Quem vos toca à campainha?

Frequentemente, falamos por aqui do fenómeno do “spam” nas nossas caixas de e-mail. No entanto, estes mails que nos incomodam por encher as nossas caixas de correio com lixo, acabam por ser bastante menos incómodos que o spam da vida real, o spam que tem pernas e nos toca à campainha.

Há um tempo atrás, lembro-me de me tocarem à campainha com alguma frequência, três tipos de pessoas: as pessoas que vinham de facto cá a casa (família, amigos, etc); o carteiro (mas esse toca sempre duas vezes…), e os Jeovás! Quem não sabe o que é, ter os Jeovás à porta? E não faço aqui qualquer tipo de critica às crenças religiosas, só critico o quão chato é, ter pessoas a bater-nos à porta com um paleio que não nos interessa. (ou porque não somos religiosos, ou porque temos outras crenças…). Bem, penso que há que respeitar a crença de cada um, ao invés de andar a impingir crenças de porta a porta….digo eu.

No entanto, e felizmente, não me têm batido a porta tantos Jeovás (será que finalmente perceberem que, no que diz respeito a crenças religiosas, não é assim que se angariam pessoas?)

Mas se os Jeovás, se limitavam a aparecer uma ou duas vezes por mês… actualmente, não há dia nenhum, em que o spam não bata a porta, pelos menos umas duas ou três vezes…

Publicidade! E …Publicidade….E…Jornal do Lidl! E….mais Publicidade. E folhetos disto e daquilo. Bem fazem os sítios em que as caixas do correio se encontram no exterior dos edifícios, para que não seja necessário tocar à campainha. Mas quando falamos de prédios, cujas caixas estão no seu interior… a história é outra.

Mas se a publicidade fosse pouca, ainda há quem toque à campainha independentemente de onde estiver a caixa.

Eles são os meninos da PT e das mil e uma variantes telefónicas e afins. E não quer mudar? Mas nós somos mais baratos! E já viu o nosso novo plano de preços? Concordo com a informação, e esta deve estar bem disponível ao consumidor. Mas se tivermos interesse em aderir a algo, procuramos… E sinceramente, há uma grande perda de credibilidade em bater de porta a porta. Passa a imagem de uma cambada de desesperados, que só assim consegue clientes. Para não falar, nos famosos “contos do vigário”, que deixam qualquer um de pé atrás, quando abre a porta a um desconhecido.

Eles são pedintes… meninos com ar drogado, dizendo que estão em reabilitação e precisam de dinheiro. Em troca até passam uma facturazinha. É muito bonito ajudar, e sabemos que é necessário muito apoio para a reabilitação. Mas será fácil que as pessoas se livrem do preconceito de que “drogado = ladrão”, e “ladrão a bater a porta = mau”? Ou pelo menos, que as pessoas não pensem que estão a dar dinheiro para irem comprar mais droga… Ajudar no flagelo da droga é extremamente positivo, mas isto é uma forma fiável?

E depois temos os inquéritos, daquelas firmas estranhas de que nunca ninguém ouviu falar. Pessoas que mal se identificam e nos pedem para responder a umas perguntinhas…

Com tanta pessoa a tocar à campainha pelos mais variados motivos, já repararam na facilidade dos gatunos se fazerem passar por uma destas pessoas… e com isso, conseguírem “muitas portas abertas”?

Não me admiro de passarmos muitas vezes de um “Desculpe, mas não estou interessado”, para não abrir a porta, ou até para “Fod***, desamparem a loja, chatos do cara***”. Muitas vezes, são simplesmente pessoas que arranjaram esta forma de ganhar algum dinheiro, e não têm culpa nenhuma (nem gostam!) do serviço que estão a fazer. E necessitam de uma paciência de santo, para incomodar tanta gente e ouvir tanta má resposta… mas para quem é constantemente incomodado, também haja paciência!

Psicologicamente contra os chatos das campainhas.

