Maddie – Anjo ou Demónio?

Maddie… Penso que não haverá jornal, revista, blog, televisão, que não tenha ainda dedicado uns minutos do seu tempo (horas, dias…) a informar-nos, a especular, a falar sobre o caso Maddie. Não é que goste de seguir a maré, mas de facto se há casos que nos deixam com vontade de opinar, este é um deles.

Facto 1: Desapareceu uma criança.

Especulação 1: Morreu uma criança? Foi raptada uma criança? Pedofilia? Resgate?

A hipótese de rapto com objectivo de pedido de resgate, facilmente foi colocada de parte (porque ninguém pediu um resgate!). Provavelmente, o que poderia ter acontecido, seria um atraso crucial no pedido do dito resgate, e quando os supostos raptores o pretenderam fazer, o caso estava de tal forma publicitado, que seria demasiado arriscado seguir com o plano em diante. Isto foi o que pensei nesta altura, quando coloquei esta hipótese. E nesse caso, todo o mediatismo poderia ter sido o responsável pela morte da criança (não seria esta a forma mais simples de se livrarem do peso de terem raptado a Maddie? Se não se podia arriscar mais, tornava-se premente livrarem-se da criança, antes que alguém a encontrasse com eles).

Facto 2: O caso sempre teve uma grande estranheza. Havia mais do que se estava a contar. O que estaria por detrás do caso Maddie?

Especulação 2: Confesso que sempre achei que algo não estava bem contado. O mediatismo exacerbado, os grandes fundos que os pais da criança estavam a conseguir adquirir (eu perguntava-me porque davam as pessoas tanto dinheiro, sem saber ao certo o destino que esse dinheiro iria ter. Cheguei a especular que o casal estaria a passear pelos vários países à custa desse dinheiro, que, poderia estar-lhes somente a servir para realizar um sonho de passeio e mediatismo. Não estariam os pais de alguma forma envolvidos no desaparecimento e a aproveitar-se das pessoas, que inocentemente e de boa vontade, os tentavam ajudar?). Bem, mas o caso “Joana” também teve bastante mediatismo, se é que se lembram dele (a menina que supostamente se transformou em alimento para porcos, sabem?).

OK. Tratavam-se de ingleses. Isto trazia por si só, alguma diferença na forma como o caso ia sendo investigado. Se se tratassem de portugueses não teriam sido imediatamente acusados de negligência por deixarem as crianças sozinhas? Não seriam de imediato tomadas medidas para que lhes fosse retirada (ou pelo menos investigada) a guarda dos gémeos? Talvez sim, talvez não.

Ok. Tratavam-se de pessoas com posses e com base cultural (médicos?). Se fosse um qualquer “pé rapado” a perder a filha, não teria meios de mover meio mundo em sua busca. Com certeza se lembram da mãe do Rui Pedro (a criança que desapareceu já há uns largos anos e que supostamente fora levado para uma rede de pedofilia). A senhora não teve um terço dos apoios que deram ao casal McCann, a senhora gastou tudo o que tinha e não tinha na busca desesperada pelo filho e os resultados foram nulos, pois ninguém mexeu uma palha para as investigações necessárias. (ah e esta não teve, de certo, a sua própria mão envolvida no desaparecimento do filho. Quando aos McCann, nunca tive essa certeza. Ainda ninguém a tem).

O ar frio e compenetrado com que sempre se mostraram aos meios de comunicação social (as lágrimas não me convenceram, sinceramente). Os discursos previamente pensados e lidos em papel. São questões a pensar… Há que salientar que os ingleses vivem numa cultura diferente, são talvez mais controlados, e isso explique a sua postura. Mas….

Facto 3 – É quase certo que a menina está morta.

Especulação 3 – Não podemos dizer que os pais são ou não culpados. Ou pelo menos (e espero eu) AINDA não o podemos dizer. Mas uma coisa é certa…. Ou são, ou não são culpados.

Hipótese 1: inocência.

Aqui, estamos perante um casal que perdeu a própria filha. Um casal que sofre porque perdeu a sua menina. Um casal que quer que ela volte para eles. Um casal que não sabe se a própria menina está viva ou morta. De repente, esse mesmo casal começa a ser acusado de ter morto a própria filha. Interrogatórios atrás de interrogatórios. Notícias atrás de notícias. Olhos que os observam acusando-os de assassinos sanguinários. A hipótese de perder também os outros filhos…os que lhes restam.

