Tenho um pedófilo assassino no Blog! Confissão em directo!

Não, isto não é um título para angariar views. Tendo em conta alguns comentários recebidos neste post, achei que isto não deveria passar em branco, e todos os leitores deste blog deveriam ter a oportunidade de ler isto, tal como eu.

“jonathan Says:
intao todos vcs acham q os pedofilos sao nojentos.. e devem apodrecer sem doh pelo q fizeram, ow pelo q querem fazer……… vcs n sabem o q nos passamos, na vida fomos maltratados fomos abusados.. temos traumas e medos.. queremos nos matar e vcs fikam nos acusando… lembrem-se que vcs nos traumatizaram primeiro. tentamos nos livrar… mas n conseguimos……. SE SOH A CURA EH A MORTE PARA NOS…. PODEM NOS MATAR.

jonathan Says:
n sou pedofilo pq eu quero….. surgiu do nada……… pessoas me maltrataram muitos anos atras… mas hj elas tiveram o q mereceram…. eu matei cada uma da pior forma possivel de dor…… eu n sou 100% pedofilo.. soh virei isso pq nenhuma menina da minha idade gostava de mim entao fui obrigado a olhar outras coisas……… para mim n tem mais volta pq minha avoh morreu quando eu era pequeno e soh ela me dava carinho…. pq o resto da minha familia n me ama…………depois q minha voh morreu minha vida nunk mais foi a mesmo… PRESTE BASTANTE ATENCAO….. EH BOM PARA VCS COMECAREM A DAR MAIS VALOR A VCS E AS PESSOAS EM SUA VOLTA……. EU JAH FUI UMA PESSOA BOA depois do q me fizeram… nada a n ser odio me domina.

jonathan Says:
hahauhauhauhuahua coitado de vcs… acham que vao vencer….. olha pro mundo de hj seu idiota em cada esquina esta cheia de criminosos.. estupradores enfim nem se o mundo inteiro se juntasse e combatesse.. vcs n venceriam….vcs sao fracos.. e cade a opniao feminina sobre oq eu to falando desde q eu comecei….. sou pedofilo sim.. jah abusei e jah matei menininhas.. adoro velas sentir dor enguanto tremem……. tenho uma forma de buscar videos e fotos de criancas nuas…… e n direi a vcs para q n destruam o site…….. e esse n eh meu nome e nem meu msn verdadeiro o mundo soh melhorarah quando o mundo parar de acreditar em deus.. q eh averdadeira mentira”

Se é verdade ou não, obviamente não sei. Mas, tendo inventado isto, ou tendo de facto confessado a verdade: é demente! Não me venham com “traumas de infância”, porque por mais que estes tenham sido o desencadeante, não justificam comportamentos criminosos, de quem deveria estar atrás das grades. Por mais que sejam “perturbações” este tipo de pessoas deveriam estar afastadas da sociedade: presas ou a receber tratamento em instituições mentais. Repare-se como ao longo do discurso, passamos da tentativa de passar uma imagem de vítima, para um orgulho nas suas acções criminosas.

Ficam os dados “falsos”, pela curiosidade e pelas “pistas”:
jonathan | IP: 200.230.113.800 66.15
jonathan   | IP: 200.183.209.350 72.23
jonathan   | IP: 201.56.238.420 72.232

E fica um apelo às “autoridades”. O mundo está recheado de pessoas como esta, e não é tão difícil assim apanhá-los: basta um esforço sério para o conseguir. Repare-se como é fácil arrancar-lhes confissões, e repare-se como até se expõe, num mundo que consideram seguro: o da Internet.

Psicologicamente a apanhar assassinos!

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Heroes – Já conhecem a série?

Hoje, e apesar de ser dia, não vos falo dos nomeados para os Óscares. Deixo esse retrato, para ser tirado aqui.

