Anime 5 – Gantz

Gantz é um anime bastante diferente dos anteriores (não são todos eles diferentes?), e que me surpreendeu pela positiva. Tenho preferência por animes (não é só nos animes, obviamente, mas é o relevante neste caso) que tenham algum conteúdo por detrás das imagens que passam diante dos nossos olhos. Isto é, que nos façam pensar em algo. Torna-se muito mais interessante quando há uma temática que de algum modo corresponde às nossas vidas e à vida em sociedade, do que quando simplesmente vemos lutas de poderes entre os “bonequinhos”.

No entanto, por vezes não é fácil aliar uma boa temática à capacidade de entretenimento. Isto é, também não gosto quando o anime se torna maçudo demais. Quando uma série nos faz não querer parar de ver os episódios, um atrás do outro, geralmente é porque este objectivo foi bem conseguido, e estamos perante um bom anime.

Gantz começa por fazer-nos pensar : o que acontecerá após a morte? Uma temática já bastante explorada, em que Gantz consegue mostrar uma perspectiva de alguma forma original.

Num ambiente, que nos faz lembrar uma mistura entre O Cubo e Battle Royale, pessoas tentam lutar para que lhes sejam devolvidas as suas vidas.

E se depois de morrermos tivéssemos uma segunda oportunidade?

E se para que pudéssemos voltar à nossa vida, nos víssemos obrigados a matar alguém. Será que o faríamos?

Gantz é, tal como grande parte nos animes, baseado em manga, que já conta com 267 capítulos, e continua em publicação. Para os interessados, o primeiro volume em inglês será publicado pela Dark Horse Comics no final de Junho.

O anime, pelos estúdios Gonzo, conta-nos em 26 episódios (divididos em duas séries) uma parte da história, tendo, obviamente, um final alternativo do manga. (se não, não teria já acabado!). Não vou aqui fazer comparações, visto não ter lido o manga, mas considero ser por vezes preferível terminarem o anime, mesmo que para isso tenham de alterar algumas coisas da versão original, do que terem de andar a “encher chouriços” (não há melhor tradução para fillers) para acompanhar a publicação do manga. (Bleach, anyone?)

No entanto, o anime deixa-nos a querer saber mais, e com algumas perguntas em mente, e o manga, pelo que já vi, explica muito mais, e proporciona-nos bastante mais detalhes, até porque…continua!

Há que salientar, que vi a versão uncut do anime. Algumas cenas agressivas e outras de conteúdo sexual. (algumas destas últimas a proporcionarem umas boas risadas). O personagem principal retrata bastante bem um adolescente com as hormonas aos saltos, o que ajuda bastante a caracterizá-lo. (Não sei o que cortaram na versão censurada, mas, e fora as crianças que estejam a ler isto, claro, vejam a versão não censurada). Para as crianças há por aí muitos outros animes mais indicados.

Psicologicamente a matar uns extra-terrestres.

(Próximo Episódio: Darker Than Black)

Casamentos e Divórcios!

Já há uns tempos, que me falaram em fazer um post acerca da questão do divórcio. Chegou o dia.

As relações que efectuamos uns com os outros são uma das questões centrais na vida dos seres humanos. As relações de parentesco, sempre presentes desde que nascemos até à nossa morte; as relações de amizade, de trabalho, de amor… Somos seres sociais, e como tal, estamos destinados a viver em convivência. Sendo as “relações” uma parte tão importante de nós, retiramos vantagens se nos conseguirmos relacionar de forma saudável uns com os outros.

Sabemos que nos dias de hoje, as taxas de divórcio se encontram em nítido crescimento. O próprio desenvolvimento da nossa sociedade traz-nos as explicações necessárias para compreendermos esse facto.

 Se antes, o papel das mulheres era ficar em casa a cuidar dos filhos e dos maridos, hoje a mulher tem obrigações e deveres equivalentes aos do homem. Nos jovens de outrora, era incutida a ideia de que um casamento é um laço que só se desmancha com a morte. E como tal, eram muitos os casos de violência doméstica que ficavam escondidos no seio de um lar, “porque era a obrigação da mulher se sujeitar ao marido, mesmo quando isso implicava maus-tratos”; os homens tinham alguma liberdade para fornicar aqui e acolá, e independentemente das mulheres perceberem tal facto, deveriam somente fingir que não o perceberam. “porque a esposa é a mulher que temos em casa, e lá estará sempre. O resto é puro sexo”. Da mesma forma, se o homem não estivesse satisfeito com a mulher que escolhera, a solução era arranjar modos alternativos de se satisfazer: no entanto, tinha de se aguentar com aquela como esposa até ao fim dos seus dias.