Sinceramente, pensar nesta hipótese, é-me mais terrível, do que imaginar que eles a mataram…. Se assim for, e se for provado que estão inocentes, de certo serão inundados de pedidos de desculpas e indemnizações pelo mal causado.

Por mais que seja má, consigo preferir a segunda hipótese: (De morta ela não passa, resta saber como foi…)

Hipótese 2: Culpa

Eles de facto tiveram culpa na morta da menina. E provavelmente irão pagar por isso.. (se o fizeram, esperemos que paguem). Resta aqui, saber o motivo…

Negligência? Terá sido uma morte acidental, com posterior oclusão de cadáver?

Terá a menina demonstrado estranhos comportamentos, interpretados pelos pais como demoníacos? (aquela marca especial no olho é digna de um bom filme de terror, não digam que não… todos conhecemos as crianças dos filmes de terror). E aí a solução seria a morte, os pais teriam de livrar-se daquele pequeno demónio perigoso…

Ou…um acto de loucura? (Temos o belo exemplo da senhora de Viseu, que pegou na faca eléctrica e resolveu dar cabo dos filhotes e dela própria).

Facto 4: Os Cães da polícia inglesa são espectaculares. (Os cães…nas questões policia inglesa vs policia portuguesa não me pronuncio).

Psicologicamente Detective.

Tenho um pedófilo assassino no Blog! Confissão em directo!

Não, isto não é um título para angariar views. Tendo em conta alguns comentários recebidos neste post, achei que isto não deveria passar em branco, e todos os leitores deste blog deveriam ter a oportunidade de ler isto, tal como eu.

“jonathan Says:
intao todos vcs acham q os pedofilos sao nojentos.. e devem apodrecer sem doh pelo q fizeram, ow pelo q querem fazer……… vcs n sabem o q nos passamos, na vida fomos maltratados fomos abusados.. temos traumas e medos.. queremos nos matar e vcs fikam nos acusando… lembrem-se que vcs nos traumatizaram primeiro. tentamos nos livrar… mas n conseguimos……. SE SOH A CURA EH A MORTE PARA NOS…. PODEM NOS MATAR.

jonathan Says:
n sou pedofilo pq eu quero….. surgiu do nada……… pessoas me maltrataram muitos anos atras… mas hj elas tiveram o q mereceram…. eu matei cada uma da pior forma possivel de dor…… eu n sou 100% pedofilo.. soh virei isso pq nenhuma menina da minha idade gostava de mim entao fui obrigado a olhar outras coisas……… para mim n tem mais volta pq minha avoh morreu quando eu era pequeno e soh ela me dava carinho…. pq o resto da minha familia n me ama…………depois q minha voh morreu minha vida nunk mais foi a mesmo… PRESTE BASTANTE ATENCAO….. EH BOM PARA VCS COMECAREM A DAR MAIS VALOR A VCS E AS PESSOAS EM SUA VOLTA……. EU JAH FUI UMA PESSOA BOA depois do q me fizeram… nada a n ser odio me domina.

jonathan Says:
hahauhauhauhuahua coitado de vcs… acham que vao vencer….. olha pro mundo de hj seu idiota em cada esquina esta cheia de criminosos.. estupradores enfim nem se o mundo inteiro se juntasse e combatesse.. vcs n venceriam….vcs sao fracos.. e cade a opniao feminina sobre oq eu to falando desde q eu comecei….. sou pedofilo sim.. jah abusei e jah matei menininhas.. adoro velas sentir dor enguanto tremem……. tenho uma forma de buscar videos e fotos de criancas nuas…… e n direi a vcs para q n destruam o site…….. e esse n eh meu nome e nem meu msn verdadeiro o mundo soh melhorarah quando o mundo parar de acreditar em deus.. q eh averdadeira mentira”

Se é verdade ou não, obviamente não sei. Mas, tendo inventado isto, ou tendo de facto confessado a verdade: é demente! Não me venham com “traumas de infância”, porque por mais que estes tenham sido o desencadeante, não justificam comportamentos criminosos, de quem deveria estar atrás das grades. Por mais que sejam “perturbações” este tipo de pessoas deveriam estar afastadas da sociedade: presas ou a receber tratamento em instituições mentais. Repare-se como ao longo do discurso, passamos da tentativa de passar uma imagem de vítima, para um orgulho nas suas acções criminosas.

