Acordo ou Palhaçada Ortográfica? – Rescaldo do Prós e Contras

Pois é, o assunto já corre há anos, muito já foi dito por blogs, jornais e jornalitos, mas não consigo deixar de vir dar a minha opinião. Ontem, ao ver o programa Prós e Contras na RTP1 fiquei com ainda mais vontade de dizer algumas coisas, e comentar outras…

Do lado a favor do acordo Carlos Reis e Lídia Jorge. Do outro, Vasco Graça Moura e Alzira Seixo.

E antes de mais convém deixar a minha posição: completamente contra este acordo.

Podem ver os seus contornos aqui.

Não sejamos acusados de falar sem conhecimento de causa.

As 10 alterações mais salientes:

1. Eliminação do c e do p, em palavras como: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo.

2. Colocação do c e do p como “facultativos” em palavras como: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carate­res, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção

3. Quando, nas sequências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respetivamente, nc, nç e nt: assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e assuntível; peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade.

4. É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito per­feito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

5. Prescinde-se de acento circunflexo em: creem deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

6. Deixam de se distinguir pelo acento gráfico (prescinde-se dele mais uma vez): Pára (de parar) e para (preposição), etc.

7. Levam acento agudo ou acento circunflexo, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.

8. Retira-se o hífen em locuções como: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar, cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho, etc

9. Deixa de se empregar o hífen em palavras como: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

10. Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.

Vamos então pensar: Para que serve este acordo?

Segundo os senhores que são a favor do mesmo, serve para:

(e isto foram argumentos utilizados ontem no debate)

Uniformizar a Língua Portuguesa: Como todos sabemos, os Brasileiros, bem como os Africanos de Língua oficial portuguesa, apresentam na sua forma de falar e escrever algumas diferenças e peculiaridades em relação a nós, Portugueses. Convém, quanto a mim salientar, que a diferença entre as variantes da língua, não se resume à ortografia. Como exemplos? O uso do gerúndio, o uso de palavras diferentes (todos se lembram do anúncio pimbolim é matraquilho!). Portanto, a Língua Portuguesa não vai ficar igual em todo o lado. As Variantes continuarão a existir. Aliás, quando falam, como no ponto 7 referido acima, que determinada nova regra é facultativa consoante as pronúncia, não estamos a uniformizar nada, estamos simplesmente a dizer que uma coisa tanto assim como assado, está correcta. Isto não é uniformizar, é desregrar. É dizer que com tanta coisa “facultativa” vamos deixar de saber o que está certo ou errado. Bem basta vermos por ai tanta atrocidade à nossa língua, com erros ortográficos. Assim deixamos de saber o que é erro ou não… ou melhor, nada é erro, portanto temos de nos preocupar menos ainda em escrever correctamente. Parece-vos que isto é uniformizar a língua, em prol de um bem comum? A mim não.

Aproximar os povos: Em seguimento do ponto anterior, tudo isto do acordo tem servido para dizer que esta é uma forma de nos aproximar dos outros povos que falam o Português. Não haveria outras provas de “não racismo” que pudessem ser dadas, ao invés do “vamos deturpar a nossa própria língua, para que não digam que somos racistas?”. É que sinceramente, o argumento do racismo não tem absolutamente nada a ver com isto, como o sr. Carlos Reis ontem se fartou de dizer. É legitimo que o povo Brasileiro, tanto como o Africano, tenham adaptado a língua que usam (o Português), às suas raízes e cultura. Acho que todos nossos reconhecemos que há diferenças (e quanto a mim significativas), mas também todos reconhecemos que não é por elas, que nos deixamos de entender uns com os outros. A língua é a mesma, mas são variantes diferentes. Não estamos a deturpar a cultura, tanto a nossa, como a deles, ao tentar fazer alterações que não levam a nada?

Dar um maior reconhecimento à Lingua Portuguesa: Mas vai ser mais reconhecida porque deixamos de usar os c’s e os p’s e outros que tais? Vão existir várias variantes, como existiam antes. Vamos todos falar português, como falávamos antes. Não percebo o propósito, a mim parece-me uma utopia, que estas alterações façam com a língua seja mais ou menos reconhecida do que é agora.

Simplificar a língua: Sim, isto foi usado como argumento ontem no debate. “Como há muitos analfabetos, assim seria mais fácil para aprenderem” – segundo novamente, o senhor Carlos Reis. Tal como alguns linguistas bem lhe responderam: não, não serve para simplificar nada. As pessoas aprendem da forma que lhes for ensinado, estas alterações não são de forma alguma facilitadoras da aquisição da linguagem. Não será precisamente o contrário, até? As duas por três, com as alterações, as pessoas até deixam de saber “afinal, qual é a forma correcta de escrever isto e aquilo?”. Com tanta coisa “facultativa” a resposta deve ser: é como vos apetecer. Ok, diminuímos os erros, porque diminuímos as regras. Isto é? Estupidificar as pessoas?