 O divórcio era mal visto, e talvez neste ponto a igreja tivesse um papel importante, porque “o que Deus uniu, o Homem não deve separar”. E este pensamento estava de facto muito presente nos casais. Basta que pensemos um pouco no tempo dos nossos avós, e de como era, e é, a relação que os une.

 Mas os tempos mudaram, e uma das palavras-chave das nossas relações de hoje é a satisfação (a todos os níveis, não me refiro somente à satisfação sexual, obviamente. Apesar desta também ter um papel importante). Um casal tem de se sentir satisfeito junto, para que assim permaneça. O divórcio tornou-se uma prática corrente, e como tal ninguém quer suportar tristezas, inseguranças ou desilusões. Quem está mal, muda-se, é esse o nosso lema actual.

 Se por um lado, observamos vários pontos negativos em prolongar uma relação que não nos satisfaz, por outro, é com algum receio que observamos a leveza com o divórcio é tratado nos dias de hoje.

 É certo e sabido, que devemos querer lutar pela nossa felicidade e satisfação, mas não deveremos nós lutar, com todas as nossas forças, para que as nossas relações sejam felizes?

 Não falo de um esforço individual, mas sim de um esforço a dois. Um verdadeiro criar da palavra “nós”, em detrimento do “eu” e “tu”. Em todas as relações existem dificuldades, e dificilmente haverão casais que não sejam expostos a variadíssimas delas: o conciliar o mundo do emprego, e o mundo do casal; os conflitos do dia-a-dia; a intimidade do casal; a existência ou não de filhos; as relações com as famílias de origem; o dinheiro e a falta dele, etc, etc, etc.

 Existe um sem número de factores, que têm de ser geridos e decididos por ambos, onde obviamente as fontes de conflito proliferam.

 No entanto, o cônjuge não deve ser visto como o nosso oponente. Não é aquele que diverge de nós, que tem opiniões diferentes. O objectivo do casal, deverá ser sempre respeitar o outro, não esquecendo dos sentimentos que os uniram. A comunicação é um ponto fundamental, e deverá ser clara. Por vezes torna-se difícil não responder ao outro, em função que julgamos que o outro pensa. Mas não somos leitores de pensamentos, mesmo que assim o desejemos, e nada como clarificar primeiro o que o outro pensa, antes de extrapolar, dando uma resposta indesejada.

 Numa relação a dois, não desejamos mal-entendidos, desejamos entender o outro, para que o outro nos compreenda a nós.

 Cada vez mais, se observa uma tendência em pensar que se estamos mal com um, deveremos procurar outro. Mas os conflitos não estão, na maioria das vezes, na pessoa que está ao nosso lado, mas sim na relação que temos com ela. No construir de uma nova relação, surgirão outros conflitos, e entramos assim numa escalada de divórcios consecutivos, que além de nós marcarem a nós, negativamente, deixam também marcas nos que nos rodeiam: como os filhos.

Dever-se-ia, quanto a mim, procurar um meio-termo entre o não-masoquismo (como, por exemplo, nos casos de violência domestica) e o esforço para que uma relação possa resultar verdadeiramente.

Psicologicamente relacional…

Deus e o Coelhinho da Páscoa!

Olá, meus amigos. Hoje venho falar-vos desta época “Santa”, pela qual estamos a passar. Isto é, provavelmente, vou gerar ódios!

Há algum tempo que andava a pensar em fazer um post que tocasse nas temáticas religiosas, mas, só hoje chegou o dia! Antes de mais, gostava de referir que respeito a fé de cada um. (Daí a concordar, é um passo bastante largo).

Segundo o que sei (que sim, é pouco, por isso sintam-se livres de discordar de algo, que não seja exactamente a verdade), a igreja católica tem a “tradição” (ou devia dizer obrigação?) de impor um regime de abstinência que vai da Quarta-Feira de Cinzas, até ao dia de amanhã: a Sexta-Feira Santa (para quem não saiba quando é essa Quarta-Feira, foi há 40 dias atrás de amanhã). Ora, o que é suposto fazerem os “fiéis”: não comer carne ao longo de todas as sextas-feiras desse período, nem na quarta-feira de cinzas.

