Hannibal Rising – Saudades de uma carninha?

Hoje venho falar-vos de Hannibal Rising!

Pois é, quem não conhece Red Dragon, The Silence of the Lambs e Hannibal? Agora, chegou-nos, a prequela das prequelas, Hannibal Rising.

Objectivos? Mostrar-nos a história de Hannibal. O que o transformou na personagem que todos conhecemos? Como foi a infância/adolescência, do nosso querido Hannibal Lecter?

Arrisco a considerar Hannibal Lecter um dos melhores vilões cinematográficos, a par de outros, tais como Jack Torrance, por The Shining ou Darth Vader, por Star Wars. No entanto, e como é óbvio, é na pele de Anthony Hopkins que imaginamos este grande vilão. É o carisma do actor, a excelente capacidade de representação, o olhar penetrante e avassalador, que fazem dele o melhor dos melhores. E foi pela imagem de Hannibal Lecter estar tão fortemente intrincada com a de Anthony Hopkins, que olhei inicialmente para este novo filme, com bastante cepticismo. Como se sairia Gaspard Ulliel(Um jovem francês, desconhecido do grande público), na pele de Hannibal Lecter? Esperava, antes de ver o filme, um hannibal fraco; um hannibal “traumatizado”, calculando que colocariam a justificação dos seus traços “sociopatas”, num trauma de infância

Desconhecendo “Behind the Mask”, a obra de Thomas Harris na qual o filme se baseia, não poderei comentar a adaptação cinematográfica da mesma, limitando-me portanto a pensar no filme, em relação aos restantes.

Todos sabemos que não é somente um actor que faz um filme, e independentemente de Gaspard Ulliel, realizar uma prequela de uma história, não é tarefa fácil. O elemento surpresa, torna-se inviável (todos sabemos que Hannibal irá sobreviver até ao final do filme… no shit) e não é absolutamente nada fácil caracterizar a personalidade de Hannibal, muito menos arranjar “justificações” no seu passado para as suas características. Por um lado, Gaspard Ulliel superou em muito as minhas expectativas, conseguindo fazer jus ao nome da personagem. Não se quebrou a “mística” envolta em Hannibal Lecter, como receava que acontecesse. (Ainda bem que não escolheram Hayden Christensen ou Macaulay Culkin!).

Pena, numa ou noutra cena, ser suposto pensarmos que havia a hipótese dele morrer: não eram necessários minutos de filme que nos fizessem pensar “levanta-te lá, que é óbvio que estás bem”. Lá está, prequelas…

(cuidado com os spoilers!) 

Quanto ao dito “trauma”… bem … em jeito de piada “comeram-lhe e fizeram-lhe comer a irmã”. E não pensem em pedofilia e incesto, porque obviamente que se trata de canibalismo.
Obviamente que a complexidade da personalidade de Hannibal Lecter vai muito mais além, o que nos faz (pelo menos a mim) não considerar a morte da família, e especialmente da irmã, como “a causa dele ser quem é”, mas simplesmente como “um primeiro desencadeante”.

Há ainda que salientar o papel levado a cabo por Gong Li (Lady Murasaki), misturando por momentos, Hannibal Lecter, e o fascinante mundo de espadas e samurais.

Quanto a mim, seria difícil algum dos filmes superar The Silence of the Lambs (não era, principalmente, no jogo de palavras e emoções entre Hannibal Lecter e Clarice Starling que residia o brilhantismo do filme?). No entanto, na minha opinião, para todos os que se deliciam (nhami!) por esta personagem e pela sua história, Hannibal Rising é um filme a não perder.

Vai uma espetada de Bochechinhas e Cogumelos?

Psicologicamente Lecter…

Pedofilia – A busca das crianças sem roupa!

Já há algum tempo que ando para dedicar um post ao problema da Pedofilia. Acho que todos sabemos de que se trata, não valendo a pena grandes explicações. Uma perturbação mental, de facto.

