Encontrar o Amor Perfeito – Teorias

Hoje apetece-me escrever sobre o amor. Mas desenganem-se, se pensaram de imediato em textos cheios de baba no rosto, pegajosa. Antigamente o amor começava na adolescência. Era um dos sintomas da puberdade. No corpo, as modificações são notórias, na alma, surge o amor. O sentimento arrebatado, que nos direcciona cegamente para alguém. Hoje o dia o amor nasce mais cedo, na infância. Notamos a sua nascença, assim que os meninos de cinco anos se aproximam de nós, vindos da escola, e nos dizem que têm namorada (e vice-versa). Antigamente, aos cinco anos, ainda não sabíamos o que era um namorado, ou pelo menos nunca tínhamos colocado a hipótese de ter um. Preferíamos as barbies e os legos. Antigamente, os que descobriam o amor mais cedo eram excepção. Hoje em dia, são atrasadinhos.

Mas não quero falar sobre diferenças temporais, que para tal efeito, já serviu isto. Independentemente de quando descobrimos que achamos uma piada especial aos membros do sexo oposto (ou do mesmo sexo, para alguns casos), os sentimentos vão-se aprimorando, até que chegamos aquela fase da adolescência em que todos amam alguém. E aí, pensamos em dois tipos de pessoas. Os que habitualmente se dão bem com os amores, os chamados “populares”, aos quais basta estalar os dedos para que os namoricos proliferem. (Alguns dos casos, dão para o torto, resultando em coisas como gravidezes indesejadas, mas isso não vem ao caso). E os desgraçadinhos que, vão aumentado em idade, e nada de beijos ou namoros. Julgam-se feios, e julgam que os outros os acham feios. E geralmente acham mesmo. Ou porque é “regra” achar a dita pessoa feia, independentemente da acharem ou não feia, ou porque a pessoa não sabe aproveitar a sua beleza, talvez pelo mau uso de roupa ou acessórios, ou até por alguma característica física, que inevitavelmente a rotula de pessoa feia. Numa fase tão importante de construção de identidade, como a adolescência, a auto-estima dos primeiros fica em alta (vulgo: convencidos e arrogantes), e a dos segundos em baixa (vulgo: nunca ninguém vai gostar de mim).

Com a entrada na faculdade, ou o iniciar de um emprego (ou até de outros tipos de actividade), novas pessoas se conhecem, novas relações, e para alguns dos ditos “desgraçadinhos do amor”, começa um novo ritual de aventura. Finalmente alguém se apaixona por eles, e os livra do karma de pessoas feias. Sentem que afinal conseguem seduzir quem quiserem, afinal são belos, afinal não têm nenhum “erro de fabrico”. Outros continuam em espera. E como quem espera desespera, os sentimentos negativos acerca de si próprios tendem em aumentar. “Se nunca fui correspondido, nunca o vou ser”. Para estes, o construir da primeira relação, tende a ser cada vez mais complexa, porque falta de confiança em si próprios. Fechando-se num casulo, afastam-se dos outros, que os acham “feios”. Conhecendo um menor número de pessoas novas, as oportunidades do surgir do amor decrescem, e consequentemente dá-se um aumento da insegurança e uma maior diminuição da auto-estima. Com o passar do tempo, geram-se os medos de viver para sempre sozinho. O medo da solidão, aliado à incapacidade para sair desse casulo, constrói um ciclo vicioso, do qual não é fácil encontrar uma saída.

No entretanto, os que se descobriram a si próprios, apesar de um dia terem feito parte dos “desgraçadinhos”, despertam cada vez para a realidade do amor. E não se ficam por um único par. Porque há que experimentar, comparar. Só um é pouco. É pouco, porque pode ser muito mau, mas a ele ficamos preso, por julgarmos não conseguir melhor. E depois das inevitáveis comparações, encontra-se quem julgamos ser, para nós, o mais perfeito. E daí segue-se a história da união ou casamento, a qual poderá ser para sempre, ou resultar no tão famoso divorcio. (deixo para outra altura, a dissertação sobre o aumento do mesmo).

