Acordo ou Palhaçada Ortográfica? – Rescaldo do Prós e Contras

Pois é, o assunto já corre há anos, muito já foi dito por blogs, jornais e jornalitos, mas não consigo deixar de vir dar a minha opinião. Ontem, ao ver o programa Prós e Contras na RTP1 fiquei com ainda mais vontade de dizer algumas coisas, e comentar outras…

Do lado a favor do acordo Carlos Reis e Lídia Jorge. Do outro, Vasco Graça Moura e Alzira Seixo.

E antes de mais convém deixar a minha posição: completamente contra este acordo.

Podem ver os seus contornos aqui.

Não sejamos acusados de falar sem conhecimento de causa.

As 10 alterações mais salientes:

1. Eliminação do c e do p, em palavras como: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo.

2. Colocação do c e do p como “facultativos” em palavras como: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carate­res, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção

3. Quando, nas sequências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respetivamente, nc, nç e nt: assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e assuntível; peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade.

4. É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito per­feito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

5. Prescinde-se de acento circunflexo em: creem deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

6. Deixam de se distinguir pelo acento gráfico (prescinde-se dele mais uma vez): Pára (de parar) e para (preposição), etc.

7. Levam acento agudo ou acento circunflexo, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.

8. Retira-se o hífen em locuções como: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar, cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho, etc

9. Deixa de se empregar o hífen em palavras como: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

10. Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.

Vamos então pensar: Para que serve este acordo?

Segundo os senhores que são a favor do mesmo, serve para:

(e isto foram argumentos utilizados ontem no debate)

Uniformizar a Língua Portuguesa: Como todos sabemos, os Brasileiros, bem como os Africanos de Língua oficial portuguesa, apresentam na sua forma de falar e escrever algumas diferenças e peculiaridades em relação a nós, Portugueses. Convém, quanto a mim salientar, que a diferença entre as variantes da língua, não se resume à ortografia. Como exemplos? O uso do gerúndio, o uso de palavras diferentes (todos se lembram do anúncio pimbolim é matraquilho!). Portanto, a Língua Portuguesa não vai ficar igual em todo o lado. As Variantes continuarão a existir. Aliás, quando falam, como no ponto 7 referido acima, que determinada nova regra é facultativa consoante as pronúncia, não estamos a uniformizar nada, estamos simplesmente a dizer que uma coisa tanto assim como assado, está correcta. Isto não é uniformizar, é desregrar. É dizer que com tanta coisa “facultativa” vamos deixar de saber o que está certo ou errado. Bem basta vermos por ai tanta atrocidade à nossa língua, com erros ortográficos. Assim deixamos de saber o que é erro ou não… ou melhor, nada é erro, portanto temos de nos preocupar menos ainda em escrever correctamente. Parece-vos que isto é uniformizar a língua, em prol de um bem comum? A mim não.

Aproximar os povos: Em seguimento do ponto anterior, tudo isto do acordo tem servido para dizer que esta é uma forma de nos aproximar dos outros povos que falam o Português. Não haveria outras provas de “não racismo” que pudessem ser dadas, ao invés do “vamos deturpar a nossa própria língua, para que não digam que somos racistas?”. É que sinceramente, o argumento do racismo não tem absolutamente nada a ver com isto, como o sr. Carlos Reis ontem se fartou de dizer. É legitimo que o povo Brasileiro, tanto como o Africano, tenham adaptado a língua que usam (o Português), às suas raízes e cultura. Acho que todos nossos reconhecemos que há diferenças (e quanto a mim significativas), mas também todos reconhecemos que não é por elas, que nos deixamos de entender uns com os outros. A língua é a mesma, mas são variantes diferentes. Não estamos a deturpar a cultura, tanto a nossa, como a deles, ao tentar fazer alterações que não levam a nada?

Dar um maior reconhecimento à Lingua Portuguesa: Mas vai ser mais reconhecida porque deixamos de usar os c’s e os p’s e outros que tais? Vão existir várias variantes, como existiam antes. Vamos todos falar português, como falávamos antes. Não percebo o propósito, a mim parece-me uma utopia, que estas alterações façam com a língua seja mais ou menos reconhecida do que é agora.

