Encontrar o Amor Perfeito – Teorias

Hoje apetece-me escrever sobre o amor. Mas desenganem-se, se pensaram de imediato em textos cheios de baba no rosto, pegajosa. Antigamente o amor começava na adolescência. Era um dos sintomas da puberdade. No corpo, as modificações são notórias, na alma, surge o amor. O sentimento arrebatado, que nos direcciona cegamente para alguém. Hoje o dia o amor nasce mais cedo, na infância. Notamos a sua nascença, assim que os meninos de cinco anos se aproximam de nós, vindos da escola, e nos dizem que têm namorada (e vice-versa). Antigamente, aos cinco anos, ainda não sabíamos o que era um namorado, ou pelo menos nunca tínhamos colocado a hipótese de ter um. Preferíamos as barbies e os legos. Antigamente, os que descobriam o amor mais cedo eram excepção. Hoje em dia, são atrasadinhos.

Mas não quero falar sobre diferenças temporais, que para tal efeito, já serviu isto. Independentemente de quando descobrimos que achamos uma piada especial aos membros do sexo oposto (ou do mesmo sexo, para alguns casos), os sentimentos vão-se aprimorando, até que chegamos aquela fase da adolescência em que todos amam alguém. E aí, pensamos em dois tipos de pessoas. Os que habitualmente se dão bem com os amores, os chamados “populares”, aos quais basta estalar os dedos para que os namoricos proliferem. (Alguns dos casos, dão para o torto, resultando em coisas como gravidezes indesejadas, mas isso não vem ao caso). E os desgraçadinhos que, vão aumentado em idade, e nada de beijos ou namoros. Julgam-se feios, e julgam que os outros os acham feios. E geralmente acham mesmo. Ou porque é “regra” achar a dita pessoa feia, independentemente da acharem ou não feia, ou porque a pessoa não sabe aproveitar a sua beleza, talvez pelo mau uso de roupa ou acessórios, ou até por alguma característica física, que inevitavelmente a rotula de pessoa feia. Numa fase tão importante de construção de identidade, como a adolescência, a auto-estima dos primeiros fica em alta (vulgo: convencidos e arrogantes), e a dos segundos em baixa (vulgo: nunca ninguém vai gostar de mim).

Com a entrada na faculdade, ou o iniciar de um emprego (ou até de outros tipos de actividade), novas pessoas se conhecem, novas relações, e para alguns dos ditos “desgraçadinhos do amor”, começa um novo ritual de aventura. Finalmente alguém se apaixona por eles, e os livra do karma de pessoas feias. Sentem que afinal conseguem seduzir quem quiserem, afinal são belos, afinal não têm nenhum “erro de fabrico”. Outros continuam em espera. E como quem espera desespera, os sentimentos negativos acerca de si próprios tendem em aumentar. “Se nunca fui correspondido, nunca o vou ser”. Para estes, o construir da primeira relação, tende a ser cada vez mais complexa, porque falta de confiança em si próprios. Fechando-se num casulo, afastam-se dos outros, que os acham “feios”. Conhecendo um menor número de pessoas novas, as oportunidades do surgir do amor decrescem, e consequentemente dá-se um aumento da insegurança e uma maior diminuição da auto-estima. Com o passar do tempo, geram-se os medos de viver para sempre sozinho. O medo da solidão, aliado à incapacidade para sair desse casulo, constrói um ciclo vicioso, do qual não é fácil encontrar uma saída.

No entretanto, os que se descobriram a si próprios, apesar de um dia terem feito parte dos “desgraçadinhos”, despertam cada vez para a realidade do amor. E não se ficam por um único par. Porque há que experimentar, comparar. Só um é pouco. É pouco, porque pode ser muito mau, mas a ele ficamos preso, por julgarmos não conseguir melhor. E depois das inevitáveis comparações, encontra-se quem julgamos ser, para nós, o mais perfeito. E daí segue-se a história da união ou casamento, a qual poderá ser para sempre, ou resultar no tão famoso divorcio. (deixo para outra altura, a dissertação sobre o aumento do mesmo).

