Regresso ao mundo dos sonhos! – Pilhas salvadoras

Estava deitada na cama, naquele momentâneo estado antes do adormecer. Tinha uma pequena câmara, por coincidência ou não, igual à pequena câmara que se encontra ligada ao computador. Igualmente igual (com propositada redundância), exceptuando as luzes: uma pequena luzinha verde que me acompanhava os sonhos. E a luz mudara de cor, para um amarelo fluorescente, no preciso momento em que o meu coração acelerara. Ou acelerara ele, com a mudança de cor? O perigo aproximava-se, em forma de um feroz tigre que me invadia o quarto. Levantei-me de rompante, pegando ao colo a pequena câmara. A mudança de cor fora um sinal, e sabia que teria de a colocar novamente verde, para que tudo voltasse ao normal (não é normal, ter-se um tigre no quarto). Deslizando a pequena rodinha (por sinal, ausente, na câmara real), a luz tornara-se azul. Um azul intenso, que se reflectia como um laser, até à direcção do animal. Este desaparecera num ápice, tal como havia surgido. A luz voltara a verde.

Servia aquele pequeno objecto, com o seu pequeno leque de cores, para a abertura de um portal para um outro mundo. Um mundo de outros seres, desconhecido por comuns mortais. O que poderia dalí surgir? Qualquer ser, qualquer demónio…

Não era possível prever quando a cor mudaria, mas o amarelo era sinal de perigo. Perigo iminente que depressa se transformou em lobo, em urso…em…por sorte, somente apareceram animais ferozes, mas qualquer outro tipo de ser, mais atroz, poderia surgir. Era premente evitar a mudança de cores. Surpreendentemente, eram simples pilhas que alimentavam o objecto mágico. Se estas se extinguissem com o amarelo aceso (sinal de bicho presente), seria impossível a mudança de cores. O animal teria tempo de ataque, antes mesmo de se encontrarem novas pilhas. E não haviam pilhas, não tinha suplentes…

Procedeu-se assim, a uma “vaquinha” para a compra de pilhas. A vida da humanidade estava em perigo, e só poderia ser constantemente defendida caso houvesse um razoável armazém de pilhas!

Foram muitos os que contribuíram com uma pilha, até que uma ideia me surgiu! Porque não desligar a câmara, com a cor verde acesa? Durante eras, a pequena câmara se encontrara desligada, não tendo havido qualquer perigo. Não haveria perigo, em desligá-la. O amarelo não voltaria a surgir, e o portal não se conseguiria abrir jamais. Assim o fiz, desliguei-a. Voltei a dormir, descansada.

O mundo estava a salvo, e já não eram necessárias pilhas.

(Sonho de 03-12-2006)

(Em todo o caso, hoje comprei duas, das recarregáveis, precisava para o leitor de mp3…).

Psicologicamente fechando portais perigosos!

Mais um sonho de zombies!

Desta vez, em pleno Alvaláxia. (ou o que seria supostamente o alvaláxia). Na verdade, saíra para ir ao cinema e chegara a uma espécie de sala no meio de um campo. (a única coisa que teria de semelhante com o alvaláxia, seria a cor verde). Seria uma sessão especial, não sei de que filme. A sala, de paredes de vidro, era rodeada por um pequeno riacho.

De repente, um grupo do que pareciam ser zombies, apetrechados, cada um com a sua katana, aproximou-se de nós.

Teríamos de fugir, e a única solução seria passar o riacho. Entravamos assim por debaixo da própria sala (como se a sala não tivesse fundo, mas em simultâneo não deixasse entrar água). Ficámos presos nas arestas do vidro.

Lembro-me de conseguirmos, passado um tempo, libertar-nos, entrar na sala e ver o filme. Era algo sobre dinossauros…

Saímos novamente da sala, também de katanas em punho. De onde vinham as katanas? Foram-nos dadas, não sei onde, nem por quem, quando morremos nas arestas do vidro…

Publicado em Sonhos. 9 Comments »

Rosa, cor de morte?

Ouvira-se o aviso que uma estranha espécie de insectos invadira a cidade. Corria o boato que não tocássemos em qualquer insecto desconhecido. Seriam mais pesados que o normal, como se fossem feitos de puro aço. Eram altamente perigosos, podendo contaminar rapidamente toda a cidade com um vírus incurável.

 O pânico instalou-se, mas tentava levar a minha vida normal.

Preparava-me para um pouco de exercício, no pavilhão desportivo de uma das minhas escolas. Até que…

 Surgira uma borboleta cor-de-rosa, e outra, e mais outra, e outra…Seriam aqueles os tão perigosos insectos?

 Todos fugiram de imediato para uma espécie de cave do pavilhão. Segui-os, sem saber ao certo que tipo de perigo poderíamos ou não correr.