Então se todos os argumentos para este acordo são, quanto a mim, grandes falácias, que se tiverem algum verdadeiro objectivo, é puramente político, para que vamos alterar, aquela que é a nossa língua?

Passemos, por fim, que este post já vai longo, a analisar alguns dos pontos de alteração acima referidos.

Quanto aos “facultativos” já disse o que tinha a dizer….

Ponto 1: Eu, pessoalmente, odeio as palavras assim. Acho que apesar de o c e o do serem “surdos”, eles têm uma função nas palavras. E se em algumas pode não fazer tanta diferença, noutras faz, especialmente na forma como a palavra passa a ser pronunciada. Ok, podem sempre usar o argumento de ontem: “mas lembramo-nos de como são agora pronunciadas, não vamos passar a pronunciar de forma diferente”. Então em vez de mantermos a forma como as coisas são escritas (a correcta) vamos memorizar isso, para não passarmos a pronunciar em erro. Faz sentido?

Ponto 4: Novamente, segundo o senhor Carlos Reis (sim, porque este senhor disse coisas magnificas ontem), esta alteração na acentuação é simplesmente um caso de “contextualização”. Basta-nos contextualizar a palavra, para saber em que tempo verbal ela se encontra, segundo ele. É verdade que algumas palavras (chamadas homógrafas), já tinham esta peculiaridade: de se escreverem da mesma forma, mas terem pronuncia e significados diferentes (colher o trigo, comer com a colher). Então, mas…não íamos simplificar a língua? Ah Afinal não, afinal vamos arranjar é mais palavras iguais, que precisem de contextualização.

“Nós amamos a vida”; à Presente ou Passado? É que se ainda amamos é óptimo, se amámos isto pode ser a última frase deixada por um grupo que acabou de cometer suicídio colectivo. Não parece que se tire assim tão bem pelo contexto… E muito menos me parece que se deva estragar desta maneira a nossa gramática. Os tempos verbais existem para alguma coisa, credo.

Ponto 10 – E vamos mais uma vez estragar a nossa gramática, neste caso o verbo haver.

Bem, fico-me por aqui. Sei que este será um post que suscitará polémica, mas a minha opinião não será por isso alterada. Cada um tem direito a pensar pela sua cabeça, e se esta mudança a mim me faz muita confusão, porque não acho que faça qualquer sentido, talvez haja a quem não faça confusão nenhuma. Provavelmente, estes chamar-me-ão de nacionalista, ou algo do género. Eu continuo a achar que uma alteração deve ser feita quando há motivos para que esta seja feita. Aqui não encontro motivos válidos.

31 Respostas to “Acordo ou Palhaçada Ortográfica? – Rescaldo do Prós e Contras”

  1. Parvo na cadeira Says:

    Sinceramente, em vez deste acordo idiota (sim porque os ingleses e os americanos nunca precisaram de um acordo mercenário como este para se entenderem), mais valia terem ratificado uma lei em que toda a gente teria o direito de ser ensinado inglês e chinês à borla, sim porque estas são as línguas do futuro, não é a variante brasileira do português!

    Este acordo simplesmente vai fazer com que muita gente perca o seu emprego e que muita editora portuguesa vá à falência.

  2. Psicologicamente... Says:

    Já nem fui pelas editoras\livros|traduções, porque se fosse por ai era mais um post do mesmo tamanho que este…

  3. Cool Says:

    Debate é me indiferente no meu ponto de vista.
    È me indiferente o modo como se escreve, eu aprendi de uma maneira e é a maneira como vou escrever até morrer(mal ou não).
    Mas tenho de comentar uma coisa.. Os pontos apresentados por quem quer alterar a língua são no mínimo vergonhosos, é pk de gente deste tipo que me da vergonha de ser português.

    “Uniformizar a Língua Portuguesa”(por isto mais vale falar espanhol!)
    “Aproximar os povos”(lol?no coments.. demasiado ridículo)
    “Dar um maior reconhecimento à Lingua Portuguesa”(maior ou menor? ridiculo.. n.c.)
    “Simplificar a língua”(Bora la criar mais tugas burros e basofes).
    Resumo: Enfim…

  4. Mário Nogueira Says:

    Obrigado pelo resumo, Sara.🙂 E sim, tb sou contra. Aliás, como a maioria dos portugueses, creio.

  5. D Pt Mdr Says:

    Ficamos a saber que existe mais um GRANDE CROMO:O CARLOS REIS que tem cá um AUTO-TRAUMA de ter acento AÇORIANO DE TERCEIRA!

  6. Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi Says:

    eu sou a favor! e agora?
    Depois de mudar ninguém protesta… os brasileiros não protestam e falam português.

