O Espaço, os Computadores e os Esquilinhos.

De volta aos caminhos dos blogs, cá estou eu para novas divagações e devaneios.

Ora, o que tenho eu para vos dizer hoje? Falemos em espaço, em computadores e em brinquedos novos. E isto porquê? Porque hoje escrevo-vos do meu brinquedo novo, em forma de computador, e com um aumento significativo de espaço em disco (e outras muitas coisas), em relação ao brinquedo velhote.

Não importa dar-vos as especificações técnicas do bicharoco, mas…. O que fazemos nós quando mudamos de computador? Começamos pela árdua (mas agradável) tarefa de passar todos os nossos documentos e afins para a nova máquina. E é nesta altura que notamos quão desarrumado tínhamos o disco antigo. Pudera, mal tínhamos espaço para qualquer novo ficheiro… (Muitos de vocês decerto já experimentaram a eterna saga do “apaga aqui, para instalar ali”).

Agora o que acontece? O grande lema “o espaço nunca é pouco”. Porque se passamos os 40 gigas do pc antigo para o novo, damos por nós a encher 60 do novo. É o milagre da multiplicação do espaço usado. (Isto tem várias explicações: porque só o próprio sistema operativo está a ocupar mais espaço, porque temos mais programitas xpto de origem e depois, claro, porque há sempre aquela coisita que não estava instalada porque já não havia espaço, mas agora é na boa, temos espaço de sobra).

Ainda me lembro da altura (a bela frase que dizemos a partir de uma certa idade) em que mudei para o pc dos 40 gigas de disco e….”wow, isto é espaço que nunca mais acaba”. Santa inocência… Agora, com a inocência perdida, sei que quanto mais espaço houver mais se gasta. (e isto chama-se o acompanhar da Evolução)

Pensando bem, é como em nossas casas. Quantos de nós não sofremos deste mesmo problema de “quanto mais espaço para arrumar as coisas, mais tralha temos arrumada?” Quando há pouco espaço, torna-se terrível pois não temos espaço para o essencial. Chegando a um certo ponto, com o aumento do espaço conseguimos guardar só o essencial. E depois… dá para o essencial e para o supérfluo. O cerne da questão está na definição entre essencial e supérfluo, e é interessante notar em como esta definição é tão dependente do espaço.

O que me leva a concluir, que quanto mais espaço tivermos, mais coisas essenciais arranjamos para lá guardar. (Será a minha veia esquilinha a falar?)

Vão lá deitar fora as velharias das gavetas…. Só lixo. Isso é supérfluo. Ou talvez seja melhor deitarem fora o móvel. Aí terão mesmo de deitar as velharias fora.

O espaço é importante.

Psicologicamente encontrando a importância do espaço.

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Casamentos e Divórcios!

Já há uns tempos, que me falaram em fazer um post acerca da questão do divórcio. Chegou o dia.

As relações que efectuamos uns com os outros são uma das questões centrais na vida dos seres humanos. As relações de parentesco, sempre presentes desde que nascemos até à nossa morte; as relações de amizade, de trabalho, de amor… Somos seres sociais, e como tal, estamos destinados a viver em convivência. Sendo as “relações” uma parte tão importante de nós, retiramos vantagens se nos conseguirmos relacionar de forma saudável uns com os outros.

Sabemos que nos dias de hoje, as taxas de divórcio se encontram em nítido crescimento. O próprio desenvolvimento da nossa sociedade traz-nos as explicações necessárias para compreendermos esse facto.

 Se antes, o papel das mulheres era ficar em casa a cuidar dos filhos e dos maridos, hoje a mulher tem obrigações e deveres equivalentes aos do homem. Nos jovens de outrora, era incutida a ideia de que um casamento é um laço que só se desmancha com a morte. E como tal, eram muitos os casos de violência doméstica que ficavam escondidos no seio de um lar, “porque era a obrigação da mulher se sujeitar ao marido, mesmo quando isso implicava maus-tratos”; os homens tinham alguma liberdade para fornicar aqui e acolá, e independentemente das mulheres perceberem tal facto, deveriam somente fingir que não o perceberam. “porque a esposa é a mulher que temos em casa, e lá estará sempre. O resto é puro sexo”. Da mesma forma, se o homem não estivesse satisfeito com a mulher que escolhera, a solução era arranjar modos alternativos de se satisfazer: no entanto, tinha de se aguentar com aquela como esposa até ao fim dos seus dias.

