Anime – Post 1 – Higurashi no Naku Koro Ni

Nos últimos tempos, tenho andado a ver algumas séries de anime. Como tal, resolvi fazer uma sequência de posts, onde falarei um pouco de cada uma delas.

Muitos serão aqueles que não apreciam animes, e pelo contrário, outros serão devoradores (no bom sentido!) de séries atrás de séries. No entanto, poucos serão os que não ouviram já falar de nomes como Dragon Ball ou Sailor moon (não foram estes os animes de infância de muitos de nós?), ou até de Neon Genesis Evangelion (não fosse este um dos animes mais conhecidos e mais aclamados pelos fãs do género).

A verdade é que existe uma infindável lista de animes, onde se incluem nomes mais e menos conhecidos, temáticas para todos os gostos, animações de maior ou menor qualidade, plots interessantes e não interessantes, mais ou menos seriedade, maior ou menor comicidade. Enfim, nada como pegar em alguns resumos, e ver o que mais nos poderá ou não interessar.

Para começar, resolvi falar-vos um pouco de Higurashi no Naku Koro Ni. Neste momento alguns já pararam de ler porque se assustaram com o nome. Higurashi no Naku Koro Ni, ou, em português “Quando as cigarras choram” é, talvez, e até ao momento, o meu anime favorito. (E olhem que é difícil eleger um).

O que podem encontrar em Higurashi? Mistério, Sangue, Mortes, um ambiente envolto em terror….e… meninas kawaii!
O que aparentemente parece uma pacata vila onde moram meninas engraçadas e queridas transforma-se, num ápice, numa vila onde não desejariam morar…

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Higurashi é dividido em duas séries: a primeira, Higurashi no Naku Koro ni, e a segunda: Higurashi no Naku Koro Ni Kai. Não tentem ver em ordem trocada, se não obviamente, não percebem nada. Na primeira série é-nos mostrada uma sequência de eventos, muitos deles tenebrosos, e formam-se muitas questões na nossa cabeça, no sentido de perceber o que se está a passar. Não pensem que é simplesmente algo sem sentido, pois não é. E essa é quanto a mim, a grande mais valia deste anime. Vamos, ao longo do percurso, descobrindo cada twist, cada pequena explicação, cada novidade. Peça por peça vai sendo construído um puzzle, do qual, ao inicio, não fazíamos uma pequena ideia do resultado final. A segunda série (Kai significa soluções), revela-nos muitos dos enigmas que ficaram por resolver. Com menos sangue e mais plot, vamos juntando as últimas peças do puzzle (e são muitas!).

Para quem gosta de terror e mistério, e em simultâneo gosta de anime, aqui tem a solução perfeita.

E parece que irá haver uma terceira série (para quem já viu, a cena “pós créditos” apimentou a vontade de mais, não foi?), bem como um Live Action Movie. (Mas não se preocupem que a segunda série tem um final, não é daqueles casos em que ficamos indefinidamente à espera do que virá a seguir).

Muito se poderia explorar e comentar das entrelinhas deste anime, mas mais vale verem do que lerem spoilers, portanto fico-me por aqui.

Rena Higurashi

Para quem tenha ficado curioso nada como ver e ouvir a intro para ver se o anime vos parece bem.

Há que salientar a excelente banda sonora deste anime!

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Psicologicamente – Anime — Episódio 1

Danny Cavanagh – IPJ Lisboa

Na passada sexta-feira, dia 11, no IPJ de Lisboa, eis que tivemos a oportunidade de assistir a um concerto acústico de Danny Cavanagh (mais nem menos, do que guitarrista e co-vocalista da minha banda favorita: Anathema).

Após algumas dificuldades, como a reserva dos bilhetes a 3 dias do concerto, o atraso na realização do mesmo, e até a qualidade do som não ser das melhores, a verdade é que Danny Cavanagh nos conseguiu proporcionar uma noite de sonho.

Tinha assistido ao fantástico concerto de Anathema no Vilar de Mouros 2005, bem como ao concerto acústico, também no IPJ, em que os irmãos Cavanagh (Danny e Vincent) nos proporcionaram momentos inesquecíveis. Confesso que antes do concerto da passada sexta, tinha um certo receio do que iria ser um concerto do Danny a solo. Conseguiria passar-nos a magia de Anathema? Não ficaria a saber o pouco? Não sentiríamos a falta da voz do Vincent?

Não ficando a voz de Danny nada atrás da do irmão, este conseguiu-nos fazer sentir Anathema e ficar ansiosamente à espera que voltem a Portugal.

Peripécias:

Ainda faltavam umas horas para o concerto, mas já que íamos jantar por ali, eu e o meu namorado resolvemos aproveitar para saber se podíamos levantar logo os bilhetes (estavam reservados, mas nada como ter os bilhetes na mão). Levantar bilhetes, só uma hora antes do concerto, mas…. E, por nossa surpresa, de imediato encontrámos, nada mais, nada menos, que o próprio Danny Cavanagh. Aproveitamos para lhe pedir que nos autografasse o DVD de Anathema que levávamos connosco. Ele assim o fez e ainda nos ofereceu uma pequena prenda:

Best Wishes

“Best Wishes, from Anathema” – numa garrafa de coca-cola!

Confesso que este momento antes do espectáculo teve para mim um gostinho especial. E são nestes pequenos momentos, no ambiente intimista que é criado, que estes pequenos concertos ganham em relação aos grandes concertos. (Isso é pagar 10 euros para ver parte de uma das nossas bandas favoritas…wow).

Há ainda que salientar a participação de Duncan Patterson, que apesar de lesionado não deixou de nos presentear com algumas músicas!

Setlist (pode ter alguma falha, mas julgo que foi mais ou menos isto. Não sei se a posição da Are You There e da Hope são as correctas)

Danny Cavanagh
Acústico, 11-01-2008,IPJ Lisboa

Fragile Dreams
Leave no Trace
Forgotten Hopes
Inner Silence
One Last Goodbye
A Natural Disaster
Temporary Peace
Flying
Are You There?
Hope
Pink Floyd – High Hopes
Nick Drake – Place To Be
Nick Drake – Cello Song
Fleetwood Mac – Big Love
The Beatles – Norwegian Wood (with Duncan Patterson)
The Beatles – You’ve Got to Hide Your Love Away (with Duncan Patterson)
Angelica (with Duncan Patterson)
Led Zeppelin – Stairway to Heaven

Cá fica um videozinho para mais tarde recordar!

 

(mais videos ao pé deste: see “more from user”)

Psicologicamente Anathemizada.