Ficam os dados “falsos”, pela curiosidade e pelas “pistas”:
jonathan | IP: 200.230.113.800 66.15
jonathan   | IP: 200.183.209.350 72.23
jonathan   | IP: 201.56.238.420 72.232

E fica um apelo às “autoridades”. O mundo está recheado de pessoas como esta, e não é tão difícil assim apanhá-los: basta um esforço sério para o conseguir. Repare-se como é fácil arrancar-lhes confissões, e repare-se como até se expõe, num mundo que consideram seguro: o da Internet.

Psicologicamente a apanhar assassinos!

Abortemos irmãos!

Chegou a altura de vos dar a minha opinião acerca da despenalização (ou não) da interrupção voluntária da gravidez. O referendo aproxima-se, e com ele, surgem posts e posts, notícias e notícias, movimentos e movimentos, a favor do não ou do sim, relativamente a esta questão.

Se há uns anos atrás, a minha opinião se encontrava indubitavelmente do lado do sim (porque não considero como um atentado à vida humana, mas sim um evitar da existência de um humano indesejado…), no presente não consigo encontrar justificações que pendam só para um dos lados. (Também serve este post, para tentar balancear os prós e contras de ambas as opções, de forma a tomar uma decisão em maior consciência).

Não acho que seja uma questão tão simples como pode à partida parecer, isto é: não se trata só de abortar ou não, existem inúmeras questões que se prendem com a questão principal, inúmeras consequências, se assim preferirem.

Como tal, confesso que olho com desagrado para movimentos publicitários. “VOTE SIM – TRATA-SE DA LIBERDADE DAS MULHERES”, ou “VOTE NÃO – NÃO VOTE PELA MORTE”, ou … mil e outros slogans, alguns deles até originais, que se têm encontrado por aí. Cada um é livre de ter a sua opinião, e deve votar pela sua cabeça, e não pelo que acham os outros… Achava muito mais positivo que se tentassem prever as consequências positivas e negativas para ambas as opções, do que simplesmente “fechar os olhos à opinião que não nos agrada”. Não se trata de haver vencedores ou vencidos, mas sim de se encontrar a melhor forma de gerir uma questão importante para o nosso país. Quanto a mim, é nisso, que cada um deveria pensar…

Pensemos no “NÃO”. Não devemos despenalizar. Porquê?

– Talvez o maior perigo, é que o aborto comece a ser usado como método contraceptivo. Muitos são os casos de gravidezes indesejadas, muitos são os casos, de uso da pílula do dia seguinte. Isto mostra-nos, à partida, que os portugueses ainda praticam muitas relações sexuais desprotegidas, mesmo quando não desejam uma gravidez. E que não se importam de usar métodos “de emergência”. Logo… o descuido, de certo, continuará a existir, mas “se correr mal, aborta-se…”. Penso que as pessoas deveriam ter o discernimento para não usar o aborto de ânimo assim tão leve, mas se muitos não têm o discernimento de tomar um comprimidinho como a pílula, ou usar o coisinho chamado preservativo, já nada me admira. Poderemos pensar “mas o aborto já se faz, clandestinamente ou no estrangeiro..”. É certo. Mas acredito que haja uma percentagem de pessoas, que opta por ter o filho, mesmo quando não o quer, devido ao aborto não estar liberalizado. Caso esteja: é uma opção a usar, como qualquer outra. (relativamente ao futuro das crianças, já falo no lado do sim…)

– Acho, no mínimo, engraçado, notícias, como esta:A Clínica dos Arcos, que nos últimos 12 meses recebeu nas suas instalações, em Espanha, quatro mil portuguesas que queriam interromper a sua gravidez, vai abrir instalações no centro de Lisboa durante o primeiro trimestre de 2007, antes do referendo. Mas já estará certa a vitória do SIM, e ainda não sabemos de nada? O objectivo do governo com a repetição do referendo é simplesmente um negócio para clínicas privadas? Confesso que este tipo de coisas, deixam-me de imediato com alguma vontade de votar NÃO… No entanto, acho que não deveremos confundir as questões, e não seria propriamente um não contra a despenalização do aborto, mas sim quanto aos critérios da realização do referendo, e nesse caso, preferiria optar por votar em branco, mostrando assim alguma indignação perante os nossos regimes políticos. (Aproveito por salientar a diferença: não votar = desinteresse, votar em branco = indignação).