 Entrara num sub-mundo que não sabia existir…Da grande corrida para o refúgio, ficara-me uma única imagem registada na mente: uma enorme nuvem rosa, voando rapidamente na nossa direcção, tentado entrar antes que o grande portão de aço de fechasse…  

 Ali todos pareciam distantes. Percorri longos corredores, tentando perceber que sítio seria aquele. Os barulhos de embate de aço contra aço, enchiam os olhares de pânico. Não desistiam de tentar entrar…ainda conseguiriam, talvez.  

 Uma outra cidade se encontrava diante dos meus olhos. Pessoas infectadas, caídas pelos cantos, enquanto outros tentavam cuidar do que restava delas. Felizmente, o que quer que fosse o vírus, não se transmitia de humano para humano. Bastaria ficar longe das borboletas…

 Mas as pessoas eram estranhas, mais estranhas que qualquer perigo. Conflitos atrás de conflitos. Os mantimentos de certo seriam poucos, e as pessoas estavam dispostas a tudo para a sua própria sobrevivência: inclusive matar.

 Sem saber o que me fazia tirar tal conclusão, senti que nada daquilo era real. As borboletas seriam uma mera experiência para nos afastar do mundo. Sem saber quem o fez ou com que objectivos, resolvi fugir daquele estranho mundo maldito. Corri na direcção do grande portão, carregando no botão para que abrisse. Assim que se aperceberam de tal acto, correram para me parar, mas não foram a tempo..

 O portão abrira, as borboletas entraram, e muitos tentaram correr, fugindo para parte incerta…

 Corri até um café. Alguns bebiam e comiam como se nada fosse. Subindo umas pequenas escadas, observava-se uma espécie de aviário…Pareciam patos…mas uma estranha substância cor-de-rosa lhes saia do corpo.

 Eram inofensivos. E fora neles que as borboletas se haviam transformado… Matei eu alguém ao abrir tal portão? O que explicaria tudo isto? Perguntas que ficaram sem resposta e o sonho saltou para outro espaço, que descreverei no post seguinte…

 (noite de 26 de Agosto 2006)

Do dente ao cérebro!

Tinha acabado de partir um dente incisivo…e logo eu, que tenho estes dentinhos de coelha. Que drama…isto têm de ficar bom, se não ficarei horrível. Corro para a minha dentista e peço-lhe ajuda. Felizmente ela depressa me diz que há solução e que o dente ficará melhor que nunca. Respiro aliviada, enquanto me sento na cadeira de dentista. Ela coloca-me uma espécie de pasta branca na boca.

 “Agora ficas aí um bocadinho enquanto isso seca, que eu já volto”

À medida que secava, sentia como se tivesse quatro grandes pastilhas elásticas a secar na boca, ainda por cima pastilhas que não sabiam bem…Pasta nojenta esta…e eu irritada por ali ficar assim. O tempo passava e ela nada. Lá voltara, horas depois, dizendo que era ideal aproveitar o reconstruir do dente, e desviavam-se os dentes um pouco para trás, deixando assim de ter os dentitos à coelha. A ideia agradou-me. No entanto, a dentista tinha de ir embora, dizendo que seria melhor voltar depois, quando lá tivesse o colega dela, que estava mais habituado a este tipo de reconstruções complexas. Lá sai da dentista irritada…

 “ah, mas fica com a pasta na boca…”

 Vou-me embora e fico com aquela nojeira na boca…Que bom! Estava mesmo irritada, mas lá voltei, que remédio.

O dentista mandara-me sentar na cadeira, e de imediato, abre-me o cérebro. Sim, isso mesmo, cortezinho pela testa, puxar a pele para trás, isto é, até ficar com os vermelhos miolos à vista. Era necessário…assim facilmente se puxaria, pelo cérebro, o maxilar….e, por sua vez, os dentes (rica teoria de sonho, esta).

 Entretanto uma jovem moça entra pelo consultório: “Vamos beber café?”

“Claro, vamos”.

 “Não acredito que se vai embora e me deixa aqui assim!” (sim, eu estava sentada na cadeira, de cérebro à vista, e perfeitamente lúcida. E neste momento, o dentista ia tomar café com a moça, e deixar-me ali assim)

 “Ah desculpa. Assim já não se vê” -> coloca-me um CHAPÉU! Assim já não se viam os miolos. E eu ali assim, novamente à espera…

   Entretanto um outro homem entra no consultório. Vinha-me violar, deixou ele bem claro…só faltava essa de facto. O homem deveria estar tão habituado a reacções de medo, que ficou impávido e sereno enquanto me via levantar irritada (de chapéu, tapando os miolos) e dirigir-me à porta.