    O que me interessa é que já poderá haver traduções para português das empresas (videojogos por exemplo) que actualmente não traduzem muito porque há duas linguas portuguesas (normas bla bla). Por isso tou-me lixar pa voces😛

  7. Psicologicamente... Says:

    Se mudar, recuso-me a usar as alterações…

    E, não tanto pelos videojogos, porque não costumo comprar, mas por exemplo na questão dos livros, se os começarem a traduzir para o Português deturpado pelo acordo, então, compro-os em Inglês, porque não estou para ler assim, tal como não leio traduções brasileiras.

  8. dextro Says:

    E, não tanto pelos videojogos, porque não costumo comprar, mas por exemplo na questão dos livros, se os começarem a traduzir para o Português deturpado pelo acordo, então, compro-os em Inglês, porque não estou para ler assim, tal como não leio traduções brasileiras.

    Tás como eu, faço o mesmo se isto for avante.

    Subscrevo o que disseste na sua totalidade, sou totalmente contra este acordo e não é por razões como “ah e tal porque nós em Portugal é que somos os donos da língua” mas sim porque a língua a mudar deve fazê-lo de forma espontânea e evolutiva em vez de ser na secretaria por meia dúzia de cromos que se querem baixar as calças aos brasileiros e demais cromos…

    Isto não é evolução, é uma regressão e isto é um facto!

  9. L. C. Says:

    Estou completamente de acordo contigo. E absolutamente contra esta treta de acordo ortográfico!

    Nunca precisei de legendas para entender o português falado/escrito no Brasil. (No entanto, parece que por lá as novelas portuguesas são dobradas para que eles não tenham dificuldade em entender a sua língua-mãe!)

    Valorizo a língua portuguesa, com todas as suas variantes. É pela diversidade que a língua portuguesa é rica.

    E que esses senhores de secretária à espera de encher os bolsos não venham falar em simplificações e uniformizações, nem venham ofender os analfabetos que não tiveram oportunidade de ir à escola (uma vez que o problema deles não foi a forma diferente de escrever nos diferentes países, mas antes a falta de oportunidade). Eu aprendi a ler, falar e escrever português e nunca me fez confusão que no Brasil escrevessem fato em vez de facto e sempre achei positivo a variedade que temos (pimbolim e matraquilho).

    Este acordo serve unicamente interesses económicos e políticos do Brasil. E depois vemos uma quantidade de brasileiros a acusarem-nos de racistas, nacionalistas e afins. Que não se armem em coitadinhos e vejam o que está realmente em causa – a Língua Portuguesa. Este acordo vem mutilar a Língua Portuguesa, uma das mais ricas e interessantes.

    Enfim!!

  10. paranoiasnfm Says:

    O programa, desde já, é uma treta… não suporto a jornalista.. é do mais estúpido que há.. mas enfim.

    Quanto ao acordo ortográfico… é uma TREMENDA PALHAÇADA.. e espero que não avance como o governo espera.

    É desmanchar a nossa língua… os brasileiros que fiquem lá com a sua maneira de escrever/falar, que NÓS, PORTUGUESES PUROS (sem qualquer ofensa ao dizer “puros” – mas que falam Português, original, digamos assim), ficamos com o verdadeiro Português!!

    Eu cá.. enquanto vida tiver, vou escrever como aprendi: Em Português!

    Bom post😉

  11. thedeadserv Says:

    Este comment vai ser dividido em 3 partes:
    1-Aos que se enterram na ignorância, mas não se conformam e recorrem até a terceiros que os levem ainda mais baixo.

    2-A o Eu revoltado e sem consideração por mais nada que a preservação do que define a língua portuguesa.

    3-A o Eu sóbrio e racional, aceitando o futuro, como parte do passado.

    PARTE 1 – “Ignorance is liss”

    Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi é o perfeito exemplo do porquê do atraso deste país em termos de cultura e desenvolvimento.

    Certamente o nosso caro Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi nunca ouviu a expressão “lost in translation”, que até teve direito a um filme.

    Vendo que inglês é a língua universal dos jogos. Presumo que precises deles em português porque não percebes inglês…
    Em vez de andares a sonhar com uma “tugalização” completa da industria do entertenimento, não devias tar a perder tempo a aprender coisas como inglês. É que para além de te abrir muitas portas na vida, impede-te de fazer figuras tristes a mostrar que precisas dos jogos traduzidos para os conseguires apreciar completamente.

    Infelizmente os actores portugueses (dos jogos, pq os de animação até se dão bem) ainda estão um pouco distantes de conseguir fazer justiça aos ingleses (só me refiro á lingua).

    Não acredito em dobragens. É um conceito ridículo e uma falta de respeito completa para com os profissionais da industria.
    Inglês é um conhecimento básico a ter-se nesta altura do milénio, e eu próprio não acho que seja suficiente, por tal estou a aprender japonês.

