Cenas após os créditos – Pirates of the Caribbean

Estreou, como devem saber, na passada quinta-feira, o último filme da trilogia Pirates of the Caribbean: Pirates of the Caribbean: At World’s End.

Mais do que comentar o filme: obviamente, se viram os outros dois, terão com certeza interesse em ver o terceiro, queria salientar o facto de EXISTIR UMA CENA DEPOIS DOS CRÉDITOS.

E sim, agora não foi um ataque de histerismo “pitêz”, foi mesmo um acto desesperado de atenção. Estava a gritar mesmo.

Ora, na sala onde vi o filme (foi no Alvaláxia), somente mais duas pessoas esperaram pelo fim dos créditos. Calculando que as pessoas que se deslocaram ao cinema para ver um terceiro filme de uma trilogia, viram os dois primeiros, então deviam saber, que nos dois primeiros, já haviam cenas após os créditos. Num grande apelo à lógica cinematográfica, não seria difícil de supor, que este também teria a dita cena (E que se nos dois primeiros, não passava quase de “mais uma piada”, neste caso acrescenta algo à história). Portanto, e provavelmente, as pessoas também não viram a cena dos dois anteriores…

Tudo isto me faz especular algumas coisas. Porque fico eu, quase sempre até depois dos créditos? Porque se paguei o bilhete do cinema, tenho direito a ficar até ao fim, para ver se há ou não, alguma cena extra.

Mas, e pensando bem, eu nem sempre fico até depois dos créditos. E porquê? Existem duas razões fundamentais: A primeira, caso tenha pressa. Por exemplo, para apanhar transportes públicos de uma determinada hora. Mas suponho que as pessoas não fossem todas apanhar transportes públicos, que só passassem naquele preciso momento…

E aí, salta o grande motivo! A pressão dos funcionários do cinema! É verdade, meus caros. Nunca sentiram aqueles olhares fulminantes de vassouras em punho? Nunca pensaram “vamos lá embora, antes que nos venham expulsar daqui?”. Pois é. E é chato.

E para quem ainda não foi ver o filme, façam favor de esperar até depois dos créditos (que sim, são longos!)

Psicologicamente em busca das cenas perdidas.

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Nightwish –As novas boobs da banda (oops voz! A nova voz!)

Ao ouvir o novo single da banda Nightwish – “Eva”, apeteceu-me lembrar-vos ou contar-vos, que a banda tem finalmente nova vocalista. E ora que é Anette Olzon a substituir Tarja Turunen.

Cá está a carinha laroca:

 

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Quanto a mim, dificilmente a voz de Anette se equiparará à da Tarja, começando assim uma fase totalmente diferente da banda. (Muito melhor para alguns, extremamente pior para outros, consoante os gostos). Se Nightwish, no seu último álbum, já seguia um caminho mais “comercial”, calculo que com a nova voz seguirá os passos de Within Temptation, aparecendo nos tops de vendas ou na MTV. Uma voz mais doce, “menos potente” que a da Tarja. Fico a espera do álbum completo para mais impressões.

Podem ler uma pequena entrevista com a nova vocalista aqui, onde ela nos conta alguns episódios e gostos, como a sua memória em palco mais estranha, “when we played at a motorcycle party somewhere in the south of Sweden. They had strippers, and the crowd was screaming “Show us your boobs” etc. to me..”. Podemos ainda saber que Paulo Coelho e Dan Brown são dos seus escritores favoritos. (Será que temos aqui um indicio do lado “comercial” que mencionava acima?). Abstenho-me de mais comentários 😉

Os meus desejos de felicidades para esta nova fase da banda. Se por um lado espero continuar a gostar de os ouvir, por outro, fico feliz por ainda ter visto ao vivo os Nightwish liderados pela Tarja.

Podem ouvir no site da banda uma amostra do novo single.

Psicologicamente Musical…

Casamentos e Divórcios!

Já há uns tempos, que me falaram em fazer um post acerca da questão do divórcio. Chegou o dia.

As relações que efectuamos uns com os outros são uma das questões centrais na vida dos seres humanos. As relações de parentesco, sempre presentes desde que nascemos até à nossa morte; as relações de amizade, de trabalho, de amor… Somos seres sociais, e como tal, estamos destinados a viver em convivência. Sendo as “relações” uma parte tão importante de nós, retiramos vantagens se nos conseguirmos relacionar de forma saudável uns com os outros.

Sabemos que nos dias de hoje, as taxas de divórcio se encontram em nítido crescimento. O próprio desenvolvimento da nossa sociedade traz-nos as explicações necessárias para compreendermos esse facto.

 Se antes, o papel das mulheres era ficar em casa a cuidar dos filhos e dos maridos, hoje a mulher tem obrigações e deveres equivalentes aos do homem. Nos jovens de outrora, era incutida a ideia de que um casamento é um laço que só se desmancha com a morte. E como tal, eram muitos os casos de violência doméstica que ficavam escondidos no seio de um lar, “porque era a obrigação da mulher se sujeitar ao marido, mesmo quando isso implicava maus-tratos”; os homens tinham alguma liberdade para fornicar aqui e acolá, e independentemente das mulheres perceberem tal facto, deveriam somente fingir que não o perceberam. “porque a esposa é a mulher que temos em casa, e lá estará sempre. O resto é puro sexo”. Da mesma forma, se o homem não estivesse satisfeito com a mulher que escolhera, a solução era arranjar modos alternativos de se satisfazer: no entanto, tinha de se aguentar com aquela como esposa até ao fim dos seus dias.