Simplificar a língua: Sim, isto foi usado como argumento ontem no debate. “Como há muitos analfabetos, assim seria mais fácil para aprenderem” – segundo novamente, o senhor Carlos Reis. Tal como alguns linguistas bem lhe responderam: não, não serve para simplificar nada. As pessoas aprendem da forma que lhes for ensinado, estas alterações não são de forma alguma facilitadoras da aquisição da linguagem. Não será precisamente o contrário, até? As duas por três, com as alterações, as pessoas até deixam de saber “afinal, qual é a forma correcta de escrever isto e aquilo?”. Com tanta coisa “facultativa” a resposta deve ser: é como vos apetecer. Ok, diminuímos os erros, porque diminuímos as regras. Isto é? Estupidificar as pessoas?

Então se todos os argumentos para este acordo são, quanto a mim, grandes falácias, que se tiverem algum verdadeiro objectivo, é puramente político, para que vamos alterar, aquela que é a nossa língua?

Passemos, por fim, que este post já vai longo, a analisar alguns dos pontos de alteração acima referidos.

Quanto aos “facultativos” já disse o que tinha a dizer….

Ponto 1: Eu, pessoalmente, odeio as palavras assim. Acho que apesar de o c e o do serem “surdos”, eles têm uma função nas palavras. E se em algumas pode não fazer tanta diferença, noutras faz, especialmente na forma como a palavra passa a ser pronunciada. Ok, podem sempre usar o argumento de ontem: “mas lembramo-nos de como são agora pronunciadas, não vamos passar a pronunciar de forma diferente”. Então em vez de mantermos a forma como as coisas são escritas (a correcta) vamos memorizar isso, para não passarmos a pronunciar em erro. Faz sentido?

Ponto 4: Novamente, segundo o senhor Carlos Reis (sim, porque este senhor disse coisas magnificas ontem), esta alteração na acentuação é simplesmente um caso de “contextualização”. Basta-nos contextualizar a palavra, para saber em que tempo verbal ela se encontra, segundo ele. É verdade que algumas palavras (chamadas homógrafas), já tinham esta peculiaridade: de se escreverem da mesma forma, mas terem pronuncia e significados diferentes (colher o trigo, comer com a colher). Então, mas…não íamos simplificar a língua? Ah Afinal não, afinal vamos arranjar é mais palavras iguais, que precisem de contextualização.

“Nós amamos a vida”; à Presente ou Passado? É que se ainda amamos é óptimo, se amámos isto pode ser a última frase deixada por um grupo que acabou de cometer suicídio colectivo. Não parece que se tire assim tão bem pelo contexto… E muito menos me parece que se deva estragar desta maneira a nossa gramática. Os tempos verbais existem para alguma coisa, credo.

Ponto 10 – E vamos mais uma vez estragar a nossa gramática, neste caso o verbo haver.

Bem, fico-me por aqui. Sei que este será um post que suscitará polémica, mas a minha opinião não será por isso alterada. Cada um tem direito a pensar pela sua cabeça, e se esta mudança a mim me faz muita confusão, porque não acho que faça qualquer sentido, talvez haja a quem não faça confusão nenhuma. Provavelmente, estes chamar-me-ão de nacionalista, ou algo do género. Eu continuo a achar que uma alteração deve ser feita quando há motivos para que esta seja feita. Aqui não encontro motivos válidos.

FullMetal Alchemist

Toka Koka! Ou princípio da troca equivalente. Esta é talvez a noção mais interessante do anime. A noção de que para recebermos algo, temos de dar algo do mesmo valor. O que é tido no anime, como o principio base da alquimia, é por outro lado, uma noção idealista da nossa realidade. A ideia de que temos de amar para ser amados, de respeitar para ser respeitados, e assim por diante.

FullMetal Alchemist começa por apresentar-nos dois irmãos, Alphonse e Edward Elric. Filhos de um alquimista conceituado, que os deixou ainda pequenos, aprenderam também eles a arte da alquimia.