Hoje falo-vos de heróis. Desenganem-se, se pensaram que ia falar do homem-aranha, do super-homem, ou de outros que tais. Desenganem-se, se pensam que esta é somente “mais uma série de super heróis”. Heroes, é uma recente série da NBC, que conta, até ao presente, com 16 episódios (não percam o próximo episódio, porque nós, também não! E quem não viu ainda estes, vá a correr ver!). Pessoalmente nunca fui muito fã das ditas séries/filmes de super-heróis, talvez pelo excesso de “fatiotas” e surrealismo, que ficam perfeitos na Banda Desenhada, mas que no grande ecrã, nos lembram que estamos somente perante ficção, e nunca de realidade. Penso que é nesse ponto, que heroes se distingue: um maior realismo. Uma maior aproximação dos “heróis” com pessoas de carne e osso. Sim…ok, na realidade não andam por ai pessoas com super-poderes, mas é hipoteticamente mais provável surgirem pessoas, iguais às outras, que têm uma determinada capacidade mais desenvolvida que o normal, do que andar por ai alguém a voar com um fato de licra.

Fazendo um breve resumo, para quem ainda não viu nada, e sem spoilar, temos:
1. Um conjunto de pessoas que vão descobrindo que têm, cada uma, um determinado poder.
2. Um geneticista, que tem uma lista dessas pessoas. (sabemos que os poderes, têm origem genética).
3. Um assassino (também ele com poderes?) que vai perseguindo (e matando duh é assassino) essas pessoas.
4. Um pai de uma rapariga com poderes, que estranhamente também procura essas ditas pessoas… (para quê?)
5. Um homem importante, que se encontra de alguma forma interligado com várias das personagens. (Chantageia? Manda matar? Comanda? Quem é ele?)
6. O mundo está em perigo, e alguns dos nossos heróis, têm a missão de o salvar (Quais? Como o vão fazer?)

Um conjunto de tramas, e de poderes, que se vão interligando, e espicaçando a nossa curiosidade. Respostas? Ainda faltam muitas, ainda há muitos episódios a ver.

Vou passar à parte das personagens/super-poderes, logo, esta é a parte dos SPOILERS. Se não viram ainda, perde a piada se lerem isto tudo, ok? Por isso “xô”, vão ver a série e depois voltem.
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Hannibal Rising – Saudades de uma carninha?

Hoje venho falar-vos de Hannibal Rising!

Pois é, quem não conhece Red Dragon, The Silence of the Lambs e Hannibal? Agora, chegou-nos, a prequela das prequelas, Hannibal Rising.

Objectivos? Mostrar-nos a história de Hannibal. O que o transformou na personagem que todos conhecemos? Como foi a infância/adolescência, do nosso querido Hannibal Lecter?

Arrisco a considerar Hannibal Lecter um dos melhores vilões cinematográficos, a par de outros, tais como Jack Torrance, por The Shining ou Darth Vader, por Star Wars. No entanto, e como é óbvio, é na pele de Anthony Hopkins que imaginamos este grande vilão. É o carisma do actor, a excelente capacidade de representação, o olhar penetrante e avassalador, que fazem dele o melhor dos melhores. E foi pela imagem de Hannibal Lecter estar tão fortemente intrincada com a de Anthony Hopkins, que olhei inicialmente para este novo filme, com bastante cepticismo. Como se sairia Gaspard Ulliel(Um jovem francês, desconhecido do grande público), na pele de Hannibal Lecter? Esperava, antes de ver o filme, um hannibal fraco; um hannibal “traumatizado”, calculando que colocariam a justificação dos seus traços “sociopatas”, num trauma de infância

Desconhecendo “Behind the Mask”, a obra de Thomas Harris na qual o filme se baseia, não poderei comentar a adaptação cinematográfica da mesma, limitando-me portanto a pensar no filme, em relação aos restantes.