E nesta altura, os que permanecessem sem sequer ter tido uma relação, observam os casamentos em seu redor, e começam a sentir-se isolados no mundo dos solteiros. Descem o seu “nível de exigência” procurando outros que tais, por vezes, que também eles consideram “feios”, ou resignam-se ao seu mundo solitário, tentando encontrar alegrias noutros campos, como no emprego ou na arte (há quem lhe chame sublimação).

No entanto, e em jeito de conclusão, os caminhos não são lineares, e muito menos, poderão estar definidos à partida. O futuro é imprevisível, e o que fomos no passado, não poderá ditar, com qualquer exactidão, o que nos transformaremos no futuro. Se o mais importante do ser humano se resume ao seu carácter, esse sim, ditará quem é “feio” ou “bonito”. O restante, só servirá de empecilho, para que o próprio encontre em si essa beleza, e saiba sair do caminho que julga ser o traçado para si.

E agora, perguntam vós: Mas que raio de post foi este?
Não sei, mas poderia vir em qualquer um daquele tipo de livros tristes e inúteis, do género: “os 10 passos para se ser feliz”.

Psicologicamente a palrar.

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E porque também há gajas que jogam – Pré-Release de Planar Chaos – Magic: The Gathering (21-01-2007)

Este será um post um pouco diferente do habitual. Mas, se em tempos falei de Wolfgame, hoje o jogo é outro: Magic, The Gathering.

Muitos devem ser os que já ouviram falar de Magic, ou que conhecem ou conheceram alguém que já jogou, que já jogaram em tempos, ou que ainda jogam. Pessoalmente, já há uns belos 10 ou 11 anos que “tomei contacto” com o jogo, chegando a experimentar jogar, mas só actualmente me apeteceu, de facto, tentar jogar mais a sério. (isto é, aprender mesmo). E depois de um mesito e tal a jogar, apeteceu-me experimentar ir à Pré-Release do passado domingo.

É sempre engraçado verificar o escasso número de raparigas neste tipo de eventos: não sei se por falta de interesse, de contacto, se pelo estereótipo associado aos homens… well, o que interessa é que há sempre algumas excepções, e chega a ter uma certa graça a forma como alguns jogadores reagem à presença de raparigas. (obviamente que são extremamente bem recebidas).

E se esta introdução do post, não passa de uma achega às diferença entre os sexos neste tipo de coisas, a segunda parte do mesmo, só dará algum interesse a quem gostar do assunto, por isso os restantes escusam de continuar a ler =P

Ora, sendo a Pré-Release, no formato Sealed Deck, são-nos fornecidas 90 cartas + terrenos básicos, para construir um deck de 40 cartas (mínimo).

Vou deixar aqui a lista das minhas 90 cartas, para quem queira pensar em quais escolheria, e posteriormente colocarei a minha escolha. (ps – não é nenhuma escolha de “pró”, tendo em conta o 29º lugar, em 52 jogadores, e já pensei em algumas opções alternativas que poderiam ter resultado de forma diferente…)

Artefactos – Artifacts (3)
Prismatic Lens – Lente Prismática
Phyrexian Totem – Totem Phyrexiano
Triskelavus – Triscelavus

Terrenos – Lands (1)
Saltcrusted Steppe – Estepe Salina

Azul – Blue (16)
Timebender – Subjugador do Tempo
Screeching Sliver – Fractius Guinchante
Think Twice – Pensar duas Vezes
Fathom Seer – Vidente de Braças
Dreamscape Artist – Artista Paisagilusionista
Wistful Thinking – Pensamento Sombrio
Erratic Mutation – Mutação Errática
Bewilder – Desnortear
Spellshift – Magitransformação
Voidmage Husher – Silenciador Mago do Vácuo
Frozen Æther – Éter Congelado
Telekinetic Sliver – Fractius Telecinético
Auramancer’s Guise – Fachada do auromante
Synchronous Sliver – Fractius Sincrónico
Magus of the Jar – Mago do Jarro
Eternity Snare – Armadilha da Eternidade

