Maddie – Anjo ou Demónio?

Maddie… Penso que não haverá jornal, revista, blog, televisão, que não tenha ainda dedicado uns minutos do seu tempo (horas, dias…) a informar-nos, a especular, a falar sobre o caso Maddie. Não é que goste de seguir a maré, mas de facto se há casos que nos deixam com vontade de opinar, este é um deles.

Facto 1: Desapareceu uma criança.

Especulação 1: Morreu uma criança? Foi raptada uma criança? Pedofilia? Resgate?

A hipótese de rapto com objectivo de pedido de resgate, facilmente foi colocada de parte (porque ninguém pediu um resgate!). Provavelmente, o que poderia ter acontecido, seria um atraso crucial no pedido do dito resgate, e quando os supostos raptores o pretenderam fazer, o caso estava de tal forma publicitado, que seria demasiado arriscado seguir com o plano em diante. Isto foi o que pensei nesta altura, quando coloquei esta hipótese. E nesse caso, todo o mediatismo poderia ter sido o responsável pela morte da criança (não seria esta a forma mais simples de se livrarem do peso de terem raptado a Maddie? Se não se podia arriscar mais, tornava-se premente livrarem-se da criança, antes que alguém a encontrasse com eles).

Facto 2: O caso sempre teve uma grande estranheza. Havia mais do que se estava a contar. O que estaria por detrás do caso Maddie?

Especulação 2: Confesso que sempre achei que algo não estava bem contado. O mediatismo exacerbado, os grandes fundos que os pais da criança estavam a conseguir adquirir (eu perguntava-me porque davam as pessoas tanto dinheiro, sem saber ao certo o destino que esse dinheiro iria ter. Cheguei a especular que o casal estaria a passear pelos vários países à custa desse dinheiro, que, poderia estar-lhes somente a servir para realizar um sonho de passeio e mediatismo. Não estariam os pais de alguma forma envolvidos no desaparecimento e a aproveitar-se das pessoas, que inocentemente e de boa vontade, os tentavam ajudar?). Bem, mas o caso “Joana” também teve bastante mediatismo, se é que se lembram dele (a menina que supostamente se transformou em alimento para porcos, sabem?).

OK. Tratavam-se de ingleses. Isto trazia por si só, alguma diferença na forma como o caso ia sendo investigado. Se se tratassem de portugueses não teriam sido imediatamente acusados de negligência por deixarem as crianças sozinhas? Não seriam de imediato tomadas medidas para que lhes fosse retirada (ou pelo menos investigada) a guarda dos gémeos? Talvez sim, talvez não.

Ok. Tratavam-se de pessoas com posses e com base cultural (médicos?). Se fosse um qualquer “pé rapado” a perder a filha, não teria meios de mover meio mundo em sua busca. Com certeza se lembram da mãe do Rui Pedro (a criança que desapareceu já há uns largos anos e que supostamente fora levado para uma rede de pedofilia). A senhora não teve um terço dos apoios que deram ao casal McCann, a senhora gastou tudo o que tinha e não tinha na busca desesperada pelo filho e os resultados foram nulos, pois ninguém mexeu uma palha para as investigações necessárias. (ah e esta não teve, de certo, a sua própria mão envolvida no desaparecimento do filho. Quando aos McCann, nunca tive essa certeza. Ainda ninguém a tem).

O ar frio e compenetrado com que sempre se mostraram aos meios de comunicação social (as lágrimas não me convenceram, sinceramente). Os discursos previamente pensados e lidos em papel. São questões a pensar… Há que salientar que os ingleses vivem numa cultura diferente, são talvez mais controlados, e isso explique a sua postura. Mas….

Facto 3 – É quase certo que a menina está morta.

Especulação 3 – Não podemos dizer que os pais são ou não culpados. Ou pelo menos (e espero eu) AINDA não o podemos dizer. Mas uma coisa é certa…. Ou são, ou não são culpados.

Hipótese 1: inocência.

Aqui, estamos perante um casal que perdeu a própria filha. Um casal que sofre porque perdeu a sua menina. Um casal que quer que ela volte para eles. Um casal que não sabe se a própria menina está viva ou morta. De repente, esse mesmo casal começa a ser acusado de ter morto a própria filha. Interrogatórios atrás de interrogatórios. Notícias atrás de notícias. Olhos que os observam acusando-os de assassinos sanguinários. A hipótese de perder também os outros filhos…os que lhes restam.

