E porque também há gajas que jogam – Pré-Release de Planar Chaos – Magic: The Gathering (21-01-2007)

Este será um post um pouco diferente do habitual. Mas, se em tempos falei de Wolfgame, hoje o jogo é outro: Magic, The Gathering.

Muitos devem ser os que já ouviram falar de Magic, ou que conhecem ou conheceram alguém que já jogou, que já jogaram em tempos, ou que ainda jogam. Pessoalmente, já há uns belos 10 ou 11 anos que “tomei contacto” com o jogo, chegando a experimentar jogar, mas só actualmente me apeteceu, de facto, tentar jogar mais a sério. (isto é, aprender mesmo). E depois de um mesito e tal a jogar, apeteceu-me experimentar ir à Pré-Release do passado domingo.

É sempre engraçado verificar o escasso número de raparigas neste tipo de eventos: não sei se por falta de interesse, de contacto, se pelo estereótipo associado aos homens… well, o que interessa é que há sempre algumas excepções, e chega a ter uma certa graça a forma como alguns jogadores reagem à presença de raparigas. (obviamente que são extremamente bem recebidas).

E se esta introdução do post, não passa de uma achega às diferença entre os sexos neste tipo de coisas, a segunda parte do mesmo, só dará algum interesse a quem gostar do assunto, por isso os restantes escusam de continuar a ler =P

Ora, sendo a Pré-Release, no formato Sealed Deck, são-nos fornecidas 90 cartas + terrenos básicos, para construir um deck de 40 cartas (mínimo).

Vou deixar aqui a lista das minhas 90 cartas, para quem queira pensar em quais escolheria, e posteriormente colocarei a minha escolha. (ps – não é nenhuma escolha de “pró”, tendo em conta o 29º lugar, em 52 jogadores, e já pensei em algumas opções alternativas que poderiam ter resultado de forma diferente…)

Artefactos – Artifacts (3)
Prismatic Lens – Lente Prismática
Phyrexian Totem – Totem Phyrexiano
Triskelavus – Triscelavus

Terrenos – Lands (1)
Saltcrusted Steppe – Estepe Salina

Azul – Blue (16)
Timebender – Subjugador do Tempo
Screeching Sliver – Fractius Guinchante
Think Twice – Pensar duas Vezes
Fathom Seer – Vidente de Braças
Dreamscape Artist – Artista Paisagilusionista
Wistful Thinking – Pensamento Sombrio
Erratic Mutation – Mutação Errática
Bewilder – Desnortear
Spellshift – Magitransformação
Voidmage Husher – Silenciador Mago do Vácuo
Frozen Æther – Éter Congelado
Telekinetic Sliver – Fractius Telecinético
Auramancer’s Guise – Fachada do auromante
Synchronous Sliver – Fractius Sincrónico
Magus of the Jar – Mago do Jarro
Eternity Snare – Armadilha da Eternidade

Vermelho – Red (13)

Firefright Mage – Mago Ignintimidador
Brute Force – Força Bruta
Ground Rift – Fenda do Solo
Fury Charm – Medalhão da Fúria
Kobold Taskmaster – Capataz Kobold
Rift Bolt – Raio da Fenda
Prodigal Pyromancer – Piromante Pródigo
Needlepeak Spider – Aranha dos Picos (2)
Bonesplitter Sliver – Fractius Lasca-Ossos
Flamecore Elemental – Elemental Âmago de Fogo
Word of Seizing – Palavra de Controle
Battering Sliver – Fractius Demolidor

Preto – Black (16)
Call to the Netherworld – Chamado ao Mundo dos Mortos
Cradle to Grave – Do Berço ao Túmulo
Rathi Trapper – Armadilheiro de Rath
Circle of Affliction – Círculo da Aflição
Feebleness – Debilidade
Undertaker – Cangalheiro
Melancholy – Melancolia
Strangling Soot – Fuligem Estranguladora
Skulking Knight – Cavaleiro Tocaieiro
Sudden Death – Morte Repentina
Brain Gorgers – Devoradores de Cérebro (2)
Tendrils of Corruption – Gavinhas da Corrupção
Cyclopean Giant – Gigante Ciclópico
Dread Return – Retorno Aterrorizante
Bog Serpent – Serpente de Pântano

