Acordo ou Palhaçada Ortográfica? – Rescaldo do Prós e Contras

Pois é, o assunto já corre há anos, muito já foi dito por blogs, jornais e jornalitos, mas não consigo deixar de vir dar a minha opinião. Ontem, ao ver o programa Prós e Contras na RTP1 fiquei com ainda mais vontade de dizer algumas coisas, e comentar outras…

Do lado a favor do acordo Carlos Reis e Lídia Jorge. Do outro, Vasco Graça Moura e Alzira Seixo.

E antes de mais convém deixar a minha posição: completamente contra este acordo.

Podem ver os seus contornos aqui.

Não sejamos acusados de falar sem conhecimento de causa.

As 10 alterações mais salientes:

1. Eliminação do c e do p, em palavras como: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo.

2. Colocação do c e do p como “facultativos” em palavras como: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carate­res, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção

3. Quando, nas sequências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respetivamente, nc, nç e nt: assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e assuntível; peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade.

4. É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito per­feito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

5. Prescinde-se de acento circunflexo em: creem deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

6. Deixam de se distinguir pelo acento gráfico (prescinde-se dele mais uma vez): Pára (de parar) e para (preposição), etc.

7. Levam acento agudo ou acento circunflexo, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.

8. Retira-se o hífen em locuções como: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar, cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho, etc

9. Deixa de se empregar o hífen em palavras como: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

10. Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.

Vamos então pensar: Para que serve este acordo?

Segundo os senhores que são a favor do mesmo, serve para:

(e isto foram argumentos utilizados ontem no debate)

Uniformizar a Língua Portuguesa: Como todos sabemos, os Brasileiros, bem como os Africanos de Língua oficial portuguesa, apresentam na sua forma de falar e escrever algumas diferenças e peculiaridades em relação a nós, Portugueses. Convém, quanto a mim salientar, que a diferença entre as variantes da língua, não se resume à ortografia. Como exemplos? O uso do gerúndio, o uso de palavras diferentes (todos se lembram do anúncio pimbolim é matraquilho!). Portanto, a Língua Portuguesa não vai ficar igual em todo o lado. As Variantes continuarão a existir. Aliás, quando falam, como no ponto 7 referido acima, que determinada nova regra é facultativa consoante as pronúncia, não estamos a uniformizar nada, estamos simplesmente a dizer que uma coisa tanto assim como assado, está correcta. Isto não é uniformizar, é desregrar. É dizer que com tanta coisa “facultativa” vamos deixar de saber o que está certo ou errado. Bem basta vermos por ai tanta atrocidade à nossa língua, com erros ortográficos. Assim deixamos de saber o que é erro ou não… ou melhor, nada é erro, portanto temos de nos preocupar menos ainda em escrever correctamente. Parece-vos que isto é uniformizar a língua, em prol de um bem comum? A mim não.

Aproximar os povos: Em seguimento do ponto anterior, tudo isto do acordo tem servido para dizer que esta é uma forma de nos aproximar dos outros povos que falam o Português. Não haveria outras provas de “não racismo” que pudessem ser dadas, ao invés do “vamos deturpar a nossa própria língua, para que não digam que somos racistas?”. É que sinceramente, o argumento do racismo não tem absolutamente nada a ver com isto, como o sr. Carlos Reis ontem se fartou de dizer. É legitimo que o povo Brasileiro, tanto como o Africano, tenham adaptado a língua que usam (o Português), às suas raízes e cultura. Acho que todos nossos reconhecemos que há diferenças (e quanto a mim significativas), mas também todos reconhecemos que não é por elas, que nos deixamos de entender uns com os outros. A língua é a mesma, mas são variantes diferentes. Não estamos a deturpar a cultura, tanto a nossa, como a deles, ao tentar fazer alterações que não levam a nada?