Esta seria uma forma de humildade e de redenção de pecados, julgo eu. De alguma forma, a ideia que era imposta na igreja (e pelo menos há uns tempos atrás assim o era, não sei se já houve alguma alteração), era a de quem comesse carne nesses dias estaria a “pecar”. 

Não sei até que ponto há uma extrapolação da ideia original, mas sei que muitas pessoas, ainda hoje vivem com esta ideia que lhes foi importa “carne nesses dias = pecado”.  E não digam o contrário, que conheço imensas pessoas com esta ideia. Pode ser sinonimo de simples burrice, ou má interpretação dos “ensinamentos”, mas a verdade é que foi isso que foi imposto a estas pessoas..

O que eu me pergunto, é até que ponto isto fará algum sentido. Até que ponto esta não é somente mais uma “ordem” da igreja, vinda de cima, para que o seu “rebanho” (e a palavra é extremamente bem empregue) a siga. Uma tentativa de mandar no povo, e de o cegar às coisas verdadeiramente importantes. 

Existem várias pessoas, que se dizem como católicas ferranhas, e que não fazem este período de abstinência. Fazem bem ou mal? Será que só seguem as ideias da igreja que não os incomodam? Ou será que têm o discernimento para perceber a idiotice da ideia?

E por outro lado, há aqueles que seguem religiosamente esta tradição, mas passam o resto do ano a exercer um sem número de pecados: pensemos na gula, pensemos em não desejar a mulher alheia, pensemos na preguiça, pensemos na inveja. Já para não falar em piores pecados, aqueles a que se dá o nome de crimes!

 Pensemos na imagem do assassino que se abstém na Quaresma. Ridículo, hein?

 E não é que custe comer peixe nesses dias, é suposto fazermos uma alimentação variada, há sempre dias em que não se come carne. A questão está no absurdo da ideia.

 Penso que na maioria das vezes, as pessoas dizem-se religiosas, porque a sociedade assim lhes impõe. (E sim, ainda existem muitos casos, de crianças e adolescentes que são obrigados a frequentar a igreja pelos pais, mesmo quando não lhes faz qualquer sentido). “Porque parece bem ser religioso”; “Porque somos vistos na igreja, e isso faz de nós seres melhores”. E sim, especialmente nas terras mais pequenas, é “fino” ir à missa. Mais que não seja contacta-se com pessoas importantes da dita terra, que podem ser excelentes fornecedores das ditas cunhas, que tanta falta fazem hoje em dia. Mesmo sem a consciência disso, estas são muitas vezes as verdadeiras motivações das pessoas, que se metem para ali a rezar, mas não fazem o mínimo para ser “Pessoas boas e honestas”. Vulgo: muitos deles são os maiores cabrões.

A igreja e a religião poderiam ter o seu lado positivo: podiam dar esperança as pessoas, e podiam ajudar estas pessoas a construir um mundo melhor. E nesse ponto, conseguia dar-lhes alguma positividade.

 Abomino a religião, e especialmente abomino as “igrejas”, é verdade. (Falei na católica, porque é simplesmente a que conheço melhor, as outras vão dar ao mesmo, na sua maioria). Porque transpiram falsidade por todos os poros. E respeito as pessoas que desejam acreditar em algo, não considerando que esta falsidade existe. Se considerassem, acredito que não estivessem lá… Penso que se consideram que acreditar em algo lhes faz sentir melhor, o devem continuar a fazer. Quanto a mim, acreditar na existência num ser superior e omnipotente, só me tiraria sentido à vida. Prefiro pensar que o mundo está entregue às mãos dos seres humanos, da sorte, do destino, da natureza, ou de qualquer outra coisa com a qual ninguém ainda sonhou.

Psicologicamente a comer um bom bife!

 PS – E digo mais, o importante importante nesta altura, é que não deixemos raptar o coelhinho da Páscoa! Quem sabe não é ele o nosso grande Deus? Pelo menos, traz docinhos! (Se calhar é proibido comer carne, para evitar que o coelhinho da páscoa vá parar à mesa de alguém!)  

Heroes – Já conhecem a série?

Hoje, e apesar de ser dia, não vos falo dos nomeados para os Óscares. Deixo esse retrato, para ser tirado aqui.