 Do outro lado da porta, depois de a abrir, várias pessoas circulavam de um lado para o outro. Tirei o chapéu, mostrando os miolinhos, e gritei bem alto “ESTÁ AQUI UM HOMEM QUE ME QUER VIOLAR, E A MERDA DO DENTISTA DEIXOU-ME AQUI DE MIOLOS À VISTA”

 Claro que ninguém ajudou…reacções de pânico, foram as únicas reacções vistas..Cada vez mais irritada, desci até ao fundo da rua, onde se encontrava uma esquadra de policia. Coloquei novamente o chapéu, e falei com uma das agentes, para que me acompanhasse ao consultório para deter o homem que lá estava, e que me tentou violar…Ela assim o fez.

 De volta ao consultório, enquanto o homem, que surpreendentemente ainda lá estava, é detido, o dentista regressa.

 “Coza-me o raio da cabeça, que quero é ir embora, o dente fica mesmo assim, já não quero saber”.

(Sonho de 25 de Agosto 2006)

 

A Coca-Cola e os Zombies

Andava sozinha pelas ruas da cidade, enquanto bebia uma Coca-Cola fresca. Anoitecia. Procurava alguém, sem saber ao certo quem, quando de repente percebi o que tinha acontecido: Zombies por todo o lado e mundo estava a cair nas suas mãos (ou nas suas boquinhas sedentas).

A estrada, totalmente ladeada por seres a cair aos pedaços, grunhindo estranhamente. Senti-me a passar no verdadeiro corredor da morte. Até que…reparei nas suas faces mortas…e eles estendiam os braços tentando retirar-me a Coca-Cola das mãos. Assim que percebi que os seus grunhidos se dirigiam à lata e não a mim, depressa a dei a um deles. Todos ficaram em redor do possuidor do liquido castanho com gás, tentando beber um pouco…

E assim que bebiam, caíam mortos (mesmo mortos), prostrados no chão…
Havia descoberto a salvação do mundo: a Coca-Cola!

Psicologicamente zombie…

(PS1 – Hoje deixo-vos somente, mais um pequeno e recente sonho)

(PS2 – E já que falo de zombies, aproveito para deixar uma pequena nota de publicidade: Undead, Dead Ahead)

Um Novo Restaurante

Abrira um novo restaurante na avenida e a sua colega e amiga convidou-a para o conhecer. Ela achou piada a ideia, sempre gostara de conhecer sítios novos, porque não visitar o novo espaço.

Assim foram até lá. Dois grandes portões vermelhos davam entrada para uma grande sala recheada de mesas e cadeiras de madeira antiga. Era uma sala quadrada com um balcão bastante alto e de vidro, que rodeava duas das suas paredes de um extremo ao outro. Do outro lado do vidro, repousavam o que pareciam ser maravilhosas iguarias culinárias: o chamado frigorifico de doces e frutas. E os preços indicados pareciam também eles, bastante apetecíveis…

Assim que chegaram, a sua amiga dirigiu-se à zona dos pedidos, no balcão, e pediu uma garrafa de água. Pagou e assim que lha deram:

“Vamos?” –> disse-lhe ela, apontando para a saída.

“Então mas…? Não vínhamos almoçar? Viemos a um restaurante comprar água?”

“Ah desculpa, não te perguntei, queres uma garrafa também?”

“Não…queria era almoçar. Isto ainda por cima tem tão bom aspecto.”

“Não te aconselho, a sério…”

“Mas já cá vieste antes, não foi? Não era bom?”

“Isto vai parecer estranho, mas…apesar de te parecer tudo bonito e diferente, todas as comidas têm o mesmo gosto…e…”

“O quê? Mas estás a brincar comigo? Vou pedir um destes bolos…”

“Tu é que sabes…”

Ela assim pediu, o que parecia ser uma fatia de bolo de chocolate com um aspecto magnífico. Mas assim que provou…

“EWWWW, mas o que é isto?” – disse ela, cuspindo o bolo que mordeu.

“Eu avisei…aqui todas as comidas sabem…a carne de porco crua! Os donos dizem que é um sabor a chouriço sempre presente, mas sabe é mesmo a carne de porco crua…”

“Mas…tudo mesmo? Como é possível?”

“Não me perguntes, mas é mesmo..”

“Não pode ser tudo tudo…”

Indignada e incrédula, ela pede uma das pequenas meloas, prova, e tem exactamente a mesma reacção.

“Mas que raio de restaurante é este? Porque viemos aqui?”

“Para conheceres…mas a única coisa aqui que sabe bem, é a água…”

“Ok…vamos embora”

“Ah, mas nunca venhas cá comprar água ao fim-de-semana, nesses dias eles não vendem água”

“Mas para que é que este restaurante existe?”

A amiga encolheu os ombros, e ambas seguiram o seu caminho.

 

(Sonho da noite de 2 Agosto de 2006)