PS – E chegam ao cumulo de andar o dia inteiro a tocar nos mesmos sítios até que todos lhe abram as portas. Isto é, estão as pessoas a chegar cansadas do trabalho, e têm aquelas “melgas” à porta. Realmente, haja paciência!

Anúncios

O desespero do quarentão – caridade natalícia!

E após alguns dias de ausência, eis que a força motriz para este post, veio directamente deste outro post
E passando a citar o comentário desencadeador de sentido critico:

“sou um homem de Peniche á procura de uma mulher romantica para amar e ser amada.
se tem alguma mulher com vontade ser amada por um homem mt ativo de 49 anos, só telefonar 918808590 ou através do email policeman1957@hotmail.com
bjssssssssss”

O DRAMA, O HORROR, a falta de sexo!!!
Este senhor já tinha idade de perceber que não é para isto que serve um blog. Do mal o menos, que use o hi5, que sempre é feito para tal. Aliás, na verdade, este senhor já tem idade para saber para que serve a pornografia. Aliás, verdade das verdades, este senhor já tem idade para ter juízo.

E o que é este post? É um acto de caridade natalícia! Senhoras de meia idade desesperadas, liguem ao homem! Raparigas com doenças sexualmente transmissíveis, mandem um mailzinho a marcar um encontro! Gays deste mundo, ajudem o homem! (com uma saiazinha ele até pensa que é uma mulher romântica).

Ou pelo menos mandem-lhe todos muito spam para o mail, e muitos toques para o telemóvel, até mesmo não identificados. Talvez aprenda que espalhando o número e mail por ai, está sujeito a muita coisa.

Ps – Repare-se que eu costumo apagar os comentários duplicados. Basta lá estarem uma vez. Mas desta vez nem apaguei, para vos passar a profundidade do desespero em questão.

Ps do Ps – Só faltava ser mesmo polícia, e estar à procura de criancinhas para desflorar. (e claro, ser casado).

Baby Blogs ou Catálogos de Bebés?

Existem variados tipos de Blogs, e até variados Blogs sem tipo. Uns com mais interesse, mais com menos, outros com total interesse, e outros ainda sem interesse algum.

Claro que o conceito de interesse é extremamente subjectivo. À partida, se faço um blog, este tem algum interesse para mim. Pode no entanto, não o ter para mais ninguém. No fundo, se o nosso objectivo é nos sentirmos bem com aquilo que fazemos, não importa muito se tem interesse ou não para os outros.

E serve esta introdução, para que não levem a mal o que direi sobre Baby Blogs, pois não passa somente de uma opinião pessoal, sem qualquer perjúrio para os donos deste tipo de blogs.

O que são Baby Blogs? Um blog, onde uma recém-mãezinha, ou um recém-paizinho, faz o chamado, diário do seu bebé. A primeira comidinha, o primeiro passinho, a primeira palavrinha, o primeiro cocózinho… (quem sabe, com imagens destes belos (ou não) acontecimentos).

Isto leva-me a algumas questões. Existem muitos bebés por aí e obviamente que são a melhor coisa do mundo para os seus próprios pais. Para quem não conhece, nem bebé, nem os pais, o que é que interessa se o bebé já disse ou não, o seu primeiro palavrão? A única utilidade que verei, é ser possível observar as experiências dos outros, e assim aprender algo de como cuidar de um bebé (claro que para isto também existem livros).

Parecem quase catálogos de bebés, onde se escolhe qual é o mais desenvolvido e bonito… “o meu é mais bonito”; “o meu já fez isto”. Mostrar o bebé como sendo um troféu pessoal, esquecendo que está ali um ser humano, que provavelmente quando crescer, não vai achar piada alguma a ter fotos espalhadas pela net. (já nem menciono a maravilha que estes blogs devem ser para os pedófilos).