Hoje falo-vos de heróis. Desenganem-se, se pensaram que ia falar do homem-aranha, do super-homem, ou de outros que tais. Desenganem-se, se pensam que esta é somente “mais uma série de super heróis”. Heroes, é uma recente série da NBC, que conta, até ao presente, com 16 episódios (não percam o próximo episódio, porque nós, também não! E quem não viu ainda estes, vá a correr ver!). Pessoalmente nunca fui muito fã das ditas séries/filmes de super-heróis, talvez pelo excesso de “fatiotas” e surrealismo, que ficam perfeitos na Banda Desenhada, mas que no grande ecrã, nos lembram que estamos somente perante ficção, e nunca de realidade. Penso que é nesse ponto, que heroes se distingue: um maior realismo. Uma maior aproximação dos “heróis” com pessoas de carne e osso. Sim…ok, na realidade não andam por ai pessoas com super-poderes, mas é hipoteticamente mais provável surgirem pessoas, iguais às outras, que têm uma determinada capacidade mais desenvolvida que o normal, do que andar por ai alguém a voar com um fato de licra.

Fazendo um breve resumo, para quem ainda não viu nada, e sem spoilar, temos:
1. Um conjunto de pessoas que vão descobrindo que têm, cada uma, um determinado poder.
2. Um geneticista, que tem uma lista dessas pessoas. (sabemos que os poderes, têm origem genética).
3. Um assassino (também ele com poderes?) que vai perseguindo (e matando duh é assassino) essas pessoas.
4. Um pai de uma rapariga com poderes, que estranhamente também procura essas ditas pessoas… (para quê?)
5. Um homem importante, que se encontra de alguma forma interligado com várias das personagens. (Chantageia? Manda matar? Comanda? Quem é ele?)
6. O mundo está em perigo, e alguns dos nossos heróis, têm a missão de o salvar (Quais? Como o vão fazer?)

Um conjunto de tramas, e de poderes, que se vão interligando, e espicaçando a nossa curiosidade. Respostas? Ainda faltam muitas, ainda há muitos episódios a ver.

Vou passar à parte das personagens/super-poderes, logo, esta é a parte dos SPOILERS. Se não viram ainda, perde a piada se lerem isto tudo, ok? Por isso “xô”, vão ver a série e depois voltem.
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Hannibal Rising – Saudades de uma carninha?

Hoje venho falar-vos de Hannibal Rising!

Pois é, quem não conhece Red Dragon, The Silence of the Lambs e Hannibal? Agora, chegou-nos, a prequela das prequelas, Hannibal Rising.

Objectivos? Mostrar-nos a história de Hannibal. O que o transformou na personagem que todos conhecemos? Como foi a infância/adolescência, do nosso querido Hannibal Lecter?

Arrisco a considerar Hannibal Lecter um dos melhores vilões cinematográficos, a par de outros, tais como Jack Torrance, por The Shining ou Darth Vader, por Star Wars. No entanto, e como é óbvio, é na pele de Anthony Hopkins que imaginamos este grande vilão. É o carisma do actor, a excelente capacidade de representação, o olhar penetrante e avassalador, que fazem dele o melhor dos melhores. E foi pela imagem de Hannibal Lecter estar tão fortemente intrincada com a de Anthony Hopkins, que olhei inicialmente para este novo filme, com bastante cepticismo. Como se sairia Gaspard Ulliel(Um jovem francês, desconhecido do grande público), na pele de Hannibal Lecter? Esperava, antes de ver o filme, um hannibal fraco; um hannibal “traumatizado”, calculando que colocariam a justificação dos seus traços “sociopatas”, num trauma de infância

Desconhecendo “Behind the Mask”, a obra de Thomas Harris na qual o filme se baseia, não poderei comentar a adaptação cinematográfica da mesma, limitando-me portanto a pensar no filme, em relação aos restantes.

Todos sabemos que não é somente um actor que faz um filme, e independentemente de Gaspard Ulliel, realizar uma prequela de uma história, não é tarefa fácil. O elemento surpresa, torna-se inviável (todos sabemos que Hannibal irá sobreviver até ao final do filme… no shit) e não é absolutamente nada fácil caracterizar a personalidade de Hannibal, muito menos arranjar “justificações” no seu passado para as suas características. Por um lado, Gaspard Ulliel superou em muito as minhas expectativas, conseguindo fazer jus ao nome da personagem. Não se quebrou a “mística” envolta em Hannibal Lecter, como receava que acontecesse. (Ainda bem que não escolheram Hayden Christensen ou Macaulay Culkin!).

