Call Center

Ora olá a todos.

Call Centers. Quantos de nós, não experimentámos já trabalhar num? É verdade, com o desemprego no seu auge, os call centers conseguem ser dos tipos de trabalho que mais rapidamente se conseguem encontrar. São temporários (e por vezes, bastante temporários), mas apresentam-se como uma boa opção para quem quer não estar parado enquanto espera por algo melhor, ou até para quem deseja ter um part time para conciliar com outra actividade.

Ora existem dois tipos de Call Centers: Inbound e Outbound, tal como o nome indíca, os primeiros servem para receber chamadas telefónicas (ex. apoio ao cliente), os segundos para realizar chamadas telefónicas (ex. telemarketing). Venho falar-nos dos segundos.

Quantas vezes nos ligam para casa, para isto ou para aquilo? Quantas vezes dizemos “não estou interessado” e desligamos? Isto era um pouco o que vos falava quando mencionei o Quem vos Toca a Campainha?

Não deixa de ter piada, ter-vos falado de uma perspectiva, e agora, ter tido uma visão mais clara do que acontece do outro lado. Metendo de parte as intrujices e a difusão de crenças religiosas (sinónimos?), pensemos em quem tenta vender algo por telefone.

Ponto 1 – É difícil alguém comprar algo por telefone. Porquê? Porque nunca se sabe ao certo quem está do outro lado da linha, e como há intrujices por ai, é natural que haja receios e desconfianças.

Ponto 2 – Há que tentar realçar as vantagens do produto (como em qualquer venda). A questão é que para muitas pessoas esse produto não traz nenhuma vantagem. Tomemos o exemplo da mudança de operador telefónico. (ou porque se têm Internet associada à linha, e dai não é vantajoso cortar a dita cuja, ou porque se tem tarifários mais baratos, etc, etc). Se claramente se percebe que o produto não é vantajoso para o cliente, o que fazer? Tentar Impingir ou passar ao próximo?

A grande dificuldade está realmente em encontrar um meio-termo entre a persistência típica de um bom vendedor, e a teimosia típica de alguém que está desesperado em vender independentemente da receptividade do cliente.

E se não se consegue vender “bastante”? Não se serve para aquele serviço, dai a grande rotatividade dos serviços em questão.

Não deixa de ter a sua piada olhar as coisas do outro prisma…

Psicologicamente usando as mais variadas formas de marketing.

E-zine Nova, para amantes da Ficção!

Após a ausência deste ultimo mês aqui no blog, cá estou eu de volta. Caso tenham reparado na “alteração” dos widgets nas barras laterais aqui do Psicologicamente, deveu-se a um probleminha do wordpress, que desapareceu com eles por uns dias. Portanto, foi necessário voltar a colocá-los nos seus respectivos lugares, ou melhor, colocá-los mais ou menos como estavam antes.

Como muitos de vocês já sabem, tenho um gostinho especial pelas áreas da Ficção Cientifica e da Fantasia e por rabiscar umas palavrinhas dentro destes géneros. Como tal, aproveito para publicitar aos amantes desta área, uma Nova iniciativa.

Trata-te de um e-zine, chamado Nova (um fanzine electrónico na área da Ficção Científica e do Fantástico), disponibilizado gratuitamente aqui (no seu formato original, compatível com o Microsoft Reader) ou aqui (em formato .pdf). Para os que costumam estar atentos a este tipo de iniciativas em Portugal, já devem com certeza ter ouvido o nome do seu editor, Ricardo Loureiro, através dos seus projectos anteriores como o Hyperdrivezine.

No primeiro número do e-zine podem encontrar 3 contos, Noosfera, da autoria de João Ventura; A Saga do Homem-Cavalo, por Telmo Marçal, e… pois, e um contozinho da minha autoria, chamado O Processo. Já há algum tempo, este foi o conto com o qual participei num dos passatempos que o editor do fanzine organizou no fórum Filhos de Athena. Agora aqui o encontram, para quem tenha curiosidade em ler.

Além dos contos, podem ainda contar com duas resenhas de Artur Coelho acerca do Conan de Robert E. Howard (quem não conhece o Conan?); uma resenha por Jefferson Luiz Maleski dedicada a’ O Pistoleiro – A Torre Negra, de Stephen King; um artigo de Cynthia Ward: “Fc no Feminino”, e ainda alguns complementos pelo meio do fanzine, que deixo à vossa descoberta.

Fica o convite à leitura e a qualquer comentário que desejem fazer aqui, ou no fórum do e-zine.

