Casamentos e Divórcios!

Já há uns tempos, que me falaram em fazer um post acerca da questão do divórcio. Chegou o dia.

As relações que efectuamos uns com os outros são uma das questões centrais na vida dos seres humanos. As relações de parentesco, sempre presentes desde que nascemos até à nossa morte; as relações de amizade, de trabalho, de amor… Somos seres sociais, e como tal, estamos destinados a viver em convivência. Sendo as “relações” uma parte tão importante de nós, retiramos vantagens se nos conseguirmos relacionar de forma saudável uns com os outros.

Sabemos que nos dias de hoje, as taxas de divórcio se encontram em nítido crescimento. O próprio desenvolvimento da nossa sociedade traz-nos as explicações necessárias para compreendermos esse facto.

 Se antes, o papel das mulheres era ficar em casa a cuidar dos filhos e dos maridos, hoje a mulher tem obrigações e deveres equivalentes aos do homem. Nos jovens de outrora, era incutida a ideia de que um casamento é um laço que só se desmancha com a morte. E como tal, eram muitos os casos de violência doméstica que ficavam escondidos no seio de um lar, “porque era a obrigação da mulher se sujeitar ao marido, mesmo quando isso implicava maus-tratos”; os homens tinham alguma liberdade para fornicar aqui e acolá, e independentemente das mulheres perceberem tal facto, deveriam somente fingir que não o perceberam. “porque a esposa é a mulher que temos em casa, e lá estará sempre. O resto é puro sexo”. Da mesma forma, se o homem não estivesse satisfeito com a mulher que escolhera, a solução era arranjar modos alternativos de se satisfazer: no entanto, tinha de se aguentar com aquela como esposa até ao fim dos seus dias.

 O divórcio era mal visto, e talvez neste ponto a igreja tivesse um papel importante, porque “o que Deus uniu, o Homem não deve separar”. E este pensamento estava de facto muito presente nos casais. Basta que pensemos um pouco no tempo dos nossos avós, e de como era, e é, a relação que os une.

 Mas os tempos mudaram, e uma das palavras-chave das nossas relações de hoje é a satisfação (a todos os níveis, não me refiro somente à satisfação sexual, obviamente. Apesar desta também ter um papel importante). Um casal tem de se sentir satisfeito junto, para que assim permaneça. O divórcio tornou-se uma prática corrente, e como tal ninguém quer suportar tristezas, inseguranças ou desilusões. Quem está mal, muda-se, é esse o nosso lema actual.

 Se por um lado, observamos vários pontos negativos em prolongar uma relação que não nos satisfaz, por outro, é com algum receio que observamos a leveza com o divórcio é tratado nos dias de hoje.

 É certo e sabido, que devemos querer lutar pela nossa felicidade e satisfação, mas não deveremos nós lutar, com todas as nossas forças, para que as nossas relações sejam felizes?

 Não falo de um esforço individual, mas sim de um esforço a dois. Um verdadeiro criar da palavra “nós”, em detrimento do “eu” e “tu”. Em todas as relações existem dificuldades, e dificilmente haverão casais que não sejam expostos a variadíssimas delas: o conciliar o mundo do emprego, e o mundo do casal; os conflitos do dia-a-dia; a intimidade do casal; a existência ou não de filhos; as relações com as famílias de origem; o dinheiro e a falta dele, etc, etc, etc.

 Existe um sem número de factores, que têm de ser geridos e decididos por ambos, onde obviamente as fontes de conflito proliferam.

 No entanto, o cônjuge não deve ser visto como o nosso oponente. Não é aquele que diverge de nós, que tem opiniões diferentes. O objectivo do casal, deverá ser sempre respeitar o outro, não esquecendo dos sentimentos que os uniram. A comunicação é um ponto fundamental, e deverá ser clara. Por vezes torna-se difícil não responder ao outro, em função que julgamos que o outro pensa. Mas não somos leitores de pensamentos, mesmo que assim o desejemos, e nada como clarificar primeiro o que o outro pensa, antes de extrapolar, dando uma resposta indesejada.

 Numa relação a dois, não desejamos mal-entendidos, desejamos entender o outro, para que o outro nos compreenda a nós.