Vermelho – Red (13)

Firefright Mage – Mago Ignintimidador
Brute Force – Força Bruta
Ground Rift – Fenda do Solo
Fury Charm – Medalhão da Fúria
Kobold Taskmaster – Capataz Kobold
Rift Bolt – Raio da Fenda
Prodigal Pyromancer – Piromante Pródigo
Needlepeak Spider – Aranha dos Picos (2)
Bonesplitter Sliver – Fractius Lasca-Ossos
Flamecore Elemental – Elemental Âmago de Fogo
Word of Seizing – Palavra de Controle
Battering Sliver – Fractius Demolidor

Preto – Black (16)
Call to the Netherworld – Chamado ao Mundo dos Mortos
Cradle to Grave – Do Berço ao Túmulo
Rathi Trapper – Armadilheiro de Rath
Circle of Affliction – Círculo da Aflição
Feebleness – Debilidade
Undertaker – Cangalheiro
Melancholy – Melancolia
Strangling Soot – Fuligem Estranguladora
Skulking Knight – Cavaleiro Tocaieiro
Sudden Death – Morte Repentina
Brain Gorgers – Devoradores de Cérebro (2)
Tendrils of Corruption – Gavinhas da Corrupção
Cyclopean Giant – Gigante Ciclópico
Dread Return – Retorno Aterrorizante
Bog Serpent – Serpente de Pântano

Branco – White (19)
Mana Tithe – Dízimo de Mana
Gaze of Justice – Olhar da Justiça
Sidewinder Sliver – Fractius Víbora-Cornuda
Errant Doomsayers – Augure do Infortúnio Errante
Revered Dead – Morto Reverenciado
Knight of the Holy Nimbus – Cavaleiro do Nimbo Sagrado
Aven Riftwatcher – Vigia das Fendas Aviano (2)
Saltfield Recluse – Eremita dos Campos Salinos
Serra’s Boon – Dádiva de Serra
Icatian Crier – Estafeta Icatiana
Poultice Sliver – Fractius Cataplásmico
D’Avenant Healer – Curandeiro D’Avenant
Shade of Trokair – Sombra de Trokair
Pallid Mycoderm –Micoderme Pálido
Calciderm – Calciderme
Castle Raptors – Raptores do Castelo
Gustcloak Cavalier – Cavaleiro do Manto Eólico
Crovax, Ascendant Hero – Crovax, Herói Ascendente

Verde – Green (18)
Healing Leaves – Folhas Restauradoras
Magus of the Candelabra – Mago do Candelabro
Keen Sense – Percepção Aguda
Thallid Shell-Dweller – Talídia Caracol
Pendelhaven Elder – Anciã de Pendelhaven
Seal of Primordium – Selo do Primórdio
Æther Web – Teia Etérea
Gemhide Sliver – Fractius Pele Preciosa
Mire Boa – Jibóia Lamacenta
Vitaspore Thallid – Talídia Vitasporo
Evolution Charm – Medalhão da Evolução
Citanul Woodreaders – Xilodecifradores de Citanul
Glass Asp – Áspide de Vidro
Reflex Sliver – Fractius com Reflexo
Penumbra Spider – Aranha da Penumbra
Savage Thallid – Talídia Selvagem
Giant Dustwasp – Vespa-Poeira Gigante
Wild Pair – Dupla Selvagem

Multi-Color (4)

Dementia Sliver – Fractius da Demência
Merieke Ri Berit – Merieke Ri Berit
Frenetic Sliver – Fractius Frenético
Darkheart Sliver – Fractius do Coração Sombrio

Se quiserem pensar um pouco no que fariam, à vontade.
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Abortemos irmãos!

