Anathema @ Alliance Fest 2008

E porque Anathema é… “somente”, a minha banda favorita.

Comecei por ver os manos Danny e Vinny a 3 de Dezembro de 2004, através do acústico no IPJ de Lisboa. Conhecia Anathema há poucos meses (desde o verão de 2004, aproximadamente) e o concerto serviu para me deixar completamente fascinada por eles. Um momento inesquecível, que me fez continuar a seguir o percurso da banda e a não perder qualquer concerto a meu alcance (entenda-se: em Portugal).

Em 2005 surgiu a notícia: actuariam no Festival Vilar de Mouros. Lembro-me que já pensava ir ao festival (pelas presenças de Within Temptation e Nightwish), mas a compra do bilhete deu-se com a confirmação da presença de Anathema. “Com Anathema lá, não falto de certeza”. E assim foi, 8 meses depois do primeiro concerto, no dia 28 de Julho de 2005. A primeira vez a ver a banda a actuar no seu conjunto, num concerto “a sério”. Um dia especial, tanto pela banda, como por motivos pessoais. Um dia cheio de boas surpresas, que me ficará sempre marcado na memória.

Longa foi a espera até que voltassem (quase 2 anos e meio depois), mas no passado dia 11 de Janeiro de 2008, Danny Cavanagh, proporcionou um outro momento acústico, desta vez a solo, que serviu para nos mostrar, que até sozinho, conseguia fazer-nos passar o espírito de Anathema. 

Mas ansiosamente esperava o regresso da banda completa… o que se tornou possível, no passado Sábado, 9 de Agosto de 2008 (6 mesinhos depois do Danny, 3 anos após Vilar), no Alliance Fest – Pavilhão dos Lombos – Carcavelos.

E mais uma vez…. Conseguiram deixar-me sem palavras. Não é qualquer banda que nos consegue deixar a vibrar de tal forma, que nos esquecemos de tudo o resto. Só olhamos, de olhar brilhante para o palco, cantamos, dançamos, gritamos por eles, enfim… emoções totalmente ao rubro.

Muitos de nós têm uma banda, ou mais, que têm este efeito em nós. Conheço quem se sinta assim com Metallica, outros com Iron Maiden, outros com isto, ou com aquilo, a mim…é sem dúvida Anathema.

Apesar do primeiro dia do Alliance Fest, ao que ouvi dizer, não ter corrido nada bem, o mesmo, felizmente, não se passou com o segundo dia. Começando a tocar na hora prevista, a entrada em palco de Anathema, faz-se ao som da Fragile Dreams, e da visão caricata de um Vinny Cavanagh de muletas e de óculos de sol. Apesar de lesionado no pé, e como tal, ter de actuar sentado, isso não prejudicou em nada a sua actuação. A força mostrada, a sinergia entre os irmãos, a cumplicidade, a paixão que colocam em palco…. 5 estrelas.

Para quem conhece a banda, sabe que a banda sofreu uma evolução muito marcada, e que gera alguma controvérsia. Se há quem considere que estão cada vez melhores, também há quem julgue que os primeiros álbuns da banda são muitos melhores que os mais recentes. Este concerto trouxe-nos alguma diferença, a nível de setlist, relativamente aos concertos anteriores. A Dying Wish, Sleepless e até, Far Away, são sem dúvida exemplos de músicas que fazem um pouco lembrar “Anathema antigo”, que tivemos desta vez oportunidade de ouvir. Penso ter sido uma boa escolha, por vários motivos: porque o ambiente do Alliance (com bandas como Marduk e Arch Enemy) “puxava muito mais ao metal”, porque grande parte do público estava prontinho a vibrar, fazendo headbang ao som de Anathema, e porque, se existem tantas músicas boas no reportório da banda, porque não, fazer uso delas, ao invés de tocar sempre as mesmas. Tivemos também oportunidade de ouvir, pela primeira vez ao vivo “Angels Walk Among us”, outro belo momento.