 Cada vez mais, se observa uma tendência em pensar que se estamos mal com um, deveremos procurar outro. Mas os conflitos não estão, na maioria das vezes, na pessoa que está ao nosso lado, mas sim na relação que temos com ela. No construir de uma nova relação, surgirão outros conflitos, e entramos assim numa escalada de divórcios consecutivos, que além de nós marcarem a nós, negativamente, deixam também marcas nos que nos rodeiam: como os filhos.

Dever-se-ia, quanto a mim, procurar um meio-termo entre o não-masoquismo (como, por exemplo, nos casos de violência domestica) e o esforço para que uma relação possa resultar verdadeiramente.

Psicologicamente relacional…

Encontrar o Amor Perfeito – Teorias

Hoje apetece-me escrever sobre o amor. Mas desenganem-se, se pensaram de imediato em textos cheios de baba no rosto, pegajosa. Antigamente o amor começava na adolescência. Era um dos sintomas da puberdade. No corpo, as modificações são notórias, na alma, surge o amor. O sentimento arrebatado, que nos direcciona cegamente para alguém. Hoje o dia o amor nasce mais cedo, na infância. Notamos a sua nascença, assim que os meninos de cinco anos se aproximam de nós, vindos da escola, e nos dizem que têm namorada (e vice-versa). Antigamente, aos cinco anos, ainda não sabíamos o que era um namorado, ou pelo menos nunca tínhamos colocado a hipótese de ter um. Preferíamos as barbies e os legos. Antigamente, os que descobriam o amor mais cedo eram excepção. Hoje em dia, são atrasadinhos.

Mas não quero falar sobre diferenças temporais, que para tal efeito, já serviu isto. Independentemente de quando descobrimos que achamos uma piada especial aos membros do sexo oposto (ou do mesmo sexo, para alguns casos), os sentimentos vão-se aprimorando, até que chegamos aquela fase da adolescência em que todos amam alguém. E aí, pensamos em dois tipos de pessoas. Os que habitualmente se dão bem com os amores, os chamados “populares”, aos quais basta estalar os dedos para que os namoricos proliferem. (Alguns dos casos, dão para o torto, resultando em coisas como gravidezes indesejadas, mas isso não vem ao caso). E os desgraçadinhos que, vão aumentado em idade, e nada de beijos ou namoros. Julgam-se feios, e julgam que os outros os acham feios. E geralmente acham mesmo. Ou porque é “regra” achar a dita pessoa feia, independentemente da acharem ou não feia, ou porque a pessoa não sabe aproveitar a sua beleza, talvez pelo mau uso de roupa ou acessórios, ou até por alguma característica física, que inevitavelmente a rotula de pessoa feia. Numa fase tão importante de construção de identidade, como a adolescência, a auto-estima dos primeiros fica em alta (vulgo: convencidos e arrogantes), e a dos segundos em baixa (vulgo: nunca ninguém vai gostar de mim).

Com a entrada na faculdade, ou o iniciar de um emprego (ou até de outros tipos de actividade), novas pessoas se conhecem, novas relações, e para alguns dos ditos “desgraçadinhos do amor”, começa um novo ritual de aventura. Finalmente alguém se apaixona por eles, e os livra do karma de pessoas feias. Sentem que afinal conseguem seduzir quem quiserem, afinal são belos, afinal não têm nenhum “erro de fabrico”. Outros continuam em espera. E como quem espera desespera, os sentimentos negativos acerca de si próprios tendem em aumentar. “Se nunca fui correspondido, nunca o vou ser”. Para estes, o construir da primeira relação, tende a ser cada vez mais complexa, porque falta de confiança em si próprios. Fechando-se num casulo, afastam-se dos outros, que os acham “feios”. Conhecendo um menor número de pessoas novas, as oportunidades do surgir do amor decrescem, e consequentemente dá-se um aumento da insegurança e uma maior diminuição da auto-estima. Com o passar do tempo, geram-se os medos de viver para sempre sozinho. O medo da solidão, aliado à incapacidade para sair desse casulo, constrói um ciclo vicioso, do qual não é fácil encontrar uma saída.