Chegou a altura de vos dar a minha opinião acerca da despenalização (ou não) da interrupção voluntária da gravidez. O referendo aproxima-se, e com ele, surgem posts e posts, notícias e notícias, movimentos e movimentos, a favor do não ou do sim, relativamente a esta questão.

Se há uns anos atrás, a minha opinião se encontrava indubitavelmente do lado do sim (porque não considero como um atentado à vida humana, mas sim um evitar da existência de um humano indesejado…), no presente não consigo encontrar justificações que pendam só para um dos lados. (Também serve este post, para tentar balancear os prós e contras de ambas as opções, de forma a tomar uma decisão em maior consciência).

Não acho que seja uma questão tão simples como pode à partida parecer, isto é: não se trata só de abortar ou não, existem inúmeras questões que se prendem com a questão principal, inúmeras consequências, se assim preferirem.

Como tal, confesso que olho com desagrado para movimentos publicitários. “VOTE SIM – TRATA-SE DA LIBERDADE DAS MULHERES”, ou “VOTE NÃO – NÃO VOTE PELA MORTE”, ou … mil e outros slogans, alguns deles até originais, que se têm encontrado por aí. Cada um é livre de ter a sua opinião, e deve votar pela sua cabeça, e não pelo que acham os outros… Achava muito mais positivo que se tentassem prever as consequências positivas e negativas para ambas as opções, do que simplesmente “fechar os olhos à opinião que não nos agrada”. Não se trata de haver vencedores ou vencidos, mas sim de se encontrar a melhor forma de gerir uma questão importante para o nosso país. Quanto a mim, é nisso, que cada um deveria pensar…

Pensemos no “NÃO”. Não devemos despenalizar. Porquê?

– Talvez o maior perigo, é que o aborto comece a ser usado como método contraceptivo. Muitos são os casos de gravidezes indesejadas, muitos são os casos, de uso da pílula do dia seguinte. Isto mostra-nos, à partida, que os portugueses ainda praticam muitas relações sexuais desprotegidas, mesmo quando não desejam uma gravidez. E que não se importam de usar métodos “de emergência”. Logo… o descuido, de certo, continuará a existir, mas “se correr mal, aborta-se…”. Penso que as pessoas deveriam ter o discernimento para não usar o aborto de ânimo assim tão leve, mas se muitos não têm o discernimento de tomar um comprimidinho como a pílula, ou usar o coisinho chamado preservativo, já nada me admira. Poderemos pensar “mas o aborto já se faz, clandestinamente ou no estrangeiro..”. É certo. Mas acredito que haja uma percentagem de pessoas, que opta por ter o filho, mesmo quando não o quer, devido ao aborto não estar liberalizado. Caso esteja: é uma opção a usar, como qualquer outra. (relativamente ao futuro das crianças, já falo no lado do sim…)

– Acho, no mínimo, engraçado, notícias, como esta:A Clínica dos Arcos, que nos últimos 12 meses recebeu nas suas instalações, em Espanha, quatro mil portuguesas que queriam interromper a sua gravidez, vai abrir instalações no centro de Lisboa durante o primeiro trimestre de 2007, antes do referendo. Mas já estará certa a vitória do SIM, e ainda não sabemos de nada? O objectivo do governo com a repetição do referendo é simplesmente um negócio para clínicas privadas? Confesso que este tipo de coisas, deixam-me de imediato com alguma vontade de votar NÃO… No entanto, acho que não deveremos confundir as questões, e não seria propriamente um não contra a despenalização do aborto, mas sim quanto aos critérios da realização do referendo, e nesse caso, preferiria optar por votar em branco, mostrando assim alguma indignação perante os nossos regimes políticos. (Aproveito por salientar a diferença: não votar = desinteresse, votar em branco = indignação).