 O divórcio era mal visto, e talvez neste ponto a igreja tivesse um papel importante, porque “o que Deus uniu, o Homem não deve separar”. E este pensamento estava de facto muito presente nos casais. Basta que pensemos um pouco no tempo dos nossos avós, e de como era, e é, a relação que os une.

 Mas os tempos mudaram, e uma das palavras-chave das nossas relações de hoje é a satisfação (a todos os níveis, não me refiro somente à satisfação sexual, obviamente. Apesar desta também ter um papel importante). Um casal tem de se sentir satisfeito junto, para que assim permaneça. O divórcio tornou-se uma prática corrente, e como tal ninguém quer suportar tristezas, inseguranças ou desilusões. Quem está mal, muda-se, é esse o nosso lema actual.

 Se por um lado, observamos vários pontos negativos em prolongar uma relação que não nos satisfaz, por outro, é com algum receio que observamos a leveza com o divórcio é tratado nos dias de hoje.

 É certo e sabido, que devemos querer lutar pela nossa felicidade e satisfação, mas não deveremos nós lutar, com todas as nossas forças, para que as nossas relações sejam felizes?

 Não falo de um esforço individual, mas sim de um esforço a dois. Um verdadeiro criar da palavra “nós”, em detrimento do “eu” e “tu”. Em todas as relações existem dificuldades, e dificilmente haverão casais que não sejam expostos a variadíssimas delas: o conciliar o mundo do emprego, e o mundo do casal; os conflitos do dia-a-dia; a intimidade do casal; a existência ou não de filhos; as relações com as famílias de origem; o dinheiro e a falta dele, etc, etc, etc.

 Existe um sem número de factores, que têm de ser geridos e decididos por ambos, onde obviamente as fontes de conflito proliferam.

 No entanto, o cônjuge não deve ser visto como o nosso oponente. Não é aquele que diverge de nós, que tem opiniões diferentes. O objectivo do casal, deverá ser sempre respeitar o outro, não esquecendo dos sentimentos que os uniram. A comunicação é um ponto fundamental, e deverá ser clara. Por vezes torna-se difícil não responder ao outro, em função que julgamos que o outro pensa. Mas não somos leitores de pensamentos, mesmo que assim o desejemos, e nada como clarificar primeiro o que o outro pensa, antes de extrapolar, dando uma resposta indesejada.

 Numa relação a dois, não desejamos mal-entendidos, desejamos entender o outro, para que o outro nos compreenda a nós.

 Cada vez mais, se observa uma tendência em pensar que se estamos mal com um, deveremos procurar outro. Mas os conflitos não estão, na maioria das vezes, na pessoa que está ao nosso lado, mas sim na relação que temos com ela. No construir de uma nova relação, surgirão outros conflitos, e entramos assim numa escalada de divórcios consecutivos, que além de nós marcarem a nós, negativamente, deixam também marcas nos que nos rodeiam: como os filhos.

Dever-se-ia, quanto a mim, procurar um meio-termo entre o não-masoquismo (como, por exemplo, nos casos de violência domestica) e o esforço para que uma relação possa resultar verdadeiramente.

Psicologicamente relacional…

Encontrar o Amor Perfeito – Teorias

Hoje apetece-me escrever sobre o amor. Mas desenganem-se, se pensaram de imediato em textos cheios de baba no rosto, pegajosa. Antigamente o amor começava na adolescência. Era um dos sintomas da puberdade. No corpo, as modificações são notórias, na alma, surge o amor. O sentimento arrebatado, que nos direcciona cegamente para alguém. Hoje o dia o amor nasce mais cedo, na infância. Notamos a sua nascença, assim que os meninos de cinco anos se aproximam de nós, vindos da escola, e nos dizem que têm namorada (e vice-versa). Antigamente, aos cinco anos, ainda não sabíamos o que era um namorado, ou pelo menos nunca tínhamos colocado a hipótese de ter um. Preferíamos as barbies e os legos. Antigamente, os que descobriam o amor mais cedo eram excepção. Hoje em dia, são atrasadinhos.