Imaginem-se na pele de um bebés destes? Gostavam de um dia, perceber que os vossos primeiros anos de vida foram mostrados ao mundo? Muitos de nós temos álbuns dessa fase em que éramos pequenos. É uma coisa extremamente pessoal e que só mostramos às pessoas de quem mais gostamos. Claro que quando crescer, poderá apagar o blog… mas ai já é tarde, já fora visto por imensas pessoas, sem ter direito à escolha…

Acho que há determinadas coisas que deveriam ficar ao critério do próprio. E sendo o próprio, ainda impróprio para a escolha, dever-se-iam evitar certas decisões…Bem basta não escolhermos o nosso próprio nome.

Psicologicamente desinteressantes…

Os Brasileiros e as Brasileiras

Hoje falo-vos um pouco do povo Brasileiro. Todos nós sabemos que cada vez mais vêm brasileiros tentar a sua sorte para o nosso Portugal.

E que pensam já vós: Mais uma contra a vinda deste espécime brasileiro para cá.

Acho que se as pessoas têm o direito de ir para onde quiserem, não podem ser recriminadas por tentarem a sua sorte. Não pretendo fazer aqui um tratado acerca dos pontos negativos e positivos da emigração, mas só defendo que seja quem for (seja de que país for) a partir do momento que cometa algum acto ilícito no pais para o qual viajou, devia ir direitinho para a sua terra, sem a possibilidade de voltar. Mas isso não se relaciona directamente com o povo brasileiro (apesar do mesmo ser valido para estes).

Muitas vezes quando venho no autocarro ao fim da tarde, encontro vários brasileiros a regressarem dos seus trabalhos a irem com destino Ericeira (este tornou-se um dos seus muitos destinos de escolha dentro de Portugal). Como sabem, e quando se vai dentro de um autocarro, torna-se complicado não deixar de ouvir algumas conversas, especialmente quando as pessoas não falam a sussurrar. E há alguns pontos do que tenho ouvido, que tenho achado caricato.

  1. Ao contrário do sussurrar este é um povo que fala alto por natureza. Eles fazem-se ouvir, são um povo extremamente expansivo.
  2. Nessas vezes, 3 ou 4 brasileiros viajavam com o mesmo destino, mas facilmente dava para perceber que não se conheciam antes. Não deixa de ter graça que de imediato, e assim que perceberam ser todos brasileiros, começaram a conversar. (imaginando-me noutro pais, se encontrasse outro português, não sei se meteria conversa…talvez sim, talvez não).
  3. E mais especificamente, numa das vezes, passados breves minutos, um deles contava ao outro que se encontrava há um ano em Portugal e que desde então namorava com uma Portuguesa. Segundo ele, esse era o único facto que o fazia permanecer em Portugal, pois caso contrario já teria voltado definitivamente para o Brasil. No entanto, referia que os pais da moça eram contra o namoro, e pretendiam para ela alguém melhor. “Ela é estudada, está a tirar um curso, e eu sou …isto…” (juntando o sotaque brasileiroo e alguma resignação). Por fim, acrescentava que esperava que ela se decidisse se de facto queria ouvir os pais, ou ficar com ele, pois caso contrário mais valia “partir pra outra”.

Achei engraçado o à vontade, penso que nunca partilharia assim a minha vida íntima com qualquer desconhecido que me aparecesse a frente, simplesmente por descobrir um conterrâneo num pais distante.

Nós queixamo-nos da expansividade a mais (calculo que muitas esposas de Portugal, odeiam visceralmente as brasileirinhas desnudas que por ai se encontram).

Eles queixam-se de sermos um povo fechado, que os olha com algum desdém.

Quem está certo ou não, não sei. Provavelmente não há certos nem errados nestas coisas. Mas a diferença cultural é notável. O “normal” deles não é o nosso “normal” e vice-versa. Tal como o nosso Português correcto, não é o seu “Português do Brasil”…

Há quem ache uma certa piada a estas diferenças, há quem não consiga achar graça alguma…Mais uma vez: Diferenças …

Psicologicamente Caipirinha … ou Caipiríssima (“Why is the rum always gone?”)