E nesta altura, os que permanecessem sem sequer ter tido uma relação, observam os casamentos em seu redor, e começam a sentir-se isolados no mundo dos solteiros. Descem o seu “nível de exigência” procurando outros que tais, por vezes, que também eles consideram “feios”, ou resignam-se ao seu mundo solitário, tentando encontrar alegrias noutros campos, como no emprego ou na arte (há quem lhe chame sublimação).

No entanto, e em jeito de conclusão, os caminhos não são lineares, e muito menos, poderão estar definidos à partida. O futuro é imprevisível, e o que fomos no passado, não poderá ditar, com qualquer exactidão, o que nos transformaremos no futuro. Se o mais importante do ser humano se resume ao seu carácter, esse sim, ditará quem é “feio” ou “bonito”. O restante, só servirá de empecilho, para que o próprio encontre em si essa beleza, e saiba sair do caminho que julga ser o traçado para si.

E agora, perguntam vós: Mas que raio de post foi este?
Não sei, mas poderia vir em qualquer um daquele tipo de livros tristes e inúteis, do género: “os 10 passos para se ser feliz”.

Psicologicamente a palrar.

Gajas e Gajos!

Pois é, tenho estado mais ausente daqui do que o habitual, mas nem sempre temos disposição para nos dedicarmos aos blogs, não é?

Hoje volto com um tema muito comum: o sexo! Não o acto sexual, seus depravados, refiro-me mesmo, ao género masculino e feminino (claro que com a conjugação de ambos vamos parar ao sexo, mas isso agora não vem ao caso).

Mais especificamente, gostaria de falar um bocadinho acerca da evolução do estereótipo de “Homem” e de “Mulher”. Se em tempos mais antigos, se catalogava a mulher como a dona da casa, a cuidadora dos filhos, e o homem como o chefe da casa, o responsável por trazer dinheiro ao lar, etc etc, as coisas foram mudando com os tempos. Essa é uma evolução inegável e não são necessários grandes tratados para a exemplificar.

Mas, e no presente, como estão as coisas?

Quem é o homem?

Quem é a mulher?

Se cada vez mais a partilha de tarefas, mesmo as do lar, começam a tornar-se uma realidade, onde se centram agora as diferenças entre os dois géneros?

Poderíamos dizer: Cada vez há menos diferenças, e cada vez mais estamos mais próximos de atingir uma total igualdade.

Mas não me refiro aqui a igualdades, nem a feminismos extremos que a pretendem alcançar. Não me refiro a ser superior, ou a ser mais importante, mas sim às pequenas coisas que continuam a ser mais relacionadas com homens ou mulheres, isto é: a gostos.

  1. Continua a ser referido que os homens gostam muito mais de futebol que as mulheres. (Ainda há pouco tempo assisti ao diálogo entre colegas do sexo feminino que se queixavam deste gosto extremo dos namorados pela “bola”. Ao que concluíam: “Raridade era encontrar um que não gostasse tanto…”). Pessoalmente, conheço vários que não gostam. E várias mulheres que gostam. Mesmo que a percentagem de homens a gostar seja maior que a das mulheres, a verdade, é que esta ideia continua a generalizar-se…
  2. “wow, uma gaja a gostar de anime?”; ou, “wow, uma gaja a gostar de rpg’s?”, ou “wow, uma gaja a adorar ficção científica?”; “wow, uma gaja a ouvir metal?”. As pessoas ainda ficam surpresas quando vêem uma rapariga/mulher a gostar de determinadas temáticas. No entanto, são cada vez mais as que gostam. Sendo temáticas de nichos específicos, naturalmente será mais difícil encontrar pessoas que gostem delas, fora desses nichos (independentemente de serem rapazes ou raparigas).

Mas as diferenças existem, senão não veríamos cursos como os da área de informática, recheados de 90 e tal % de rapazes, e alguns cursos na linha das humanidades com 90 e tal % de raparigas. Não serão estas escolhas de curso, influenciadas pelas próprias percentagens? Escolhas realizadas quando ainda nem sabemos muito bem quem somos e o que queremos. Sem os gostos bem definidos seguimos a direcção da maré, sem sequer colocar outras possibilidades.