E o que é a alquimia? A capacidade de transformar algo, noutra coisa, respeitando os componentes em questão. Por exemplo, seria possível transformar algum objecto partido na sua forma intacta, desde que estivessem presentes todos os seus pedaços. Transformar uma colher num garfo, desde que constituídos pelo mesmo material, etc, etc. O grande tabu da alquimia consistia assim na transformação dos seres humanos: seria apenas necessário reunir todos os elementos químicos que constituem o corpo humano, para ressuscitar alguém?

Alphonse e Edward tentam testá-lo para trazer de volta à vida, a sua recém-falecida e adorada mãe….Será que conseguem? Que consequências daí advém? O que farão depois?

FullMetal Alchemist é um anime bastante conhecido, e confesso que superou as minhas expectativas. Personagens bem caracterizadas, que nos deixam um certo carinho. Momentos intensos que nos remetem para questões importantes: Até que ponto somos capazes de fazer determinadas coisas para alcançar os nossos objectivos? Até que ponto devemos aceitar os factos da vida, ou lutar para que se alterem?

Se existisse um objecto nos confins do mundo, que nos permitisse trazer alguém de volta à vida, o que faríamos para conseguir ficar cm ele? Se é que faríamos algo, claro.

Quem não pensou um dia, o quão engraçado seria, transformar as coisas com as suas próprias mãos? Que vantagens isso poderia trazer? Quais são os limites da ciência?

São muitas as questões levantadas, num anime que tem o seu lado leve e até humorístico. Full Metal Alchemist consegue um balanço muito positivo, entre as cenas pesadas e intensas que nos deixam a pensar e até com uma certa tristeza, e as cenas que aliviam este cenário, fazendo-nos no rir.

Quando vemos um anime na casa dos 50 episódios temos sempre aquele receio de demasiados episódios pelo meio que não acrescentem nada e que tornem o anime mais aborrecido. Não é caso deste anime, em que a história flui facilmente e nós dá sempre vontade de ir continuando até ao fim.

Mais informações, como sempre, na wikipedia. Para quem não viu, cuidado para não se spoilarem.

Resta-me ver o filme, que segundo parece continua a história….

Após ter visto Darker than Black, o Estúdio Bones, continua a surpreender-me pela positiva. E continuando com Bones, próximo post: Eureka Seven. Belas surpresas se aguardam.

Anime 5 – Gantz

Gantz é um anime bastante diferente dos anteriores (não são todos eles diferentes?), e que me surpreendeu pela positiva. Tenho preferência por animes (não é só nos animes, obviamente, mas é o relevante neste caso) que tenham algum conteúdo por detrás das imagens que passam diante dos nossos olhos. Isto é, que nos façam pensar em algo. Torna-se muito mais interessante quando há uma temática que de algum modo corresponde às nossas vidas e à vida em sociedade, do que quando simplesmente vemos lutas de poderes entre os “bonequinhos”.

No entanto, por vezes não é fácil aliar uma boa temática à capacidade de entretenimento. Isto é, também não gosto quando o anime se torna maçudo demais. Quando uma série nos faz não querer parar de ver os episódios, um atrás do outro, geralmente é porque este objectivo foi bem conseguido, e estamos perante um bom anime.

Gantz começa por fazer-nos pensar : o que acontecerá após a morte? Uma temática já bastante explorada, em que Gantz consegue mostrar uma perspectiva de alguma forma original.

Num ambiente, que nos faz lembrar uma mistura entre O Cubo e Battle Royale, pessoas tentam lutar para que lhes sejam devolvidas as suas vidas.

E se depois de morrermos tivéssemos uma segunda oportunidade?

E se para que pudéssemos voltar à nossa vida, nos víssemos obrigados a matar alguém. Será que o faríamos?

Gantz é, tal como grande parte nos animes, baseado em manga, que já conta com 267 capítulos, e continua em publicação. Para os interessados, o primeiro volume em inglês será publicado pela Dark Horse Comics no final de Junho.