    Conclusão da PARTE 1:
    Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi diverte-te na tua conquista pela ignorância suprema, mas deixa o país evoluir pff, n o arrastes contigo que o pessoal não te fez mal nenhum…

    PARTE 2 – Seiyuu, uma espécie extinta pelas barreiras fronteiriças.

    Porque é que tou a aprender japonês? Em grande parte pela influência que recebi dos meus anos a ver anime. Mas se fosse só por isso tava muito longe de já saber o que sei.

    A não muito antiga romanização da lingua japonesa (romaji, uso de caracteres romanos, ou seja, o nosso alfabeto) foi baseada na nossa querida lingua mãe. Sim, refiro-me ao nosso português.
    O uso de acentuação como o til e o acento circunflexo e a similaridade na riqueza de ambas as linguagens serviu de base para romanização do japonês.
    A isso, SIM, poder-se-ia (ou será “poder se ia” agora???)chamar-se um acordo ortográfico, embora seja apenas o uso dos nossos caracteres.

    Com este novo e belo acordo, vão “tirar as penas ao nosso pavão”, para que “as outras aves não tenham inveja” e não se sintam intimidadas pelo nosso esplendor.

    Com todo o respeito, é a falta de civismo e cultura que se pode verificar nos nossos queridos países irmãos, que explica toda essa queda no nível ortográfico por parte deles. E agora querem descer-nos ao nível deles? Verdade seja dita, é mais fácil mudar um país pequeno em função de dois enormes (ia escrever grande, mas no que diz respeito a linguas não são grande coisa….).

    É simples a filosofia: “Pah, é mai fácil pormos uns milhõezitos a mudar pra umas coisas mais fáceis, do que forçarmos os lerdos dos outros países todos… ou melhor, nã temos escolha naé?”

    Conclusão da PARTE 2
    Um dia, disse algures alguém muito sábio, “Nunca discutas com idiotas. Eles baixam-te ao nível deles e ganham-te em experiência”.
    Aparentemente o governo português tem andado a beber café com os nossos governos irmãos….

    PARTE 3 – “Déjà vu??? Anyone???”

    Eu entendo a necessidade de simplificar as linguagens.
    Lembram-se das belas das aulas de português onde costumávamos ler aquele português arcaico muta marado e complexo?
    Pois é… de complexo aquilo não tinha nada. Simplesmente estava mais próximo do latim….

    Á medida que vamos evoluindo o nosso latim (estou a falar no sentido figurado) vai-se evaporando, e perdendo qualidades.
    Os que aguentaram lera até esta parte do meu comment, lembram-se do abecedário? Ou melhor, lembram-se de quando o abecedário era o nosso maior inimigo, com tanta cena pra lembrar…?
    Já no nosso abecedário existem mudanças ridículas ao senso comum. Alguns exemplos é a mudança da fonética das letras de, por exemplo, o M. Nós lemos “éme” mas uma criança de agora lê “mê”. Tal como o “rÊ”(R) e o “sê”(S). Bonito não é?
    Mas tudo isto faz parte de um processo de simplificação.
    Já há bastantes anos que pensava que isto iria acontecer. Muitos anos mesmo. Lembro-me mesmo de o discutir com colegas no liceu.

    Isto porquê? E agora vem o factor chave desta terceira parte.
    As coisas mudam. E os cotas de antes olham para a nossa escrita e para as nossas palavras e pensam exactamente o mesmo!!!! Isto já aconteceu. Durante séculos tem vindo a acontecer progressivamente. Desta vez, deu-se um salto um pouco maior.
    Conformismo? Yah, mm bué. Vale a pena espernear e guinchar que nem um porco na matança… YA! Com alguma sorte (e um silo do tamanho da lua cheio de caga) conseguimos mandar o acordo co caraças, ou plo menos manter a hipótese de escrever dos dois modos. Vale a pena sofrer? Naaah…

    As coisas mudam. Ninguém pediu ao país para desertar a sua cultura, costumes, gostos, hábitos ou coisa parecida. Ya, sacrifica-se um naco da cultura escrita. Felizmente para nós, os nossos filhos não vão sentir falta nenhuma dela. Felizmente para nós, nós já a temos e podemos preservá-la dentro de nós. Felizmente para os da raça do Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi é provavel que o querem, se torne realidade.

    Conclusão da PARTE 3
    Tenho fome e vou comer. Quando me chatearem porque o meu português é obsoleto vou comprar um dicionário e um bilhete pó japão pra não me chatearem mais.

    …será q um post deste tamanho segue…? o_0

  12. Nuno Catarino Says:

    Eu por mim vou seguir o conselho daquele senhor que esteve no Prós e Contras, supostamente a favor do acordo, o senhor Carlos Reis, quando a uma pergunta da Fátima Campos Ferreira sobre se teria de suprimir o c de actualidade na escrita, uma vez que o pronunciava quando falava; respondeu que não e que a solução era simples, se o pronunciava que o escrevesse.