Ficámos a sentir a falta de músicas como One Last Goodbye e Are You There, não por má escolha de setlist, mas porque para ouvir todas as músicas que gostaríamos, não poderíamos ali estar 1h15, como foi (e em termos de tempo, já não foi nada mau), mas muito mais tempo….

E a setlist foi algo deste género:

Fragile Dreams
Empty
Closer
Sleepless
A Natural Disaster
Angels Walk Among Us
Deep
Shroud Of False
Lost Control
Far Away
Flying
A Dying Wish
Comfortably Numb

E se da última vez tive a oportunidade de uma breve conversa com o Danny, desta vez, consegui autógrafo dos 3 irmãos, bem como este belo presente!

(Vinny Cavanagh e eu)

Sim, este é um post totalmente “fan girl” …Mas, que hei-de fazer, se realmente Anathema mexe comigo de uma forma tão especial…

Podem ver alguns videos do concerto aqui!

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Danny Cavanagh – IPJ Lisboa

Na passada sexta-feira, dia 11, no IPJ de Lisboa, eis que tivemos a oportunidade de assistir a um concerto acústico de Danny Cavanagh (mais nem menos, do que guitarrista e co-vocalista da minha banda favorita: Anathema).

Após algumas dificuldades, como a reserva dos bilhetes a 3 dias do concerto, o atraso na realização do mesmo, e até a qualidade do som não ser das melhores, a verdade é que Danny Cavanagh nos conseguiu proporcionar uma noite de sonho.

Tinha assistido ao fantástico concerto de Anathema no Vilar de Mouros 2005, bem como ao concerto acústico, também no IPJ, em que os irmãos Cavanagh (Danny e Vincent) nos proporcionaram momentos inesquecíveis. Confesso que antes do concerto da passada sexta, tinha um certo receio do que iria ser um concerto do Danny a solo. Conseguiria passar-nos a magia de Anathema? Não ficaria a saber o pouco? Não sentiríamos a falta da voz do Vincent?

Não ficando a voz de Danny nada atrás da do irmão, este conseguiu-nos fazer sentir Anathema e ficar ansiosamente à espera que voltem a Portugal.

Peripécias:

Ainda faltavam umas horas para o concerto, mas já que íamos jantar por ali, eu e o meu namorado resolvemos aproveitar para saber se podíamos levantar logo os bilhetes (estavam reservados, mas nada como ter os bilhetes na mão). Levantar bilhetes, só uma hora antes do concerto, mas…. E, por nossa surpresa, de imediato encontrámos, nada mais, nada menos, que o próprio Danny Cavanagh. Aproveitamos para lhe pedir que nos autografasse o DVD de Anathema que levávamos connosco. Ele assim o fez e ainda nos ofereceu uma pequena prenda:

Best Wishes

“Best Wishes, from Anathema” – numa garrafa de coca-cola!

Confesso que este momento antes do espectáculo teve para mim um gostinho especial. E são nestes pequenos momentos, no ambiente intimista que é criado, que estes pequenos concertos ganham em relação aos grandes concertos. (Isso é pagar 10 euros para ver parte de uma das nossas bandas favoritas…wow).

Há ainda que salientar a participação de Duncan Patterson, que apesar de lesionado não deixou de nos presentear com algumas músicas!

Setlist (pode ter alguma falha, mas julgo que foi mais ou menos isto. Não sei se a posição da Are You There e da Hope são as correctas)

Danny Cavanagh
Acústico, 11-01-2008,IPJ Lisboa

Fragile Dreams
Leave no Trace
Forgotten Hopes
Inner Silence
One Last Goodbye
A Natural Disaster
Temporary Peace
Flying
Are You There?
Hope
Pink Floyd – High Hopes
Nick Drake – Place To Be
Nick Drake – Cello Song
Fleetwood Mac – Big Love
The Beatles – Norwegian Wood (with Duncan Patterson)
The Beatles – You’ve Got to Hide Your Love Away (with Duncan Patterson)
Angelica (with Duncan Patterson)
Led Zeppelin – Stairway to Heaven

Cá fica um videozinho para mais tarde recordar!

 

(mais videos ao pé deste: see “more from user”)

Psicologicamente Anathemizada.