Mas este é também é um ponto importante: Onde vão ser realizados os abortos, nos hospitais públicos? E nesse caso, ainda irão entupir mais os nossos serviços de saúde? Este não deveria ser um motivo de peso, porque os nossos serviços de saúde é que têm problemas graves, e deveriam ter a capacidade de assegurar tudo, inclusive os abortos…mas infelizmente sabemos não ser essa a nossa realidade actual. E se forem realizados somente em clínicas privadas: Ficaram as mulheres sujeitas a ter de pagar balúrdios? Não deixa de ser um serviço de “saúde”, e não um luxo… e provavelmente um dos motivos que leva a mulher a não querer a criança, são dificuldades económicas… Não são questões “fáceis”, e sinceramente não sei dizer qual a melhor opção.

E mergulhemos no SIM, devemos despenalizar o aborto.

– Porque ter um filho deverá ser uma opção do próprio. Porque errar é humano, e pode haver um azar (um preservativo romper, um esquecimento de toma de pílula…). Parece um pouco idiota, despenalizar o aborto, simplesmente porque há azares e descuidos (Não rocem objectos extra-corporais pontiagudos no raio dos preservativos, e usem um alarmezinho diário no telemóvel para o raio da pílula. Se usarem ambos, mal será que tudo corra mal). Mas a Lei de Murphy existe, e pode haver um grande azar, e mesmo assim não se conseguir a pílula do dia seguinte. Se pensarmos assim, os abortos seriam raros… logo, não havia problemas.

– Um filho deve ser desejado e planeado. Vamos ter uma criança que não queremos? Vamos sofrer uma depressão pós-parto terrível, porque não queríamos aquela criança ao pé de nós? Uma criança que destruirá todos os planos que haviam sido previamente estabelecidos… É melhor deitar uma criança ao abandono, ou dá-la, porque não se conseguiu abortar? É preferir dar-lhe uma péssima educação, porque os pais não estavam mentalmente preparados para ser pais? É preferir criar um pequeno vândalo, revoltado? Poderão dizer que muitas crianças não desejadas, no futuro, são tão amadas e bem cuidadas pelos pais, com uma criança que foi desejada. Mas muitas nunca o são… e a mulher deverá ter o direito de escolher se está ou não preparada para seguir em frente com a gravidez. O corpo é da mulher, é ela, e o pai, que vão cuidar (ou não) daquele filho. Eles saberão se estarão capazes ou não para tê-lo, e se optarem pelo aborto (como o que acham melhor para eles, e até para os filhos que terão futuramente, quando o desejarem, ou para os filhos que já têm previamente) devem ser castigados socialmente por isso? Não serão os remorsos, castigo suficiente? É difícil separar a “não penalização”, pela “liberalização”, na prática, são conceitos semelhantes em demasia. Mas somos obrigados a cuidar de alguém que não queremos que exista, quando fomos nos que o concebemos? Devemos ser penalizados, por uma escolha que fizemos em relação ao nosso próprio corpo? Não devemos ter direito a fazê-lo num ambiente seguro, sem risco para a nossa própria vida?

É preferível um aborto, ou posteriores maltratos? Maltratar uma criança que já nasceu, é crime, evitar que isso aconteça, é uma escolha.