Uma perturbação, que como algumas outras, lança alguma polémica na forma como devemos tratar os pedófilos.

São simplesmente criminosos nojentos, dos quais não se deve ter dó nem piedade?

Ou são pessoas com um problema que as faz colocar em prática esses actos nojentos? E devemos por isso, dar-lhes alguma espécie de “desconto”? Devemos condená-los, mas simultaneamente tentar ajudá-los, ou é um problema sem ajuda possível?

Se um toxicodependente largar a droga, será para sempre alguém que já foi “toxicodependente”, e lutará dia após dia para vencer uma nova recaída. Orgulhamo-nos dos que conseguem fugir deste mundo, porque tiveram essa força de lutar. No entanto, um toxicodependente, além de prejudicar grandemente as pessoas que o rodeiam, prejudica-se essencialmente a si mesmo. Um Pedófilo, por seu lado, prejudica a vida de crianças indefesas, a seu bel-prazer. Se um pedófilo “largar os meninos”, tal como um toxicodependente larga a sua droga, a possibilidade de uma recaída, não o liberta do peso de ser considerado uma pessoa perigosa…

Durante muito tempo, que vimos a pedofilia, como uma “raridade”. Os casos recentes, da Casa-Pia, que colocaram na berlinda nomes sonantes como o de Carlos Cruz, chamaram-nos a atenção para a quantidade de casos, que existiam e existem camuflados pelo nosso país fora.

No entanto, já deixámos um pouco de pensar no assunto. Onde estão os Pedófilos? Não sabemos, mas sabemos que andam por ai. E é nesta altura, que eu olho para as pesquisas em motores de busca, que vêm parar aqui ao Psicologicamente…

menininhos nus 2

Meninas nua de 12 aninhos 1

E isto, só durante o dia de hoje. Diariamente, andam imensas pessoas pela Internet em busca de fotos, vídeos, enfim, material de exposição de crianças nuas. Se todos eles são Pedófilos? Provavelmente não, muitos deles devem sofrer de fetichismo, em observar corpos de crianças… se o salto entre ver fotos pela net, e procurar crianças na vida real, é muito grande, provavelmente também não. Imaginem, quando inocentemente algumas crianças passam por estas pessoas, estas as começam a imaginar nuas, e a sentir-se sexualmente excitados por esses pensamentos…

E a maioria não chegarão a ser crimes, mas somente pensamentos… Pensamentos assim, que imaginam como sendo corriqueiros por ai? Pelos vistos são…

Psicologicamente pedófila (eish não, que nojo. ewwww)

Dia da Saúde Mental – Matar-se ou evitar a Morte?

O Dia da Saúde Mental assinala-se hoje, poucas horas depois de a ONU ter revelado que um milhão de pessoas cometem suicídio todos anos, num fenómeno que poderia ser atenuado se houvesse mais acesso a pessoal qualificado e medicamentos.

Não deixa de ter uma certa piada, o reconhecimento da falta de acesso a pessoal qualificado a este tipo de problemáticas. Reconhecemos o quão necessários são, reconhecemos que existem muitas mortes que poderiam ser evitadas, e reconhecemos a percentagem de desempregos, e a percentagem de vagas não abertas em locais necessários. Na prática, reconhecemos tudo isto hoje, porque é bonito dizer estas coisas no dia da saúde mental. Mas claro que não fazemos muito mais. A situação manter-se-á inalterada, como sempre.

Mas, e não negando o quão tudo isto é importante, falemos no Suicídio.

Todos sabemos que em estados depressivos graves, a ideação suicida poderá estar presente, sendo um dos grandes motivos de preocupação: temos pela frente o verdadeiro risco de morte, que muitas vezes parece secundário, quando falamos em perturbações mentais. A pessoal poderá estar de tal forma toldada pelos seus pensamentos negativos, que não consegue discernir uma melhor solução que a morte, para acabar com os seus problemas. É aqui, que os profissionais de ajuda poderão ter o seu papel: ajudar a pessoa a descobrir que existem sempre mais caminhos, e que por mais negra que parece a situação, provavelmente existe um escape que não tem sido avaliado.