Mas este é também é um ponto importante: Onde vão ser realizados os abortos, nos hospitais públicos? E nesse caso, ainda irão entupir mais os nossos serviços de saúde? Este não deveria ser um motivo de peso, porque os nossos serviços de saúde é que têm problemas graves, e deveriam ter a capacidade de assegurar tudo, inclusive os abortos…mas infelizmente sabemos não ser essa a nossa realidade actual. E se forem realizados somente em clínicas privadas: Ficaram as mulheres sujeitas a ter de pagar balúrdios? Não deixa de ser um serviço de “saúde”, e não um luxo… e provavelmente um dos motivos que leva a mulher a não querer a criança, são dificuldades económicas… Não são questões “fáceis”, e sinceramente não sei dizer qual a melhor opção.

E mergulhemos no SIM, devemos despenalizar o aborto.

– Porque ter um filho deverá ser uma opção do próprio. Porque errar é humano, e pode haver um azar (um preservativo romper, um esquecimento de toma de pílula…). Parece um pouco idiota, despenalizar o aborto, simplesmente porque há azares e descuidos (Não rocem objectos extra-corporais pontiagudos no raio dos preservativos, e usem um alarmezinho diário no telemóvel para o raio da pílula. Se usarem ambos, mal será que tudo corra mal). Mas a Lei de Murphy existe, e pode haver um grande azar, e mesmo assim não se conseguir a pílula do dia seguinte. Se pensarmos assim, os abortos seriam raros… logo, não havia problemas.

– Um filho deve ser desejado e planeado. Vamos ter uma criança que não queremos? Vamos sofrer uma depressão pós-parto terrível, porque não queríamos aquela criança ao pé de nós? Uma criança que destruirá todos os planos que haviam sido previamente estabelecidos… É melhor deitar uma criança ao abandono, ou dá-la, porque não se conseguiu abortar? É preferir dar-lhe uma péssima educação, porque os pais não estavam mentalmente preparados para ser pais? É preferir criar um pequeno vândalo, revoltado? Poderão dizer que muitas crianças não desejadas, no futuro, são tão amadas e bem cuidadas pelos pais, com uma criança que foi desejada. Mas muitas nunca o são… e a mulher deverá ter o direito de escolher se está ou não preparada para seguir em frente com a gravidez. O corpo é da mulher, é ela, e o pai, que vão cuidar (ou não) daquele filho. Eles saberão se estarão capazes ou não para tê-lo, e se optarem pelo aborto (como o que acham melhor para eles, e até para os filhos que terão futuramente, quando o desejarem, ou para os filhos que já têm previamente) devem ser castigados socialmente por isso? Não serão os remorsos, castigo suficiente? É difícil separar a “não penalização”, pela “liberalização”, na prática, são conceitos semelhantes em demasia. Mas somos obrigados a cuidar de alguém que não queremos que exista, quando fomos nos que o concebemos? Devemos ser penalizados, por uma escolha que fizemos em relação ao nosso próprio corpo? Não devemos ter direito a fazê-lo num ambiente seguro, sem risco para a nossa própria vida?

É preferível um aborto, ou posteriores maltratos? Maltratar uma criança que já nasceu, é crime, evitar que isso aconteça, é uma escolha.

Não é uma escolha fácil, entre o SIM e o NÃO, mas pensem, reflictam, e mais importante: votem. Votem em branco se não chegarem a uma conclusão, é preferível, do que votar no sim, porque sim, ou no não, porque não (aí, vocês é que são os abortos…)

A palavra-chave, não deveria ser aborto, mas sim PREVENÇÃO. Não devíamos somente tentar informar os nossos jovens, mas exercer politicas de prevenção mais incisivas. Distribuam mais preservativos por aí, baixem-lhe os preços, tentem mudar a consciência dos pais, que preferem que os filhos tenham relações desprotegidas, do que aceitar que os filhos tenham relações sexuais… O dinheiro gasto com o referendo, não tinha sido nada mal gasto em politicas de prevenção, digo eu…

Psicologicamente a reflectir sobre o aborto… (não, não é o aborto da vizinha, nem aquela besta que é um aborto, é mesmo sobre o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro).