Não é uma escolha fácil, entre o SIM e o NÃO, mas pensem, reflictam, e mais importante: votem. Votem em branco se não chegarem a uma conclusão, é preferível, do que votar no sim, porque sim, ou no não, porque não (aí, vocês é que são os abortos…)

A palavra-chave, não deveria ser aborto, mas sim PREVENÇÃO. Não devíamos somente tentar informar os nossos jovens, mas exercer politicas de prevenção mais incisivas. Distribuam mais preservativos por aí, baixem-lhe os preços, tentem mudar a consciência dos pais, que preferem que os filhos tenham relações desprotegidas, do que aceitar que os filhos tenham relações sexuais… O dinheiro gasto com o referendo, não tinha sido nada mal gasto em politicas de prevenção, digo eu…

Psicologicamente a reflectir sobre o aborto… (não, não é o aborto da vizinha, nem aquela besta que é um aborto, é mesmo sobre o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro).

Pedofilia – A busca das crianças sem roupa!

Já há algum tempo que ando para dedicar um post ao problema da Pedofilia. Acho que todos sabemos de que se trata, não valendo a pena grandes explicações. Uma perturbação mental, de facto.

Uma perturbação, que como algumas outras, lança alguma polémica na forma como devemos tratar os pedófilos.

São simplesmente criminosos nojentos, dos quais não se deve ter dó nem piedade?

Ou são pessoas com um problema que as faz colocar em prática esses actos nojentos? E devemos por isso, dar-lhes alguma espécie de “desconto”? Devemos condená-los, mas simultaneamente tentar ajudá-los, ou é um problema sem ajuda possível?

Se um toxicodependente largar a droga, será para sempre alguém que já foi “toxicodependente”, e lutará dia após dia para vencer uma nova recaída. Orgulhamo-nos dos que conseguem fugir deste mundo, porque tiveram essa força de lutar. No entanto, um toxicodependente, além de prejudicar grandemente as pessoas que o rodeiam, prejudica-se essencialmente a si mesmo. Um Pedófilo, por seu lado, prejudica a vida de crianças indefesas, a seu bel-prazer. Se um pedófilo “largar os meninos”, tal como um toxicodependente larga a sua droga, a possibilidade de uma recaída, não o liberta do peso de ser considerado uma pessoa perigosa…

Durante muito tempo, que vimos a pedofilia, como uma “raridade”. Os casos recentes, da Casa-Pia, que colocaram na berlinda nomes sonantes como o de Carlos Cruz, chamaram-nos a atenção para a quantidade de casos, que existiam e existem camuflados pelo nosso país fora.

No entanto, já deixámos um pouco de pensar no assunto. Onde estão os Pedófilos? Não sabemos, mas sabemos que andam por ai. E é nesta altura, que eu olho para as pesquisas em motores de busca, que vêm parar aqui ao Psicologicamente…

menininhos nus 2

Meninas nua de 12 aninhos 1

E isto, só durante o dia de hoje. Diariamente, andam imensas pessoas pela Internet em busca de fotos, vídeos, enfim, material de exposição de crianças nuas. Se todos eles são Pedófilos? Provavelmente não, muitos deles devem sofrer de fetichismo, em observar corpos de crianças… se o salto entre ver fotos pela net, e procurar crianças na vida real, é muito grande, provavelmente também não. Imaginem, quando inocentemente algumas crianças passam por estas pessoas, estas as começam a imaginar nuas, e a sentir-se sexualmente excitados por esses pensamentos…

E a maioria não chegarão a ser crimes, mas somente pensamentos… Pensamentos assim, que imaginam como sendo corriqueiros por ai? Pelos vistos são…

Psicologicamente pedófila (eish não, que nojo. ewwww)

Ontem, Hoje e Amanhã – Evolução Humana.

De tanto que por aqui se tem falado na juventude de hoje e no degredo sentido em algumas áreas da nossa sociedade, lembrei-me de um breve retrato das nossas gerações.

Tendo eu 23 anos, não será assim tão abrangente a minha ideia real (vivida) das várias gerações passadas. Centrar-me-ei assim, em três gerações.

Pensemos no tempo antigo. Para uns, descreverá melhor o tempo dos pais, para outros dos avós, ou, e tendo em conta estratos sociais diferentes, poderá somente corresponder a uma imagem de época, que sabemos ter existido.