O anime, pelos estúdios Gonzo, conta-nos em 26 episódios (divididos em duas séries) uma parte da história, tendo, obviamente, um final alternativo do manga. (se não, não teria já acabado!). Não vou aqui fazer comparações, visto não ter lido o manga, mas considero ser por vezes preferível terminarem o anime, mesmo que para isso tenham de alterar algumas coisas da versão original, do que terem de andar a “encher chouriços” (não há melhor tradução para fillers) para acompanhar a publicação do manga. (Bleach, anyone?)

No entanto, o anime deixa-nos a querer saber mais, e com algumas perguntas em mente, e o manga, pelo que já vi, explica muito mais, e proporciona-nos bastante mais detalhes, até porque…continua!

Há que salientar, que vi a versão uncut do anime. Algumas cenas agressivas e outras de conteúdo sexual. (algumas destas últimas a proporcionarem umas boas risadas). O personagem principal retrata bastante bem um adolescente com as hormonas aos saltos, o que ajuda bastante a caracterizá-lo. (Não sei o que cortaram na versão censurada, mas, e fora as crianças que estejam a ler isto, claro, vejam a versão não censurada). Para as crianças há por aí muitos outros animes mais indicados.

Psicologicamente a matar uns extra-terrestres.

(Próximo Episódio: Darker Than Black)

Belas e Mestres, o novo Big Brother!

Pois é, já sabem que acho uma certa piada em vir comentar programas de televisão. E isto é para poderem dizer aquela deixa “Falam mal, falam mal, mas a verdade é que vêem”. É verdade, confesso que vi o início do programa, especificamente com o objectivo de fazer um post sobre ele! (isto é dedicação bloguista, não digam que não!)

Ora, supostos objectivos do programa:
– Sabemos que os portugueses gostam deste tipo de programas – isto é – de espreitar vidas alheias!
– Sabemos que os portugueses adoram um bom romance à lá novela, e se houver sexo à mistura, melhor.

Por aí, o programa tem como ter sucesso (a nível de audiências). E obviamente, sabemos ser esse o interesse da estação televisiva em questão.

Teoricamente, o programa pretendeu encontrar pessoas, que se enquadrassem o mais possível, em dois tipos de estereótipos.

– “A burra loira”, como quem diz, a gaja super super gira, e super super burra.
– E uma espécie de “geek”. O gajo supostamente desajeitado, sem grande jeito com as mulheres, mas extremamente inteligente.

Quanto a elas, pelo menos parece haver ali uma bela amostra de burrice. Tendo em conta pérolas como:

Pergunta: “Então quais são as regiões autónomas de Portugal?”
Resposta…”Hein? Hmmm…Lisboa?”

Pistas: “(Sendo suposto identificar uma fotografia): Foi a única Primeira-ministra mulher de Portugal…Têm nome de passarinho! Maria de Lurdes…….vá…nome de um passarinho?”
Resposta: “Piriquito? Oo”

(ou chamar Napoleão a Bocage, e Gorbanov a Gorbatchev).

Pergunta: Qual a capital da Arábia Saudita? Resposta: Paquistão?

Pergunta: Então diz-me lá o que já sabes da África? Resposta: É o segundo maior continente… Pergunta: Então e qual é o maior? Resposta: Os Estados Unidos?…ah não… a América do Norte?

Quanto a eles, bem, ainda não mostraram ser nada de extraordinário. Eles acabam por não ter de provar que são inteligentes, fazendo-se disso como facto assente (pela simples frequência ou término de uma licenciatura, e o arzinho de geek?). E pareceu-me extremamente ridícula, a ideia de que um dos objectivos para eles, seria “ganhar músculo”. Uh… interessa assim tanto? Oo

O programa tem gerado alguma discussão, acerca de até que ponto, alimenta um estereótipo de que as mulheres são burras, e os homens inteligentes. Penso que não é nada disso que se trata, e a resposta é simples. Queriam juntar, pessoas inteligentes (e que não primassem pela beleza), para que pudessem de algum modo, tentar ensinar pessoas burras (por sua vez, belas). Ora… gajas boas dá mais audiência que gajos bons, é um facto (por isso as burras, tinham de ser elas). E sexo dá audiência (dai a ideia de juntar duas pessoas de sexo oposto). Não deve ser difícil perceber-se isso.