    Desta feita passarei a pronunciar todos os ps e cs que querem suprimir, já que é tudo uma questão de preferência.

    De qualquer forma, “burro velho não aprende línguas” e embora este ditado não seja 100% correcto, esta nova língua portuguesa eu não quero aprender e continuarei a escrever português como me ensinaram.

    Nuno Catarino
    http://www.myspace.com\nunocatarino
    http://www.nunocatarino.com

    • * Says:

      Pois… tu poderás continuar a escrever como te ensinaram! E agora os estudantes que andaram anos a fio a aprenderem algo para agora voltarem a aprender? E a escola? Não vão ser eles prejudicados? (e não me venham com a desculpa que haverá um tempo de adaptação, porque [desculpem a expressão] “não cola, comigo”)!
      Os político lá porque têm um diploma na mão, (não me interessa como o tiraram! :P) não têm o direito de prejudicar quem ainda não o tem!

  13. Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi Says:

    thedeadserv escreves bem mas educação vai lá vai… Eu para defender a minha posição também tenho de passar a fazer desconsiderações intelectuais sobre a tua pessoa é? É que não sei se sabes ambos temos uma opinião, e por mais convicção que tenhas, tem lá calma com as acusações que fazes às pessoas por pensarem diferente de ti, por mais erradas que estejam.
    Como tens por certo capacidade para perceber, o meu comentário não é diferente do teu: é uma opinião. No caso é diferente. Então se é a mesma coisa no que os aproxima (uma opinião) e nos que separa (são diferentes) eu devo chamar, como tu o fizeste, de que é sintoma do atraso deste país chamar-te de atrasado? Discordo. Por alguma razão eu não chamei a quem comentou antes de mim disso de que tu falas. E ambos os comentários regem-se pelo mesmo: uma opinião, diferente, da minha.

    Quem sabe em última análise onde está a razão… O que nós podemos fazer é debater pelo nosso ponto de vista. Eu respeito todos quantos falaram aqui. Sou o único que não vê com maus olhos o acordo. Tudo bem. Parece-me contudo um exagero considerar que sou atrasado e ignorante.

    “Vendo que inglês é a língua universal dos jogos. Presumo que precises deles em português porque não percebes inglês…”
    Podes dizer isso à Espanha, à França, à Alemanha, à Holanda e à Itália? É que tu não sabes, mas ultimamente está moda os jogos de mais baixo orçamento virem só Inglês e eles não gostaram nada… protestando (internet) e não comprando.

    E eu não estou a pedir nada. É um facto: no dia em que Portugal e Brasil usarem o mesmo português, no caso dos videojogos que é o mercado que conheço, será mais fácil passar haver traduções. Isto é um assunto debatido mesmo pelas próprias publishers.
    E quer tu queiras quer não, o mercado consequentemente irá crescer e é isso que toda a gente quer em Portugal (quem está na industria). É por isso que regra geral o jogo estar traduzido é valorizado pelas diversas publicações. Não é por sermos inferiores intelectualmente… é por nós querermos um mercado maior e mais diversificado em Portugal. Por isso presumes mal, como deves ter calculado apesar de teres escrito isso. (Though, era bom que traduzissem para português pt mesmo >.<).

    P.S. Eu também não vou reaprender a escrever. Sou capaz de usar umas coisas quem sabe. Só não sou completamente contra e dei o exemplo de que nos videojogos irá beneficiar no ponto que referi. Se o beneficio é bom ou mau, fica uma consideração para cada um. Escusam (quem mais possa estar tentado) a fazer desconsiderações intelectuais.

  14. Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi Says:

    “Felizmente para os da raça do Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi”
    lol?

  15. Francisco Norega Says:

    Não é por nada, mas que cambada de xenófobos!!! Não é por não concordarmos com o Acordo Ortográfico que temos o direito de rebaixar todos os outros povos que não os “puros”. Todas as nossas línguas evoluiram de uma língua comum, o português arcaico, mas passámos a ser línguas diferentes, devido às diferentes influências em cada um dos territórios. Cada variante do português faz parte da identidade cultural de cada povo. Não somos nem mais nem menos que os outros, até porque o nosso português já não é o português original – esse já se extinguiu há muito tempo.
    É como acontece com todos os hominideos – descendemos de um antepassado comum, mas somos espécies diferentes. Não vejam pedir para aproximarmos um babuíno de um orangotango.

  16. Linguista Ex Machina Says:

    “É como acontece com todos os hominideos – descendemos de um antepassado comum, mas somos espécies diferentes. Não vejam pedir para aproximarmos um babuíno de um orangotango.”

    Exacto! Nós não nos queremos aproximar doutras espécies, cada espécie tem o direito de evoluir na direcção que quer.

