é óbvio que estás bem”. Lá está, prequelas…

(cuidado com os spoilers!) 

Quanto ao dito “trauma”… bem … em jeito de piada “comeram-lhe e fizeram-lhe comer a irmã”. E não pensem em pedofilia e incesto, porque obviamente que se trata de canibalismo.
Obviamente que a complexidade da personalidade de Hannibal Lecter vai muito mais além, o que nos faz (pelo menos a mim) não considerar a morte da família, e especialmente da irmã, como “a causa dele ser quem é”, mas simplesmente como “um primeiro desencadeante”.

Há ainda que salientar o papel levado a cabo por Gong Li (Lady Murasaki), misturando por momentos, Hannibal Lecter, e o fascinante mundo de espadas e samurais.

Quanto a mim, seria difícil algum dos filmes superar The Silence of the Lambs (não era, principalmente, no jogo de palavras e emoções entre Hannibal Lecter e Clarice Starling que residia o brilhantismo do filme?). No entanto, na minha opinião, para todos os que se deliciam (nhami!) por esta personagem e pela sua história, Hannibal Rising é um filme a não perder.

Vai uma espetada de Bochechinhas e Cogumelos?

Psicologicamente Lecter…

Por onde vou, para que chegue a casa? – Conto 2

(Porque o Psicologicamente, também tem os seus momentos de ficção)

Não era fácil chegar a casa, com toda a cidade virada do avesso. Joel sentia-se confuso. Não sabia se havia perdido por completo a sua capacidade de orientação, ou se simplesmente algo tinha distorcido a dimensão espacial do mundo.
Tudo começara há uns minutos atrás, no preciso momento em que saíra do trabalho em direcção a casa. Uma espécie de tontura fizera-o cair de joelhos no chão. Fechou os olhos, tentando procurar o equilíbrio perdido. Sentiu-se melhor. Reabriu os olhos, deixando de sentir onde estava, para onde ia, de onde vinha. Como se a estrada tivesse alterado o aspecto de há segundos antes. Estaria noutro sítio? O local parecia o mesmo, os edifícios mantinham os seus conteúdos, contudo, em locais opostos. As cores alteradas, os cheiros diferentes. Seria o mesmo espaço, num tempo diferente? Seria o mesmo tempo, num espaço distorcido? Joel só ouvira falar em distorções espaço-temporais nos livros de ficção científica que por vezes lia ou nos filmes que se regalava em ver. Não faziam parte da realidade. Na realidade o mundo não mudava de lugar com um piscar de olhos. O tempo demorava a passar, sendo um minuto contado pelos preciosos sessenta segundos do relógio.
Joel levantara-se lentamente, olhando em seu redor. Os transeuntes passavam de um lado ao outro, naturalmente. Fosse o fosse que tivesse acontecido, só ele o considerava estranho. Teria sido ele a mudar e não o tempo? De alguma forma teria sido transportado para outro local? Nenhuma explicação era plausível.
Tentando abstrair-se de todo aquele surrealismo, Joel concentrava-se no caminho que deveria tomar para chegar a casa. Tinha-o memorizado, e no entanto nunca se preocupara em encontrar pontos de referência ou em decorar as ruas e ruelas pelas quais passava. Era simplesmente por ali, aquele ali que sempre fora demasiado igual. Automaticamente, sabia quando virar à esquerda ou à direita, mas as direcções não eram agora as mesmas. Ou o cérebro deixara de identificar o caminho?
O tempo ia passando, e enquanto os seus passos se gastavam na calçada, começava a perder as esperanças. Não saberia voltar. Sem telemóvel consigo, e sem qualquer número sabido de memória, não tinha a quem pedir auxilio. Resolveu procurar algum polícia, na esperança de que tivesse alguma explicação para o sucedido e o soubesse informar do caminho para a sua rua. A sua busca fora em vão. Por entre ruas e vielas, nenhum polícia se conseguia encontrar. “Que cidade esta, sem protecção?” – Praguejou baixinho, enquanto pensava em nova solução.
Recorreu então às outras pessoas que por ali passavam: “Sabe-me dizer onde fica a Rua das Acácias”? As respostas iam desde o “Não conheço” até ao silêncio de quem se desvia para não ter de dar qualquer resposta. Pensariam as pessoas que Joel lhes quereria fazer algum mal? Teria aspecto de assaltante, de bandido? Joel olhara para si próprio, tentando encontrar respostas. A barba, esquecida de fazer, e o jeito tresloucado de quem não sabe onde mora, talvez contribuíssem para as reacções obtidas. Mas como disfarçar o desespero de se sentir completamente perdido?
Cansado e perdendo as esperanças de encontrar o seu rumo, Joel sentara-se num banco de jardim, sem reparar na tabuleta que marcava o “Jardim das Acácias”. À caída da noite, juntavam-se as lágrimas que lhe corriam no rosto. Ali ficara deitado, ao frio, esperando um novo dia, um novo alento. Esta seria somente mais uma das noites que passaria ao relento.
Quanto à Rua das Acácias? Deixara de existir para Joel, no momento em que dela fora escorraçado, anos antes. Desde então que vagueava pelas ruas da cidade, pedindo, suplicando, chorando. Muitas eram as vezes, que tentava mentalizar-se que nada havia acontecido. Voltava atrás no tempo, mentalmente, esperando encontrar a sua casa no sítio de sempre, no número 10 da Rua das Acácias.