Muitos de nós, conhecemos casos de pessoas que cometeram suicídio, que nos fazem pensar “Porquê, se tinha tanto para dar?”; “Se tivesse vivo, de certeza que tinha conseguido superar o problema e hoje estaria bem”; “Nunca pensei que uma pessoa tão inteligente, com tanta coisa conseguida, fosse tomar uma atitude destas”.

Se por um lado, poderá ser uma atitude levada pelo impulso: O desespero insuportável do momento que leva a seguir um rumo sem volta, por outro lado poderá ser um acto pensado, planeado, ponderado. Se na primeira opção, nos é mais fácil visualizar o acto como um erro, a segunda leva-nos mais a concluir que se tratou de uma escolha do próprio. Até que ponto deveremos achar que temos o direito a escolher se devemos ou não permanecer vivos? É uma escolha que nos cabe a nós? Não estaremos por vezes demasiado consumidos por pensamentos depressivos, de tal forma que nos tornamos incapazes de poder ser responsáveis por tal decisão?

Se na verdade, existe uma imensidão de casos, em que os problemas da vida não justificam tal acto, por outro lado existem mesmo vidas miseráveis, nas quais pensamos que deverá ser dificílimo ter forças para permanecer vivo. Pessoas sobre as quais admiramos a força de lutar, admiramos a coragem. Morrer, seria perder totalmente as forças, seria visto por muitos como uma cobardia. Será que temos sempre a obrigação de lutar? De ser fortes? De ir mais além? Mas quem é que saberá, se a vida “justifica” ou não tal acto? Poderemos imediatamente dizer: nada justifica a escolha pela morte. Será?

A verdade é que pouco sabemos da morte. Se o suicídio poderá ser visto, por um lado, como uma espécie de pecado, ou como cobardia, poderá por outro lado, ser encarado como uma espécie de salvação. Seja como for, as nossas crenças acerca da morte, e do que acontecerá (ou não) depois desta, deverão influenciar grandemente a opinião que temos acerca do suicídio.

Em jeito de conclusão, penso que sim, que de facto deveríamos promover ajuda a todas as pessoas. Acredito que continuariam sempre a haver suicídios, mas uma boa fatia de casos, poderia ser evitada. Seria uma espécie de alívio na consciência do mundo, se pelo menos tivéssemos a liberdade de dizer que “fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”.

Psicologicamente Suicida

Sexo com Esqueletos nem é assim tão bom, não é?

A organização do evento de moda Passarela Cibeles, em Madrid, impediu que cinco modelos desfilassem, por apresentarem uma «magreza excessiva». A proibição está de acordo com as medidas de combate à anorexia tomadas pelo governo regional. (…) Entretanto, o presidente do Conselho de Estilistas de Moda dos Estados Unidos, Stan Herman, já considerou o acto «discriminatório» e coloca-se contra as medidas espanholas.

Nada como ouvir ou ler as noticias para que rapidamente nos apeteça comentar algo. O fenómeno da anorexia nervosa nas modelos, bem como na influência que estes estereótipos de beleza têm nas jovens, é um assunto, sem dúvida, bastante explorado.