– Crianças com poucos ou mais brinquedos, centram a sua vida em divertir-se o mais que podem, conciliando essa diversão com o respeito e auxilio aos país. São muitos os que começaram a trabalhar com os seus 14/15 anos, e que deste então levam uma vida dura de trabalho. Outros, mais abonados, estudaram um pouco mais, chegando uma pequena fatia destes a terminar um curso. Licenciados são tão poucos, que o emprego para esses é certo, no entanto, trabalho não falta para ninguém, o que varia, é a “leveza” do mesmo. A televisão, começa agora a existir, e como tal é o “fascínio” de muitos. Só existe um canal, de imagem a preto e branco, e todos se sentem felizes com a chegada da evolução. Nos tempos livres, trabalha-se no campo ou na costura, ou ajuda-se os pais com as suas tarefas. Recordam-se os tempos em que se brinca livremente nas ruas, sem que o perigo do trânsito seja significativo. Como depressa se fartam de trabalhar para si e para os pais, todos querem formar a sua vidinha e fugir aos “auxílios caseiros”. Os casamentos dão-se por volta dos 20-25 anos de idade, e filhos, surgem 1 ou 2 anos depois. E basta-nos recuar uns 50 anitos no tempo…

– As crianças começam a ter mais e mais brinquedos, e já não há ninguém que aos 10 anos não queira ter uma televisão no quarto. Brinca-se especialmente em casa, mas algumas ruas ainda são opção. Os jardins-de-infância começam a ser uma realidade, porque as mães deixam de estar em casa…no entanto ainda não é um facto totalmente generalizado. As crianças têm duas grandes preocupações: brincar e estudar. Em trabalho só têm de pensar dai a uns aninhos largos, quando acabarem um curso, ou pelo menos o 12º ano. Alguns preferem ficar pelo 9º, por opção própria e por não gostar dos livros, mas são raros os pais que não desejam que o seu filhinho querido vá mais além. Como em tudo, há crianças e crianças: há as que pedincham tudo e mais alguma coisa, mas que lá levam uns açoites de vez em quando, e há as mais quietinhas que ficam no seu canto sem grandes exigências. Há as mais faladoras e irrequietas que se portam menos bem nas aulas, e há as certinhas que só pensam nos estudos. Namoros e amores só começam a surgir nos pensamentos pelos 13-14 anos. Existe o verdadeiro conceito de inocência. Como todos querem tirar um curso, os jovens saem de casa cada vez mais tarde, cada vez mais é difícil encontrar empregos e comprar casas…Enfim, a realidade presente.

– E as crianças do presente vivem fascinadas com os seus próprios umbigos, dando um novo relevo ao chamado “egocentrismo da criança”. Exigem tudo dos pais, sem qualquer consciência da realidade. Não se pode dar muitas palmadas nos meninos, pois qualquer dia fazem queixa dos próprios país. (E estamos longe de falar em violência doméstica). As escolas são “máquinas de encher chouriços”. Que ajudem os meninos em casa, pois eles não são capazes de fazer nada por si próprios… A Floribella é a nova barbie, mas deixamos de pedir tecidos velhos para fazer vestidos para a boneca com as próprias mãos, para exigirmos tecidos das lojas, em forma de roupa de marca para nós próprios. E se não for mesmo de marca não presta… independentemente da carteira dos pais. Se for preciso empenhem-se todos, mas os meninos têm de ter tudo. Porque não há menino nenhum que não tenha um telemóvel, mesmo que ainda mal saiba escrever. (porque é preciso falar com a namorada!). Porque um leitor de mp3 é sempre uma boa prenda, mesmo que ainda se tenha 5 anos. Porque se todos têm, eu também tenho de ter. Se antes recebíamos o telemóvel aos 15 e o computador aos 18, o que daremos aos meninos de 18 de agora que até já carro têm?

Todos sabemos que a evolução tem os seus pontos positivos (e uns mesmo muito positivos. O que faríamos nós sem estes computadores, não é?) e os seus pontos negativos (onde estão certos valores?)…

No entanto… O que seremos daqui a 25 anos?

Psicologicamente especulativa…

Saw III e o Noddy, com banda sonora de Moonspell!

Bem, a partir desde momento, todos sabemos que o Noddy é o grande senhor da escuridão, certo? E faz falta death metal para os putos, é uma grande verdade. (Para quem não percebeu nada eu digo três palavras e depois pesquisem: Gato fedorento + Moonspell).