Quem vos toca à campainha?

Frequentemente, falamos por aqui do fenómeno do “spam” nas nossas caixas de e-mail. No entanto, estes mails que nos incomodam por encher as nossas caixas de correio com lixo, acabam por ser bastante menos incómodos que o spam da vida real, o spam que tem pernas e nos toca à campainha.

Há um tempo atrás, lembro-me de me tocarem à campainha com alguma frequência, três tipos de pessoas: as pessoas que vinham de facto cá a casa (família, amigos, etc); o carteiro (mas esse toca sempre duas vezes…), e os Jeovás! Quem não sabe o que é, ter os Jeovás à porta? E não faço aqui qualquer tipo de critica às crenças religiosas, só critico o quão chato é, ter pessoas a bater-nos à porta com um paleio que não nos interessa. (ou porque não somos religiosos, ou porque temos outras crenças…). Bem, penso que há que respeitar a crença de cada um, ao invés de andar a impingir crenças de porta a porta….digo eu.

No entanto, e felizmente, não me têm batido a porta tantos Jeovás (será que finalmente perceberem que, no que diz respeito a crenças religiosas, não é assim que se angariam pessoas?)

Mas se os Jeovás, se limitavam a aparecer uma ou duas vezes por mês… actualmente, não há dia nenhum, em que o spam não bata a porta, pelos menos umas duas ou três vezes…

Publicidade! E …Publicidade….E…Jornal do Lidl! E….mais Publicidade. E folhetos disto e daquilo. Bem fazem os sítios em que as caixas do correio se encontram no exterior dos edifícios, para que não seja necessário tocar à campainha. Mas quando falamos de prédios, cujas caixas estão no seu interior… a história é outra.

Mas se a publicidade fosse pouca, ainda há quem toque à campainha independentemente de onde estiver a caixa.

Eles são os meninos da PT e das mil e uma variantes telefónicas e afins. E não quer mudar? Mas nós somos mais baratos! E já viu o nosso novo plano de preços? Concordo com a informação, e esta deve estar bem disponível ao consumidor. Mas se tivermos interesse em aderir a algo, procuramos… E sinceramente, há uma grande perda de credibilidade em bater de porta a porta. Passa a imagem de uma cambada de desesperados, que só assim consegue clientes. Para não falar, nos famosos “contos do vigário”, que deixam qualquer um de pé atrás, quando abre a porta a um desconhecido.

Eles são pedintes… meninos com ar drogado, dizendo que estão em reabilitação e precisam de dinheiro. Em troca até passam uma facturazinha. É muito bonito ajudar, e sabemos que é necessário muito apoio para a reabilitação. Mas será fácil que as pessoas se livrem do preconceito de que “drogado = ladrão”, e “ladrão a bater a porta = mau”? Ou pelo menos, que as pessoas não pensem que estão a dar dinheiro para irem comprar mais droga… Ajudar no flagelo da droga é extremamente positivo, mas isto é uma forma fiável?

E depois temos os inquéritos, daquelas firmas estranhas de que nunca ninguém ouviu falar. Pessoas que mal se identificam e nos pedem para responder a umas perguntinhas…

Com tanta pessoa a tocar à campainha pelos mais variados motivos, já repararam na facilidade dos gatunos se fazerem passar por uma destas pessoas… e com isso, conseguírem “muitas portas abertas”?

Não me admiro de passarmos muitas vezes de um “Desculpe, mas não estou interessado”, para não abrir a porta, ou até para “Fod***, desamparem a loja, chatos do cara***”. Muitas vezes, são simplesmente pessoas que arranjaram esta forma de ganhar algum dinheiro, e não têm culpa nenhuma (nem gostam!) do serviço que estão a fazer. E necessitam de uma paciência de santo, para incomodar tanta gente e ouvir tanta má resposta… mas para quem é constantemente incomodado, também haja paciência!

Psicologicamente contra os chatos das campainhas.

PS – E chegam ao cumulo de andar o dia inteiro a tocar nos mesmos sítios até que todos lhe abram as portas. Isto é, estão as pessoas a chegar cansadas do trabalho, e têm aquelas “melgas” à porta. Realmente, haja paciência!

2007, os Morangos, e as Próteses Dentárias!

E este é o primeiro post de 2007 deste blog. É altura de ter os desejos feitos, as novas resoluções e desejos. Ah não, esperem, isso já foi há cinco dias, hoje é dia de começar a esquecer todas as promessas e desejos e voltar à rotina habitual.