Fica a piada das calinadas que se ouvem…

Até as do júri, como, em palavras de Rui Zink “São tão fofinhos (um dos casais), que até dormia no meio deles”.

Psicologicamente a comentar mais um Reality Show!

(E com outras novidades, e como sabem que eu até tenho um gostinho por Magic, the Gathering. Já viram esta nova comic? Vá, vão ver.)

Heroes – Já conhecem a série?

Hoje, e apesar de ser dia, não vos falo dos nomeados para os Óscares. Deixo esse retrato, para ser tirado aqui.

Hoje falo-vos de heróis. Desenganem-se, se pensaram que ia falar do homem-aranha, do super-homem, ou de outros que tais. Desenganem-se, se pensam que esta é somente “mais uma série de super heróis”. Heroes, é uma recente série da NBC, que conta, até ao presente, com 16 episódios (não percam o próximo episódio, porque nós, também não! E quem não viu ainda estes, vá a correr ver!). Pessoalmente nunca fui muito fã das ditas séries/filmes de super-heróis, talvez pelo excesso de “fatiotas” e surrealismo, que ficam perfeitos na Banda Desenhada, mas que no grande ecrã, nos lembram que estamos somente perante ficção, e nunca de realidade. Penso que é nesse ponto, que heroes se distingue: um maior realismo. Uma maior aproximação dos “heróis” com pessoas de carne e osso. Sim…ok, na realidade não andam por ai pessoas com super-poderes, mas é hipoteticamente mais provável surgirem pessoas, iguais às outras, que têm uma determinada capacidade mais desenvolvida que o normal, do que andar por ai alguém a voar com um fato de licra.

Fazendo um breve resumo, para quem ainda não viu nada, e sem spoilar, temos:
1. Um conjunto de pessoas que vão descobrindo que têm, cada uma, um determinado poder.
2. Um geneticista, que tem uma lista dessas pessoas. (sabemos que os poderes, têm origem genética).
3. Um assassino (também ele com poderes?) que vai perseguindo (e matando duh é assassino) essas pessoas.
4. Um pai de uma rapariga com poderes, que estranhamente também procura essas ditas pessoas… (para quê?)
5. Um homem importante, que se encontra de alguma forma interligado com várias das personagens. (Chantageia? Manda matar? Comanda? Quem é ele?)
6. O mundo está em perigo, e alguns dos nossos heróis, têm a missão de o salvar (Quais? Como o vão fazer?)

Um conjunto de tramas, e de poderes, que se vão interligando, e espicaçando a nossa curiosidade. Respostas? Ainda faltam muitas, ainda há muitos episódios a ver.

Vou passar à parte das personagens/super-poderes, logo, esta é a parte dos SPOILERS. Se não viram ainda, perde a piada se lerem isto tudo, ok? Por isso “xô”, vão ver a série e depois voltem.
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Espectáculo de Aberrações – Alguém quer aparecer na televisão?

Pois é, estreou ontem o novo programa da RTP1, Aqui há pouco Talento. (perdão, parece que se chama Aqui há Talento).

Ora, trata-se de uma versão reformulada do Ídolos (não fosse também apresentado pela Sílvia Alberto) abrangendo não só cantores e cantores wannabe, mas sim, qualquer tipo de talento (com particular relevo, para o talento de cair no ridículo).

Pelo que observei ontem, é… um programa humorístico, vamos embalados no riso com o Gato Fedorento, e não resistimos em continuar a rir no programa que se segue. E perguntam vocês: Mas deveria ser um espectáculo de talentos? Penso que sim, mas se já no Ídolos, surgiam imensas “figurinhas”, aqui há mais espécimes desses.

A dificuldade encontra-se na definição de talento. Que talentos podemos ir lá mostrar? A coisa centrou-se entre canto, dança, contadores de anedotas, artistas de circo, culminando em coisas que ninguém sabia muito bem o que eram.