E como nem sempre, servem os posts para dizer mal, concordo absolutamente com esta medida, e não deixo de dar uma gargalhada ao “acto discriminatório”. Estamos num mundo, onde tudo o que se faça, pode de alguma forma ser considerado discriminação. Se proibir modelos esqueléticas é discriminatório, proibir modelos baixas também o deveria ser, não? Aliás, bastante mais, tendo em conta que emagrecer ou engordar, ainda é algo que poderá ser alterável com um esforço da pessoa, enquanto que crescer ou encolher é um bocadinho mais complicado…

Para esta função, é óbvio que se querem mulheres bonitas. Felizmente o conceito de beleza é relativo, e não é necessário parecer um esqueleto andante para se ser bela. Aliás, pelo contrário, tocar num corpo que parece que se vai despedaçar não me parece o mais sexy existente à face da terra. E é louvável que se comecem a tomar este tipo de medidas, para que se entenda que o importante é manter um corpo saudável, não um corpo esquelético. Se gordura a mais é prejudicial ao organismo, a magreza em demasia é-o igualmente prejudicial, podendo tornar-se fatal.

Não que a medida seja a solução mágica para se mudar mentalidades, mas há que começar por algum lado…

Psicologicamente concordante..

O Fantasma da Solidão

O ser humano não consegue viver só. Já o tinha referido a propósito das dependências. Mas hoje o assunto é um pouco diferente: o Amor como remédio da solidão. Se vendessem comprimentos anti-solidão, de certo que estes se chamariam amor (ou amoridona ou amoridal que os nomes vão variando consoante os mil e um fabricantes de genéricos e não genéricos)

E com isto quero eu dizer que o amor é uma droga? (É uma droga necessária e até agradável, como muitos dos medicamentos que nos aliviam as dores e nos salvam a vida) Mas também não era aí que pretendia chegar, visto esse caminho levar directamente ao caminho já mencionado das dependências.

Imaginemos um casal que se apaixona. Prometem amor eterno, vivendo o auge de um início de namoro quente e perfeito. Mas tanto um como o outro, já perto dos 30 anos de idade, antes de se conhecerem começavam já a sentir o peso nos ombros da solidão. “já estava em tempo de casares” – diziam as famílias de ambos; “qualquer dia já tens o primeiro filho velha de mais” – retorquia uma amiga. E assim o tempo ia passando e enquanto todos os amigos e colegas se iam casando nem parceiro eles conseguiam arranjar. Até que se conheceram…

E nesse momento tudo mudou. Passado o primeiro mês de namoro (de intenso namoro). “Pai, Mãe, vamos casar”! Claro, tudo estava bem, estava mais que na hora (velhos já eles se achavam) e só uma solução se encontrava: casar o mais rápido possível. Esperar para quê?

Casaram e foram felizes para sempre. (não, obviamente que não, acham que sim? Isto não é um romance cor-de-rosa!)

Passam dois meses após o casamento e começam a discutir diariamente. “Porque não fizeste aquilo e devias ter feito, porque fizeste o outro aquilo, e não devias ter feito, porque isto, porque aquilo…”(o que são estes aquilo’s todos? Nem eles sabiam, mas parecia que já bastava a respiração de um, para suscitar a discussão no outro). Começavam a chegar à conclusão que afinal não se conheciam assim tão bem…

E o que fazer?

Pois, se calhar….ter um filho! Neste auge de paz, sossego e amor, um filho pareceu-lhes a solução maravilha. Tradução: talvez isto nos una…

A gravidez traz alguma acalmia. Sorrisos e sorrisos por parte da família que finalmente vê o desejo de ter um netinho realizado, e tudo parece ter ficado mais coeso.

Mas como nem tudo o que parece é. Basta o nascimento para os conflitos acordarem. E porque ter um filho afinal dá muito mais trabalho do que se pensava…E porque as despesas aumentaram exponencialmente e agora já nem passear um pouco sozinhos podem. E ele que não ajuda…E ela que já não lhe liga a ele…

A vida diária torna-se um inferno, mas a separação também não parece uma boa hipótese: Afinal, acabaram de ser pais…

Talvez empurrando um pouco o miúdo para os avós e restante família os alivie um pouco. Seja como for, o infantário mete-o longe por metade do tempo (pena gastar-se um dinheirão com isso) e a televisão sempre começa a ocupá-lo em casa. (a ver porcarias que farão dele um adolescente deprimente).