Mas não quero falar sobre diferenças temporais, que para tal efeito, já serviu isto. Independentemente de quando descobrimos que achamos uma piada especial aos membros do sexo oposto (ou do mesmo sexo, para alguns casos), os sentimentos vão-se aprimorando, até que chegamos aquela fase da adolescência em que todos amam alguém. E aí, pensamos em dois tipos de pessoas. Os que habitualmente se dão bem com os amores, os chamados “populares”, aos quais basta estalar os dedos para que os namoricos proliferem. (Alguns dos casos, dão para o torto, resultando em coisas como gravidezes indesejadas, mas isso não vem ao caso). E os desgraçadinhos que, vão aumentado em idade, e nada de beijos ou namoros. Julgam-se feios, e julgam que os outros os acham feios. E geralmente acham mesmo. Ou porque é “regra” achar a dita pessoa feia, independentemente da acharem ou não feia, ou porque a pessoa não sabe aproveitar a sua beleza, talvez pelo mau uso de roupa ou acessórios, ou até por alguma característica física, que inevitavelmente a rotula de pessoa feia. Numa fase tão importante de construção de identidade, como a adolescência, a auto-estima dos primeiros fica em alta (vulgo: convencidos e arrogantes), e a dos segundos em baixa (vulgo: nunca ninguém vai gostar de mim).

Com a entrada na faculdade, ou o iniciar de um emprego (ou até de outros tipos de actividade), novas pessoas se conhecem, novas relações, e para alguns dos ditos “desgraçadinhos do amor”, começa um novo ritual de aventura. Finalmente alguém se apaixona por eles, e os livra do karma de pessoas feias. Sentem que afinal conseguem seduzir quem quiserem, afinal são belos, afinal não têm nenhum “erro de fabrico”. Outros continuam em espera. E como quem espera desespera, os sentimentos negativos acerca de si próprios tendem em aumentar. “Se nunca fui correspondido, nunca o vou ser”. Para estes, o construir da primeira relação, tende a ser cada vez mais complexa, porque falta de confiança em si próprios. Fechando-se num casulo, afastam-se dos outros, que os acham “feios”. Conhecendo um menor número de pessoas novas, as oportunidades do surgir do amor decrescem, e consequentemente dá-se um aumento da insegurança e uma maior diminuição da auto-estima. Com o passar do tempo, geram-se os medos de viver para sempre sozinho. O medo da solidão, aliado à incapacidade para sair desse casulo, constrói um ciclo vicioso, do qual não é fácil encontrar uma saída.

No entretanto, os que se descobriram a si próprios, apesar de um dia terem feito parte dos “desgraçadinhos”, despertam cada vez para a realidade do amor. E não se ficam por um único par. Porque há que experimentar, comparar. Só um é pouco. É pouco, porque pode ser muito mau, mas a ele ficamos preso, por julgarmos não conseguir melhor. E depois das inevitáveis comparações, encontra-se quem julgamos ser, para nós, o mais perfeito. E daí segue-se a história da união ou casamento, a qual poderá ser para sempre, ou resultar no tão famoso divorcio. (deixo para outra altura, a dissertação sobre o aumento do mesmo).

E nesta altura, os que permanecessem sem sequer ter tido uma relação, observam os casamentos em seu redor, e começam a sentir-se isolados no mundo dos solteiros. Descem o seu “nível de exigência” procurando outros que tais, por vezes, que também eles consideram “feios”, ou resignam-se ao seu mundo solitário, tentando encontrar alegrias noutros campos, como no emprego ou na arte (há quem lhe chame sublimação).

No entanto, e em jeito de conclusão, os caminhos não são lineares, e muito menos, poderão estar definidos à partida. O futuro é imprevisível, e o que fomos no passado, não poderá ditar, com qualquer exactidão, o que nos transformaremos no futuro. Se o mais importante do ser humano se resume ao seu carácter, esse sim, ditará quem é “feio” ou “bonito”. O restante, só servirá de empecilho, para que o próprio encontre em si essa beleza, e saiba sair do caminho que julga ser o traçado para si.

E agora, perguntam vós: Mas que raio de post foi este?
Não sei, mas poderia vir em qualquer um daquele tipo de livros tristes e inúteis, do género: “os 10 passos para se ser feliz”.

Psicologicamente a palrar.

WordPress vs Livejournal – Passado e estado actual.