Acabamos por gostar do que conhecemos (como poderíamos gostar de algo que nunca vimos?) e só quando conhecemos um número razoável de diferentes coisas é que somos capazes de fazer as nossas escolhas. Isto leva o seu tempo, e está dependente das pessoas que estão à nossa volta, e dos gostos destas pessoas. São as nossas experiências que vão marcando os nossos gostos, e não propriamente o facto de sermos homens ou mulheres…

Psicologicamente feminina…

Sexo com Esqueletos nem é assim tão bom, não é?

A organização do evento de moda Passarela Cibeles, em Madrid, impediu que cinco modelos desfilassem, por apresentarem uma «magreza excessiva». A proibição está de acordo com as medidas de combate à anorexia tomadas pelo governo regional. (…) Entretanto, o presidente do Conselho de Estilistas de Moda dos Estados Unidos, Stan Herman, já considerou o acto «discriminatório» e coloca-se contra as medidas espanholas.

Nada como ouvir ou ler as noticias para que rapidamente nos apeteça comentar algo. O fenómeno da anorexia nervosa nas modelos, bem como na influência que estes estereótipos de beleza têm nas jovens, é um assunto, sem dúvida, bastante explorado.

E como nem sempre, servem os posts para dizer mal, concordo absolutamente com esta medida, e não deixo de dar uma gargalhada ao “acto discriminatório”. Estamos num mundo, onde tudo o que se faça, pode de alguma forma ser considerado discriminação. Se proibir modelos esqueléticas é discriminatório, proibir modelos baixas também o deveria ser, não? Aliás, bastante mais, tendo em conta que emagrecer ou engordar, ainda é algo que poderá ser alterável com um esforço da pessoa, enquanto que crescer ou encolher é um bocadinho mais complicado…

Para esta função, é óbvio que se querem mulheres bonitas. Felizmente o conceito de beleza é relativo, e não é necessário parecer um esqueleto andante para se ser bela. Aliás, pelo contrário, tocar num corpo que parece que se vai despedaçar não me parece o mais sexy existente à face da terra. E é louvável que se comecem a tomar este tipo de medidas, para que se entenda que o importante é manter um corpo saudável, não um corpo esquelético. Se gordura a mais é prejudicial ao organismo, a magreza em demasia é-o igualmente prejudicial, podendo tornar-se fatal.

Não que a medida seja a solução mágica para se mudar mentalidades, mas há que começar por algum lado…

Psicologicamente concordante..

Fobia a Basofes?

Ao encontrar, neste excelente post, estas listas de fobias…não pude deixar de reparar em algumas… Mas centro este pequeno post numa delas.

Ora com certeza muitos de vós se recordam destes grandes posts: (caso nunca os tenham visto, vão lá ver)

Basofes da Mamã

Basofe

Basofes ou gang dos bonés apertados?

E após lerem as características dos basofes, vocês perguntam-se: É possível que haja alguém com fobia a basofes, não? Perfeitamente natural, penso, todos queremos tar longe deste espécime..

E nestas listas, encontramos: Basofobia! Lá está, medo de basofes, pensamos logo.

Mas não, parece que se trata de medo de cair ao caminhar… Ao que concluímos que basofes = cair ao caminhar.

De facto eles andam por aí aos caídos. Eles não caminham na vida, eles caem na vida. Talvez faça sentido.

Psicologicamente Basofóbica…

Spoilers!

“Eh pa, tive a ler aquele livro. Muito fixe. No fim descobre-se que afinal era tudo um vírus!”
“Tás-me a spoilar!”
“O quê?”
“Acabaste de me spoilar…like… contar o fim do livro -__-“
“Ah mas não faz mal, o homem que descobre o vírus até morre…”

Ainda bem que eu não tinha intenções de ler o livro…

Há pessoas que não conseguem falar sobre um determinado livro, sem revelar partes importantes do mesmo.