No entretanto, os que se descobriram a si próprios, apesar de um dia terem feito parte dos “desgraçadinhos”, despertam cada vez para a realidade do amor. E não se ficam por um único par. Porque há que experimentar, comparar. Só um é pouco. É pouco, porque pode ser muito mau, mas a ele ficamos preso, por julgarmos não conseguir melhor. E depois das inevitáveis comparações, encontra-se quem julgamos ser, para nós, o mais perfeito. E daí segue-se a história da união ou casamento, a qual poderá ser para sempre, ou resultar no tão famoso divorcio. (deixo para outra altura, a dissertação sobre o aumento do mesmo).

E nesta altura, os que permanecessem sem sequer ter tido uma relação, observam os casamentos em seu redor, e começam a sentir-se isolados no mundo dos solteiros. Descem o seu “nível de exigência” procurando outros que tais, por vezes, que também eles consideram “feios”, ou resignam-se ao seu mundo solitário, tentando encontrar alegrias noutros campos, como no emprego ou na arte (há quem lhe chame sublimação).

No entanto, e em jeito de conclusão, os caminhos não são lineares, e muito menos, poderão estar definidos à partida. O futuro é imprevisível, e o que fomos no passado, não poderá ditar, com qualquer exactidão, o que nos transformaremos no futuro. Se o mais importante do ser humano se resume ao seu carácter, esse sim, ditará quem é “feio” ou “bonito”. O restante, só servirá de empecilho, para que o próprio encontre em si essa beleza, e saiba sair do caminho que julga ser o traçado para si.

E agora, perguntam vós: Mas que raio de post foi este?
Não sei, mas poderia vir em qualquer um daquele tipo de livros tristes e inúteis, do género: “os 10 passos para se ser feliz”.

Psicologicamente a palrar.

Belas e Mestres, o novo Big Brother!

Pois é, já sabem que acho uma certa piada em vir comentar programas de televisão. E isto é para poderem dizer aquela deixa “Falam mal, falam mal, mas a verdade é que vêem”. É verdade, confesso que vi o início do programa, especificamente com o objectivo de fazer um post sobre ele! (isto é dedicação bloguista, não digam que não!)

Ora, supostos objectivos do programa:
– Sabemos que os portugueses gostam deste tipo de programas – isto é – de espreitar vidas alheias!
– Sabemos que os portugueses adoram um bom romance à lá novela, e se houver sexo à mistura, melhor.

Por aí, o programa tem como ter sucesso (a nível de audiências). E obviamente, sabemos ser esse o interesse da estação televisiva em questão.

Teoricamente, o programa pretendeu encontrar pessoas, que se enquadrassem o mais possível, em dois tipos de estereótipos.

– “A burra loira”, como quem diz, a gaja super super gira, e super super burra.
– E uma espécie de “geek”. O gajo supostamente desajeitado, sem grande jeito com as mulheres, mas extremamente inteligente.

Quanto a elas, pelo menos parece haver ali uma bela amostra de burrice. Tendo em conta pérolas como:

Pergunta: “Então quais são as regiões autónomas de Portugal?”
Resposta…”Hein? Hmmm…Lisboa?”

Pistas: “(Sendo suposto identificar uma fotografia): Foi a única Primeira-ministra mulher de Portugal…Têm nome de passarinho! Maria de Lurdes…….vá…nome de um passarinho?”
Resposta: “Piriquito? Oo”

(ou chamar Napoleão a Bocage, e Gorbanov a Gorbatchev).

Pergunta: Qual a capital da Arábia Saudita? Resposta: Paquistão?

Pergunta: Então diz-me lá o que já sabes da África? Resposta: É o segundo maior continente… Pergunta: Então e qual é o maior? Resposta: Os Estados Unidos?…ah não… a América do Norte?

Quanto a eles, bem, ainda não mostraram ser nada de extraordinário. Eles acabam por não ter de provar que são inteligentes, fazendo-se disso como facto assente (pela simples frequência ou término de uma licenciatura, e o arzinho de geek?). E pareceu-me extremamente ridícula, a ideia de que um dos objectivos para eles, seria “ganhar músculo”. Uh… interessa assim tanto? Oo

O programa tem gerado alguma discussão, acerca de até que ponto, alimenta um estereótipo de que as mulheres são burras, e os homens inteligentes. Penso que não é nada disso que se trata, e a resposta é simples. Queriam juntar, pessoas inteligentes (e que não primassem pela beleza), para que pudessem de algum modo, tentar ensinar pessoas burras (por sua vez, belas). Ora… gajas boas dá mais audiência que gajos bons, é um facto (por isso as burras, tinham de ser elas). E sexo dá audiência (dai a ideia de juntar duas pessoas de sexo oposto). Não deve ser difícil perceber-se isso.