Branco – White (19)
Mana Tithe – Dízimo de Mana
Gaze of Justice – Olhar da Justiça
Sidewinder Sliver – Fractius Víbora-Cornuda
Errant Doomsayers – Augure do Infortúnio Errante
Revered Dead – Morto Reverenciado
Knight of the Holy Nimbus – Cavaleiro do Nimbo Sagrado
Aven Riftwatcher – Vigia das Fendas Aviano (2)
Saltfield Recluse – Eremita dos Campos Salinos
Serra’s Boon – Dádiva de Serra
Icatian Crier – Estafeta Icatiana
Poultice Sliver – Fractius Cataplásmico
D’Avenant Healer – Curandeiro D’Avenant
Shade of Trokair – Sombra de Trokair
Pallid Mycoderm –Micoderme Pálido
Calciderm – Calciderme
Castle Raptors – Raptores do Castelo
Gustcloak Cavalier – Cavaleiro do Manto Eólico
Crovax, Ascendant Hero – Crovax, Herói Ascendente

Verde – Green (18)
Healing Leaves – Folhas Restauradoras
Magus of the Candelabra – Mago do Candelabro
Keen Sense – Percepção Aguda
Thallid Shell-Dweller – Talídia Caracol
Pendelhaven Elder – Anciã de Pendelhaven
Seal of Primordium – Selo do Primórdio
Æther Web – Teia Etérea
Gemhide Sliver – Fractius Pele Preciosa
Mire Boa – Jibóia Lamacenta
Vitaspore Thallid – Talídia Vitasporo
Evolution Charm – Medalhão da Evolução
Citanul Woodreaders – Xilodecifradores de Citanul
Glass Asp – Áspide de Vidro
Reflex Sliver – Fractius com Reflexo
Penumbra Spider – Aranha da Penumbra
Savage Thallid – Talídia Selvagem
Giant Dustwasp – Vespa-Poeira Gigante
Wild Pair – Dupla Selvagem

Multi-Color (4)

Dementia Sliver – Fractius da Demência
Merieke Ri Berit – Merieke Ri Berit
Frenetic Sliver – Fractius Frenético
Darkheart Sliver – Fractius do Coração Sombrio

Se quiserem pensar um pouco no que fariam, à vontade.
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Disparates a metro! – Sopa de Estupidez

Cada dia que passa, o meu nível de incredulidade aumenta. Quer dizer, na verdade, já começo a não me surpreender com o que me vai surgindo diante dos olhos.

Há uns tempos, e vendo a quantidade de disparates que vinham parar a este blog, em forma de comentário, escrevi este post. No fundo, pretendia chamar a atenção para algumas regras básicas de conduta, que, simplesmente, fazem parte da chamada “boa-educação”. No entanto e com o passar do tempo, este post parece-me insuficiente, o que me faz trazer este tema novamente à tona.

Para exemplos, por excelência, do que me estou a referir, basta darem uma olhada por posts como :este, ou este.

Por algum motivo, muitos dos comentários que surgem nesses, e noutros posts, não foram eliminados: para que pudessem representar o que se passa por aqui, e que acaba por ser representativo do que acontece em muitos outros espaços da Internet.

Se, e felizmente, se encontram vários comentários civilizados, de opinião e conteúdo, é triste verificar a percentagem de comentários idiotas (e daqueles idiotas com muito poucas ideias decentes), ofensivos, completamente desprovidos de neurónios, enfim… lastimáveis.

Colocam-se então algumas questões: As pessoas vêm para a Internet, passar uma imagem completamente estúpida de si, propositadamente, ou na verdade, cada vez há mais aberrações com duas pernas por ai?

Será que já são assim tão poucos, os que prezam escrever num Português minimamente decente? Não é um “valor” importante, prezar a língua em que se escreve? Ou os valores já não são o que eram, e já ninguém se acha uma besta completa por não saber escrever? É que não falamos dos pobres analfabetos da idade dos nossos avós e bisavós, que coitados, gostavam de aprender, e nunca tiveram essa possibilidade. Falamos de menininhos a que tudo lhes é dado, e que não aproveitam um cu. (sim, “aproveitam um cu” é uma feia expressão, mas na verdade é adequada aos ditos cujos meninos).

Será que por estarmos debaixo de um “nick”, a falar para desconhecidos, devemos sentir-nos reis da razão? Devemos “avacalhar”, simplesmente? Perder toda a racionalidade inerente ao que nos faz ser o que somos: “humanos”?

Falamos em Morangos com Açúcar ou Floribella, mesmo sendo a dizer que os achamos os mais deprimentes da nossa sociedade, ou somente os referimos, fora de contexto no meio de um post, e chovem comentários de “A FLOR É RI-FIXE!”, “UM BEIJO PARA A FLOR”. Mas as pessoas não sabem ler? Mas as pessoas são assim tão anormais? Viverão todos de olhos tapados, seguindo um ídolo qualquer para destino incerto? Se a rapariga um dia se suicidar, os putos matam-se todos em gesto de veneração, não?

