Anime 5 – Gantz

Gantz é um anime bastante diferente dos anteriores (não são todos eles diferentes?), e que me surpreendeu pela positiva. Tenho preferência por animes (não é só nos animes, obviamente, mas é o relevante neste caso) que tenham algum conteúdo por detrás das imagens que passam diante dos nossos olhos. Isto é, que nos façam pensar em algo. Torna-se muito mais interessante quando há uma temática que de algum modo corresponde às nossas vidas e à vida em sociedade, do que quando simplesmente vemos lutas de poderes entre os “bonequinhos”.

No entanto, por vezes não é fácil aliar uma boa temática à capacidade de entretenimento. Isto é, também não gosto quando o anime se torna maçudo demais. Quando uma série nos faz não querer parar de ver os episódios, um atrás do outro, geralmente é porque este objectivo foi bem conseguido, e estamos perante um bom anime.

Gantz começa por fazer-nos pensar : o que acontecerá após a morte? Uma temática já bastante explorada, em que Gantz consegue mostrar uma perspectiva de alguma forma original.

Num ambiente, que nos faz lembrar uma mistura entre O Cubo e Battle Royale, pessoas tentam lutar para que lhes sejam devolvidas as suas vidas.

E se depois de morrermos tivéssemos uma segunda oportunidade?

E se para que pudéssemos voltar à nossa vida, nos víssemos obrigados a matar alguém. Será que o faríamos?

Gantz é, tal como grande parte nos animes, baseado em manga, que já conta com 267 capítulos, e continua em publicação. Para os interessados, o primeiro volume em inglês será publicado pela Dark Horse Comics no final de Junho.

O anime, pelos estúdios Gonzo, conta-nos em 26 episódios (divididos em duas séries) uma parte da história, tendo, obviamente, um final alternativo do manga. (se não, não teria já acabado!). Não vou aqui fazer comparações, visto não ter lido o manga, mas considero ser por vezes preferível terminarem o anime, mesmo que para isso tenham de alterar algumas coisas da versão original, do que terem de andar a “encher chouriços” (não há melhor tradução para fillers) para acompanhar a publicação do manga. (Bleach, anyone?)

No entanto, o anime deixa-nos a querer saber mais, e com algumas perguntas em mente, e o manga, pelo que já vi, explica muito mais, e proporciona-nos bastante mais detalhes, até porque…continua!

Há que salientar, que vi a versão uncut do anime. Algumas cenas agressivas e outras de conteúdo sexual. (algumas destas últimas a proporcionarem umas boas risadas). O personagem principal retrata bastante bem um adolescente com as hormonas aos saltos, o que ajuda bastante a caracterizá-lo. (Não sei o que cortaram na versão censurada, mas, e fora as crianças que estejam a ler isto, claro, vejam a versão não censurada). Para as crianças há por aí muitos outros animes mais indicados.

Psicologicamente a matar uns extra-terrestres.

(Próximo Episódio: Darker Than Black)

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Anime 4 – Fate/Stay Night

Hoje é a vez de Fate/Stay Night. Imaginem famílias de magos, onde o traço da magia passa de geração em geração. Sete desses descendentes são escolhidos. Para cada um deles, é materializado um servo, que não é nada mais, nada menos, que a reincarnação de uma figura lendária. Sete figuras, não tendo o mesmo aspecto que o herói que representam, fazem-nos ir adivinhando ao longo dos episódios a sua verdadeira identidade. (Uns mais óbvios outros mais rebuscados, uns mais flagrantes, outros mais subtis, todos são alguém de quem já ouvimos falar….quem serão?)

E assim começa uma nova guerra, com o objectivo de alcançar o mítico Cálice Sagrado. (Sim, o conhecido Holy Grail, que em tantas histórias marca a sua presença).

Só os “servants” poderão tocar no Holy Grail, e são eles que terão um papel mais activo nas lutas que se seguirão. Serão eles, dotados de experiencia e capacidades de batalha, que lutarão uns com outros, até que só um seja o vencedor. Os seus mestres terão um papel de suporte, ficando mais atrás auxiliando com as suas magias (os que as sabem realmente fazer). Ou pelo menos, assim seria, teoricamente! Teremos “masters” na linha da frente da batalha?

No fim, o par vencedor terá direito a um desejo…. Levará novamente a uma grande catástrofe, como outrora acontecera?

Se imaginar uma linha de classificação dos animes, começando dos mais densos (com maior profundidade de história, mais intensos, tanto nas emoções que provocam, como no interesse que suscitam) e acabando nos animes “de passar o tempo” (leves, mais preocupados em proporcionar-nos alguns momentos de riso e diversão do que propriamente em fazer-nos pensar), Higurashi e Melancholy penderiam para o primeiro extremo, Rozen Maiden para o segundo e Fate/Stay Night ficará sensivelmente a meio da linha.

Engraçado reparar que as próprias Bandas Sonoras destes animes acompanham de certo modo esta tendência.