    Dizer que os orangotangos agora teem de fazer os mesmos sons que os babuínos isso é ir contra a natureza.

  17. Veri_veri Says:

    Se repararem a língua Portuguesa teve a sua origem na Galiza e tem muito de latim, grego…
    No entanto gosto e prefiro a língua que aprendi com todas as suas imperfeições, porque não há seres perfeitos e esta foi feita por homens.

  18. han Says:

    Este acordo é uma PALHAÇADA, isso sim.
    Só alguém que não percebe de Português e não o estudou conveniente pode aceitar tal coisa, quanto mais PROPOR este acordo!

    O que motiva Portugal a aceitar este acordo, medo de cair no esquecimento?
    Toda a gente sabe que uma das razões porque o Português é “alterado” em outros países se deve à sua dificuldade em distinguir determinadas palavras. Por exemplo, os brasileiros não distinguem “a” de “à”, o que leva à adopção de “em” e “no” em toda e qualquer situação, embora não seja correcto. Em Portugal isto é impensável.

    Porque temos sempre que nos curvar perante os desejos dos outros? Não bastam algumas decisões tomadas na história para nos envergonhar? Não basta o pedido de desculpa do governo português ao povo brasileiro pela exploração do povo aborígene para nos fazer corar de vergonha? DESCULPA??!
    Portugal não lhes deve nada, absolutamente NADA. Deve mais aos portugueses abandonados em África e áqueles que vivem mal em Portugal sem perspectivas de um futuro melhor. Eles são a maioria da população!
    Vergonha? Que sinta vergonha pelo modo como deu independência a esses países e como governa o país.
    Mas o que fazer se há outros interesses por trás de todas as decisões? O que não há é seriedade. Longe vão os tempos em que se acreditava nas palavras de Salazar “orgulhosamente sós”. Pessoalmente não tenho qualquer repúdio por Salazar, o homem tinha os seus defeitos como todos, mas não era ignorante. Tinha brio e orgulho na sua nação, o que duvido que muitos tenhamos hoje.

    Parece que o acordo foi ratificado.
    Eu acho pena, porque é apenas mais um factor para despoletar a emigração.

  19. MAT Says:

    Que acordo é este que nos pretende obrigar a matar meia dúzia de cês e pês “para nos entendermos melhor”? Todos os portugueses sabem identificar, seja qual for o nível de escolaridade, um texto na variante brasileira e outro na variante portuguesa. E porquê? Por causa destas letrinhas? Claro que não. Porque é uma forma de escrever ESTRANHA.
    Que mentira é esta que querem contar ao mundo? Que existe só uma forma de escrever português, quando o acordo permite a utilização de grafia dupla e até mesmo tripla em muitos casos? Porque que não deixar a língua, seja qual for a sua variante, evoluir conforme a vontade dos seus falantes, do uso que lhe dão? Isto só vai servir para termos uma variante abrasileirada híbrida de português.
    Dizer que existe só um Português significa que, futuramente, a tradução dos diversos produtos seja feita nesse idioma único, que será o brasileiro, já que o real vale bastante menos que o euro – será, obviamente, o mercado brasileiro o favorecido.
    Não tenhamos ilusões: o material impresso num só português representará a forma de escrever do Brasil – a forma como falam os brasileiros, cheia de gerúndios, pronomes trocados e palavras desconhecidas. E será esta, mais tarde ou mais cedo, a língua imposta aos portugueses.
    Não quero ir ao dicionário quando comprar um produto para descobrir o que é “pimbolim”, cardaço, planilha, bate-papo, tela e muitos mais.
    Este acordo ortográfico NÃO é porreiro, pá!!!

  20. marnunefrei Says:

    Importante demais para ser ignorado!!!

    A coisa mais importante que farás na vida é ver este documentário até ao fim!!!

    http://www.zeitgeistmovie.com/

    Ao princípio parece enfadonho… but nothing could be further from the truth!!!!

    Por aquilo é que é mais sagrado, POR FAVOR!!!, vejam este documentário!!!