Claro que só tem um blog quem quer, e só escreve posts, de alguma forma “polémicos”, quem quer. E confesso que sim, dá-me um certo gozo fazê-lo. A estupidez humana dá-nos sempre um certo gozo, por certo algo tão… surpreendentemente sem limites.

No entanto, louvado seria o dia, em que os comentários mostrassem que a inteligência da população, não se encontra em vias de extinção.

PS – Aos ofendidos que venham aqui gritar, mesmo que por outras palavras “eu sou muito inteligente, eu até fiz isto ou aquilo que mostra a minha inteligência…”. Não esperem grande resposta, porque se a “carapuça serviu”, a prova está mais do que dada.

Psicologicamente habituada… (caso surjam mais comentários completamente ao lado…)

Origem da palavra Déspota – versão Psicologicamente

Hoje venho falar-vos de Déspotas! E o que é um Déspota perguntam vocês?

– “O que é um déspota?” – ouvem-se as vozinhas do público.

Vamos recorrer à Wikipedia para responder a esta pergunta:
“Qualificação dada à pessoa que governa de forma arbitrária ou opressora. Muitas vezes atingem o poder pelas vias democráticas ou movimentos populares, mas com o tempo busca enfraquecer as demais instituições, reger leis de interesse próprio e adquirir autoridade absoluta. É o mesmo que ditador, ou seja, o indivíduo que exerce todo o poder político sozinho ou com um pequeno grupo de pessoas sufocando seus opositores.”

Ora, em miúdos, um tirano, autoritário.
Como exemplos de grandes Déspotas da nossa história, podemos mencionar nomes conhecidos, como Hitler, Mussolini, Salazar, Stalin, etc etc. Mas não é deles, que vos venho falar, estejam descansados.
De onde terá vindo a palavra “Déspota”? Por vezes indagamo-nos acerca da origem das palavras. Continuando na Wikipedia, parece-nos que “Despotes” fora um título nobiliárquico do Império Bizantino.
“Despotes (Δεσπότης) – Este título (“déspota”) foi criado por Manuel I Comneno no século XII como o mais elevado na hierarquia, imediatamente a seguir ao imperador. Um déspota podia governar um despotado; por exemplo, o Despotado da Moreia, com capital em Mistra, era governado pelo herdeiro do trono bizantino a partir de 1261. O feminino, despoina, eferia-se ou a uma governante ou à esposa do déspota.”

Mas, e fora de coisas sérias, pensemos na palavra…reparemos na semelhança…Déspota…Désputa… Despe..p_ _ _ Não sejamos mais claros, de forma a não descer o nível da conversa (que vai caindo a pique ao longo do post). Ora, a palavra, era o que se chamava aos maridos extremamente autoritários que tratavam as suas esposas (ou despoinas, ou p_ _ _ s) abaixo de cão. De tanto ordenarem as ditas a despirem-se, passaram a ser chamados de Déspotas! O nome foi ficando, ficando, e generalizou-se a todos os tiranos que por ai andaram na nossa história.

Psicologicamente descobrindo a origem da palavra Déspota!

Quem Quer, Ganha!

Quem quer ganha, é um concurso que há alguns largos anos passa nas tardes da TVI. Em que consiste? Basicamente, são vários jogos de palavras, que permitem ganhar alguns prémios. E porque venho eu falar sobre isto?

Confesso que até achava uma certa piada ao concurso. Sempre se tratou de um concurso bastante simples e acessível, onde participavam todo o tipo de pessoas, desde pessoas com a simples quarta classe, até licenciados. Este poderia até ser um ponto positivo, que o tornava mais abrangente, e não tão direccionado a um nicho mais fechado de concorrentes com maior cultura geral (como em concursos como “Um contra todos”; “A Herança”, ou o antigo “Quem quer ser milionário”).

Mas o que podia ser uma oportunidade de dar algum dinheiro aos menos conhecedores, transformou-se, quanto a mim, no ridículo.

Para vos dar um exemplo, e para quem nunca tenha visto, um dos jogos do concurso consiste em pirâmides de palavras, isto é, um conjunto de palavras sucessivamente maiores, que os concorrentes vão tendo de adivinhar. E adivinhar como? Cada palavra é composta pelas mesmas letras da palavra anterior, numa ordem diferente. Como cada palavra nova, tem mais uma letra que a anterior, esta nova letra, surge com a contagem do tempo, e a partir dai, é um jogo de anagramas. Trocar as letras para que formem, com a letra que surge, uma nova palavra.