Tudo isto porquê? Viver sozinho, não é solução. Há que agarrar a oportunidade de ter alguém o mais depressa possível, ainda assim não se “fique para tio/a” (caso se tenha irmãos, se não nem isso, claro). A sociedade leva-nos de imediato à ideia que numa determinada idade devemos casar, e que se depois de x anos ainda não tivermos filhos, é porque algo corre bastante mal na nossa vida…

Resultados após o final do jogo:
As crianças e adolescentes que temos (penso que não seja preciso grandes comentários quanto a isso).
O número de divórcios a aumentar exponencialmente
As depressões a proliferarem por ai…

Psicologicamente acompanhada…

12 Filmes, 12 Loucos

Ontem ao ver o filme, K-Pax, lembrei-me de listar alguns daqueles filmes que nos suscitam a tão famosa dúvida “é louco ou não?”

Olhando para a wikipedia, encontramos List of Films Featuring Mental Illness.

Prometo que vou tentar não spoilar, mas…não é 100% garantido.

Ora, começando precisamente pelo K-Pax : Alien ou Doente Mental? Um homem perturbado que é internado num hospital psiquiátrico ou um ser do planeta K-Pax que nos chega à Terra contando um pouco do seu planeta de origem? A dúvida persiste e o lado mais interessante do filme é conseguirmos imaginar que uma mesma história pode ser explicada de duas formas diametralmente opostas…Qual a verdade ou não, cabe-nos a nós decidir.

Seguindo esta linha de pensamento, impossível não lembrar de imediato de One Flew Over the Cuckoo’s Nest(Voando Sobre um Ninho de Cucos), recentemente passado na televisão portuguesa (as vezes ainda dá alguma coisa de jeito!). Conseguirá alguém fazer-se passar por louco? E alguém minimamente são conseguirá viver num hospital psiquiátrico sem realmente enlouquecer? Ainda a este propósito lembremos o estudo de Rosenhan, On Being Sane In Insane Places

Passemos para Twelve Monkeys (12 macacos). Loucura ou viagens no tempo? Imagine-se a regressar ao passado, na esperança de salvar o mundo. Acha que alguém acreditaria em si?

Três filmes diferentes, com o ambiente branco comum do interior de hospitais psiquiátricos. Loucos?

Seguindo ainda na possibilidade de viajar no tempo, não esqueçamos Donnie Darko . Será somente um jovem esquizofrénico que segue a sua alucinação: Um coelho gigante?

Lembremos ainda O Efeito Borboleta. Um jovem com períodos amnésicos relativos às suas experiências mais traumatizantes? Ou alguém com o estranho poder de viajar no tempo, alterando assim todo o seu futuro e o dos que o rodeiam? (E por sua vez, do restante mundo, ou não estaríamos a falar do Efeito Borboleta). Será ele louco, tal como era seu pai? Acabará também ele num hospital psiquiátrico?

E será a falta de sono, capaz de nos enlouquecer? Falo obviamente de O Maquinista, e do brilhante papel levado a cabo por Christian Bale neste filme. Paranóia uma verdadeira conspiração para nos deixar loucos?

Passando para os últimos dois, e mais recentes, e isto porque a lista já vai longa (muitos mais aqui poderiam constar), O Exorcismo de Emily Rose faz-nos entrar numa outra esfera. Loucura ou Possessão? Deveremos nós acreditar que podemos catalogar pessoas como loucas em prol do nosso cepticismo? Que poder têm Psiquiatras e Psicólogos para julgar como não real um determinado fenómeno?

E por fim, Half Light (No Limiar da Verdade). Uma jovem escritora, separa-se do marido na sequência da morte do seu pequeno filho (por negligencia sua) e parte para uma casa distante do mundo. Lá, inicia uma nova relação… ou será que a solidão a fez imaginar um homem? Terá ficado ela louca? Ou alguém terá segundas intenções?