Orgasmo: vem-te tu também e luta pela paz!

Após ter visto isto aqui, não pude deixar de vos falar do Global Orgasm.

“A ideia é que, dia 22 de Dezembro, seja criada a maior onda de energia humana de sempre. Para tal, um elevado número de pessoas deverá ter relações sexuais, originando um orgasmo em simultâneo. Nessa altura, os pensamentos e toda a energia devem ser canalizados num único sentido: a paz mundial e o fim dos vários tipos de violência. «O orgasmo provoca um sentimento incrível de paz durante e depois dele», afirmou Paul Refell em declarações à imprensa estrangeira, acrescentando que o objectivo pretendido é transformar a energia sexual das pessoas em algo mais positivo.”

Pois é meus amigos, um dia cheio de orgasmos, mundialmente falando, e nada será o mesmo. Adeus guerras, adeus fome, venha só o amorzinho! E o slogan “Make love, not war” consegue assim ser levado à letra.

Claro que “um dia, não são dias”, e o dia não passará de uma desculpa, para “fazer amor, sem preconceitos.” E porque não, não é? Talvez reacendam por ai, algumas paixões mais apagadinhas, e só por isso, já valerá a pena. Sempre é uma iniciativa, que leva a uns sorrisos extra, para algumas pessoas…

Efeitos na paz? Não terá nenhuns. Só na paz interior de cada um, enquanto apreciar os ditos orgasmos. Fica o simbolismo.

Psicologicamente orgasmica …

PS – fica o conselho: amorzinho seguro e paz no futuro!

Afinal, quem vê a Pornografia?

Hoje, e porque não hoje, resolvi dedicar um post à Pornografia. Tendo ela um lugar tão “especial” no nosso mundo, porque não também ter direito a um lugar neste blog.

A wikipedia define Pornografia como a representação, por quaisquer meios, de cenas ou objectos obscenos destinados a serem apresentados a um público e também expôr práticas sexuais diversas, com o fim de instigar a libido do observador.”

Não tendo absolutamente nada contra a pornografia (antes que venham aqui gritar coisas, antes de ler o post, pode ser que vejam esta parte), resolvi pensar um pouco, não sobre a pornografia em si (essa já se sabe bem o que é), mas sim sobre quem a vê.

Este observador, que procurar “instigar a sua libido”, que características possuirá? Será que possui características específicas, ou simplesmente é ser humano? (se calhar os animais também gostam!). Isto é, será que todos vemos pornografia? Ou estará a diferença, na frequência com que o fazemos?

Muitas vezes, tenho ouvido coisas como “não há homem/rapaz nenhum que não tenha uns gigas de porn no seu computador” (há uns anos atrás, falar-se-ia de revistas debaixo da cama – isto é a evolução). Será verdade?

De facto, penso existir alguma diferença (e não é propriamente um mito), entre homens e mulheres nesta questão. Claro que muitas mulheres também terão os seus gigas de porn, e muitos homens têm o computador sem ele.

Outra questão pertinente prende-se com a “falta”. Não é a falta de pornografia, é mesmo a falta de companheiro/a e de satisfação sexual. Terão os solitários, maior necessidade de observar corpos desnudos de desconhecidas? Tendo em conta, que o sexo é uma necessidade, e que para o fazer sozinho é preciso uma estimulaçãozinha, talvez pareça natural, o recurso à pornografia para a satisfação. Parece-me que sim…

Por seu lado, quem tenha companhia, mas não seja esta a companhia ideal, talvez também tente procurar por outros meios. Imaginando alguém, que não querendo trair a sua companheira, sente que com ela não tem grande “prazer visual” e consequentemente estimulação sexual, talvez pareça também natural, a procura de uma forma de se satisfazer com outras, que não implique a traição (os casos que não se preocupam com a traição, recorrerão, de certo, à terapia de substituição de P’s – de Pornografia para Prostituição).

