Jogos de Tabuleiro – Boas Prendas de Natal

Todos nós, como escape das nossas actividades profissionais e de forma a ocuparmos os nossos tempos livres, gostamos de realizar algumas actividades, os chamados “hobbies”.

Cinema, saídas com amigos, namorar, passear, desporto, jogos de computador ou o simplesmente estar com a família no conforto do lar, podem ser algumas das coisas que optamos por fazer.

Gostava de partilhar com vocês uma das actividades que tenho realizado em algumas das minhas horinhas livres: os Jogos de Tabuleiro.

Poucas são as pessoas que não conhecem alguns nomes como Monopólio, Trivial, Xadrez, Damas ou jogos tradicionais de cartas como a Sueca, o Poker, ou o King. Mas o que gostava de partilhar com vocês, e que me tem movido nestes últimos tempos é a imensidão de jogos que existem. Por vezes, quando falamos em “Jogos de Tabuleiro” as pessoas, no seu geral, não dão grande importância, pois pensam coisas como “pois….aquelas coisas que jogava quando era miúdo, como o Monopólio, já não tenho paciência para isso, eram coisas de miúdo”, ou “Xadrez… ah pois, nunca soube jogar bem isso”. Mas os jogos, tal como toda a restante sociedade, tiveram a sua evolução, e existem jogos actuais excelentes, com mecânicas e temática para todos os gostos.

Para terem uma ideia, existem cerca de 30.000 jogos e todos os anos têm saído novos nomes.

Então, que tipos de jogos existem que são assim tão fantásticos, perguntam vocês?

Podem dar uma vista de olhos aqui, (site internacional) ou aqui (site nacional), mas vou-vos deixar algumas ideias para vos aguçarem o apetite de experimentar alguns.

Temáticas conhecidas, baseadas em livros ou jogos de computador:

Os Pilares da Terra (The Pillars of the Earth, baseado no livro com o mesmo nome)

Starcraft, The Boardgame

Age of Empires III


Ou até, O Nome da Rosa:

Jogos de Comboios:

Ticket to Ride

Railroad Tycoon

Jogos de Guerra:

Tide of Iron

Memoir 44


Jogos Económicos:

Imperial


Jogos Políticos:

Die Macher


Jogos de Ficção Científica:

Twilight Imperium


Jogos Cooperativos:

Por vezes temos aquele receio de jogar, porque não gostamos assim tanto do espírito competitivo, ou do famoso “mau perder”. Mas na verdade, e da experiência que tenho tido, mais importante do que perder ou ganhar, está o prazer que dá em jogar o jogo e escrutinar as suas estratégias. E…além do mais, não existem somente jogos em que uns ganham e outros perdem, mas também Jogos Cooperativos, onde todos os jogadores têm, em conjunto, de encontrar a melhor forma de “derrotar o tabuleiro”.

Pandemic

(Onde todos têm de impedir que 4 diferentes doenças se espalhem pelo mundo. Somos assim os salvadores do mundo, em busca da cura e erradicação de doenças)


Arkham Horror (baseado em H.P Lovecraft)

(O famoso Cthulhu de H.P. Lovecraft poderá acordar a qualquer momento….Conseguiremos nós derrotar todos os monstros das profundezas?)


Uns mais simples, uns mais complexos, há-os para todos os gostos, faixas etárias e jogadores com diversos níveis de experiência.

E realmente costumam jogar essas coisas, perguntam vós?

Sim, o Abre o Jogo, é um local por excelência, onde os jogadores portugueses (e não só), se conhecem e combinam encontros. Há-os, neste momento por variadíssimas zonas do País, desde Loulé a Bragança, passando por Lisboa, Porto, Abrantes, Aveiro, Coimbra, Leiria, entre outros.

Podem ver alguns vídeos do que se tem passado por alguns destes encontros:

Encontro em Bragança

Reportagem num Encontro em Lisboa, pelo canal MOV.

