Deus e o Coelhinho da Páscoa!

Olá, meus amigos. Hoje venho falar-vos desta época “Santa”, pela qual estamos a passar. Isto é, provavelmente, vou gerar ódios!

Há algum tempo que andava a pensar em fazer um post que tocasse nas temáticas religiosas, mas, só hoje chegou o dia! Antes de mais, gostava de referir que respeito a fé de cada um. (Daí a concordar, é um passo bastante largo).

Segundo o que sei (que sim, é pouco, por isso sintam-se livres de discordar de algo, que não seja exactamente a verdade), a igreja católica tem a “tradição” (ou devia dizer obrigação?) de impor um regime de abstinência que vai da Quarta-Feira de Cinzas, até ao dia de amanhã: a Sexta-Feira Santa (para quem não saiba quando é essa Quarta-Feira, foi há 40 dias atrás de amanhã). Ora, o que é suposto fazerem os “fiéis”: não comer carne ao longo de todas as sextas-feiras desse período, nem na quarta-feira de cinzas.

Esta seria uma forma de humildade e de redenção de pecados, julgo eu. De alguma forma, a ideia que era imposta na igreja (e pelo menos há uns tempos atrás assim o era, não sei se já houve alguma alteração), era a de quem comesse carne nesses dias estaria a “pecar”. 

Não sei até que ponto há uma extrapolação da ideia original, mas sei que muitas pessoas, ainda hoje vivem com esta ideia que lhes foi importa “carne nesses dias = pecado”.  E não digam o contrário, que conheço imensas pessoas com esta ideia. Pode ser sinonimo de simples burrice, ou má interpretação dos “ensinamentos”, mas a verdade é que foi isso que foi imposto a estas pessoas..

O que eu me pergunto, é até que ponto isto fará algum sentido. Até que ponto esta não é somente mais uma “ordem” da igreja, vinda de cima, para que o seu “rebanho” (e a palavra é extremamente bem empregue) a siga. Uma tentativa de mandar no povo, e de o cegar às coisas verdadeiramente importantes. 

Existem várias pessoas, que se dizem como católicas ferranhas, e que não fazem este período de abstinência. Fazem bem ou mal? Será que só seguem as ideias da igreja que não os incomodam? Ou será que têm o discernimento para perceber a idiotice da ideia?

E por outro lado, há aqueles que seguem religiosamente esta tradição, mas passam o resto do ano a exercer um sem número de pecados: pensemos na gula, pensemos em não desejar a mulher alheia, pensemos na preguiça, pensemos na inveja. Já para não falar em piores pecados, aqueles a que se dá o nome de crimes!

 Pensemos na imagem do assassino que se abstém na Quaresma. Ridículo, hein?

 E não é que custe comer peixe nesses dias, é suposto fazermos uma alimentação variada, há sempre dias em que não se come carne. A questão está no absurdo da ideia.

 Penso que na maioria das vezes, as pessoas dizem-se religiosas, porque a sociedade assim lhes impõe. (E sim, ainda existem muitos casos, de crianças e adolescentes que são obrigados a frequentar a igreja pelos pais, mesmo quando não lhes faz qualquer sentido). “Porque parece bem ser religioso”; “Porque somos vistos na igreja, e isso faz de nós seres melhores”. E sim, especialmente nas terras mais pequenas, é “fino” ir à missa. Mais que não seja contacta-se com pessoas importantes da dita terra, que podem ser excelentes fornecedores das ditas cunhas, que tanta falta fazem hoje em dia. Mesmo sem a consciência disso, estas são muitas vezes as verdadeiras motivações das pessoas, que se metem para ali a rezar, mas não fazem o mínimo para ser “Pessoas boas e honestas”. Vulgo: muitos deles são os maiores cabrões.

A igreja e a religião poderiam ter o seu lado positivo: podiam dar esperança as pessoas, e podiam ajudar estas pessoas a construir um mundo melhor. E nesse ponto, conseguia dar-lhes alguma positividade.

 Abomino a religião, e especialmente abomino as “igrejas”, é verdade. (Falei na católica, porque é simplesmente a que conheço melhor, as outras vão dar ao mesmo, na sua maioria). Porque transpiram falsidade por todos os poros. E respeito as pessoas que desejam acreditar em algo, não considerando que esta falsidade existe. Se considerassem, acredito que não estivessem lá… Penso que se consideram que acreditar em algo lhes faz sentir melhor, o devem continuar a fazer. Quanto a mim, acreditar na existência num ser superior e omnipotente, só me tiraria sentido à vida. Prefiro pensar que o mundo está entregue às mãos dos seres humanos, da sorte, do destino, da natureza, ou de qualquer outra coisa com a qual ninguém ainda sonhou.

Psicologicamente a comer um bom bife!

 PS – E digo mais, o importante importante nesta altura, é que não deixemos raptar o coelhinho da Páscoa! Quem sabe não é ele o nosso grande Deus? Pelo menos, traz docinhos! (Se calhar é proibido comer carne, para evitar que o coelhinho da páscoa vá parar à mesa de alguém!)  