E depois como nos sentimos a ler um livro para o qual já sabemos o seu fim? Ou partes importantes? Ou até aquela piada de génio lá no meio…

Conheço pessoas que odeiam visceralmente que alguém lhes desvende algo que ainda estão para ler…

Outros que até gostam de ler as últimas páginas dos livros antes de os começar… (mas calculo que sejam mais raros, estes últimos)

E como é com a adaptação de um livro ao cinema? Ver o filme primeiro? Ler o livro primeiro? Inevitavelmente um deles fica spoilado, mas há que fazer uma escolha…

E aí existem quatro tipos de pessoas:

1. Os adoradores de livros, que anseiam por criticar o realizador por cada bocadinho mal adaptado. – estes obviamente lêem primeiro o livro.

2. Os que nem são lá muito aficionados por ler, e que só fazem questão de perder umas horas da sua vida no livro, se acharem que o filme merece realmente a pena – estes obviamente vêem primeiro o filme.

3.Os que optam por só ler o livro, ou só ver o filme, porque não suportam mesmo ser spoilados!

4.Os que se estão a lixar para o assunto, e não querem saber nem de uma coisa nem de outra (pode ser sinal de extrema inteligencia, ou extrema falta dela: obviamente, depende do assunto!)

Psicologicamente spoilada…

Os Brasileiros e as Brasileiras

Hoje falo-vos um pouco do povo Brasileiro. Todos nós sabemos que cada vez mais vêm brasileiros tentar a sua sorte para o nosso Portugal.

E que pensam já vós: Mais uma contra a vinda deste espécime brasileiro para cá.

Acho que se as pessoas têm o direito de ir para onde quiserem, não podem ser recriminadas por tentarem a sua sorte. Não pretendo fazer aqui um tratado acerca dos pontos negativos e positivos da emigração, mas só defendo que seja quem for (seja de que país for) a partir do momento que cometa algum acto ilícito no pais para o qual viajou, devia ir direitinho para a sua terra, sem a possibilidade de voltar. Mas isso não se relaciona directamente com o povo brasileiro (apesar do mesmo ser valido para estes).

Muitas vezes quando venho no autocarro ao fim da tarde, encontro vários brasileiros a regressarem dos seus trabalhos a irem com destino Ericeira (este tornou-se um dos seus muitos destinos de escolha dentro de Portugal). Como sabem, e quando se vai dentro de um autocarro, torna-se complicado não deixar de ouvir algumas conversas, especialmente quando as pessoas não falam a sussurrar. E há alguns pontos do que tenho ouvido, que tenho achado caricato.

  1. Ao contrário do sussurrar este é um povo que fala alto por natureza. Eles fazem-se ouvir, são um povo extremamente expansivo.
  2. Nessas vezes, 3 ou 4 brasileiros viajavam com o mesmo destino, mas facilmente dava para perceber que não se conheciam antes. Não deixa de ter graça que de imediato, e assim que perceberam ser todos brasileiros, começaram a conversar. (imaginando-me noutro pais, se encontrasse outro português, não sei se meteria conversa…talvez sim, talvez não).
  3. E mais especificamente, numa das vezes, passados breves minutos, um deles contava ao outro que se encontrava há um ano em Portugal e que desde então namorava com uma Portuguesa. Segundo ele, esse era o único facto que o fazia permanecer em Portugal, pois caso contrario já teria voltado definitivamente para o Brasil. No entanto, referia que os pais da moça eram contra o namoro, e pretendiam para ela alguém melhor. “Ela é estudada, está a tirar um curso, e eu sou …isto…” (juntando o sotaque brasileiroo e alguma resignação). Por fim, acrescentava que esperava que ela se decidisse se de facto queria ouvir os pais, ou ficar com ele, pois caso contrário mais valia “partir pra outra”.

Achei engraçado o à vontade, penso que nunca partilharia assim a minha vida íntima com qualquer desconhecido que me aparecesse a frente, simplesmente por descobrir um conterrâneo num pais distante.

Nós queixamo-nos da expansividade a mais (calculo que muitas esposas de Portugal, odeiam visceralmente as brasileirinhas desnudas que por ai se encontram).

Eles queixam-se de sermos um povo fechado, que os olha com algum desdém.