Todos sabemos que não é somente um actor que faz um filme, e independentemente de Gaspard Ulliel, realizar uma prequela de uma história, não é tarefa fácil. O elemento surpresa, torna-se inviável (todos sabemos que Hannibal irá sobreviver até ao final do filme… no shit) e não é absolutamente nada fácil caracterizar a personalidade de Hannibal, muito menos arranjar “justificações” no seu passado para as suas características. Por um lado, Gaspard Ulliel superou em muito as minhas expectativas, conseguindo fazer jus ao nome da personagem. Não se quebrou a “mística” envolta em Hannibal Lecter, como receava que acontecesse. (Ainda bem que não escolheram Hayden Christensen ou Macaulay Culkin!).

Pena, numa ou noutra cena, ser suposto pensarmos que havia a hipótese dele morrer: não eram necessários minutos de filme que nos fizessem pensar “levanta-te lá, que é óbvio que estás bem”. Lá está, prequelas…

(cuidado com os spoilers!) 

Quanto ao dito “trauma”… bem … em jeito de piada “comeram-lhe e fizeram-lhe comer a irmã”. E não pensem em pedofilia e incesto, porque obviamente que se trata de canibalismo.
Obviamente que a complexidade da personalidade de Hannibal Lecter vai muito mais além, o que nos faz (pelo menos a mim) não considerar a morte da família, e especialmente da irmã, como “a causa dele ser quem é”, mas simplesmente como “um primeiro desencadeante”.

Há ainda que salientar o papel levado a cabo por Gong Li (Lady Murasaki), misturando por momentos, Hannibal Lecter, e o fascinante mundo de espadas e samurais.

Quanto a mim, seria difícil algum dos filmes superar The Silence of the Lambs (não era, principalmente, no jogo de palavras e emoções entre Hannibal Lecter e Clarice Starling que residia o brilhantismo do filme?). No entanto, na minha opinião, para todos os que se deliciam (nhami!) por esta personagem e pela sua história, Hannibal Rising é um filme a não perder.

Vai uma espetada de Bochechinhas e Cogumelos?

Psicologicamente Lecter…

PP – A Perturbação e a Publicidade

Ora, porquê este título? Em conversa no #filhosdeathena (PTnet) questionou-se se todas estas recentes notícias acerca de Assassinos em Série, não provocariam uma onda de novos Assassinatos. Imaginemos alguém em casa, olhando o ecrã com o seu sorriso sádico: Senhor com as mesmas características psicopáticas do que surge na televisão, mas que nunca tinha cometido um homicídio, fica com uma vontade imensa de experimentar e de ser também ele “famoso” (mesmo que não seja pelos melhores motivos…)

É um facto, por vezes factores como estes, podem ser desencadeantes de determinados comportamentos. E entramos assim numa espécie de “imitação” que leva a que as situações se repitam (Quantas vezes alguém não tenta repetir alguma história macabra que acontecera anos antes? Daí certos locais terem uma certa marca negra, sendo rodeados do medo que as histórias antigas se repitam… –> por vezes, esta é a minha explicação para o medo dos fantasmas…).

Mas não é só nos Assassinos em Série que o que passa na televisão se mostra importante. Pensemos nos suicídios. Estes são um exemplo claro da transformação de um caso isolado de suicídio, numa série de suicídios: o chamado Efeito-Werther. Imaginemos uma pessoa deprimida que se depara com a notícia de que alguém se suicidou. Para ajudar, se essa pessoa tivesse ideação suicida, mas não tivesse ainda pensado na melhor forma de o fazer, a notícia proporciona-lhe a informação extra, da forma (por sinal, eficaz) de como o suicida terminou com a sua vida. Não ficaria esta pessoa ainda com mais motivação para tentar o suicídio? Na semana seguinte a morte desta pessoa, por suicídio, é novamente notícia, e o efeito contínua para uma terceira pessoa, e assim por diante…

Deixo os casos da Anorexia Nervosa e da Bulimia para um próximo episódio, visto as perturbações do comportamento alimentar, serem também elas, por motivos óbvios, das grandes afectadas pela imagem que a televisão e os outros meios de comunicação trazem até nós.