 O divórcio era mal visto, e talvez neste ponto a igreja tivesse um papel importante, porque “o que Deus uniu, o Homem não deve separar”. E este pensamento estava de facto muito presente nos casais. Basta que pensemos um pouco no tempo dos nossos avós, e de como era, e é, a relação que os une.

 Mas os tempos mudaram, e uma das palavras-chave das nossas relações de hoje é a satisfação (a todos os níveis, não me refiro somente à satisfação sexual, obviamente. Apesar desta também ter um papel importante). Um casal tem de se sentir satisfeito junto, para que assim permaneça. O divórcio tornou-se uma prática corrente, e como tal ninguém quer suportar tristezas, inseguranças ou desilusões. Quem está mal, muda-se, é esse o nosso lema actual.

 Se por um lado, observamos vários pontos negativos em prolongar uma relação que não nos satisfaz, por outro, é com algum receio que observamos a leveza com o divórcio é tratado nos dias de hoje.

 É certo e sabido, que devemos querer lutar pela nossa felicidade e satisfação, mas não deveremos nós lutar, com todas as nossas forças, para que as nossas relações sejam felizes?

 Não falo de um esforço individual, mas sim de um esforço a dois. Um verdadeiro criar da palavra “nós”, em detrimento do “eu” e “tu”. Em todas as relações existem dificuldades, e dificilmente haverão casais que não sejam expostos a variadíssimas delas: o conciliar o mundo do emprego, e o mundo do casal; os conflitos do dia-a-dia; a intimidade do casal; a existência ou não de filhos; as relações com as famílias de origem; o dinheiro e a falta dele, etc, etc, etc.

 Existe um sem número de factores, que têm de ser geridos e decididos por ambos, onde obviamente as fontes de conflito proliferam.

 No entanto, o cônjuge não deve ser visto como o nosso oponente. Não é aquele que diverge de nós, que tem opiniões diferentes. O objectivo do casal, deverá ser sempre respeitar o outro, não esquecendo dos sentimentos que os uniram. A comunicação é um ponto fundamental, e deverá ser clara. Por vezes torna-se difícil não responder ao outro, em função que julgamos que o outro pensa. Mas não somos leitores de pensamentos, mesmo que assim o desejemos, e nada como clarificar primeiro o que o outro pensa, antes de extrapolar, dando uma resposta indesejada.

 Numa relação a dois, não desejamos mal-entendidos, desejamos entender o outro, para que o outro nos compreenda a nós.

 Cada vez mais, se observa uma tendência em pensar que se estamos mal com um, deveremos procurar outro. Mas os conflitos não estão, na maioria das vezes, na pessoa que está ao nosso lado, mas sim na relação que temos com ela. No construir de uma nova relação, surgirão outros conflitos, e entramos assim numa escalada de divórcios consecutivos, que além de nós marcarem a nós, negativamente, deixam também marcas nos que nos rodeiam: como os filhos.

Dever-se-ia, quanto a mim, procurar um meio-termo entre o não-masoquismo (como, por exemplo, nos casos de violência domestica) e o esforço para que uma relação possa resultar verdadeiramente.

Psicologicamente relacional…

E-zine Nova, para amantes da Ficção!

Após a ausência deste ultimo mês aqui no blog, cá estou eu de volta. Caso tenham reparado na “alteração” dos widgets nas barras laterais aqui do Psicologicamente, deveu-se a um probleminha do wordpress, que desapareceu com eles por uns dias. Portanto, foi necessário voltar a colocá-los nos seus respectivos lugares, ou melhor, colocá-los mais ou menos como estavam antes.

Como muitos de vocês já sabem, tenho um gostinho especial pelas áreas da Ficção Cientifica e da Fantasia e por rabiscar umas palavrinhas dentro destes géneros. Como tal, aproveito para publicitar aos amantes desta área, uma Nova iniciativa.

Trata-te de um e-zine, chamado Nova (um fanzine electrónico na área da Ficção Científica e do Fantástico), disponibilizado gratuitamente aqui (no seu formato original, compatível com o Microsoft Reader) ou aqui (em formato .pdf). Para os que costumam estar atentos a este tipo de iniciativas em Portugal, já devem com certeza ter ouvido o nome do seu editor, Ricardo Loureiro, através dos seus projectos anteriores como o Hyperdrivezine.

No primeiro número do e-zine podem encontrar 3 contos, Noosfera, da autoria de João Ventura; A Saga do Homem-Cavalo, por Telmo Marçal, e… pois, e um contozinho da minha autoria, chamado O Processo. Já há algum tempo, este foi o conto com o qual participei num dos passatempos que o editor do fanzine organizou no fórum Filhos de Athena. Agora aqui o encontram, para quem tenha curiosidade em ler.

Além dos contos, podem ainda contar com duas resenhas de Artur Coelho acerca do Conan de Robert E. Howard (quem não conhece o Conan?); uma resenha por Jefferson Luiz Maleski dedicada a’ O Pistoleiro – A Torre Negra, de Stephen King; um artigo de Cynthia Ward: “Fc no Feminino”, e ainda alguns complementos pelo meio do fanzine, que deixo à vossa descoberta.

Fica o convite à leitura e a qualquer comentário que desejem fazer aqui, ou no fórum do e-zine.