Por exemplo, supondo que a primeira palavra é a palavra LAR, na palavra seguinte poderá surgir _ O _ _ tendo o concorrente que adivinhar ROLA, na seguinte _ _ _ G _, sendo a palavra LARGO, e assim sucessivamente.

Da mesma forma, existe um jogo igual a este, em forma de passatempo interactivo. Isto é, as pessoas ligam para lá, para adivinhar a palavra.

E aí está o cerne da questão. Antes, quando a pessoa telefonava para lá, surgia a letra nova, e a partir dai a pessoa tinha uns segundos para tentar adivinhar a palavra. Agora como é? Vão sendo dadas mil pistas ao longo do concurso, que deixam claro qual é a palavra. Resultado: a resposta é praticamente dada, antes do telefonema, não sendo minimamente necessário qualquer trabalho ou inteligência.

(Se a palavra é TROVOADA, e durante o concurso é dito mil vezes “é aquela coisa que acontece quando estão raios e trovões”, torna-se hmm…óbvio?)

Da mesma forma, os concorrentes presentes também são bastante ajudados. Podem por exemplo, ir dizendo as várias letras que compõe a palavra, que a apresentadora confirma ou não, com que letra a palavra começa.

Resultado: o que poderia ser um incentivo à inteligência, transformou-se num fomentar de ignorância. Não seria suposto este tipo de programas ter como objectivo colocar as pessoas a pensar? Ou o que interessa é que toda a gente telefone para lá, para ganhar com os telefonemas, o triplo do dinheiro que é dado?

Isto porque todas as chamadas são contabilizadas, e depois é então seleccionada uma delas, a quem eles devolvem a chamada. Traduzindo: se não for preciso pensar, para ganhar, mais pessoas ligam, isto é: mais dinheiro.

Tornarem o concurso acessível, é uma coisa, ridicularizarem a inteligência das pessoas, é outra…

E o mais incrível é o desfile de burrice que mesmo assim passa por lá.

Psicologicamente pensante…

Saiba opinar, diga não à besta que há em si!

É engraçado verificar a quantidade de comentários irritadiços que vão surgindo. E existem vários tipos destes comentários. Ora, vou passar a analisar. Há quem não suporte idiotices e pessoas que não sabem do que estão a falar. Estes levam 100% de apoio da minha parte. Claro que o busílis da questão aqui está na definição de idiotice (e esta não é igual para todos).

É também interessante perceber o quão fácil acaba por ser gerar ódios. Basta dizer algo menos bem, ou o mais giro: basta insinuar algo menos bem, acerca de uma coisa que algumas pessoas gostem, para virem ofensas e ameaças. Sim, chegam mesmo a ameaças.

Claro que na maioria destas vezes, estas ameaças e ofensas provocam grandes gargalhadas, e penso que não fosse bem esse o seu objectivo.

Todos falamos na liberdade de expressão. E sim, todos temos liberdade de dizer o que achamos ou não. Só que dependendo da forma como nos expressamos, podemos ou não, perder a razão.

Por vezes penso que é difícil para algumas mentes, aceitar o facto de haver pessoas que pensam de uma maneira completamente diferente, e que acham determinadas coisas mesmo degradantes. Mas nem sempre é fácil respeitar que alguém ache degradante uma coisa que adoramos. Então o que fazemos?

“vocês são umas bestas”!

Simples. E que reacção isto provoca?

Riso.

Como devemos estão fazer para ser assertivos na expressão das nossas opiniões?

1. Ler com atenção. Se vemos o título do post e partimos para o comentário, o resultado é desastroso com 99% de certeza.

2. Certificarmo-nos de que percebemos o que o post queria dizer. Coisas como dicionários são ferramentas bastante úteis neste ponto.

3. Passar então para o comentário. Ofensas não costumam resultar. Ameaças muito menos. Há que dizer o que se acha, e tentar justificar a opinião de forma pacífica e educada.

4. Não escrever com erros ortográficos ou com o caps lock ligado ou entremeado. É o mesmo que ser desacreditado de imediato.

5. Se conseguiu concluir os pontos anteriores com sucesso, tem uma forte probabilidade de ser minimamente respeitado.

Não quer dizer que passem a concordar consigo, mas pelo menos fez o que estava ao seu alcance para expressar a sua opinião.

Psicologicamente assertiva…

Perguntas Inconvenientes!

Quantos de vós, não ouviram já perguntas inconvenientes. E nem falo das perguntas embaraçosas, essas seriam outra questão. Refiro-me aquelas perguntas que nos fazem, geralmente com boas intenções, mas que odiamos grandemente.