  21. Romagnolli Says:

    Se me permitem eu irei falar umas coisas aqui: Eu sou de São Paulo, um estado cujo grande parte da população tem vontade de ser independente do Brasil desde 1887. Assim como o povo do RS, Sul e outros. Bom, como o assunto discutido é a língua, devo dizer que não considero o dialeto paulistano “paulistanês”, sequer parecido com o brasileiro de outros lugares e quanto mais o português de vocês. Nós tivemos influências absurdas do italiano, tupi, palavras japonesas, frencesas e o diabo a quatro.O que eu vejo e noto acontecer em Portugal, é a mesma tática política cretina e safada que o governo brasileiro usa com determinados povos para os manterem harmônicos e iludidos, enquanto empresários lucram e políticos conseguem muitos votos. Um exemplo: Como vocês bem sabem o empresariado português investe de forma pesada hoje no lixo chamado Brasil. Assim o fazem também os empresários dessa porcaria em Portugal. Interessa por exemplo para esses que os povos tenham barreiras entre si? O que os impede de lucrar mais? A cultura? Oras, então porquê não remover ela do mapa? Porquê não acabar com o regionalismo, tradições e até mesmo com a língua se esses podem os atrapalhar de ganharem mais verdinhas? Assim também ganham os políticos com suas carapuças de bons cidadãos e tirando o seu por fora. Um exemplo: Vocês já devem ter ouvido falar da passeata gay de São Paulo, pois não? Como um estado que sempre foi ultra-conservador tem um evento desse naipe? Fato 1) Os empresários descobriram que os paneleiros dão dinheiro. Fato 2) Os políticos descobriram nos paneleiros uma alta fonte de votos. Fato 3) Fazendo o estado mais rico da União aceitar coisas desse tipo, alienando-o e também calando-o, o resto é muito mais facilmente controlado e manipulado também. Porquê eu estou falando isso? Porquê eu sei que estão fazendo com vocês a mesma coisa para imporem essa cultura canalha, cretina e sem moral do buraco gigante chamado Brasil. Assim como também o de aceitarem numa boa a presença da escória brasileira que não são bem vistas nem mesmo em certos estados do território nacional e quem dirá em outros países. Levam sempre costumes de pilantragem, falsidade, velhacaria, libertinagem e enfim metem muito nojo. Vocês tem meios de lutarem contra isso: Basta boicotarem produtos brasileiros, tele-novelas e não darem oportunidades para esse povinho ai. Sei que os donos de negócio gostam da mão de obra imigrante pois conseguem lucrar em cima,o que se torna difícil de combater. Foi exatamente isso que acabou com São Paulo e irá acabar com Portugal se vocês não abrirem os olhos.

    • Isabella Verona Says:

      Devo-lhe dizer, em verdade, que tu es uma vergonha genuína para toda sociedade de qualquer parte do mundo. Sua palavras carregadas de desprezo e revoltas pessoais tentam se apoiar em coisas externas para achar uma razão para sua vida totalmente dispensável, num mundo onde todos devem o respeito ao outro. Aliás, já que te julgas tão superior aos de tua nação, por que não te vás daí? Pegue tua família e te mandes, tente evoluir para o estado de humanidade, seja menos estúpido e procures mudar a bela bosta que eres. Tenho uma profunda pena e nojo de pessoas como você.
      Ahh sim, já tive o desprazer de visitar seu estado (cheio de pessoas frias, invejosas e gananciosas ao extremo) e tenho certeza que odiei minha estada aí nessa porcaria, não pelo que tu julgas ruim, como a parada gay (que acho que estas doido para participar) e sim por convicer com pessoas que se julgam superiores, como tu. Uma passagem para o inferno da estupidez e arrogância.

  22. galega Says:

    não sou contra o acordo ortográfico, não é nada do outro mundo e com o passar do tempo todos nos iremos adaptar. Acho que às vezes a vontade de ser do contra se sobrepõe à análise concreta das questões! Este acordo não vem roubar identidade ao Português.
    Como professora, apenas me preocupa é que o Estado faça toda e qualquer mudança, reforma, acordo… seja lá o que for, e seja o meu bolso a pagar!
    Ao longo dos anos houve muitas mudanças, principalmente nas últimas décadas. Adoptamos uma imensidade de neologismos, sem dificuldade. Esta adaptação não se faz de um dia para o outro, mas com boa vontade, pois o acordo já está feito, todos conseguimos. Quem conheça bem a lingua, quem fale correctamente, não terá tantas dificulades assim, pois aperceber-se-á do que mudou com facilidade, uma vez que passamos a ter uma escrita mais em concorância com o falado. O mesmo se passa com os alunos, e estes, todos os dias são capazes de utilizar duas formas de escrita, uma na escola, outra na internet, também saberão adapatar-se ao novo acordo, a não ser que, também por birra, à imagem dos adultos, achem que sempre foi assim e que não é agora que vão fazer diferente….

  23. Romagnolli Says:

    Eu acho ridículo um país europeu se rebaixar a um negócio cujo o nome é Brasil. Sério! Vejam que o nome já começa com “B”. Existem muitas coisas que começam com essa letra e uma delas cheira muito mal. A história começa com um acordo ortográfico e dai vocês verão onde isso irá parar.O, meu, porquê não fazem um acordo com a França já que tantos portugueses até tem raizes lá, hum? Poderiam fazer um acordo com a Inglaterra já que até o português de classe média fala fluentemente o inglês. No Bostil, opz, quis dizer Brasil(nome ridículo), tem rico que mal fala o português, brasileiro, ou sei lá que raio de língua é falada nesse buraco.ahahahahaha

    O Brasil tem uma solução e ela se chama Bomba Atômica!