Hoje em dia, quem não tem um “blog”? Todos sabemos que o número de blogs existentes nas várias plataformas disponíveis, cada vez é maior. E quem frequenta com alguma regularidade a Internet, tem um blog.

Ao ler este post apeteceu-te também traçar algumas linhas, acerca de algumas plataformas existentes, especialmente, o wordpress e o livejournal, visto serem as que uso.

Muitos são os casos, da pessoa que deseja iniciar um blog, mas não sabe muito bem onde o fazer, dada à oferta existente. Eu diria, que depende bastante de quais são os objectivos do dito blog.

Pessoalmente, criei um livejournal há uns 5 anos atrás. Nessa altura, quando ainda eram necessários os ditos invite codes, para que se pudesse criar um, não hesitaria em colocar o livejournal no topo destas plataformas.

Vantagem:

– Um espaço, na altura mais virado para as artes da escrita, que me permitia mostrar “ao mundo” as minhas palavras.

Com o objectivo inicial de colocar contos, ou pequenos textos, escritos por mim, o livejournal foi-me mostrando cada vez mais o lado de comunidade. A possibilidade de juntar um grupo de amigos de escrita, que nos criticavam, elogiavam, ajudavam quando preciso, e que rapidamente passou a ser mais que um grupo virtual.

Com o criar destes laços, o livejournal foi-se transformando no que tradicionalmente chamamos um “diário”, onde contamos as nossas histórias, partilhamos as nossas alegrias e afogamos as nossas mágoas. Entrou, quanto a mim, numa esfera demasiado pessoal, e de menor interesse público.

Para quem pretende do dito espaço, um “diário”, um espaço de partilha de aventuras do dia-a-dia, o livejournal continuará assim como o meu espaço de eleição.

No entanto, e o que me motivou a deixá-lo para segundo plano, e a dedicar-me a este blog, foi precisamente esse excesso de “pessoalidade”. O livejournal passou a fazer-me sentido, somente dentro de um restrito grupo de amigos. “Interesso-me pela vida dos que me preocupo, e não propriamente da vida de desconhecidos…”.

Com o objectivo mais amplo de expor opiniões um verdadeiro blog ganha vantagem. Se por um lado, o livejournal se transformou “no que só quero que os meus amigos leiam”, um blog é um espaço onde “quanto mais pessoas lerem, melhor”. Se no primeiro se expõe um lado mais pessoal, no segundo evita-se tudo quanto caía na esfera da privacidade de cada um.

Se há uns anos, os blogs pareciam ficar esquecidos na imensidão da net (sem visualizações ou comentários), e no livejournal proliferavam as discussões, actualmente é bastante mais simples dar visibilidade a um blog, e transformá-lo num espaço de discussão pública.

Quanto ás plataformas para um blog, a minha preferência, iria sem dúvida, para o blogger e o wordpress, achando que este último, cada vez mais, permite uma maior visibilidade e algum espírito de comunidade. Espírito este, no sentido da troca de links, views e comentários, e não no sentido da partilha da esfera pessoal de cada um.

Claro que um blog, ou um lj, é, simplesmente, o que fizermos dele. E podemos inverter papeis, e usar um blog como diário, e um lj como um local de critica social. No entanto, e tendo em conta a estrutura de cada um, penso que o contrário será mais adequado.

No wordpress, conseguimos:

– Analisar as estatísticas do nosso blog, coisa que não é possível no lj. (O que confirma que a maior visibilidade é um objectivo de um blog, e não de um lj).

-No livejournal, conseguimos

– Restringir alguns posts a grupos de friends específicos, o que permite o salvaguardar da nossa privacidade.

Para quem conhece e frequenta ambos os espaços, não ficaram novidades, simplesmente um balanço dos prós e os contras de cada um deles, consoante os nossos objectivos.

Psicologicamente virada para o wordpress.

Ps – E para quem quiser transportar o seu blogger, para o wordpress, não esquecer que cá está a nova ferramentazinha

Ontem, Hoje e Amanhã – Evolução Humana.

De tanto que por aqui se tem falado na juventude de hoje e no degredo sentido em algumas áreas da nossa sociedade, lembrei-me de um breve retrato das nossas gerações.

Tendo eu 23 anos, não será assim tão abrangente a minha ideia real (vivida) das várias gerações passadas. Centrar-me-ei assim, em três gerações.