E depois, o terceiro caso. O homem satisfeito, que adora o corpo da sua própria mulher, e se encontra preenchido sexualmente, na sua plenitude (ou que preenche a mulher, se assim preferirem). Terá necessidade de recorrer à Pornografia? Refiro-me obviamente à pornografia com terceiros, a “pornografia caseira”, somente entre o casal, não será um recurso, mas sim um complemento à relação (do qual se poderá ou não usufruir, consoante as opções pessoais). Nestes casos, poderia ser a observação de Pornografia vista como uma forma de traição? Ou não terá absolutamente nada a ver com os sentimentos/satisfação que se têm pelo/com o parceiro? Os homens, mesmo os satisfeitos, vêem sempre a Pornografia, porque “são homens”? Ou serão as mulheres que não os satisfazem, mas considerando que não conseguem arranjar melhor, o porn é a melhor opção? (“Porque as modelos servem para o porn, e as mulheres reais não são modelos”?)

Ficam no ar as questões.

Psicologicamente Playboy…

Gajas e Gajos!

Pois é, tenho estado mais ausente daqui do que o habitual, mas nem sempre temos disposição para nos dedicarmos aos blogs, não é?

Hoje volto com um tema muito comum: o sexo! Não o acto sexual, seus depravados, refiro-me mesmo, ao género masculino e feminino (claro que com a conjugação de ambos vamos parar ao sexo, mas isso agora não vem ao caso).

Mais especificamente, gostaria de falar um bocadinho acerca da evolução do estereótipo de “Homem” e de “Mulher”. Se em tempos mais antigos, se catalogava a mulher como a dona da casa, a cuidadora dos filhos, e o homem como o chefe da casa, o responsável por trazer dinheiro ao lar, etc etc, as coisas foram mudando com os tempos. Essa é uma evolução inegável e não são necessários grandes tratados para a exemplificar.

Mas, e no presente, como estão as coisas?

Quem é o homem?

Quem é a mulher?

Se cada vez mais a partilha de tarefas, mesmo as do lar, começam a tornar-se uma realidade, onde se centram agora as diferenças entre os dois géneros?

Poderíamos dizer: Cada vez há menos diferenças, e cada vez mais estamos mais próximos de atingir uma total igualdade.

Mas não me refiro aqui a igualdades, nem a feminismos extremos que a pretendem alcançar. Não me refiro a ser superior, ou a ser mais importante, mas sim às pequenas coisas que continuam a ser mais relacionadas com homens ou mulheres, isto é: a gostos.

  1. Continua a ser referido que os homens gostam muito mais de futebol que as mulheres. (Ainda há pouco tempo assisti ao diálogo entre colegas do sexo feminino que se queixavam deste gosto extremo dos namorados pela “bola”. Ao que concluíam: “Raridade era encontrar um que não gostasse tanto…”). Pessoalmente, conheço vários que não gostam. E várias mulheres que gostam. Mesmo que a percentagem de homens a gostar seja maior que a das mulheres, a verdade, é que esta ideia continua a generalizar-se…
  2. “wow, uma gaja a gostar de anime?”; ou, “wow, uma gaja a gostar de rpg’s?”, ou “wow, uma gaja a adorar ficção científica?”; “wow, uma gaja a ouvir metal?”. As pessoas ainda ficam surpresas quando vêem uma rapariga/mulher a gostar de determinadas temáticas. No entanto, são cada vez mais as que gostam. Sendo temáticas de nichos específicos, naturalmente será mais difícil encontrar pessoas que gostem delas, fora desses nichos (independentemente de serem rapazes ou raparigas).