Mas esta já não era a sua casa…

Eu voto no Aborto da Abstenção! – Mata-se já a gaja!

Pois é, meus amigos, fico feliz do SIM ter sido vencedor, e espero que tomem as medidas adequadas para que consigamos melhorar o país com esta decisão.

No entanto…. mais de 50% de Abstenção, é quanto a mim, um problema GRAVE!

Gostava de acreditar que metade dos Portugueses não andam a dormir. Como tal…

Será que já há uns bons anitos, se esquecem de tirar os defuntos da lista?

Como já morreram, não podem ir votar, mas tão lá na lista, contam como abstenção…

Sempre conseguia ser mais feliz, do que pensar que metade da população prefere ficar com o rabinho no sofá ou a passear à chuva, do que perder 5 minutos do dia, para ir votar.

(Tendo em conta que uma vez, uma familiar minha foi votar, e quando lá chegou e mostrou o número e o BI, lhe disseram que não podia ser, porque que ela já tinha morrido… não me admiraria…)

Psicologicamente Divagando, acerca do cerebro de banana dos portugueses.

(Custa assim tanto votar em branco, se se tão a lixar para o assunto?)

WordPress vs Livejournal – Passado e estado actual.

Hoje em dia, quem não tem um “blog”? Todos sabemos que o número de blogs existentes nas várias plataformas disponíveis, cada vez é maior. E quem frequenta com alguma regularidade a Internet, tem um blog.

Ao ler este post apeteceu-te também traçar algumas linhas, acerca de algumas plataformas existentes, especialmente, o wordpress e o livejournal, visto serem as que uso.

Muitos são os casos, da pessoa que deseja iniciar um blog, mas não sabe muito bem onde o fazer, dada à oferta existente. Eu diria, que depende bastante de quais são os objectivos do dito blog.

Pessoalmente, criei um livejournal há uns 5 anos atrás. Nessa altura, quando ainda eram necessários os ditos invite codes, para que se pudesse criar um, não hesitaria em colocar o livejournal no topo destas plataformas.

Vantagem:

– Um espaço, na altura mais virado para as artes da escrita, que me permitia mostrar “ao mundo” as minhas palavras.

Com o objectivo inicial de colocar contos, ou pequenos textos, escritos por mim, o livejournal foi-me mostrando cada vez mais o lado de comunidade. A possibilidade de juntar um grupo de amigos de escrita, que nos criticavam, elogiavam, ajudavam quando preciso, e que rapidamente passou a ser mais que um grupo virtual.

Com o criar destes laços, o livejournal foi-se transformando no que tradicionalmente chamamos um “diário”, onde contamos as nossas histórias, partilhamos as nossas alegrias e afogamos as nossas mágoas. Entrou, quanto a mim, numa esfera demasiado pessoal, e de menor interesse público.

Para quem pretende do dito espaço, um “diário”, um espaço de partilha de aventuras do dia-a-dia, o livejournal continuará assim como o meu espaço de eleição.

No entanto, e o que me motivou a deixá-lo para segundo plano, e a dedicar-me a este blog, foi precisamente esse excesso de “pessoalidade”. O livejournal passou a fazer-me sentido, somente dentro de um restrito grupo de amigos. “Interesso-me pela vida dos que me preocupo, e não propriamente da vida de desconhecidos…”.

Com o objectivo mais amplo de expor opiniões um verdadeiro blog ganha vantagem. Se por um lado, o livejournal se transformou “no que só quero que os meus amigos leiam”, um blog é um espaço onde “quanto mais pessoas lerem, melhor”. Se no primeiro se expõe um lado mais pessoal, no segundo evita-se tudo quanto caía na esfera da privacidade de cada um.

Se há uns anos, os blogs pareciam ficar esquecidos na imensidão da net (sem visualizações ou comentários), e no livejournal proliferavam as discussões, actualmente é bastante mais simples dar visibilidade a um blog, e transformá-lo num espaço de discussão pública.

Quanto ás plataformas para um blog, a minha preferência, iria sem dúvida, para o blogger e o wordpress, achando que este último, cada vez mais, permite uma maior visibilidade e algum espírito de comunidade. Espírito este, no sentido da troca de links, views e comentários, e não no sentido da partilha da esfera pessoal de cada um.

Claro que um blog, ou um lj, é, simplesmente, o que fizermos dele. E podemos inverter papeis, e usar um blog como diário, e um lj como um local de critica social. No entanto, e tendo em conta a estrutura de cada um, penso que o contrário será mais adequado.

No wordpress, conseguimos:

– Analisar as estatísticas do nosso blog, coisa que não é possível no lj. (O que confirma que a maior visibilidade é um objectivo de um blog, e não de um lj).

-No livejournal, conseguimos

– Restringir alguns posts a grupos de friends específicos, o que permite o salvaguardar da nossa privacidade.

Para quem conhece e frequenta ambos os espaços, não ficaram novidades, simplesmente um balanço dos prós e os contras de cada um deles, consoante os nossos objectivos.

Psicologicamente virada para o wordpress.

Ps – E para quem quiser transportar o seu blogger, para o wordpress, não esquecer que cá está a nova ferramentazinha