Dar um maior reconhecimento à Lingua Portuguesa: Mas vai ser mais reconhecida porque deixamos de usar os c’s e os p’s e outros que tais? Vão existir várias variantes, como existiam antes. Vamos todos falar português, como falávamos antes. Não percebo o propósito, a mim parece-me uma utopia, que estas alterações façam com a língua seja mais ou menos reconhecida do que é agora.

Simplificar a língua: Sim, isto foi usado como argumento ontem no debate. “Como há muitos analfabetos, assim seria mais fácil para aprenderem” – segundo novamente, o senhor Carlos Reis. Tal como alguns linguistas bem lhe responderam: não, não serve para simplificar nada. As pessoas aprendem da forma que lhes for ensinado, estas alterações não são de forma alguma facilitadoras da aquisição da linguagem. Não será precisamente o contrário, até? As duas por três, com as alterações, as pessoas até deixam de saber “afinal, qual é a forma correcta de escrever isto e aquilo?”. Com tanta coisa “facultativa” a resposta deve ser: é como vos apetecer. Ok, diminuímos os erros, porque diminuímos as regras. Isto é? Estupidificar as pessoas?

Então se todos os argumentos para este acordo são, quanto a mim, grandes falácias, que se tiverem algum verdadeiro objectivo, é puramente político, para que vamos alterar, aquela que é a nossa língua?

Passemos, por fim, que este post já vai longo, a analisar alguns dos pontos de alteração acima referidos.

Quanto aos “facultativos” já disse o que tinha a dizer….

Ponto 1: Eu, pessoalmente, odeio as palavras assim. Acho que apesar de o c e o do serem “surdos”, eles têm uma função nas palavras. E se em algumas pode não fazer tanta diferença, noutras faz, especialmente na forma como a palavra passa a ser pronunciada. Ok, podem sempre usar o argumento de ontem: “mas lembramo-nos de como são agora pronunciadas, não vamos passar a pronunciar de forma diferente”. Então em vez de mantermos a forma como as coisas são escritas (a correcta) vamos memorizar isso, para não passarmos a pronunciar em erro. Faz sentido?

Ponto 4: Novamente, segundo o senhor Carlos Reis (sim, porque este senhor disse coisas magnificas ontem), esta alteração na acentuação é simplesmente um caso de “contextualização”. Basta-nos contextualizar a palavra, para saber em que tempo verbal ela se encontra, segundo ele. É verdade que algumas palavras (chamadas homógrafas), já tinham esta peculiaridade: de se escreverem da mesma forma, mas terem pronuncia e significados diferentes (colher o trigo, comer com a colher). Então, mas…não íamos simplificar a língua? Ah Afinal não, afinal vamos arranjar é mais palavras iguais, que precisem de contextualização.

“Nós amamos a vida”; à Presente ou Passado? É que se ainda amamos é óptimo, se amámos isto pode ser a última frase deixada por um grupo que acabou de cometer suicídio colectivo. Não parece que se tire assim tão bem pelo contexto… E muito menos me parece que se deva estragar desta maneira a nossa gramática. Os tempos verbais existem para alguma coisa, credo.

Ponto 10 – E vamos mais uma vez estragar a nossa gramática, neste caso o verbo haver.

Bem, fico-me por aqui. Sei que este será um post que suscitará polémica, mas a minha opinião não será por isso alterada. Cada um tem direito a pensar pela sua cabeça, e se esta mudança a mim me faz muita confusão, porque não acho que faça qualquer sentido, talvez haja a quem não faça confusão nenhuma. Provavelmente, estes chamar-me-ão de nacionalista, ou algo do género. Eu continuo a achar que uma alteração deve ser feita quando há motivos para que esta seja feita. Aqui não encontro motivos válidos.

Anime 5 – Gantz

Gantz é um anime bastante diferente dos anteriores (não são todos eles diferentes?), e que me surpreendeu pela positiva. Tenho preferência por animes (não é só nos animes, obviamente, mas é o relevante neste caso) que tenham algum conteúdo por detrás das imagens que passam diante dos nossos olhos. Isto é, que nos façam pensar em algo. Torna-se muito mais interessante quando há uma temática que de algum modo corresponde às nossas vidas e à vida em sociedade, do que quando simplesmente vemos lutas de poderes entre os “bonequinhos”.