Fica a piada das calinadas que se ouvem…

Até as do júri, como, em palavras de Rui Zink “São tão fofinhos (um dos casais), que até dormia no meio deles”.

Psicologicamente a comentar mais um Reality Show!

(E com outras novidades, e como sabem que eu até tenho um gostinho por Magic, the Gathering. Já viram esta nova comic? Vá, vão ver.)

O Regresso de Salazar e vídeos de 10 gajas nuas na perigosíssima dança das cadeiras!

Quanto a Salazar, tem sido engraçado observar as polémicas que a sua nomeação como um dos 10 Grandes Portugueses, tem causado. Por um lado, os que consideram Salazar, como o melhor que Portugal teve, e que anseiam a sua vitória nesta votação. Por outro, os que se sentem ultrajados por ele estar na lista. António de Oliveira Salazar foi um nome marcante da nossa história, quanto a isso, acho que ninguém tem dúvidas. (E a presença de Álvaro Cunhal na lista torna-se deliciosa, por permitir estes tão famosos duelos políticos).

Para os que preferem fugir de politiquices, votemos em Fernando Pessoa ou em Luís Vaz de Camões.

Quanto às gajas nuas, são uma pequena mentirinha piedosa, para introduzir o tema do post de hoje: a Mentira. (Já sabem que eu acho piada em atrair gulosos para aqui, e depois não lhes dar o que procuram – Obviamente, para não se armarem em gulosos.)
E claro, que se o nome de Salazar volta a estar vivo entre nós, não poderíamos deixar de lado, a perigosidade inerente à dança das cadeiras…

O que queria eu falar sobre a mentira? Cada vez mais, tenho visto exemplos de pessoas que mentem, como respiram. Haverá necessidade das pessoas mentirem tanto?

E agora pensamos: quais são os objectivos da mentira?

Camuflar algo, que levaria certamente a que alguém, importante para nós, se chateasse connosco.

Ora, sabendo que a mentira tem perna curta, o mais provável, é que esse alguém, venha a descobrir a dita mentira, o que leva, inevitavelmente, a uma discussão maior do que a que surgiria na ausência da mentira. E toda a gente sabe isto, mas mesmo assim arriscam pela mentira. Claro que o fazem uma vez, duas vezes… e chega sempre a altura em que todas, ou quase todas, são descobertas…

– Mentir para nos vangloriarmos. A típica mentira do caçador que veio de mãos a abanar, mas diz que trouxe 20 coelhos para casa.

O que é nos interessa darmos uma imagem melhor que nós, do que a real, se as pessoas vão acabar por perceber que não somos assim? Aliás, vão acabar por perceber que não somos assim, e ainda por cima, que somos uns grandes mentirosos. Resultado: se o objectivo era passarmos a ser mais bem vistos, passamos é a ser ainda mais mal vistos do que verdadeiramente até podíamos ser.

– Mentir quando alguém nos pergunta algo que não queremos contar. O chamado “Estás a querer saber demais, levas com a mentira”.

Confesso que há quem mereça estas mentirinhas. Mas há sempre a opção de fugir do assunto, de dizer que não se quer falar nisso, que isso não têm importância, ou que a pessoa não tem nada a ver com isso. Não se fica com a fama de mentiroso, e talvez a pessoa perceba que é uma grande cusca.

– Mentir para prejudicar os outros.

Bem… se os fins são estes, os meios nunca podem ser bons. O que diz muito sobre o carácter da pessoa em questão.