Sinceramente, pensar nesta hipótese, é-me mais terrível, do que imaginar que eles a mataram…. Se assim for, e se for provado que estão inocentes, de certo serão inundados de pedidos de desculpas e indemnizações pelo mal causado.

Por mais que seja má, consigo preferir a segunda hipótese: (De morta ela não passa, resta saber como foi…)

Hipótese 2: Culpa

Eles de facto tiveram culpa na morta da menina. E provavelmente irão pagar por isso.. (se o fizeram, esperemos que paguem). Resta aqui, saber o motivo…

Negligência? Terá sido uma morte acidental, com posterior oclusão de cadáver?

Terá a menina demonstrado estranhos comportamentos, interpretados pelos pais como demoníacos? (aquela marca especial no olho é digna de um bom filme de terror, não digam que não… todos conhecemos as crianças dos filmes de terror). E aí a solução seria a morte, os pais teriam de livrar-se daquele pequeno demónio perigoso…

Ou…um acto de loucura? (Temos o belo exemplo da senhora de Viseu, que pegou na faca eléctrica e resolveu dar cabo dos filhotes e dela própria).

Facto 4: Os Cães da polícia inglesa são espectaculares. (Os cães…nas questões policia inglesa vs policia portuguesa não me pronuncio).

Psicologicamente Detective.

O Espaço, os Computadores e os Esquilinhos.

De volta aos caminhos dos blogs, cá estou eu para novas divagações e devaneios.

Ora, o que tenho eu para vos dizer hoje? Falemos em espaço, em computadores e em brinquedos novos. E isto porquê? Porque hoje escrevo-vos do meu brinquedo novo, em forma de computador, e com um aumento significativo de espaço em disco (e outras muitas coisas), em relação ao brinquedo velhote.

Não importa dar-vos as especificações técnicas do bicharoco, mas…. O que fazemos nós quando mudamos de computador? Começamos pela árdua (mas agradável) tarefa de passar todos os nossos documentos e afins para a nova máquina. E é nesta altura que notamos quão desarrumado tínhamos o disco antigo. Pudera, mal tínhamos espaço para qualquer novo ficheiro… (Muitos de vocês decerto já experimentaram a eterna saga do “apaga aqui, para instalar ali”).

Agora o que acontece? O grande lema “o espaço nunca é pouco”. Porque se passamos os 40 gigas do pc antigo para o novo, damos por nós a encher 60 do novo. É o milagre da multiplicação do espaço usado. (Isto tem várias explicações: porque só o próprio sistema operativo está a ocupar mais espaço, porque temos mais programitas xpto de origem e depois, claro, porque há sempre aquela coisita que não estava instalada porque já não havia espaço, mas agora é na boa, temos espaço de sobra).

Ainda me lembro da altura (a bela frase que dizemos a partir de uma certa idade) em que mudei para o pc dos 40 gigas de disco e….”wow, isto é espaço que nunca mais acaba”. Santa inocência… Agora, com a inocência perdida, sei que quanto mais espaço houver mais se gasta. (e isto chama-se o acompanhar da Evolução)

Pensando bem, é como em nossas casas. Quantos de nós não sofremos deste mesmo problema de “quanto mais espaço para arrumar as coisas, mais tralha temos arrumada?” Quando há pouco espaço, torna-se terrível pois não temos espaço para o essencial. Chegando a um certo ponto, com o aumento do espaço conseguimos guardar só o essencial. E depois… dá para o essencial e para o supérfluo. O cerne da questão está na definição entre essencial e supérfluo, e é interessante notar em como esta definição é tão dependente do espaço.

O que me leva a concluir, que quanto mais espaço tivermos, mais coisas essenciais arranjamos para lá guardar. (Será a minha veia esquilinha a falar?)

Vão lá deitar fora as velharias das gavetas…. Só lixo. Isso é supérfluo. Ou talvez seja melhor deitarem fora o móvel. Aí terão mesmo de deitar as velharias fora.

O espaço é importante.

Psicologicamente encontrando a importância do espaço.