A Realidade de Lisboa é a que conheço de mais perto, onde fazemos Encontros Todas as Semanas (às Quartas-Feiras), bem como Encontros mensais, no terceiro fim-de-semana do mês (Sexta a noite e Sabádo toda a tardar), actualmente no Magic Pool – Rua Augusto Gil – Lisboa.

Quem sabe…qualquer dia não organizarei também em Mafra um destes encontros. (Sugestões de locais ou manifestações de interesse em participar, são bem-vindas;))

Ficam então como sugestão para as últimas prendas natalícias: Porque não um Boardgame? Uma óptima forma de convivio, de conhecer novas pessoas, de desenvolver as nossas capacidades cognitivas e de passar um óptimo bocado, em boa companhia.

Boas Festas, e boas Jogatanas para todos

oh oh oh

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O Pai Natal é um Rogue!

Ontem, ao ver uma pessoa que sempre me fez recordar um rogue (imaginemos alguém fisicamente parecido com o Bilbo Baggins), e ao comentar essa semelhança, disseram-me “Parece é o Pai Natal”. E fez-se luz, realmente o Pai Natal é um rogue!

Ora vejamos:

Tem uma grande destreza! Apesar da barriguinha, tem de percorrer o mundo inteiro numa só noite, querem maior destreza?

– É perito em esconder-se! A prova disso é que ninguém nunca o vê!

– Move-se silenciosamente, se não era apanhado!

– Entra nas casas todas sem problemas, logo, é óptimo a abrir fechaduras! O entrar pela chaminé é uma forma simpática de descrever estas suas entradas mistério.

– Vai ao bolso de toda a gente, sem que ninguém dê por isso. Onde acham que arranja dinheiro para tanta prenda?

– É cheio de truques, para que o achem um “ídolo da pequenada”. Repare-se no seu amigo Rodolfo…

– É genial a encontrar armadilhas e a desactivá-las. O que acham que ele pensa que está a fazer, quando vê por ai meias mal cheirosas penduradas?

Psicologicamente escondida…

Flores – Enterros ou Amores! E as Prendas de Natal?

É engraçado notar-se uma maior afluência neste post ultimamente, o que é facilmente justificado pela proximidade do Natal. Nas pesquisas vindas dos google são muitos os que procuram por “que prendas oferecer?”.

Não esquecendo o conteúdo do dito post, e a minha antipatia por “prendas de Natal, por obrigação” (que é o que geralmente acontece), vamos pensar naquelas prendas que queremos mesmo oferecer, não sabemos é bem o quê…

Aqui fica então um post, com algumas sugestões básicas, mas antes das sugestões propriamente ditas, gostaria de falar um pouco acerca de uma prenda muito usada: as Flores.

As Flores, geralmente têm alguns lados positivos: são bonitas, cheirosas, enfeitam-nos a casa. E alguns lados negativos: Não duram muito e até nem são baratas (excepto, claro, flores de plástico, ou flores roubadas de um jardim, essas são uma questão à parte).

As flores costumam ter dois grandes usos: prendas e enterros. O que por si só, é de certa forma triste e antagónico. Quanto às grandes coroas de flores, dadas na despedida de alguém do nosso mundo, acho uma forma bonita de homenagear a pessoa em questão. Mas depois, haverá necessidade de colocar flores nas campas regularmente? É algum volume de dinheiro, parecendo que não. (e tendo em conta as dificuldades monetárias que a maioria das pessoas vai tendo). Percebo que seja uma forma da pessoa se sentir bem consigo mesma, uma prova de que se lembra da pessoa em questão, e que sente a sua falta. É necessário isso, para mostrar que se sente a falta? Para mostrar que se sofre? São um símbolo, como outro qualquer. O que verdadeiramente conta, é o que se sente, e isso está dentro de nós, e quanto a mim, não necessita de símbolos. É triste, deixar a última morada de alguém que amamos ao abandono, mas podemos visitá-la regularmente, e até compor a campa, com algo menos perecível do que as flores naturais. São opções, claro, e não as recrimino. Mas são tantos os que se vêem por ai a decorar as campas, só para mostrarem aos outros (aos vivos) que são “pessoas de bem”.