– Mentir para não estragar uma surpresa
Esta talvez consiga ser das únicas formas positivas da mentira. Trata-se somente de esconder algo, para que passado uns dias, se provoque uma enorme felicidade numa pessoa. Claro que há surpresas e surpresas, e estava-me somente a referir às positivas. E mesmo assim há que ter cuidado com os mal-entendidos, para não transformar a surpresa num pesadelo…

– Mentir para não magoar alguém
Por vezes o objectivo é bom, mas o resultado consegue ser desastroso, se no futuro a pessoa não conseguir continuar a não dizer a verdade. Ponto que é bem visível, quando se trata de relações amorosas. Claro que há pequenas coisas, que talvez não faça mal “omitir”, e se evite assim que alguém fique momentaneamente triste. Mas há que pesar muito bem se a mentira vale a pena (será que alguma vez vale a pena? Por mais pequena que seja?), ou se não será somente um sinal de falha de honestidade perante alguém. Se uma relação conseguir aguentar todas as verdades, mesmo que algumas não sejam totalmente agradáveis, de certo que é uma relação mais forte, do que a que necessita de camuflar umas mentirinhas, para não magoar.

– Mentir só por mentir.
E estas são as mais irritantes. Aquelas, sobre as quais, nem se consegue perceber um motivo. Um mentir compulsivo, sem objectivos claros. Uma forma de estar. No entanto, são também as pessoas que mais estragam a sua própria vida, porque mesmo que um dia estejam a dizer a verdade, serão sempre desacreditados.

Se as consequências negativas da mentira são tão visíveis, porque continuam a existir por aí em tanta quantidade? Podendo trazer alguma vantagem imediata, a mentira é somente o reflexo de relações humanas mal construídas. A presença da mentira, será sempre o primeiro passo para a ruptura…

Psicologicamente verdadeira.

(Aproveito para salientar a mudança d’ O Factor F, para o wordpress. Prometo que não é mentira, e aconselho a visita)
😉

Orgasmo: vem-te tu também e luta pela paz!

Após ter visto isto aqui, não pude deixar de vos falar do Global Orgasm.

“A ideia é que, dia 22 de Dezembro, seja criada a maior onda de energia humana de sempre. Para tal, um elevado número de pessoas deverá ter relações sexuais, originando um orgasmo em simultâneo. Nessa altura, os pensamentos e toda a energia devem ser canalizados num único sentido: a paz mundial e o fim dos vários tipos de violência. «O orgasmo provoca um sentimento incrível de paz durante e depois dele», afirmou Paul Refell em declarações à imprensa estrangeira, acrescentando que o objectivo pretendido é transformar a energia sexual das pessoas em algo mais positivo.”

Pois é meus amigos, um dia cheio de orgasmos, mundialmente falando, e nada será o mesmo. Adeus guerras, adeus fome, venha só o amorzinho! E o slogan “Make love, not war” consegue assim ser levado à letra.

Claro que “um dia, não são dias”, e o dia não passará de uma desculpa, para “fazer amor, sem preconceitos.” E porque não, não é? Talvez reacendam por ai, algumas paixões mais apagadinhas, e só por isso, já valerá a pena. Sempre é uma iniciativa, que leva a uns sorrisos extra, para algumas pessoas…

Efeitos na paz? Não terá nenhuns. Só na paz interior de cada um, enquanto apreciar os ditos orgasmos. Fica o simbolismo.

Psicologicamente orgasmica …

PS – fica o conselho: amorzinho seguro e paz no futuro!

Flores – Enterros ou Amores! E as Prendas de Natal?

É engraçado notar-se uma maior afluência neste post ultimamente, o que é facilmente justificado pela proximidade do Natal. Nas pesquisas vindas dos google são muitos os que procuram por “que prendas oferecer?”.

Não esquecendo o conteúdo do dito post, e a minha antipatia por “prendas de Natal, por obrigação” (que é o que geralmente acontece), vamos pensar naquelas prendas que queremos mesmo oferecer, não sabemos é bem o quê…

Aqui fica então um post, com algumas sugestões básicas, mas antes das sugestões propriamente ditas, gostaria de falar um pouco acerca de uma prenda muito usada: as Flores.

As Flores, geralmente têm alguns lados positivos: são bonitas, cheirosas, enfeitam-nos a casa. E alguns lados negativos: Não duram muito e até nem são baratas (excepto, claro, flores de plástico, ou flores roubadas de um jardim, essas são uma questão à parte).