No entanto, por vezes não é fácil aliar uma boa temática à capacidade de entretenimento. Isto é, também não gosto quando o anime se torna maçudo demais. Quando uma série nos faz não querer parar de ver os episódios, um atrás do outro, geralmente é porque este objectivo foi bem conseguido, e estamos perante um bom anime.

Gantz começa por fazer-nos pensar : o que acontecerá após a morte? Uma temática já bastante explorada, em que Gantz consegue mostrar uma perspectiva de alguma forma original.

Num ambiente, que nos faz lembrar uma mistura entre O Cubo e Battle Royale, pessoas tentam lutar para que lhes sejam devolvidas as suas vidas.

E se depois de morrermos tivéssemos uma segunda oportunidade?

E se para que pudéssemos voltar à nossa vida, nos víssemos obrigados a matar alguém. Será que o faríamos?

Gantz é, tal como grande parte nos animes, baseado em manga, que já conta com 267 capítulos, e continua em publicação. Para os interessados, o primeiro volume em inglês será publicado pela Dark Horse Comics no final de Junho.

O anime, pelos estúdios Gonzo, conta-nos em 26 episódios (divididos em duas séries) uma parte da história, tendo, obviamente, um final alternativo do manga. (se não, não teria já acabado!). Não vou aqui fazer comparações, visto não ter lido o manga, mas considero ser por vezes preferível terminarem o anime, mesmo que para isso tenham de alterar algumas coisas da versão original, do que terem de andar a “encher chouriços” (não há melhor tradução para fillers) para acompanhar a publicação do manga. (Bleach, anyone?)

No entanto, o anime deixa-nos a querer saber mais, e com algumas perguntas em mente, e o manga, pelo que já vi, explica muito mais, e proporciona-nos bastante mais detalhes, até porque…continua!

Há que salientar, que vi a versão uncut do anime. Algumas cenas agressivas e outras de conteúdo sexual. (algumas destas últimas a proporcionarem umas boas risadas). O personagem principal retrata bastante bem um adolescente com as hormonas aos saltos, o que ajuda bastante a caracterizá-lo. (Não sei o que cortaram na versão censurada, mas, e fora as crianças que estejam a ler isto, claro, vejam a versão não censurada). Para as crianças há por aí muitos outros animes mais indicados.

Psicologicamente a matar uns extra-terrestres.

(Próximo Episódio: Darker Than Black)

Anime – Post 1 – Higurashi no Naku Koro Ni

Nos últimos tempos, tenho andado a ver algumas séries de anime. Como tal, resolvi fazer uma sequência de posts, onde falarei um pouco de cada uma delas.

Muitos serão aqueles que não apreciam animes, e pelo contrário, outros serão devoradores (no bom sentido!) de séries atrás de séries. No entanto, poucos serão os que não ouviram já falar de nomes como Dragon Ball ou Sailor moon (não foram estes os animes de infância de muitos de nós?), ou até de Neon Genesis Evangelion (não fosse este um dos animes mais conhecidos e mais aclamados pelos fãs do género).

A verdade é que existe uma infindável lista de animes, onde se incluem nomes mais e menos conhecidos, temáticas para todos os gostos, animações de maior ou menor qualidade, plots interessantes e não interessantes, mais ou menos seriedade, maior ou menor comicidade. Enfim, nada como pegar em alguns resumos, e ver o que mais nos poderá ou não interessar.

Para começar, resolvi falar-vos um pouco de Higurashi no Naku Koro Ni. Neste momento alguns já pararam de ler porque se assustaram com o nome. Higurashi no Naku Koro Ni, ou, em português “Quando as cigarras choram” é, talvez, e até ao momento, o meu anime favorito. (E olhem que é difícil eleger um).