Quem está certo ou não, não sei. Provavelmente não há certos nem errados nestas coisas. Mas a diferença cultural é notável. O “normal” deles não é o nosso “normal” e vice-versa. Tal como o nosso Português correcto, não é o seu “Português do Brasil”…

Há quem ache uma certa piada a estas diferenças, há quem não consiga achar graça alguma…Mais uma vez: Diferenças …

Psicologicamente Caipirinha … ou Caipiríssima (“Why is the rum always gone?”)

O Fantasma da Solidão

O ser humano não consegue viver só. Já o tinha referido a propósito das dependências. Mas hoje o assunto é um pouco diferente: o Amor como remédio da solidão. Se vendessem comprimentos anti-solidão, de certo que estes se chamariam amor (ou amoridona ou amoridal que os nomes vão variando consoante os mil e um fabricantes de genéricos e não genéricos)

E com isto quero eu dizer que o amor é uma droga? (É uma droga necessária e até agradável, como muitos dos medicamentos que nos aliviam as dores e nos salvam a vida) Mas também não era aí que pretendia chegar, visto esse caminho levar directamente ao caminho já mencionado das dependências.

Imaginemos um casal que se apaixona. Prometem amor eterno, vivendo o auge de um início de namoro quente e perfeito. Mas tanto um como o outro, já perto dos 30 anos de idade, antes de se conhecerem começavam já a sentir o peso nos ombros da solidão. “já estava em tempo de casares” – diziam as famílias de ambos; “qualquer dia já tens o primeiro filho velha de mais” – retorquia uma amiga. E assim o tempo ia passando e enquanto todos os amigos e colegas se iam casando nem parceiro eles conseguiam arranjar. Até que se conheceram…

E nesse momento tudo mudou. Passado o primeiro mês de namoro (de intenso namoro). “Pai, Mãe, vamos casar”! Claro, tudo estava bem, estava mais que na hora (velhos já eles se achavam) e só uma solução se encontrava: casar o mais rápido possível. Esperar para quê?

Casaram e foram felizes para sempre. (não, obviamente que não, acham que sim? Isto não é um romance cor-de-rosa!)

Passam dois meses após o casamento e começam a discutir diariamente. “Porque não fizeste aquilo e devias ter feito, porque fizeste o outro aquilo, e não devias ter feito, porque isto, porque aquilo…”(o que são estes aquilo’s todos? Nem eles sabiam, mas parecia que já bastava a respiração de um, para suscitar a discussão no outro). Começavam a chegar à conclusão que afinal não se conheciam assim tão bem…

E o que fazer?

Pois, se calhar….ter um filho! Neste auge de paz, sossego e amor, um filho pareceu-lhes a solução maravilha. Tradução: talvez isto nos una…

A gravidez traz alguma acalmia. Sorrisos e sorrisos por parte da família que finalmente vê o desejo de ter um netinho realizado, e tudo parece ter ficado mais coeso.

Mas como nem tudo o que parece é. Basta o nascimento para os conflitos acordarem. E porque ter um filho afinal dá muito mais trabalho do que se pensava…E porque as despesas aumentaram exponencialmente e agora já nem passear um pouco sozinhos podem. E ele que não ajuda…E ela que já não lhe liga a ele…

A vida diária torna-se um inferno, mas a separação também não parece uma boa hipótese: Afinal, acabaram de ser pais…

Talvez empurrando um pouco o miúdo para os avós e restante família os alivie um pouco. Seja como for, o infantário mete-o longe por metade do tempo (pena gastar-se um dinheirão com isso) e a televisão sempre começa a ocupá-lo em casa. (a ver porcarias que farão dele um adolescente deprimente).

Tudo isto porquê? Viver sozinho, não é solução. Há que agarrar a oportunidade de ter alguém o mais depressa possível, ainda assim não se “fique para tio/a” (caso se tenha irmãos, se não nem isso, claro). A sociedade leva-nos de imediato à ideia que numa determinada idade devemos casar, e que se depois de x anos ainda não tivermos filhos, é porque algo corre bastante mal na nossa vida…

Resultados após o final do jogo:
As crianças e adolescentes que temos (penso que não seja preciso grandes comentários quanto a isso).
O número de divórcios a aumentar exponencialmente
As depressões a proliferarem por ai…

Psicologicamente acompanhada…