E no fim de tudo isto: Então o que deve a televisão fazer, não nos informar? Então e o papel, não só das noticias, mas também dos filmes que abordam temas como este, ou os célebres e adorados filmes de assassinos em série? Na minha opinião, há uma grande diferença entre o impacto da ficção (sendo este bastante menor) e o impacto de relatos de situações que de facto ocorreram na vida real. No entanto, há que prezar a liberdade de expressão e informar o público, com o cuidado básico de não cair em sensacionalismos. (Para perceberem a que me refiro, a nossa TVI é o exemplo de precisamente o contrário…). Há que informar, mas saber como informar… Haverá necessidade de dizer que o rapazinho tomou não sei quantos comprimidos do medicamento X ou Y, ou basta simplesmente dizer que o rapazinho morreu?

Psicologicamente Informativa…

Serial Killers

Hoje encontrava-me a ler a revista psicologia (o site está em construção, se calhar não vale a pena carregarem=P) quando ao deparar-me com um artigo acerca de Serial Killers me apeteceu escrever umas linhas sobre este tema.

Todos já devem ter visto algum filme de Serial Killers e como tal já sabem algumas das suas características essenciais.

O tema sempre me fascinou tanto que consigo ficar levemente feliz quando se encontra um caso em Portugal (sendo o nosso pais tão escasso neste tipo de “incidentes humanos”).

Antes de mais, a definição de Assassino em Série: “Alguém que reincide nos seus homicídios pelo menos três vezes e com intervalos de tempo variáveis que poderão ir da regularidade (os belos traços obsessivos que os fazem matar no dia exacto, ou até na hora exacta) à imprevisibilidade”.

Geralmente existem dois tipos de Serial Killers, os organizados, e os desorganizados. Os primeiros, intelectualmente diferenciados, metódicos, extremamente simpáticos “ohh fofinha, anda cá ao papá para eu te matar”, e depois geralmente matam num lado, e depositam os corpos noutro… são muito cuidadosos para “não deixar rasto”, e sentem-se orgulhosos dos seus actos. Por outro lado os desorganizados, tal como o nome indica não são tão inteligentes, agem por impulso, geralmente deixando alguma pista, por descuido, que acaba por levar até eles. Frequentemente nem se recordam dos seus actos de loucura…

E em termos de patologia, onde se podem incluir estes seres?

Falemos nos chamados Psicopatas. Que características os identificam?

Olhando para a PCL-R (Psychopathy Checklist Revised):

A Eloquência; o Encanto e a Simpatia superficiais; a sensação de grandiosidade; as mentiras patológicas (mentem como respiram os sacaninhas), autoridade (gostam de mandar, de sentir poder); muito manipuladores (enganam bem, por isso é que matam e não os apanham facilmente); não se sentem arrependidos ou culpados (isto assim facilita, imaginem lá que não sentiam arrependimento nem culpa de nada?); os afectos são obviamente superficiais (“ai eu gosto tanto de ti…kill kill kill”); são seres instáveis e pouco empáticos que fracassam em aceitar as responsabilidades das próprias acções; necessidade de estimulação continuada sendo habitual a promiscuidade sexual (“matar pessoas é bastante estimulante, especialmente sexualmente, acham que não, não?”); tendência para o aborrecimento (“fogo, não sei o que faça, que aborrecimento, hmm *ideia brilhante*: matar alguém para matar o tédio”); Estilo de vida parasita (sugam as suas vitimas, ou vivem na casa da mamã); E vida na casa da mamã aos trinta e tal anos de idade indica logo a sua falta de metas realistas a longo prazo; Pouco controle da conduta (se se conseguissem controlar talvez não fossem assassinos em série, não é?); Eles são impulsivos e por vezes desde novos que têm alguns problemas de conduta, ou delinquência juvenil. Ah..e quando são presos querem por tudo a liberdade condicional (pelo menos sempre conseguiam mais uma vítima para o seu record pessoal…)

Enfim uma panóplia de características que fazem deles o que o nome indica: Matam sem parar, até que alguém um dia os pare…

Psicologicamente assassina…