O que podem encontrar em Higurashi? Mistério, Sangue, Mortes, um ambiente envolto em terror….e… meninas kawaii!
O que aparentemente parece uma pacata vila onde moram meninas engraçadas e queridas transforma-se, num ápice, numa vila onde não desejariam morar…

higurashi 1

Higurashi é dividido em duas séries: a primeira, Higurashi no Naku Koro ni, e a segunda: Higurashi no Naku Koro Ni Kai. Não tentem ver em ordem trocada, se não obviamente, não percebem nada. Na primeira série é-nos mostrada uma sequência de eventos, muitos deles tenebrosos, e formam-se muitas questões na nossa cabeça, no sentido de perceber o que se está a passar. Não pensem que é simplesmente algo sem sentido, pois não é. E essa é quanto a mim, a grande mais valia deste anime. Vamos, ao longo do percurso, descobrindo cada twist, cada pequena explicação, cada novidade. Peça por peça vai sendo construído um puzzle, do qual, ao inicio, não fazíamos uma pequena ideia do resultado final. A segunda série (Kai significa soluções), revela-nos muitos dos enigmas que ficaram por resolver. Com menos sangue e mais plot, vamos juntando as últimas peças do puzzle (e são muitas!).

Para quem gosta de terror e mistério, e em simultâneo gosta de anime, aqui tem a solução perfeita.

E parece que irá haver uma terceira série (para quem já viu, a cena “pós créditos” apimentou a vontade de mais, não foi?), bem como um Live Action Movie. (Mas não se preocupem que a segunda série tem um final, não é daqueles casos em que ficamos indefinidamente à espera do que virá a seguir).

Muito se poderia explorar e comentar das entrelinhas deste anime, mas mais vale verem do que lerem spoilers, portanto fico-me por aqui.

Rena Higurashi

Para quem tenha ficado curioso nada como ver e ouvir a intro para ver se o anime vos parece bem.

Há que salientar a excelente banda sonora deste anime!

higurashi3
Psicologicamente – Anime — Episódio 1

Hi5 ou Catálogo Humano? -(Novamente? Sim, são 1000 euros)

O Custódio, autor do blog Oportunidades de Dinheiro está a promover um concurso que nos permitirá, a nós bloggers, ganhar 1000 euros! E o que é preciso para tal? Simplesmente, pegar num dos vossos posts antigos, ou escrever um novo, e participar com ele. Fácil, não é? A perder, nada se tem, e para o Custódio esta é uma forma de publicitar ainda mais o seu blog, e consequentemente, aumentar os seus lucros (não fosse o tema do seu blog: como ganhar dinheiro na Internet).

Como tal, volto aqui a publicar este meu post acerca do hi5. E porque escolhi este post? Porque foi dos primeiros posts deste blog a atingir um grande número de views.

“Olhava eu brevemente para as tags do wordpress tentando perceber se muito já se tinha escrito sobre isto, e encontro este blog. (link actualmente obsoleto, que se referia a um blog semelhante ao hi5-porcas, onde eram expostas e comentadas (depreciativamente) as fotos que algumas raparigas colocavam nos seus hi5)

Começando pelo hi5: Para que serve? O que é? Quem o tem? Porque se registaram?

Inicialmente penso que muitos se registaram simplesmente pelo spam recebido através do registo dos amigos. “Ora…não tenho mais nada que fazer, porque não ir para lá também?”E assim começou uma grande saga!

Das pessoas que conhecem, que tenham Internet, que percentagem tem hi5? Digamos 90%… E basicamente, o que acontece lá? Procuram-se pessoas. Que pessoas? Aí está o busílis da questão, e aproveito aqui para dizer o que considero ser o único ponto positivo do hi5: encontrar velhos amigos. Pessoas com as quais havíamos perdido o contacto, que não víamos há anos, e ali nos surgem, diante dos nossos olhos, iguais ou diferentes daquilo que eram antes.