Mas eu hoje era para fazer um post acerca do Saw III, filme que vi ontem no cinema. Só que depois do que foi há uns minutos o Diz que é uma Espécie de Magazine, ainda não consegui propriamente parar de rir, o que me faz estar a escrever este post sobre o filme, enquanto a minha cabeça pensa na letra “Abram alas para o Noddy!! (inserir aqui um grunhido)”. Como tal, não se admirem da deturpação deste post!

Ora (estou a tentar concentrar-me para escrever sem rir, por isso tenham calma) que tipo de filme é este? Um filme de horror, diria. Para quem não viu os dois primeiros (pah, vejam pelo menos um, para perceberem o que estou a dizer), estes centravam-se numa espécie (não, não era de magazine) era de sequência de torturas.

Geralmente, e já há bastante tempo, eu, que sou uma espécie de aficionada (não é pelo Noddy!), por filmes de terror, me queixava de não haverem muitos filmes com a capacidade de me assustar. O Saw mostrou não ser um filme para assustar, mas especialmente, um filme para repugnar (também gostei da ideia). Desde pessoas a serrar o próprio pé a sangue frio, para poderem escapar de uma casa de banho onde se encontravam presas, passando por pessoas a mergulhar em piscinas de seringas para encontrar a tão desejada forma de fuga, até chegar a pessoas que tiveram de “esgravatar” (e o termo é mesmo esgravatar) no próprio olho, para encontrar uma chave que levava à salvação da sua vida (ou não, mas pelo menos tentar), muitos foram os exemplos que esta série de filmes trouxe até nós.

Dificilmente ficamos indiferentes, ao que poderá ser chamado “sequência gratuita de violência”. Mas na verdade, o vilão do filme (na minha opinião, a personagem está bastante bem caracterizada em todos os três filmes), pretendia de alguma forma ensinar valores às suas vítimas. Como o próprio refere, “despreza assassinos”, no entanto dedica a sua vida a causar a morte a muitas pessoas. “Até que ponto, seria capaz de ir por vingança?”; “Até que ponto, merecemos sofrer pelos erros que cometemos?”; “Até que ponto sabemos o que é o verdadeiro sofrimento?”, “Até que ponto somos capazes de ir, para tentar sobreviver?” são algumas das questões que o filme pretende levantar.

Sem conseguir fugir totalmente à previsibilidade e com o recurso a algumas cenas excessivas, Saw III leva-nos para um universo de medo e sofrimento, onde a tortura e a vingança são palavras-chave.

A semelhança entre Moonspell a cantar a musica do Noddy, e o Saw III, é que em ambos houve pessoas a rir e em ambos houve pessoas a tapar um dos seus sentidos …(é tapar os ouvidos a ouvir moonspell a cantar o noddy, e tapar os olhos a ver o filme, para quem não percebeu).

Psicologicamente a abrir alas para o noddy, na direcção da máquina de tortura.

O Pai Natal é um Rogue!

Ontem, ao ver uma pessoa que sempre me fez recordar um rogue (imaginemos alguém fisicamente parecido com o Bilbo Baggins), e ao comentar essa semelhança, disseram-me “Parece é o Pai Natal”. E fez-se luz, realmente o Pai Natal é um rogue!

Ora vejamos:

Tem uma grande destreza! Apesar da barriguinha, tem de percorrer o mundo inteiro numa só noite, querem maior destreza?

– É perito em esconder-se! A prova disso é que ninguém nunca o vê!

– Move-se silenciosamente, se não era apanhado!

– Entra nas casas todas sem problemas, logo, é óptimo a abrir fechaduras! O entrar pela chaminé é uma forma simpática de descrever estas suas entradas mistério.

– Vai ao bolso de toda a gente, sem que ninguém dê por isso. Onde acham que arranja dinheiro para tanta prenda?

– É cheio de truques, para que o achem um “ídolo da pequenada”. Repare-se no seu amigo Rodolfo…

– É genial a encontrar armadilhas e a desactivá-las. O que acham que ele pensa que está a fazer, quando vê por ai meias mal cheirosas penduradas?

Psicologicamente escondida…