Sem uma banda sonora propriamente memorável, Fate/Stay Night pode contar com boas músicas de introdução e créditos finais:

Deixo-vos, por fim, um desenhozito da Rin Tõsaka, uma das “masters” do anime:

 

Rin

Próximo Episódio: Gantz

Anime 3 – Rozen Maiden

Rozen Maiden é um anime totalmente diferente de higurashi ou melancholy. Muito mais leve e menos rico em história.

Um mundo de bonecas com poderes mágicos e imensas alusões à Alice no País das Maravilhas (uma das minhas séries de infância favoritas) não pôde deixar de me fazer pensar de imediato o quanto devia ter adorado ver isto quando era pequena (O que não seria possível, claro, o anime só remonta a 2004).

Em resumo, o anime conta-nos a história de 7 bonecas vivas (imaginem pequenas bonecas de porcelana com vida), que têm como objectivo comum conhecer o seu criador, a quem chamam “pai”. Para tal, necessitam de lutar umas com as outras, até que só uma saia vencedora (até que destrua todas as outras). A vencedora transformar-se-á em “Alice”: a boneca perfeita, que terá o privilegio de conhecer o seu “pai”.

Rozen Maiden

Até aqui, o conceito parecia-me prometedor, mas desenganem-se se pensaram em bonequinhas malévolas, tão presentes no nosso imaginário das histórias de terror.

Temos bonequinhas que depressa apelam à nossa simpatia, e que passam grande parte dos seus dias a comer e a beber chá. É neste ponto, quanto a mim, que o anime se perde. Quando esperamos mais lutas e mais história, vemos mais de 50 % dos episódios com histórias cómicas do dia-a-dia das bonecas (e ficamos a babar com o que vão comendo, se estivermos com algum apetite!). De facto é engraçado, proporcionando-nos algumas gargalhadas, mas ficamos a espera de algo mais.

Resumindo, não é mau para passar o tempo, dá para rir um pouco, mas não é nada de extraordinário. Quanto ao fim, deixa-nos a espera de uma continuação! É um pouco a sensação de que estivemos todos os episódios à espera do desenlace da história, e tanto ficou a faltar para que esse desenlace chegasse até nós…

Próximo post: Fate/Stay Night

Psicologicamente boneca.

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Anime – Post 2 – The Melancholy of Haruhi Suzumiya

Alguma vez pensaram que gostavam que existissem extra-terrestres? Ou que seria possível viajar no tempo? Ou que existissem pessoas com percepções extra-sensoriais, como capacidades telepáticas ou outras capacidades semelhantes? Alguma vez imaginaram um mundo onde tudo isto exista perante os nossos olhos?

Haruhi Suzumiya é uma jovem diferente. Ela acredita que estes seres existem, e tenta, a todo o custo, encontrar evidências para a sua existência. O mundo é para ela, um local aborrecido, onde tudo teria muito mais piada, se conseguisse encontrar evidências paranormais. Talvez muitos de nós concordaremos com ela: a paranormalidade poderia apimentar o mundo. No entanto, ao contrário da Haruhi, não gerimos o nosso dia-a-dia a pensar nisso.

Como tal, e à semelhança de outros clubes escolares (como leitura, desportos, informática, etc) ela resolve criar um clube de “detectives do paranormal”, e arrasta alguns colegas como membros…

Preparem-se então para várias aventuras do novo grupo.

Para imensos episódios cómicos, proporcionados pela mentalidade diferente da Haruhi.

Preparem-se para várias surpresas e descobertas.

Afinal, o que está por detrás deste ambiente cómico e surreal?

The Melancholy of Haruhi Suzumiya é muito mais do que parece à primeira impressão, e são só 14 episódios…

Ainda a salientar neste anime, são as várias ordens pela qual pode ser visto. Os 14 episódios podem ser vistos por ordem cronológica dos acontecimentos, ou pela ordem em que foram transmitidos. Podem ver aqui as ordens.

Eu vi-os pela ordem de transmissão (ordem B da lista) e gostei de tê-los visto desta forma. Penso que não ficamos tão cedo a saber os detalhes mais importantes do anime e o final tem mais impacto. Notamos que estamos a “saltar” na linha da história, mas facilmente percebemos em que posições estariam os episódios na ordem cronológica, portanto não temos dificuldades de compreender a acção. Portanto aconselho a ordem de transmissão, e para os mais curiosos há sempre a possibilidade de rever o anime na ordem cronológica para reparar nos detalhes (acho que ainda vou fazer isto, possivelmente). Acho que ficamos menos “spoilados” desta forma.

Nada como vos deixar o vídeo do final dos episódios:


(E a vontade de imitar a coreografia, hein?)

Como bónus, ainda fica fanart da Yuki:


Yuki

(Eu não tenho muito jeito para desenho, mas pronto, desenhado e pintado por mim ^^)

Psicologicamente haruhiista!