Porque na verdade, é essa a tradição: comemorar em grande a passagem de calendário, e esquecê-la novamente assim que acaba esta época festiva. Porque qual é a diferença do último dia de 2006, para o primeiro de 2007? É mesmo essa, um calendário novo.

No entanto cá ficam os desejos de um óptimo 2007. “Que seja melhor que 2006”, como se costuma dizer (Mas porque será que o ano que vai passar tem sempre de ter karma de mau?)

Para o ano voltaremos a receber sms’s daquelas pessoas que não nos falam durante o ano todo…

Para o ano voltaremos a desejar que 2008 seja melhor que 2007.

Para o ano voltaremos a ter novas ideias, novos desejos, que em grande parte, serão exactamente os mesmo de agora.

Para o ano voltará a haver fim de ano.

E porque este post, não poderia ser somente um post de ano novo, já repararam num anúncio para “cola” para próteses dentárias, em que a senhora diz:

“Agora já posso voltar a roer uma maçã” –> Até aqui tudo bem.

“Agora já posso comer morangos. Eu que adoro morangos” – uh? É só de mim, ou os morangos até são um fruto molinho e pequenino? Oo

Bem sei que não tenho experiência pessoal com próteses dentárias (ainda não cheguei lá, ainda bem!), mas….não haveria melhores exemplos?

Psicologicamente desejando um feliz 2007, livre de próteses dentárias saltitonas que não deixam comer morangos!

São só 0,60 Euros!

E falava eu de toques ou imagens para telemóveis. E porque queria eu falar nisto? Todos já viram a variedade de anúncios que surgem disto na televisão, certo?

Por 60 cêntimos receba o seu nome no telemóvel! Wow

Por 60 cêntimos + IVA receba retratos de mulheres nuas! Wow

Por 60 cêntimos receba a música do macaquinho! Wow

Por 60 cêntimos receba uma declaração de amor! Wow

 E eu pergunto-me. Para quê? Qual o objectivo de gastar dinheiro nisto? Ok. Para quem não saiba o que fazer ao dinheiro, eu entendo, mas como não anda por ai assim tanta gente a não saber o que fazer ao dinheiro… (há é muita gente que escolhe mal o que fazer com ele…)

 Até percebo que haja ainda muita gente sem acesso à Internet, e que goste de ter o telemóvel personalizado, mas mesmo assim: isto não é propriamente personalizado…Surgem das coisas mais ridículas nestes anúncios. Será que não era mais inteligente gastar os 60 cêntimos a ligar à pessoa que se gosta e dizer o que se sente, do que ir gastá-los para receber uma frase tosca, já feita, e que centenas de pessoas vão ter? Será que há assim tanta falta de imaginação?

 E coitados, alguns não devem conseguir arranjar fotos de mulheres de outra forma…Mas mesmo para esses, comprar uma revista pornográfica deveria ser melhor escolha, pelo menos deveria ter melhor qualidade de imagem…

Também sei que não é muito dinheiro, mas seja como for, não o deitamos para o lixo, não é?

Psicologicamente sem perceber a utilidade disto..

Sexo, Floribella, Hi5, Ana Malhoa nua e o Google! Mais Skip!

E a esta altura perguntam vós, que raio de título é esse? É isso mesmo que estão a pensar! Imaginemos o Google como uma organização de pessoas estranhas. O que será “Sexo, Floribella, hi5 e Ana Malhoa (especialmente nua)”?

O que as pessoas estranhas procuram. Pois claro!

E onde está o Skip, no meio de tudo isso? É o tema do meu post de hoje! (O resto é mesmo para enganar os gulosos que estão neste momento a ler isto e a rogar-me pragas).

Já devem todos ter visto o anúncio do Skip (mais que não seja quem anda no metro de Lisboa, mesmo que não vejam televisão).

Anyway, quem não viu, desenrasque-se à procura (se quiserem), que blogs com ele não faltam por ai, bem como o YouTube e afins.

Já ouvi opiniões positivas em relação a este anúncio: Ah! Memórias às grandes músicas portuguesas, não sei quê, bla bla..

E depois a grande questão: A ideia do anúncio foi honrar a música, ou gozar com ela?

Uma das grandes ideias (talvez um dos grandes objectivos da publicidade em geral) é chamar a atenção. Pluff. Objectivo conseguido.

E depois não importa o objectivo! Quem quiser que seja uma homenagem à música, vai pensar que assim o é. Quem quiser que seja um grande gozo com a música, assim o será.

Quanto a mim: irrita-me um bocado =P

Psicologicamente Skipada… (as in…lavada com Skip)