Não esquecendo grandes filmes como Fight Club , A Beautiful Mind , Secret Window ou Memento, aqui ficam 12 nomes a não esquecer, para quem procure filmes desta temática.

Psicologicamente Cinéfila… (e sem o patrocínio do imdb)

Necrofilia ou o Amor pela Morte?

A pedido da Dunya, resolvi então dedicar algumas palavras à Necrofilia. (e provavelmente também a pedido dos que aqui chegaram via google em buscar de sexo com mortos).

Ora, começando pela parte científica: Necrofilia, é como vocês sabem, um tipo de Parafilia onde a pessoa sente impulso e atracção sexual por cadáveres. Na DSM-IV-TR está incluída nas Parafilias sem outra Especificação. Esta categoria é incluída para a codificação de Parafilias que não satisfazem os critérios para qualquer das categorias específicas. Incluem-se aqui, além da necrofilia, a escatologia telefónica (telefonemas obscenos) parcialismo (foco exclusivo em partes do corpo), zoofilia (animais), coprofilia (fezes), clismafilia (enemas) e urofilia (urina). -> Sim meus amigos, tudo isto existe! (tudo isto é fado?…)

Entremos no mundo da Necrofilia…

descrição

(Abre-se o caixão, e come-se o corpinho)

Tendo em vista escrever este post, pesquisei brevemente este tema pela net e encontrei um site que, quanto a mim, merece referência. Estamos habituados a pensar nesta parafilia, como isso mesmo: uma parafilia. Achamos repugnante, mas em simultâneo um tema interessante. (Envolto num certo mistério?)

Pensemos então do lado dos necrófilos:

“May the graves be unearthed to satisfy our lustful passions!

Break open the seals of mausoleums to sate our desires!

Leave unlocked the morgue doors at night, that we may consummate our mad indulgences under the cloak of darkness!

The autopsy table shall serve as our sexual alter, the nude,stiff corpse as our unfeeling counterpart and our orgasms as a release of the pulse-pounding hormonal energies that course through our veins!”

Este é um exemplo do que podem encontrar no site. E muito mais do que isso…Pensemos nas vantagens da necrofilia para a sociedade lá referidas!

-> Diminuição da violência domestica. Em vez de dirigir a sua agressão para o maridinho ou a mulherzinha, teriam o livre recurso ao cemitério mais próximo. As vítimas não eram agredidas, e poupa-se terapia em vítima e vitimizador. Parece-vos bem?

–> Os pobres tímidos, sem mulher e sem coragem para a prostituição, tinham agora uma nova porta aberta: a do cemitério!

–> Melhor meus amigos, melhor que tudo: Adeus risco de gravidez!

–> E já viram as despesas que se tem para realizar um funeral minimamente decente? Já viram as dificuldades que têm as famílias mais pobres em despender deste dinheiro? Solução mágica: Vende-se o corpo a um necrófilo, e ainda se ganha dinheiro! (Realmente bem eles dizem, que isto parece demasiado frio…eu sinceramente não seria capaz de vender o corpo de nenhum meu ente querido… mas.. não se doam corpos para estudos? O corpo, não é para muitos, somente um corpo sem alma, e na alma é que estava o seu verdadeiro ente querido…então, porque não ser uma hipótese disponível?)

–> A criação de novos postos de trabalho na criação de “centros de necrofilia” (não será já demais?)

–> O ponto do canibalismo eu deixo para lerem lá.. agora tenho de ir ali vomitar, já volto..

–> Vender ossos aos Satânicos de forma a que estes não os roubem também é um ponto que me gerou uma bela gargalhada!

Mas na verdade…até pensamos: Porque não podem eles divertir-se com os corpos? Imaginemos que a pessoa dá autorização em vida…iria funcionar de forma semelhante a doar o corpo para estudos, ou doar os órgãos…Ou imaginemos que a família doa o corpo, porque não? São opções…Ou é demente em demasia?

Psicologicamente necrofila…