Mas as diferenças existem, senão não veríamos cursos como os da área de informática, recheados de 90 e tal % de rapazes, e alguns cursos na linha das humanidades com 90 e tal % de raparigas. Não serão estas escolhas de curso, influenciadas pelas próprias percentagens? Escolhas realizadas quando ainda nem sabemos muito bem quem somos e o que queremos. Sem os gostos bem definidos seguimos a direcção da maré, sem sequer colocar outras possibilidades.

Acabamos por gostar do que conhecemos (como poderíamos gostar de algo que nunca vimos?) e só quando conhecemos um número razoável de diferentes coisas é que somos capazes de fazer as nossas escolhas. Isto leva o seu tempo, e está dependente das pessoas que estão à nossa volta, e dos gostos destas pessoas. São as nossas experiências que vão marcando os nossos gostos, e não propriamente o facto de sermos homens ou mulheres…

Psicologicamente feminina…

Parafilias

Tendo em conta o post anterior, pareceu-me deveras pertinente fazer um muito breve post informativo acerca de algumas parafilias. Poderão consultá-las na DSM-IV-TR

Exibicionismo

  1. Fantasias sexualmente excitantes, impulsos sexuais ou comportamentos recorrentes e intensos, durante um período de pelo menos 6 meses, implicando a exposição dos próprios órgãos genitais a um estranho, de forma inesperada.
  2. A pessoa actuou debaixo destes impulsos sexuais, ou os impulsos sexuais ou fantasias provocam mal-estar clinicamente significativo ou dificuldades interpessoais.

Fetichismo

A. As fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais intensos e recorrentes, durante um período de pelo menos 6 meses, envolvimento a utilização de objectos inanimados (por exemplo, roupa interior feminina).

B. A pessoa actuou debaixo destes impulsos sexuais, ou os impulsos sexuais ou fantasias provocam mal-estar clinicamente significativo ou dificuldades interpessoais.

Masochismo Sexual

  1. Fantasias sexualmente excitantes, impulsos sexuais ou comportamentos, recorrentes e intensos, durante um período de pelo menos 6 meses, implicando o acto (real, não simulado) de ser humilhado, agredido, preso ou submetido a qualquer outro sofrimento.
  2. As fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos provocam mal-estar clinicamente significativo ou dificuldade no funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas.

Sadismo Sexual

  1. Fantasias sexualmente excitantes, impulsos sexuais ou comportamentos, recorrentes e intensos, durante um período de pelo menos 6 meses, implicando o acto (Real, não simulado) em que o sofrimento psicológico ou físico (incluindo humilhação) da vítima é sexualmente excitante para a pessoa.
  2. A pessoa actuou debaixo destes impulsos sexuais, ou os impulsos sexuais ou fantasias provocam mal-estar clinicamente significativo ou dificuldades interpessoais.

Fetichismo Trasvestido

A. Fantasias sexualmente excitantes, impulsos sexuais ou comportamentos recorrentes e intensos, durante um período de pelo menos 6 meses, implicando trasvestir-se.

B. As fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos, provocam mal-estar clinicamente significativos ou dificuldade no funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas.

Convém especificar neste caso, se há também desconforto com o papel ou identidade de género. (isto é, se se sente bem como homem, ou como mulher, ou preferia virar… ao contrário..)

Voyerismo

A. Fantasias sexualmente excitantes, impulsos sexuais ou comportamentos recorrentes e intensos, durante um período de pelo menos 6 meses, implicando o acto de observar, insuspeitadamente, uma pessoa nua, que se está a despir, ou envolvida em actividade sexual.

B. A pessoa actuou debaixo destes impulsos sexuais, ou os impulsos sexuais ou fantasias provocam mal-estar clinicamente significativo ou dificuldades interpessoais.

(E deixemos a Pedofilia para outra altura…)

Casos aqui chegue e os critérios se preencham… talvez esteja na altura de procurar ajudinha…

Psicologicamente Perturbada…