As limpezas e a falta de espaço!

Ora, tal como em muitas outras casas, há o costume de no verão, fazer-se uma limpeza geral (mais a fundo do que as feitas durante todo o ano), onde se tira tudo dos seus sítios, limpa-se, pinta-se as paredes de branco fresco (ou da cor que lhe der na cabeça) e volta-se a arrumar tudo no seu devido lugar.

Há quem prefira ir de férias e deixar esta tarefa às chamadas mulheres da limpeza. (quem tenha dinheiro, portanto). Mas pensando bem, mesmo que tivesse dinheiro acho que preferia não ter uma desconhecida qualquer a arrumar-me as gavetas… (prezo muito a privacidade das minhas gavetas! Elas queixar-se-iam com umas mãos desconhecidas lá a mexer…)

Mas em qualquer casa de família, todos os anos se repete o seguinte diálogo:


“Posso deitar isto fora?”
“NÃO”
“Mas já não usas isto para nada”
“NÃO INTERESSA, NÃO É PARA IR PARA O LIXO!”
“Mas é preciso espaço. Não posso mesmo deitar isto fora?”
“NÃO!!”

O valor das recordações… ou o valor do espaço e de coisas inúteis a ocupá-lo.

Existem dois grandes tipos de pessoas: as que odeiam ver coisas guardadas que não se usam e as querem sempre dar ou deitar fora…

E as que vêem as suas recordações como uma parte de si, e não suportam não ter tudo guardado (os chamados esquilos que guardam tudo. Molhinhos de bilhetes de cinema: porque um dia, além de não me esquecer que filmes vi, olharei para todos estes bilhetes e lembrar-me-ei dos bons momentos. Os brinquedos de criança, porque a nostalgia de um tempo que passou, não é para se deitar fora…e quem sabe, um dia, mostrar-se-á os brinquedos antigos às gerações vindouras. A roupa que agora não se gosta, mas quem sabe um dia se voltará a gostar.) O não suportar a ideia de que um dia poder-se-á querer algo que já se teve, e infelizmente “foi para o lixo..”. Ou a famosa frase “Porque isto poderá vir a servir para qualquer coisa…”

Mas de facto é necessário espaço, e as vezes à que fazer uma escolha: Dilemas complexos.

Psicologicamente guardada..

O terror, a chacina: a falta de privacidade!

Imaginemo-nos em busca de sossego. Horas e horas de um lado para o outro, em buscar de um local de paz. Um local isolado onde se possa respirar a dois em sossego. (nem sempre há casas, hotéis, ou recintos fechados isolados disponíveis no auge da juventude).

Finalmente a paz. Finalmente o sossego. O local perfeito fora assim encontrado.

Imaginemos um jovem casal sentado no campo, em cima da sua toalha de praia vermelha. Imaginemos beijos, imaginemos carícias, imaginemos… um local sossegado, o carro parado ao lado e o mar em pano de fundo.

Outro carro pára. Interrompe o silêncio. Eles olham para trás. Uma caravana branca, e não um carro. Dele saem figuras altas, loiras, semelhantes e de sotaque estrangeiro.

Não, não eram clones, não, não era a selecção inglesa a invadir Portugal com a sua ira, não!

Eram somente surfistas. Essa raça estranha que por ai saltita à beira praia. (não perca o próximo capitulo: as 10 coisas que mais se odeiam em surfistas).

Subiram e desceram a encosta. Cumprimentaram com um “hey” o casal. E assim por ali ficaram…

Morreu a paz. Findou-se o descanso. Nasceu a ira. O desejo converteu-se no mais profundo ódio, direccionado àqueles seres de cabelo amarelado. (vulgo empata-qualquer-coisa)

Terminaram mortos? Acabou em sexo? (quiçá orgia?). Não se sabe. Não se saberá. Não foram encontrados os corpos, e eles nunca contaram a ninguém…

Psicologicamente Dramático…