Nos longos anos de escola, quantos de vós não ouviram a célebre pergunta: “Então como vai a escola?” E quanto de vós gostavam de a ouvir? Para alguns, porque não ia assim tão bem, portanto era escusado os lembrarem disso; para outros, porque ia bem, como sempre foi bem, portanto qual é a dúvida? Fica a sensação que um dia queriam que respondêssemos que vai mal, para depois poderem fazer aquele risinho interior sarcástico. Engraçado, que mesmo após ouvirem vezes sem conta, respostas como “A escola está lá no sítio”, continuam a perguntar a mesma coisa sempre que nos vêem.

E estas são perguntas inocentes, na maioria das vezes. A pessoa simplesmente não tem outro motivo de assunto, então julgam que esta é a forma de mostrar preocupação.

Claro que lhes sobre sempre o assunto “Então é namorado/a, já há?”. Esta já entra no campo das perguntas embaraçosas. E depois, continua, quando conhecem o namorado/a “Então o/a namorado/a está bom/boa?”. Esta última até consegue ser simpática, porque mostra que até levam a sério o que sentimos.

Mas deixando as embaraçosas e voltando às inconvenientes, à medida que vamos avançado na escola, chegamos ao último ano. Aí as questões proliferam: “Então já estás a receber?”. Não, óbvio que não. Mas pronto, poderiam estar a pensar em estágios remunerados, então lá se responde simpaticamente que não, que não se recebe nadinha. Até aqui tudo bem, não fossem repetir a pergunta na vez seguinte… Isso e o “Então já acabaste?” Até parece que o ano acaba assim a meio de repente, e mesmo depois de ouvirem vezes sem conta que o ano dura um ano, perguntam sempre o mesmo…

E depois, as piores “Então e agora, o que vais fazer?”; “Então e quando começas a trabalhar?” Então e isto…então e aquilo….

Quando a própria pessoa não sabe o que vai fazer ou procurar, que pergunta mais irritante lhe poderiam fazer do que essa mesma?

E calculo que as perguntem se prolonguem pela restante vida “Então quando é o casamento?”; “Então quando vêm um filho?”, etc, etc…

Por vezes a curiosidade e a necessidade de mostrar que se preocupam de algum modo, tapa completamente qualquer discernimento. Se pelo menos se preocupassem em ouvir a resposta, de forma a não repetir a pergunta…

Psicologicamente inconveniente…

Teclados e Caps Lock

Comecemos pela prova básica de “geek”: Encontram-se todos os tipos de coisas dentro de um teclado… um belo teclado, usado todos os dias, um belo teclado que já tantas vezes serviu quase de mesa para a refeição, etc etc. Podem sempre experimentar abrir o vosso teclado. Mas com cuidado! Não estraguem essa preciosa peça. (e mais importante: não percam peças! Nem teclas, nem ventosas, tirem com cuidado).

Até vos metia aqui uma fotografia do meu teclado depois de aberto…mas acho que basta espreitarem para os vossos para verificarem a quantidade de lixo… E já que o assunto são teclados, e a sujidade em cima deles, aproveito para partilhar convosco um enorme desastre que…hmm..penso que nuns 4 anos que tem este teclado, já me aconteceu duas vezes: deixar cair uma garrafa de água aberta, em cima dele…

E o efeito é um efeito Pita Script. Após limpar somente a água na superfície das teclas, e virar o teclado para o escorrer, este parece ficar a funcionar normalmente. Mas, visto a água ter entrado para as profundezas do mesmo, passado um pouco, comecei a : EsCrEveR AsSiM, com As MaiúsCulas e miNúscUlaS alternadas, estão a ver? E isto sem mexer no Caps Lock, claro. Isto poderá ser a solução mágica para qualquer pita, que deseja assim escrever: Molhem os vossos teclados, molhem! (Com sorte pode ser que os estraguem, mas vamos fazer de conta que este parêntesis não está aqui). Claro que corri a secar o teclado, e felizmente curou-se!

E a propósito, talvez não seja necessário declarar Guerra ao Caps Lock, mas ele serve para o que serve: Para correctamente usarmos as letras minúsculas e maiúsculas. E por correctamente não se entendem palavras entremeadas (porque para entremeadas basta as grelhadas), nem para ESCREVER ASSIM (não é preciso gritar, todos ouvimos mesmo com maiúsculas… aliás, se formos pitosgas usamos óculos, não é preciso isso…)

Psicologicamente “Caps Lockada”