As flores costumam ter dois grandes usos: prendas e enterros. O que por si só, é de certa forma triste e antagónico. Quanto às grandes coroas de flores, dadas na despedida de alguém do nosso mundo, acho uma forma bonita de homenagear a pessoa em questão. Mas depois, haverá necessidade de colocar flores nas campas regularmente? É algum volume de dinheiro, parecendo que não. (e tendo em conta as dificuldades monetárias que a maioria das pessoas vai tendo). Percebo que seja uma forma da pessoa se sentir bem consigo mesma, uma prova de que se lembra da pessoa em questão, e que sente a sua falta. É necessário isso, para mostrar que se sente a falta? Para mostrar que se sofre? São um símbolo, como outro qualquer. O que verdadeiramente conta, é o que se sente, e isso está dentro de nós, e quanto a mim, não necessita de símbolos. É triste, deixar a última morada de alguém que amamos ao abandono, mas podemos visitá-la regularmente, e até compor a campa, com algo menos perecível do que as flores naturais. São opções, claro, e não as recrimino. Mas são tantos os que se vêem por ai a decorar as campas, só para mostrarem aos outros (aos vivos) que são “pessoas de bem”.

Passando às prendas, existe o grande mito “qualquer mulher gosta de receber flores”. De facto, algumas apreciam muito as flores (são um gosto seu, como outro qualquer gosto). Quando este gosto está presente, acho que se trata de uma boa prenda. No entanto, penso que grande volume das mulheres, fica feliz com o ramo, porque “qualquer mulher gosta de receber flores, e é romântico”. O gosto criou o mito, e o mito influência o gosto. Coloca-se as flores numa jarra, olha-se para elas com um sorriso, durante alguns dias “porque ele/ela se lembrou de mim”, e depois as flores estragam-se, e ficamos sem recordação.

A escolha da prenda depende, antes de mais, da pessoa em questão. Existem vários tipos de prendas:

1. Lembranças para a família alargada/ alguns conhecidos – Uma coisa que não nos faça gastar muito dinheiro (senão vamos à falência), mas que sirva para nos lembrarmos que gostamos da pessoa.

2. As prendas para as crianças da família alargada – Tentar fazer o gosto ao “puto” ou a “miúda” é o que interessa. A piada dos natais em família passa bastante pela alegria no momento de abrir as prendas.

3. Prendas entre pais e filhos

4. Prendas entre namorados/cônjuges

5. Prendas para amigos.

Quanto a mim, existem dois factores essenciais para uma boa prenda: Funcionalidade e Recordação.

Um prenda serve para recordarmos alguém, se a prenda desaparece, perdemos esse ponto. Existem no entanto, grandes excepções, por exemplo, para as prendas do tipo 1, uma caixa de bombons funciona bem. Não ficam como recordação, mas dão-nos o prazer do momento e a certeza de que a pessoa se lembrou. O lado romântico dos bombons, só funciona bem, quanto a mim, se for acompanhado de uma bela “carta de amor”. Os bombons comem-se, mas a carta fica. Quando se está muito mal de finanças, e em certas ocasiões, é sempre uma opção. Claro que é preciso a pessoa gostar dos bombons…(lá está, se a pessoa gostar muito de flores, funcionam da mesma forma). Para os homens, existe sempre a versão “uma garrafinha de qualquer coisa”, nestas prendas que “desaparecem”.

E depois, a funcionalidade, apesar de este ser um ponto pessoal, é triste uma prenda que “fica a um canto”. Mas se não serve para nada, tem mesmo de ficar a um canto…Os bibelots inserem-se nesta categoria. Claro que a excepção, é quem goste muito de bibelots…caso contrário, são somente “apanha-pó”, por mais bonitos que sejam.

O essencial é olhar ao gosto de cada um, e se conhecemos alguém, devemos saber duas ou três coisas que funcionam bem para a pessoa em questão.

Entre:

– Livros/BD’s

– DVD’s, CD’s

– Jogos (sejam eles de pc, consola, card ou boardgames)

– Electrodomésticos ou coisas que façam falta numa casa

– Computadores, leitores de mp3, gravadores de dvd’s, televisões, telemóveis, etc

– Perfumes (para quem goste e os use, é claro)

– Roupa (por vezes neste ponto, é preferível esquecer o lado “surpresa” e levar a pessoa às compras)

– Bijouteria/Acessórios (para todos os preços e todos os gostos, são prendas fáceis para quem goste – incluem-se deste fios, pulseiras, brincos, anéis, maquilhagens, cachecóis, luvas, relógios, etc etc)

– Porque não, um bilhete para um espectáculo especial?