Pensemos no tempo antigo. Para uns, descreverá melhor o tempo dos pais, para outros dos avós, ou, e tendo em conta estratos sociais diferentes, poderá somente corresponder a uma imagem de época, que sabemos ter existido.

– Crianças com poucos ou mais brinquedos, centram a sua vida em divertir-se o mais que podem, conciliando essa diversão com o respeito e auxilio aos país. São muitos os que começaram a trabalhar com os seus 14/15 anos, e que deste então levam uma vida dura de trabalho. Outros, mais abonados, estudaram um pouco mais, chegando uma pequena fatia destes a terminar um curso. Licenciados são tão poucos, que o emprego para esses é certo, no entanto, trabalho não falta para ninguém, o que varia, é a “leveza” do mesmo. A televisão, começa agora a existir, e como tal é o “fascínio” de muitos. Só existe um canal, de imagem a preto e branco, e todos se sentem felizes com a chegada da evolução. Nos tempos livres, trabalha-se no campo ou na costura, ou ajuda-se os pais com as suas tarefas. Recordam-se os tempos em que se brinca livremente nas ruas, sem que o perigo do trânsito seja significativo. Como depressa se fartam de trabalhar para si e para os pais, todos querem formar a sua vidinha e fugir aos “auxílios caseiros”. Os casamentos dão-se por volta dos 20-25 anos de idade, e filhos, surgem 1 ou 2 anos depois. E basta-nos recuar uns 50 anitos no tempo…

– As crianças começam a ter mais e mais brinquedos, e já não há ninguém que aos 10 anos não queira ter uma televisão no quarto. Brinca-se especialmente em casa, mas algumas ruas ainda são opção. Os jardins-de-infância começam a ser uma realidade, porque as mães deixam de estar em casa…no entanto ainda não é um facto totalmente generalizado. As crianças têm duas grandes preocupações: brincar e estudar. Em trabalho só têm de pensar dai a uns aninhos largos, quando acabarem um curso, ou pelo menos o 12º ano. Alguns preferem ficar pelo 9º, por opção própria e por não gostar dos livros, mas são raros os pais que não desejam que o seu filhinho querido vá mais além. Como em tudo, há crianças e crianças: há as que pedincham tudo e mais alguma coisa, mas que lá levam uns açoites de vez em quando, e há as mais quietinhas que ficam no seu canto sem grandes exigências. Há as mais faladoras e irrequietas que se portam menos bem nas aulas, e há as certinhas que só pensam nos estudos. Namoros e amores só começam a surgir nos pensamentos pelos 13-14 anos. Existe o verdadeiro conceito de inocência. Como todos querem tirar um curso, os jovens saem de casa cada vez mais tarde, cada vez mais é difícil encontrar empregos e comprar casas…Enfim, a realidade presente.

– E as crianças do presente vivem fascinadas com os seus próprios umbigos, dando um novo relevo ao chamado “egocentrismo da criança”. Exigem tudo dos pais, sem qualquer consciência da realidade. Não se pode dar muitas palmadas nos meninos, pois qualquer dia fazem queixa dos próprios país. (E estamos longe de falar em violência doméstica). As escolas são “máquinas de encher chouriços”. Que ajudem os meninos em casa, pois eles não são capazes de fazer nada por si próprios… A Floribella é a nova barbie, mas deixamos de pedir tecidos velhos para fazer vestidos para a boneca com as próprias mãos, para exigirmos tecidos das lojas, em forma de roupa de marca para nós próprios. E se não for mesmo de marca não presta… independentemente da carteira dos pais. Se for preciso empenhem-se todos, mas os meninos têm de ter tudo. Porque não há menino nenhum que não tenha um telemóvel, mesmo que ainda mal saiba escrever. (porque é preciso falar com a namorada!). Porque um leitor de mp3 é sempre uma boa prenda, mesmo que ainda se tenha 5 anos. Porque se todos têm, eu também tenho de ter. Se antes recebíamos o telemóvel aos 15 e o computador aos 18, o que daremos aos meninos de 18 de agora que até já carro têm?

Todos sabemos que a evolução tem os seus pontos positivos (e uns mesmo muito positivos. O que faríamos nós sem estes computadores, não é?) e os seus pontos negativos (onde estão certos valores?)…

No entanto… O que seremos daqui a 25 anos?

Psicologicamente especulativa…