Pensemos em exemplos concretos:

  1. A velhota que imita o Michael Jackson. Que melhor desejo poderia ter qualquer pessoa quando atinge assim uma idadezinha mais avançada, do que imitar o Michael Jackson! É muito engraçado ver a “coragem” da senhora, e ver que nem só os novos estão prontos para estas coisas, mas…IMITAR O MICHAEL JACKSON? E não, não era a cantar, simplesmente a imitar aquela sua típica dança… Numa palavra: ridículo.
  2. O puto basofe a….adivinhem? IMITAR O MICHAEL JACKSON! Mais uma vez, somente a sua dança… Surpreendentemente este até passou de fase, onde se chega a uma conclusão: basta ainda ser puto, para “cair em graça”. Se imaginarem um puto basofe, completamente destituído de cérebro (eish, que redundância), a dançar michael jackson….Numa palavra: ridículo.
  3. E porque já chega de michael jackson, vamos passar à libelinha tonta! Sim, porque quem é que consegue imitar uma libelinha tonta? É preciso um grande talento, para correr o palco com umas asinhas, gritando “nhaaa,nhaaaa,nhaaaa,nhaaa”. Numa palavra: ridículo.
  4. A brasileira que quer ser actriz, e chega ao palco gritando que foi traída pelo marido. Entretanto, começa a dançar um sambinha, e no fim deita-se para o chão. Uh? Não, não me estou a referir a uma prova de dança, só mesmo a abanar o rabinho (dançar Samba a sério, seria algo totalmente diferente, ou talvez não). Não, não me estou a referir a teatro, só mesmo a uns gritos esbaforidos. Numa palavra: Ridículo.
  5. “Eu chamo-mo Rosa Maria, e tudo o que aqui tenho, é da minha autoria” – Esta foi realmente uma bela frase de início de prova, para alguém que vem vestida com a bandeira nacional (literalmente). Depois tentou cantar… Numa Palavra: Ridículo. (pelo menos era patriota…)

Podia continuar, mas acho que me fico por aqui… lá se safaram alguns, como uma rapariga com swings de fogo; a chinesinha contorcionista, mais um ou outro adepto do circo e o casalinho das danças de salão.

Ps – Dá mesmo vontade que carreguem nos botõezinhos que ligam os “X” vermelhos, para os mandar parar.

 

Psicologicamente a imitar uma libelinha tonta! (ou o Michael Jackson, é parecido).

2007, os Morangos, e as Próteses Dentárias!

E este é o primeiro post de 2007 deste blog. É altura de ter os desejos feitos, as novas resoluções e desejos. Ah não, esperem, isso já foi há cinco dias, hoje é dia de começar a esquecer todas as promessas e desejos e voltar à rotina habitual.

Porque na verdade, é essa a tradição: comemorar em grande a passagem de calendário, e esquecê-la novamente assim que acaba esta época festiva. Porque qual é a diferença do último dia de 2006, para o primeiro de 2007? É mesmo essa, um calendário novo.

No entanto cá ficam os desejos de um óptimo 2007. “Que seja melhor que 2006”, como se costuma dizer (Mas porque será que o ano que vai passar tem sempre de ter karma de mau?)

Para o ano voltaremos a receber sms’s daquelas pessoas que não nos falam durante o ano todo…

Para o ano voltaremos a desejar que 2008 seja melhor que 2007.

Para o ano voltaremos a ter novas ideias, novos desejos, que em grande parte, serão exactamente os mesmo de agora.

Para o ano voltará a haver fim de ano.

E porque este post, não poderia ser somente um post de ano novo, já repararam num anúncio para “cola” para próteses dentárias, em que a senhora diz:

“Agora já posso voltar a roer uma maçã” –> Até aqui tudo bem.

“Agora já posso comer morangos. Eu que adoro morangos” – uh? É só de mim, ou os morangos até são um fruto molinho e pequenino? Oo

Bem sei que não tenho experiência pessoal com próteses dentárias (ainda não cheguei lá, ainda bem!), mas….não haveria melhores exemplos?

Psicologicamente desejando um feliz 2007, livre de próteses dentárias saltitonas que não deixam comer morangos!