E fora isso, para que serve? Para exibicionismos e voyeurismos é genial! Uns procuram as fotos em que se consideram mais “apetecíveis” e as distribuem para olhares alheios, outros procuram incessantemente as melhores fotos para se divertirem no sossego do seu lar (óptimo para masturbação, portanto). E passando à segunda fase: o engate. Barato, com mais ou menos requinte, com melhor ou pior vocabulário (sendo este ultimo o mais comum), exemplos não faltam, e as tentativas de encontrar alguém que dê resposta proliferam.

Será este um dos melhores exemplos da fraqueza humana? Necessidade imensa de encontrar alguém, o não suportar estar sozinho? (e aqueles que nem estão sozinhos e também o fazem? O que serão?). Será somente uma nova forma de erotismo? (para não lhe chamar pornografia).

Passemos ao blog: Pelo que percebi, trata-se da exploração deste lado negro humano espelhado no hi5. Será recriminável explorar as fotos de jovens que inocentemente se registaram no hi5? Gozar com corpos menos perfeitos, porque tiveram também eles a coragem de se mostrar? Um misto dos objectivos do próprio hi5 com humor depreciativo.

Ou será louvável, por nos chamar a atenção de um local que se tornou simplesmente um catálogo de corpos humanos?

A verdade, é que são muitos os que por lá passam, tal como são muitos o que se encontram no hi5. Bom, mau? Não sei… deixo ao vosso critério.

Psicologicamente Catalogados…”

 

Dos posts enviados serão escolhidos alguns, para irem a votos… Participem e Boa Sorte.

 

Psicologicamente Participativa..

 

 

Vencedores e Vencidos – O Mundo dos Jogos

E porque não podia deixar um mês em branco, no espaço que é este blog, hoje decidi falar-vos um pouco sobre Jogos.

Os jogos são por si, uma forma de entretenimento. Eles servem para nos divertir, para nos fazer aprender algumas coisas, para nos exercitar a mente ou o corpo, para nos mexer com a auto-estima, etc, etc.

 Existem, como em tudo, vantagens e desvantagens no mundo dos jogos. Como grande desvantagem coloca-se obviamente o vício. Especialmente, nos tão malfadados jogos a dinheiro, o vício no jogo é um problema grave, que pode ter repercussões terríveis na vida de uma pessoa. Mas não venho aqui para vos falar do flagelo dos casinos, ou da destruição de vidas que o jogo pode provocar. O objectivo é muito mais simples, e pretende adequar-se um pouco a cada um de nós, que de vez em quando (com maior ou menor frequência), jogamos um ou outro jogo.

 Jogos não faltam por ai: Jogos de Computador, Jogos de Consolas, Jogos de Cartas, coleccionáveis ou não, Jogos de Tabuleiro, Jogos de Futebol, Basquetebol, Andebol (etc); Jogos de tudo e mais alguma coisa. Alguns de nós, gostamos mais deste vasto mundo de jogos do que outros, alguns de nós temos um jogo especifico que nos dá um prazer especial, enquanto outros gostam de experimentar uma e outra coisa, sem ter chegado a favoritos.

 Mas certos detalhes, são comuns a todos os Jogos: quando se joga, existem vencedores e vencidos. Este é um facto, muitas vezes desejado, e muitas outras vezes difícil de digerir. Quem não conhece alguém com um mau perder terrível? Ou até com um mau ganhar, porque não?

 Pessoalmente, não considero ter um mau-perder, mas sim um mau-errar. Isto é, é diferente quando perdemos um jogo, porque de facto não conseguíamos ter feito melhor, ou porque o adversário tinha grande vantagem (melhor conhecimento, melhores cartas, maior treino, melhor capacidade física, etc etc) do que quando perdemos, porque cometemos um erro que consideramos idiota (porque estávamos desatentos, por exemplo). Uma vitória recheada de erros por parte do vencedor, não tem o mesmo gosto de uma vitória limpa em erros. Ao mesmo tempo, uma derrota num jogo em que nos sabíamos perfeitamente capazes de vencer, tem um travo amargo de culpa e irritação. Isto é muitas vezes confundido com o típico “mau-perder”, mas é quanto a mim totalmente diferente. Por mais que praguejemos contra o outro, sabemos que a culpa da nossa irritação foi de nós próprios, e essa sim é a sensação insuportável: a de cometer um erro básico, o que faz com a nossa prestação fique aquém do que somos capazes.

