Nightwish –As novas boobs da banda (oops voz! A nova voz!)

Ao ouvir o novo single da banda Nightwish – “Eva”, apeteceu-me lembrar-vos ou contar-vos, que a banda tem finalmente nova vocalista. E ora que é Anette Olzon a substituir Tarja Turunen.

Cá está a carinha laroca:

 

facts-anette.jpg

Quanto a mim, dificilmente a voz de Anette se equiparará à da Tarja, começando assim uma fase totalmente diferente da banda. (Muito melhor para alguns, extremamente pior para outros, consoante os gostos). Se Nightwish, no seu último álbum, já seguia um caminho mais “comercial”, calculo que com a nova voz seguirá os passos de Within Temptation, aparecendo nos tops de vendas ou na MTV. Uma voz mais doce, “menos potente” que a da Tarja. Fico a espera do álbum completo para mais impressões.

Podem ler uma pequena entrevista com a nova vocalista aqui, onde ela nos conta alguns episódios e gostos, como a sua memória em palco mais estranha, “when we played at a motorcycle party somewhere in the south of Sweden. They had strippers, and the crowd was screaming “Show us your boobs” etc. to me..”. Podemos ainda saber que Paulo Coelho e Dan Brown são dos seus escritores favoritos. (Será que temos aqui um indicio do lado “comercial” que mencionava acima?). Abstenho-me de mais comentários 😉

Os meus desejos de felicidades para esta nova fase da banda. Se por um lado espero continuar a gostar de os ouvir, por outro, fico feliz por ainda ter visto ao vivo os Nightwish liderados pela Tarja.

Podem ouvir no site da banda uma amostra do novo single.

Psicologicamente Musical…

Anúncios

Hannibal Rising – Saudades de uma carninha?

Hoje venho falar-vos de Hannibal Rising!

Pois é, quem não conhece Red Dragon, The Silence of the Lambs e Hannibal? Agora, chegou-nos, a prequela das prequelas, Hannibal Rising.

Objectivos? Mostrar-nos a história de Hannibal. O que o transformou na personagem que todos conhecemos? Como foi a infância/adolescência, do nosso querido Hannibal Lecter?

Arrisco a considerar Hannibal Lecter um dos melhores vilões cinematográficos, a par de outros, tais como Jack Torrance, por The Shining ou Darth Vader, por Star Wars. No entanto, e como é óbvio, é na pele de Anthony Hopkins que imaginamos este grande vilão. É o carisma do actor, a excelente capacidade de representação, o olhar penetrante e avassalador, que fazem dele o melhor dos melhores. E foi pela imagem de Hannibal Lecter estar tão fortemente intrincada com a de Anthony Hopkins, que olhei inicialmente para este novo filme, com bastante cepticismo. Como se sairia Gaspard Ulliel(Um jovem francês, desconhecido do grande público), na pele de Hannibal Lecter? Esperava, antes de ver o filme, um hannibal fraco; um hannibal “traumatizado”, calculando que colocariam a justificação dos seus traços “sociopatas”, num trauma de infância

Desconhecendo “Behind the Mask”, a obra de Thomas Harris na qual o filme se baseia, não poderei comentar a adaptação cinematográfica da mesma, limitando-me portanto a pensar no filme, em relação aos restantes.

Todos sabemos que não é somente um actor que faz um filme, e independentemente de Gaspard Ulliel, realizar uma prequela de uma história, não é tarefa fácil. O elemento surpresa, torna-se inviável (todos sabemos que Hannibal irá sobreviver até ao final do filme… no shit) e não é absolutamente nada fácil caracterizar a personalidade de Hannibal, muito menos arranjar “justificações” no seu passado para as suas características. Por um lado, Gaspard Ulliel superou em muito as minhas expectativas, conseguindo fazer jus ao nome da personagem. Não se quebrou a “mística” envolta em Hannibal Lecter, como receava que acontecesse. (Ainda bem que não escolheram Hayden Christensen ou Macaulay Culkin!).

Pena, numa ou noutra cena, ser suposto pensarmos que havia a hipótese dele morrer: não eram necessários minutos de filme que nos fizessem pensar “levanta-te lá, que é óbvio que estás bem”. Lá está, prequelas…

(cuidado com os spoilers!) 

Quanto ao dito “trauma”… bem … em jeito de piada “comeram-lhe e fizeram-lhe comer a irmã”. E não pensem em pedofilia e incesto, porque obviamente que se trata de canibalismo.
Obviamente que a complexidade da personalidade de Hannibal Lecter vai muito mais além, o que nos faz (pelo menos a mim) não considerar a morte da família, e especialmente da irmã, como “a causa dele ser quem é”, mas simplesmente como “um primeiro desencadeante”.

Há ainda que salientar o papel levado a cabo por Gong Li (Lady Murasaki), misturando por momentos, Hannibal Lecter, e o fascinante mundo de espadas e samurais.

Quanto a mim, seria difícil algum dos filmes superar The Silence of the Lambs (não era, principalmente, no jogo de palavras e emoções entre Hannibal Lecter e Clarice Starling que residia o brilhantismo do filme?). No entanto, na minha opinião, para todos os que se deliciam (nhami!) por esta personagem e pela sua história, Hannibal Rising é um filme a não perder.

Vai uma espetada de Bochechinhas e Cogumelos?

Psicologicamente Lecter…

Pensamento do Dia – Encontrar Palavras

Estão a ver a funcionalidade do Word que nos permite procurar uma determinada palavra ao longo do nosso documento?

 Deveria existir “um detector de palavras” para livros. Assim abríamos o livro, e de imediato encontrávamos a palavra que queríamos. Não era uma excelente económica de tempo?

 Provavelmente não seria muito necessário nos livros de lazer. Mas nos livros de pesquisa de trabalhos era mesmo útil…

 

Psicologicamente Pesquisada…

Spoilers!

“Eh pa, tive a ler aquele livro. Muito fixe. No fim descobre-se que afinal era tudo um vírus!”
“Tás-me a spoilar!”
“O quê?”
“Acabaste de me spoilar…like… contar o fim do livro -__-“
“Ah mas não faz mal, o homem que descobre o vírus até morre…”

Ainda bem que eu não tinha intenções de ler o livro…

Há pessoas que não conseguem falar sobre um determinado livro, sem revelar partes importantes do mesmo.

E depois como nos sentimos a ler um livro para o qual já sabemos o seu fim? Ou partes importantes? Ou até aquela piada de génio lá no meio…

Conheço pessoas que odeiam visceralmente que alguém lhes desvende algo que ainda estão para ler…

Outros que até gostam de ler as últimas páginas dos livros antes de os começar… (mas calculo que sejam mais raros, estes últimos)

E como é com a adaptação de um livro ao cinema? Ver o filme primeiro? Ler o livro primeiro? Inevitavelmente um deles fica spoilado, mas há que fazer uma escolha…

E aí existem quatro tipos de pessoas:

1. Os adoradores de livros, que anseiam por criticar o realizador por cada bocadinho mal adaptado. – estes obviamente lêem primeiro o livro.

2. Os que nem são lá muito aficionados por ler, e que só fazem questão de perder umas horas da sua vida no livro, se acharem que o filme merece realmente a pena – estes obviamente vêem primeiro o filme.

3.Os que optam por só ler o livro, ou só ver o filme, porque não suportam mesmo ser spoilados!

4.Os que se estão a lixar para o assunto, e não querem saber nem de uma coisa nem de outra (pode ser sinal de extrema inteligencia, ou extrema falta dela: obviamente, depende do assunto!)

Psicologicamente spoilada…