Passando às prendas, existe o grande mito “qualquer mulher gosta de receber flores”. De facto, algumas apreciam muito as flores (são um gosto seu, como outro qualquer gosto). Quando este gosto está presente, acho que se trata de uma boa prenda. No entanto, penso que grande volume das mulheres, fica feliz com o ramo, porque “qualquer mulher gosta de receber flores, e é romântico”. O gosto criou o mito, e o mito influência o gosto. Coloca-se as flores numa jarra, olha-se para elas com um sorriso, durante alguns dias “porque ele/ela se lembrou de mim”, e depois as flores estragam-se, e ficamos sem recordação.

A escolha da prenda depende, antes de mais, da pessoa em questão. Existem vários tipos de prendas:

1. Lembranças para a família alargada/ alguns conhecidos – Uma coisa que não nos faça gastar muito dinheiro (senão vamos à falência), mas que sirva para nos lembrarmos que gostamos da pessoa.

2. As prendas para as crianças da família alargada – Tentar fazer o gosto ao “puto” ou a “miúda” é o que interessa. A piada dos natais em família passa bastante pela alegria no momento de abrir as prendas.

3. Prendas entre pais e filhos

4. Prendas entre namorados/cônjuges

5. Prendas para amigos.

Quanto a mim, existem dois factores essenciais para uma boa prenda: Funcionalidade e Recordação.

Um prenda serve para recordarmos alguém, se a prenda desaparece, perdemos esse ponto. Existem no entanto, grandes excepções, por exemplo, para as prendas do tipo 1, uma caixa de bombons funciona bem. Não ficam como recordação, mas dão-nos o prazer do momento e a certeza de que a pessoa se lembrou. O lado romântico dos bombons, só funciona bem, quanto a mim, se for acompanhado de uma bela “carta de amor”. Os bombons comem-se, mas a carta fica. Quando se está muito mal de finanças, e em certas ocasiões, é sempre uma opção. Claro que é preciso a pessoa gostar dos bombons…(lá está, se a pessoa gostar muito de flores, funcionam da mesma forma). Para os homens, existe sempre a versão “uma garrafinha de qualquer coisa”, nestas prendas que “desaparecem”.

E depois, a funcionalidade, apesar de este ser um ponto pessoal, é triste uma prenda que “fica a um canto”. Mas se não serve para nada, tem mesmo de ficar a um canto…Os bibelots inserem-se nesta categoria. Claro que a excepção, é quem goste muito de bibelots…caso contrário, são somente “apanha-pó”, por mais bonitos que sejam.

O essencial é olhar ao gosto de cada um, e se conhecemos alguém, devemos saber duas ou três coisas que funcionam bem para a pessoa em questão.

Entre:

– Livros/BD’s

– DVD’s, CD’s

– Jogos (sejam eles de pc, consola, card ou boardgames)

– Electrodomésticos ou coisas que façam falta numa casa

– Computadores, leitores de mp3, gravadores de dvd’s, televisões, telemóveis, etc

– Perfumes (para quem goste e os use, é claro)

– Roupa (por vezes neste ponto, é preferível esquecer o lado “surpresa” e levar a pessoa às compras)

– Bijouteria/Acessórios (para todos os preços e todos os gostos, são prendas fáceis para quem goste – incluem-se deste fios, pulseiras, brincos, anéis, maquilhagens, cachecóis, luvas, relógios, etc etc)

– Porque não, um bilhete para um espectáculo especial?

– Olhar aos passatempos: se gosta de pintar, um estojo de pintura; se gosta de tocar, um instrumento novo; se gosta da “carpintaria”, porque não uma nova ferramenta; se gosta de escrever à mão, porque não uma caneta especial; etc etc.

– Se há uma colecção, porque não acrescentar uns itens?

 

Acrescentar umas palavras doces e um beijinho, e tudo fica perfeito.

Pode-se sempre inovar, e fazer uma prenda com as próprias mãos.

 

Psicologicamente dando sugestões óbvias.