 “Mau-Perder” é não reconhecer, após um jogo limpo, que o outro foi melhor. É não saber compreender, que umas vezes perdemos, outras ganhamos. É não saber reconhecer que de facto há quem jogue muito melhor que nós, que tenha muito mais experiência, que tenha muito mais capacidade.

 Muitos são aqueles que dizem “que devemos jogar para nos divertirmos, não interessa quem ganha ou perde”. É uma verdade, se não nos divertirmos, não vale a pena jogarmos. Mas não vamos ignorar, que todos jogamos para vencer. Um jogo é por definição uma forma de encontrar um vencedor. E não é isso que procuramos? Tentar vencer? Isso não significa que sejamos mesquinhos e desejemos passar por cima dos outros para alcançar a vitória. Significa sim, que podemos divertirmos, ao mesmo tempo em que procuramos uma vitória justa. Ou simplesmente saber apreciar o que os outros têm para nos ensinar, para que um dia sejamos o mesmo que eles: vencedores.

Psicologicamente em jogo…

Nightwish –As novas boobs da banda (oops voz! A nova voz!)

Ao ouvir o novo single da banda Nightwish – “Eva”, apeteceu-me lembrar-vos ou contar-vos, que a banda tem finalmente nova vocalista. E ora que é Anette Olzon a substituir Tarja Turunen.

Cá está a carinha laroca:

 

facts-anette.jpg

Quanto a mim, dificilmente a voz de Anette se equiparará à da Tarja, começando assim uma fase totalmente diferente da banda. (Muito melhor para alguns, extremamente pior para outros, consoante os gostos). Se Nightwish, no seu último álbum, já seguia um caminho mais “comercial”, calculo que com a nova voz seguirá os passos de Within Temptation, aparecendo nos tops de vendas ou na MTV. Uma voz mais doce, “menos potente” que a da Tarja. Fico a espera do álbum completo para mais impressões.

Podem ler uma pequena entrevista com a nova vocalista aqui, onde ela nos conta alguns episódios e gostos, como a sua memória em palco mais estranha, “when we played at a motorcycle party somewhere in the south of Sweden. They had strippers, and the crowd was screaming “Show us your boobs” etc. to me..”. Podemos ainda saber que Paulo Coelho e Dan Brown são dos seus escritores favoritos. (Será que temos aqui um indicio do lado “comercial” que mencionava acima?). Abstenho-me de mais comentários 😉

Os meus desejos de felicidades para esta nova fase da banda. Se por um lado espero continuar a gostar de os ouvir, por outro, fico feliz por ainda ter visto ao vivo os Nightwish liderados pela Tarja.

Podem ouvir no site da banda uma amostra do novo single.

Psicologicamente Musical…

Deus e o Coelhinho da Páscoa!

Olá, meus amigos. Hoje venho falar-vos desta época “Santa”, pela qual estamos a passar. Isto é, provavelmente, vou gerar ódios!

Há algum tempo que andava a pensar em fazer um post que tocasse nas temáticas religiosas, mas, só hoje chegou o dia! Antes de mais, gostava de referir que respeito a fé de cada um. (Daí a concordar, é um passo bastante largo).

Segundo o que sei (que sim, é pouco, por isso sintam-se livres de discordar de algo, que não seja exactamente a verdade), a igreja católica tem a “tradição” (ou devia dizer obrigação?) de impor um regime de abstinência que vai da Quarta-Feira de Cinzas, até ao dia de amanhã: a Sexta-Feira Santa (para quem não saiba quando é essa Quarta-Feira, foi há 40 dias atrás de amanhã). Ora, o que é suposto fazerem os “fiéis”: não comer carne ao longo de todas as sextas-feiras desse período, nem na quarta-feira de cinzas.