– Olhar aos passatempos: se gosta de pintar, um estojo de pintura; se gosta de tocar, um instrumento novo; se gosta da “carpintaria”, porque não uma nova ferramenta; se gosta de escrever à mão, porque não uma caneta especial; etc etc.

– Se há uma colecção, porque não acrescentar uns itens?

 

Acrescentar umas palavras doces e um beijinho, e tudo fica perfeito.

Pode-se sempre inovar, e fazer uma prenda com as próprias mãos.

 

Psicologicamente dando sugestões óbvias.

Afinal, quem vê a Pornografia?

Hoje, e porque não hoje, resolvi dedicar um post à Pornografia. Tendo ela um lugar tão “especial” no nosso mundo, porque não também ter direito a um lugar neste blog.

A wikipedia define Pornografia como a representação, por quaisquer meios, de cenas ou objectos obscenos destinados a serem apresentados a um público e também expôr práticas sexuais diversas, com o fim de instigar a libido do observador.”

Não tendo absolutamente nada contra a pornografia (antes que venham aqui gritar coisas, antes de ler o post, pode ser que vejam esta parte), resolvi pensar um pouco, não sobre a pornografia em si (essa já se sabe bem o que é), mas sim sobre quem a vê.

Este observador, que procurar “instigar a sua libido”, que características possuirá? Será que possui características específicas, ou simplesmente é ser humano? (se calhar os animais também gostam!). Isto é, será que todos vemos pornografia? Ou estará a diferença, na frequência com que o fazemos?

Muitas vezes, tenho ouvido coisas como “não há homem/rapaz nenhum que não tenha uns gigas de porn no seu computador” (há uns anos atrás, falar-se-ia de revistas debaixo da cama – isto é a evolução). Será verdade?

De facto, penso existir alguma diferença (e não é propriamente um mito), entre homens e mulheres nesta questão. Claro que muitas mulheres também terão os seus gigas de porn, e muitos homens têm o computador sem ele.

Outra questão pertinente prende-se com a “falta”. Não é a falta de pornografia, é mesmo a falta de companheiro/a e de satisfação sexual. Terão os solitários, maior necessidade de observar corpos desnudos de desconhecidas? Tendo em conta, que o sexo é uma necessidade, e que para o fazer sozinho é preciso uma estimulaçãozinha, talvez pareça natural, o recurso à pornografia para a satisfação. Parece-me que sim…

Por seu lado, quem tenha companhia, mas não seja esta a companhia ideal, talvez também tente procurar por outros meios. Imaginando alguém, que não querendo trair a sua companheira, sente que com ela não tem grande “prazer visual” e consequentemente estimulação sexual, talvez pareça também natural, a procura de uma forma de se satisfazer com outras, que não implique a traição (os casos que não se preocupam com a traição, recorrerão, de certo, à terapia de substituição de P’s – de Pornografia para Prostituição).

E depois, o terceiro caso. O homem satisfeito, que adora o corpo da sua própria mulher, e se encontra preenchido sexualmente, na sua plenitude (ou que preenche a mulher, se assim preferirem). Terá necessidade de recorrer à Pornografia? Refiro-me obviamente à pornografia com terceiros, a “pornografia caseira”, somente entre o casal, não será um recurso, mas sim um complemento à relação (do qual se poderá ou não usufruir, consoante as opções pessoais). Nestes casos, poderia ser a observação de Pornografia vista como uma forma de traição? Ou não terá absolutamente nada a ver com os sentimentos/satisfação que se têm pelo/com o parceiro? Os homens, mesmo os satisfeitos, vêem sempre a Pornografia, porque “são homens”? Ou serão as mulheres que não os satisfazem, mas considerando que não conseguem arranjar melhor, o porn é a melhor opção? (“Porque as modelos servem para o porn, e as mulheres reais não são modelos”?)

Ficam no ar as questões.

Psicologicamente Playboy…