    AFF, mas está tudo virado ao contrário mesmo…Eu não entendo mais nada!

    Porquê cantores como Rui Veloso, Luis Represas e até mesmo a literatura portuguesa não chega aqui como deveria? Ao passo que as novelas(alienação), Carnaval e outras porcarias sem nenhuma lógica vão para Portugal? Quem está perdendo e quem está ganhando com isso? Agora vão copiar o jeito do brasileiro escrever? Os governantes do país de vocês ou estão loucos, ou estão armando alguma para o próprio bolso. A segunda hipótese é a mais realista!

    Galega:

    Daqui algum tempo o seu bolso estará pagando casa(isso mesmo), para brasileiro morar. Com acordos assim eles irão para ai cada vez mais. Pode acreditar! Até hoje eu tenho que pagar do meu bolso, casa para brasileiros de outros estados morarem. Dinheiro que poderia ser usado para melhorar a saúde, educação e até a segurança do meu estado. Aliás, se não pagarem a casa eles montam um barraco e de um em um isso vira uma coisa que vocês já ouviram falar e bem…Favela!Depois virão os crimes, tráfico de drogas e a perda da identidade. Ela irá acontecer quando em Portugal existirem tantos filhos “portugueses” de brasileiros, quanto de portugueses nativos. Ao invés dessa coisa(Brasil), ser uma sobra do Império Português, vocês serão uma parte do Brasil na Europa. Bonito heim? Eu não desejo uma coisa dessas nem para o próprio diabo. ahahahaha

    Sou paulista com orgulho! Porquê essa coisa de ser brasileiro é mesmo uma maldição…ahahahahahaha

    • Caio Says:

      Tem gente que se contenta em ser mediíocre, ainda bem pra voc então né?
      Assim voc não fica só nesse seu mundo de frustações. =) Passe pessiimamente seu dia

  24. Diego Viana Says:

    Também sou contra o acordo. Acredito que a diferença do português dos diferentes países não está na ortografia, longe disso. Escrever da mesma maneira não vai alterar em nada as diferenças de expressão às vezes enormes, como o uso do gerúndio, a colocação pronominal e por aí vai.

  25. * Says:

    Como é que é possível fazerem tal coisa à nossa Língua? Eu já tinha conhecimento de algumas das alterações, mas quando li o post fiquei totalmente indignada! Mudanças presentes no ponto 4 e no ponto 10 (e no 1, 2, 3, 5… etc) são totalmente inadmissíveis!!!! Francamente!! Os interesses políticos não deviam prejudicar toda uma geração de estudantes e nomeadamente algo tão importante na cultura de um povo: a SUA Língua!!

  26. Be Says:

    Através deste link podem dizer NAO ao acordo ortográfico em defesa da língua portuguesa:

    http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/

  27. Caio Says:

    Bom, como quase todos deste post também sou contra o Acordo Ortográfico por n’s razões já citadas e re-citadas por todos que já exporam suas opiniões aqui. Alguns argumentos confeso, bastante válidos e apoiados em bases sólidas e indicutivéis por qualquer pessoa com bom senso, mas devo também salientar que muitos outros comments foram embasados no mais alto nível de arrogância e mediocridade nos quais esses levam suas vidas de frustrações. Ahh “não vamos nos reibaxar a essa bosta chamada Brasil”, “como pode um país europeu baixar as calças aos brasileiros” sinceramente, um país Europeu, sim hururum, ótimo, um país afundado em crises e dívidas, onde as taxas de desemprego são tão altas como no restante desse grupo superior, os europeus. Um país que seu auge de expressividade internacional foi a mais de 500 anos, explorando suas colônias até suprimirem delas todas suas riquezas e deixa-las em frangalhos, depois que levaram, enganaram se imporam, os europeus se revoltam com a subtração de consoantes indispensáveis para suas vidas irritadiças.
    Chego a conclusão que vocês não conhecem ou ignoram a realidade atual, podem ver, olhem, há muito o fluxo de migração já tomou outra rota, não é atrativo morar em um país falido e que não oferecem perspectivas para o futuro de seus jovens. Agora como não há mais colônias para serem exploradas e “civilizadas” (ISSO FOI RÍDICULO, ladrões e escravocratas ensinando catolicismo) o país se afunda mais e mais e tenta com o Brasil conseguirem maior credibilidade no mercado internacional. Repudiamos os que nos fizeram escravos e nos roubaram tudo, até nossa essencia, por isso reinventamos tudo ao nosso modo. Pois bem, nos desprezem a vontade, afinal, além de alguns mediocres que ainda existem aqui, o sentimento se torna recíproco, sou totalmete contra o preconceito e discriminação de qualquer espécie, mas também sou totalmente a favor do que uma antiga e sábia lei diz “ollho por olho, dente por dente”.


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