Esta seria uma forma de humildade e de redenção de pecados, julgo eu. De alguma forma, a ideia que era imposta na igreja (e pelo menos há uns tempos atrás assim o era, não sei se já houve alguma alteração), era a de quem comesse carne nesses dias estaria a “pecar”. 

Não sei até que ponto há uma extrapolação da ideia original, mas sei que muitas pessoas, ainda hoje vivem com esta ideia que lhes foi importa “carne nesses dias = pecado”.  E não digam o contrário, que conheço imensas pessoas com esta ideia. Pode ser sinonimo de simples burrice, ou má interpretação dos “ensinamentos”, mas a verdade é que foi isso que foi imposto a estas pessoas..

O que eu me pergunto, é até que ponto isto fará algum sentido. Até que ponto esta não é somente mais uma “ordem” da igreja, vinda de cima, para que o seu “rebanho” (e a palavra é extremamente bem empregue) a siga. Uma tentativa de mandar no povo, e de o cegar às coisas verdadeiramente importantes. 

Existem várias pessoas, que se dizem como católicas ferranhas, e que não fazem este período de abstinência. Fazem bem ou mal? Será que só seguem as ideias da igreja que não os incomodam? Ou será que têm o discernimento para perceber a idiotice da ideia?

E por outro lado, há aqueles que seguem religiosamente esta tradição, mas passam o resto do ano a exercer um sem número de pecados: pensemos na gula, pensemos em não desejar a mulher alheia, pensemos na preguiça, pensemos na inveja. Já para não falar em piores pecados, aqueles a que se dá o nome de crimes!

 Pensemos na imagem do assassino que se abstém na Quaresma. Ridículo, hein?

 E não é que custe comer peixe nesses dias, é suposto fazermos uma alimentação variada, há sempre dias em que não se come carne. A questão está no absurdo da ideia.

 Penso que na maioria das vezes, as pessoas dizem-se religiosas, porque a sociedade assim lhes impõe. (E sim, ainda existem muitos casos, de crianças e adolescentes que são obrigados a frequentar a igreja pelos pais, mesmo quando não lhes faz qualquer sentido). “Porque parece bem ser religioso”; “Porque somos vistos na igreja, e isso faz de nós seres melhores”. E sim, especialmente nas terras mais pequenas, é “fino” ir à missa. Mais que não seja contacta-se com pessoas importantes da dita terra, que podem ser excelentes fornecedores das ditas cunhas, que tanta falta fazem hoje em dia. Mesmo sem a consciência disso, estas são muitas vezes as verdadeiras motivações das pessoas, que se metem para ali a rezar, mas não fazem o mínimo para ser “Pessoas boas e honestas”. Vulgo: muitos deles são os maiores cabrões.

A igreja e a religião poderiam ter o seu lado positivo: podiam dar esperança as pessoas, e podiam ajudar estas pessoas a construir um mundo melhor. E nesse ponto, conseguia dar-lhes alguma positividade.

 Abomino a religião, e especialmente abomino as “igrejas”, é verdade. (Falei na católica, porque é simplesmente a que conheço melhor, as outras vão dar ao mesmo, na sua maioria). Porque transpiram falsidade por todos os poros. E respeito as pessoas que desejam acreditar em algo, não considerando que esta falsidade existe. Se considerassem, acredito que não estivessem lá… Penso que se consideram que acreditar em algo lhes faz sentir melhor, o devem continuar a fazer. Quanto a mim, acreditar na existência num ser superior e omnipotente, só me tiraria sentido à vida. Prefiro pensar que o mundo está entregue às mãos dos seres humanos, da sorte, do destino, da natureza, ou de qualquer outra coisa com a qual ninguém ainda sonhou.

Psicologicamente a comer um bom bife!

 PS – E digo mais, o importante importante nesta altura, é que não deixemos raptar o coelhinho da Páscoa! Quem sabe não é ele o nosso grande Deus? Pelo menos, traz docinhos! (Se calhar é proibido comer carne, para evitar que o coelhinho da páscoa vá parar à mesa de alguém!)