FullMetal Alchemist

Toka Koka! Ou princípio da troca equivalente. Esta é talvez a noção mais interessante do anime. A noção de que para recebermos algo, temos de dar algo do mesmo valor. O que é tido no anime, como o principio base da alquimia, é por outro lado, uma noção idealista da nossa realidade. A ideia de que temos de amar para ser amados, de respeitar para ser respeitados, e assim por diante.

FullMetal Alchemist começa por apresentar-nos dois irmãos, Alphonse e Edward Elric. Filhos de um alquimista conceituado, que os deixou ainda pequenos, aprenderam também eles a arte da alquimia.

E o que é a alquimia? A capacidade de transformar algo, noutra coisa, respeitando os componentes em questão. Por exemplo, seria possível transformar algum objecto partido na sua forma intacta, desde que estivessem presentes todos os seus pedaços. Transformar uma colher num garfo, desde que constituídos pelo mesmo material, etc, etc. O grande tabu da alquimia consistia assim na transformação dos seres humanos: seria apenas necessário reunir todos os elementos químicos que constituem o corpo humano, para ressuscitar alguém?

Alphonse e Edward tentam testá-lo para trazer de volta à vida, a sua recém-falecida e adorada mãe….Será que conseguem? Que consequências daí advém? O que farão depois?

FullMetal Alchemist é um anime bastante conhecido, e confesso que superou as minhas expectativas. Personagens bem caracterizadas, que nos deixam um certo carinho. Momentos intensos que nos remetem para questões importantes: Até que ponto somos capazes de fazer determinadas coisas para alcançar os nossos objectivos? Até que ponto devemos aceitar os factos da vida, ou lutar para que se alterem?

Se existisse um objecto nos confins do mundo, que nos permitisse trazer alguém de volta à vida, o que faríamos para conseguir ficar cm ele? Se é que faríamos algo, claro.

Quem não pensou um dia, o quão engraçado seria, transformar as coisas com as suas próprias mãos? Que vantagens isso poderia trazer? Quais são os limites da ciência?

São muitas as questões levantadas, num anime que tem o seu lado leve e até humorístico. Full Metal Alchemist consegue um balanço muito positivo, entre as cenas pesadas e intensas que nos deixam a pensar e até com uma certa tristeza, e as cenas que aliviam este cenário, fazendo-nos no rir.

Quando vemos um anime na casa dos 50 episódios temos sempre aquele receio de demasiados episódios pelo meio que não acrescentem nada e que tornem o anime mais aborrecido. Não é caso deste anime, em que a história flui facilmente e nós dá sempre vontade de ir continuando até ao fim.

Mais informações, como sempre, na wikipedia. Para quem não viu, cuidado para não se spoilarem.

Resta-me ver o filme, que segundo parece continua a história….

Após ter visto Darker than Black, o Estúdio Bones, continua a surpreender-me pela positiva. E continuando com Bones, próximo post: Eureka Seven. Belas surpresas se aguardam.

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