Pena, numa ou noutra cena, ser suposto pensarmos que havia a hipótese dele morrer: não eram necessários minutos de filme que nos fizessem pensar “levanta-te lá, que é óbvio que estás bem”. Lá está, prequelas…

(cuidado com os spoilers!) 

Quanto ao dito “trauma”… bem … em jeito de piada “comeram-lhe e fizeram-lhe comer a irmã”. E não pensem em pedofilia e incesto, porque obviamente que se trata de canibalismo.
Obviamente que a complexidade da personalidade de Hannibal Lecter vai muito mais além, o que nos faz (pelo menos a mim) não considerar a morte da família, e especialmente da irmã, como “a causa dele ser quem é”, mas simplesmente como “um primeiro desencadeante”.

Há ainda que salientar o papel levado a cabo por Gong Li (Lady Murasaki), misturando por momentos, Hannibal Lecter, e o fascinante mundo de espadas e samurais.

Quanto a mim, seria difícil algum dos filmes superar The Silence of the Lambs (não era, principalmente, no jogo de palavras e emoções entre Hannibal Lecter e Clarice Starling que residia o brilhantismo do filme?). No entanto, na minha opinião, para todos os que se deliciam (nhami!) por esta personagem e pela sua história, Hannibal Rising é um filme a não perder.

Vai uma espetada de Bochechinhas e Cogumelos?

Psicologicamente Lecter…

E sai um ser humano para a mesa do canto!

Pela primeira vez na história deste blog (6 meses, recentemente completos), recebi uma sugestão via mail. Aproveito para agradecer os mails que tenho recebido nestes últimos dias. (Não foram resmas, mas foram duas pessoas! Bem bom). Obviamente que nos faz sentir bastante bem, ouvir que alguém aprecia o que fazemos, mesmo que seja somente um blog…

E passando à sugestão do Paulo Fontes, vou-vos mostrar e comentar alguns excertos de um texto da autoria do mesmo.

“Ser(emos) Humano(s)?”, pergunta Paulo Fontes,

Todas as pessoas que vivem neste singelo e maravilhoso planeta são Seres Humanos. Um ser vivo com emoção, razão e alma, que nasce, cresce, amadurece, morre e consoante a grandeza da sua alma é julgado como tal! Bem, neste último aspecto cada qual tem a sua visão e opinião. Respeito e compreensão deveremos ter! É igualmente, de suma importância não descurar a linda história da mente e da emoção que todos nós temos. Actualmente, mais do nunca, o combate entre a religião e ciência ultrapassa as fronteiras do racional. Mais doente anda, obviamente, a religião, uma vez que o radicalismo tem triunfado muito através dela. Efectivamente, a ciência, também, tem provocado atrito, embora não tanto como a religião. Como é óbvio, a religião não tem culpa nenhuma… O Homem é que faz das suas…!

O duelo Religião/Ciência, sem dúvida que tem sido um dos duelos polémicos da nossa sociedade. Facilmente dizemos que a Religião não deveria querer influenciar determinadas áreas que pertencem ao domínio da Ciência. (Quem são os padres, para nos dizer que não devemos usar preservativo? Serão eles que cuidarão dos nossos filhos, ou que ficarão com as possíveis doenças?). Estas, e muitas outras, foram questões que ficaram na nossa história. Deve a Religião proibir o avanço da Ciência? Deve a Religião, usar o seu nome, para desencadear guerras? Na minha opinião não. E chamar-lhe ia hipocrisia barata, se continuasse nesta linha de pensamento. Mas a questão do texto leva-nos por outro caminho: Em nome da Ciência, ou em nome da Religião, ou em nome do que quer que seja, as acções, são acções humanas. É o homem que pensa, que decide, que age… usando como “desculpa” uma autoridade que lhe permita exercer algum poder.