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Regresso ao mundo dos sonhos! – Pilhas salvadoras

Estava deitada na cama, naquele momentâneo estado antes do adormecer. Tinha uma pequena câmara, por coincidência ou não, igual à pequena câmara que se encontra ligada ao computador. Igualmente igual (com propositada redundância), exceptuando as luzes: uma pequena luzinha verde que me acompanhava os sonhos. E a luz mudara de cor, para um amarelo fluorescente, no preciso momento em que o meu coração acelerara. Ou acelerara ele, com a mudança de cor? O perigo aproximava-se, em forma de um feroz tigre que me invadia o quarto. Levantei-me de rompante, pegando ao colo a pequena câmara. A mudança de cor fora um sinal, e sabia que teria de a colocar novamente verde, para que tudo voltasse ao normal (não é normal, ter-se um tigre no quarto). Deslizando a pequena rodinha (por sinal, ausente, na câmara real), a luz tornara-se azul. Um azul intenso, que se reflectia como um laser, até à direcção do animal. Este desaparecera num ápice, tal como havia surgido. A luz voltara a verde.

Servia aquele pequeno objecto, com o seu pequeno leque de cores, para a abertura de um portal para um outro mundo. Um mundo de outros seres, desconhecido por comuns mortais. O que poderia dalí surgir? Qualquer ser, qualquer demónio…

Não era possível prever quando a cor mudaria, mas o amarelo era sinal de perigo. Perigo iminente que depressa se transformou em lobo, em urso…em…por sorte, somente apareceram animais ferozes, mas qualquer outro tipo de ser, mais atroz, poderia surgir. Era premente evitar a mudança de cores. Surpreendentemente, eram simples pilhas que alimentavam o objecto mágico. Se estas se extinguissem com o amarelo aceso (sinal de bicho presente), seria impossível a mudança de cores. O animal teria tempo de ataque, antes mesmo de se encontrarem novas pilhas. E não haviam pilhas, não tinha suplentes…

Procedeu-se assim, a uma “vaquinha” para a compra de pilhas. A vida da humanidade estava em perigo, e só poderia ser constantemente defendida caso houvesse um razoável armazém de pilhas!

Foram muitos os que contribuíram com uma pilha, até que uma ideia me surgiu! Porque não desligar a câmara, com a cor verde acesa? Durante eras, a pequena câmara se encontrara desligada, não tendo havido qualquer perigo. Não haveria perigo, em desligá-la. O amarelo não voltaria a surgir, e o portal não se conseguiria abrir jamais. Assim o fiz, desliguei-a. Voltei a dormir, descansada.

O mundo estava a salvo, e já não eram necessárias pilhas.

(Sonho de 03-12-2006)

(Em todo o caso, hoje comprei duas, das recarregáveis, precisava para o leitor de mp3…).

Psicologicamente fechando portais perigosos!

Ode às formigas e aos rodapés!

Quantas vezes não olhamos para um determinado canto da nossa casa, e observamos um belo carreirinho de formigas. O que sentimos? Curiosidade, repugna, indiferença? As pequenas formigas, não são o tipo de insectos habitualmente geradores de fobias, gritinhos e correrias: “Aiii tá aqui um bichoo!”. Isso adequa-se bastante mais às aranhas, osgas, baratas e outros que tais.

Mas o que fazemos? Pensamos de imediato: De onde vêm? É sempre bom pulverizar com RAIDDD! (ou insecticida do LIDL), esse belo buraquinho pelo qual as formigas nos entram em casa. Mas outra pergunta nos assusta, esta bem mais grave: Para onde vão? Os miolinhos que deixámos no chão do petisco que fizemos ontem, o cadáver da mosca que matámos, mas não nos dignámos a apanhar, o frasco de açúcar com que vamos adoçar o café, depois de jantar, o funeral da amiga formiga que sem querer pisámos… Onde estarão? De roda de quê? E depois resta-nos observar aquela bela imagem, de centenas de formigas de roda de “algo”.

E porquê os rodapés? Quantas vezes o carreirinho não está no rodapé? Não me digam que nunca viram um carreirinho de formigas no vosso rodapé…Eu diria mais, essa é a função essencial dos rodapés: Oh auto-estrada da formiga, essa bela via de passagem de tão digno animal. E depois também servem para outras coisas, tais como não nos deixar encostar a mobília à parede, ou criar sujidade no carreirinho… (chamem-lhe cotão, bolor, ou o que quiserem).

Por fim…temos duas opções: matar, ou deixar estar…

Uma formiguinha isolada até consegue ter o seu encanto, e temos pena, se sem querer a matamos. Por seu lado, centenas delas, acho que prefiro matar..

Psicologicamente Formiguinha…

(PS – não me esqueci que o sonho tinha continuação, não prometo é que não me esqueça do sonho…)

Trincar ou dar festinha?

Hoje veio-me a memória uma grande questão que perturba todos os vegetarianos do mundo. Mas não falemos em “carne” no geral, falemos em: COELHOS! descrição (coelhinhos fofos…antes)

Conheço várias pessoas, que apesar de comerem outros tipos de carnes, não comem coelho. E isto porquê? É um animal fofo e adorável… Criamo-los com carinho, se for preciso dão-se festinhas e afins, e depois, pimba! Já está no ponto para o prato… fica a sensação que se enganou os pobrezinhos, e depois, no fim, atraiçoados pela morte, vão parar a cozinha… Não é estranho? Não sei…imaginem-se na pele dos bichinhos? Ali o dono a levar couvinha todos os dias, e a ouvirem coisas como “ah tão fofo”; “owhh tão giros”. Vê-se os animais nascer, crescer….para morrer. É doloroso…

Podem dizer “mas os vitelinhos também são giros, os leitões também são giros…as ovelhas também são giras…”. Mas a sensação não é a mesma, não é aquela coisinha semelhante a um gato, que se pega ao colo… É diferente, digam o que disserem…é carninha de coelho :S descrição (coelhinhos na mesa… depois)

Psicologicamente coelhinha…