Mas este Homem é Ser Humano e por algum motivo e/ou causa faz o que faz e com o interesse que tem. Veja-se o exemplo dos terroristas… Estes nascem respirando ódio, crescem num berço de ódio, brincam com ódio, adoram ódio… e querem morrer pelo ódio. Tal ambiente cria escuridão na nossa alma, mas lá no fundo mora uma emoção. Todos nascemos com emoção, mas nem a todos lhes é possibilitado semear o amor. (…). Parece-me errónea a divisão entre “homens maus” e “homens bons”…! Certamente, seria melhor dizer que somos todos, mas TODOS, Seres Humanos…uns com a emoção blindada e outros não! Quando alguém nos bate como reagimos?! Quando alguém viola um nosso parente/amigo como reagimos?! Se alguém nos rouba algo, o que fazemos?! Reagimos, seja quem for, com raiva, ódio…! Se não formos educados com amor, afecto, o que seremos quando formos adultos? Seremos inseguros, transpiraremos medo, ódio…! Se não recebermos exemplos dos nossos pais e professores, se não recebermos amor por parte dos mesmos, como poderemos ter paixão pela vida, pela nossa mente, pela natureza, pelo sucesso e, também, pelo insucesso?

Não deixa de ser engraçada, a visão romântica de que “amor cria amor”, e de que se formos tratados e educados com esse amor, saberemos ser honestos. E ao termos o amor liberto em nós, podemos ser chamados dos tradicionais “homens bons”. Quanto a mim, talvez não seja assim tão linear. A educação é fundamental, e se os terroristas existem, de facto, é por sempre terem vivido e conhecido somente um ambiente hostil de tradição de morte. Mas se não formos tão extremistas, como usando exemplos como o terrorismo, vemos que todos nós temos o nosso lado mau e o nosso lado bom, tal como nos exemplos dados nos excerto, de reagirmos mal quando alguém toma para connosco uma acção que nos prejudique de algum modo. Será essa a prova de que o “lado mau” existe em cada um de nós?
Existirão os “homens maus”, que são inerentemente maus, desonestos, sem princípios, mas que de vez em quando também sentem e amam…E os “homens bons”, que são inerentemente bons, preocupados com os outros e apaixonados, mas que também sabem ser “uns grandes filhos da p***, quando lhes pisam os calos”? E a diferença entre uns e outros estará somente na educação, ou terá algum dedo genético? (Outra das típicas dualidades).
Está o nosso lado mau, ligado à nossa necessidade de sobreviver em sociedade (isto é, de ser bem sucedido), à necessidade de ter algum poder perante o mundo? Se uns se usam das bengalas da religião para poderem impor a sua opinião, outros usarão actos ilícitos, e outros ainda lutarão em nome de qualquer outra coisa, mas na verdade todos querem chegar à mesma meta: o sucesso. O alcançar dessa meta, será sim, puramente humano, os meios, são os aprendidos, e os que parecem resultar melhor num dado tempo, e num dado contexto.

“(…)Para tal, ressalve-se que é imprescindível ensinar, dando exemplos verdadeiros e sensatos, o amor pela vida, o amor pela dúvida; incentivar os alunos/filhos a pensar, a amar, a dar e a receber, a ceder; estarmos preparados para o sucesso, assim como para o insucesso; sermos transparentes; amarmos o nosso “eu”; sermos os verdadeiros artistas do palco da emoção; sermos verdadeiros pensadores, … é o desafio que se coloca! (…).

Estes serão sem duvida pontos-chave na educação do mundo. No entanto, e correndo o risco de uma visão um pouco mais pessimista, os seres humanos, serão sempre humanos, e dificilmente largarão completamente o seu lado negativo e os seus actos e palavras mais tristes. Fazem parte dele. Mas com a melhoria na educação, seríamos todos homens “inerentemente bons”. Diminuindo as acções negativas, daqueles que antes, agiam por maldade, as respostas negativas “dos bons” diminuiriam com o tempo, até à sua extinção…ou até ao regresso dos “homens maus”. Bastaria uma única acção negativa para desencadear novamente um ciclo vicioso em torno da maldade…

E será por isso que não vale a pena lutar pela educação? Será por isso, que vemos cada vez mais uma desistência de lutar pelos valores?

Um dia estaremos tão consumidos por actos sem educação, que o caminho para o sucesso necessitará somente da honestidade. E aí a selecção natural fará com que a educação melhore, e a “bondade” prolifere.

A “diferença que faz a diferença” será ser diferente pela positiva.
Pelo menos por uns tempos…

Este foi um post também ele diferente, e não sei se foi ao encontro do pedido, mas anyway, foi a minha “primeira encomenda de post”, não iria deixar de fazê-la ^^

E porque o Psicologicamente também satisfaz os vossos pedidos (só os de posts, atençãozinha):
Psicologicamente procurando a diferença que faz a diferença…